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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

21 agosto 2012

Não Olhe para Trás




“Não olhava para trás, porque olhar para trás era uma maneira de ficar num pedaço qualquer para partir incompleto”. Caio F. Abreu

Há duas coisas que eu julgo importantes na vida: estar sempre com os olhos no horizonte e manter os pés plantados no chão. Aprendi que olhar para o infinito mantém viva minha necessidade de sonhar, de me projetar para o inusitado em busca do novo.

Mas foi depois de algum tempo que entendi que a existência só se torna real quando as marcas de nossos pés ficam esculpidas no asfalto de nossos dias. Sim, toda existência deixa rastros, toda história tem suas trilhas, são os caminhos feitos em nós – uns construídos para dentro, em busca de quem somos, outros para fora, almejando a materialização daquilo que seremos.

No meu pragmatismo, elaborei uma dialética sobre essa questão. Ela afirma que eu devo sonhar, mas sem muita divagação; acreditar, mas sem me perder na ilusão; almejar, mas apenas aquilo que pode ser alcançado; desejar, mas de preferência o que possa fazer de mim alguém melhor. Sim, entendi que devo dar asas aos meus olhos, para que eles voem como os pássaros, mas raízes aos meus pés, de tal forma que escavem o solo e se fixem na terra quais árvores, assim terei a possibilidade de ser livre para pensar e firme para realizar.

Algo que me ajudou a formular estas percepções foi o que sucedeu com Ló no texto descrito em Gn. 19:17. Observe a citação: “...um deles disse a Ló: Fuja por amor à vida! Não olhe para trás e não pare em lugar nenhum...”.

Ló era parente de Abraão e havia saído com ele de Ur dos Caldeus na saga de encontrar Canaã, a Terra Prometida. Depois de certo tempo, eles se separaram, e Ló veio a habitar em Sodoma, uma das cinco cidades-estados do Vale de Sidim, no Mar Morto, um lugar descrito como paradisíaco.

Naquele local, Ló, sua esposa e mais duas filhas tentaram se estabelecer. Mas aquela metrópole, em especial, tinha uma série de problemas, conforme o relato de Ezequiel 16, onde Sodoma é descrita não apenas como um lugar onde a imoralidade era prevalente, mas também como um local onde imperava a ganância, a ociosidade, a arrogância e a avareza, o que caracterizava, dentre outras coisas, um desprezo pela vida.

Aparentemente, Ló tentou alertar as pessoas sobre seu modo frívolo de viver, conforme o capítulo 19 de Gênesis, onde vemos a população afirmando que ele, como um forasteiro, não podia ali se constituir juiz. Fato é, todavia, que tornou-se impossível conviver naquela sociedade sem se impregnar com seus valores e práticas. Por isso, é muito provável que parte da “cultura de Sodoma” tenha se instalado não só na consciência de Ló, mas também em sua alma. 

Por aqueles dias, dois seres espirituais visitaram Sodoma, e avisaram a Ló de que a cidade seria destruída, tamanha era a sua perversidade. O relato está descrito no texto que citei acima. A degradação social e moral de Sodoma havia chegado a um ponto tal que ela acabou sendo entregue a sua própria sorte, tendo sido destruída por uma “chuva de fogo e enxofre”, conforme o relato bíblico, talvez algo ligado a uma erupção vulcânica.

Curioso, entretanto, é o fato de Ló, mesmo tendo sido avisado de tudo o que sucederia, ainda demonstrar tanta dificuldade em sair da cidade. Bem dizer, isso só aconteceu porque os seres espirituais, literalmente, o arrastaram para fora com a família.

Há três aspectos que julgo interessantes no texto e que me remetem ao modo como as pessoas vivem em nosso tempo. O primeiro está na expressão: “Fuja por amor à vida”. Ora, a exclamação denota a dramaticidade da situação. Estava claro que aquele homem estava indeciso, inseguro, que havia amarras existenciais que o prendiam àquele lugar.

A questão, todavia, era uma só: como deixar para trás casa, mobília, trabalho e tudo o que a vida lhes proporcionou construir e acumular no período em que eles ali habitaram? Era uma cisão traumática, abrupta, não obstante, necessária.

Não raro encontro indivíduos na mesma situação. Eles estão presos a coisas, lugares, relações, patrimônio, “heranças” das mais diversas. Para se tornarem livres, precisam cindir com o passado, colocar o pé na estrada e ir, mas ficam relutando e, por vezes, “morrem em Sodoma”, presos a estacas existenciais que não podem ser removidas do chão onde a vida foi plantada.

Em segundo lugar, aparece a citação: “não olhe para trás”. A expressão tem duas conotações. Em primeiro lugar, tudo o que havia ficado ali estava por ser destruído e era mais do que certo que ver o fruto de uma vida virando “cinzas” não seria algo bom para a alma. Em segundo lugar, a proposta agora era romper com tudo e lançar-se pela fé na certeza de que Deus proveria o que fosse necessário para o restabelecimento da vida.

Desgraçadamente, contudo, tenho visto que em tais circunstâncias já se instaurou em nós uma espécie de vício psicológico que nos aprisiona ao passado e nos faz sempre olhar para trás e lamentar. É uma nostalgia pelo que já se foi, uma melancolia masoquista que para nada serve a não ser gerar feridas no coração e tristeza no ser.


Por último, aparece mais um conselho: “Não pare em lugar nenhum”. Esse era mais um desafio: caminhar até que os pés pudessem, enfim, descansar de toda fadiga da vida. Há muitas coisas atrativas quando se está caminhando, muitas das quais roubarão nosso objetivo de chegar a um lugar seguro. Nesses casos, o melhor a fazer é não perder o foco, ir até onde os campos sejam férteis e as águas ofereçam descanso.


Há situações em que não adianta apenas partir, é preciso ir o mais longe possível, afastar-se em definitivo, romper totalmente. Sim, só se deve parar quando o “lugar” for apropriado, quando as circunstâncias apontarem que ali se pode lançar alicerces, criar raiz, fincar novamente a vida no solo que permitirá que sementes sejam plantadas para que frutos sejam colhidos, frutos de graça e misericórdia.


Em minhas andanças pela vida, infelizmente, tenho visto muita gente presa à “Sodoma”. Alguns tentaram fugir do lugar onde existencialmente estavam, mas não foram longe o suficiente para reconstruir uma nova história. Há outros que, mesmo seguindo, acabaram olhando para trás e, desta forma, não conseguiram chegar ao local almejado, ficaram presos às lembranças do que foi vivido, ao que se instalou no ser como consciência prevalente, como sentimento pulsante e vício psicológico.


O que sei é que a “poeira de Sodoma” é capaz de adulterar a consciência e tornar inflexível o coração. Ela paralisa a existência, uma vez que nos torna inamovíveis para alcançar novos objetivos. Quem respira o “pó de Sodoma” não consegue discernir o todo, acaba asfixiado por sua própria cobiça, cego em meio a infrutíferas cogitações.


Carlos Moreira




01 julho 2012

Feridas Feitas pela Família




“Pois o filho despreza o pai, a filha se rebela contra a mãe, a nora, contra a sogra; os inimigos do homem são os seus próprios familiares”, Mq. 7:6

É certo que o ser humano não se desenvolve de maneira plena em suas competências emocionais, motoras e cognitivas sem a presença de uma família. Também é fato que ela é o núcleo sobre o qual a sociedade se desenvolve. Por isso, quanto mais saudável e sustentável for, melhores serão as possibilidades de constituir um povo bem-sucedido.

Contudo, não há como negar, famílias também podem se revelar “usinas” de neuroses, ambientes de agressão e desconstrução do ser, lugares que fazem a psique adoecer, casas onde a erosão relacional provoca feridas tão profundas que acabam esculpidas na alma, ficam “impressas” no indivíduo para todo o sempre. Não se enganou Lutero, o grande reformador, quando proferiu: “A família é a fonte da prosperidade e da desgraça dos povos”.

Esse texto de Miqueias foi escrito no ano 690 a.C. Vivendo as agruras de seu tempo, mergulhado em meio a uma sociedade desprovida de significados, o profeta nos expõe o mosaico da dessignificação a qual o ser humano pode chegar. Na sua leitura lúcida e realista, constata que até mesmo as relações parentais haviam perdido o seu propósito, pois o amor afastara-se, em definitivo, do coração dos homens.

Fato é que as Escrituras não camuflam os dramas vividos em família. Pelo contrário, em suas páginas encontramos, por vezes, com riqueza de detalhes, dramas dos mais diversos experienciados dentro da própria casa, os quais envolvem todos os seus atores. Nem mesmo Jesus foi poupado de viver tais circunstâncias, pois, em João 7, vemos que seus próprios irmãos sanguíneos não acreditavam nele, ainda que vissem as obras que Ele realizava.

Só para demonstrar como o tema é complexo e difícil, lembre-se que Caim matou o seu irmão Abel; os filhos de Noé zombaram do pai que havia se excedido na bebida; Ló se desentendeu com Abraão e se apartou dele; Jacó enganou o pai e roubou o irmão com a aquiescência da mãe; os irmãos de José, com ciúmes, o venderam como escravo; Dalila traiu o seu marido, Sansão, por 1.100 moedas de prata; Absalão matou seu irmão Amnom e este, por sua vez, estuprou a própria irmã; a mulher de Jó aconselhou-o a blasfemar contra Deus.

Se formos observar as leis dadas a Moisés, veremos quantas citações existem para regulamentar as conflituosas relações entre os membros de uma família. Certa estava Madre Teresa de Calcutá ao referir: “É fácil amar os que estão longe. Mas nem sempre é fácil amar os que vivem ao nosso lado”.

De fato, Miqueias fez uma leitura bastante coerente quando afirmou, a partir de sua própria percepção de mundo, que os inimigos do homem estavam em sua própria casa, dentro da família. Isso acontece porque as relações familiares são mesmo difíceis, cheias de idiossincrasias, pois, aqueles a quem mais amamos, não raro, são os que mais profundamente são capazes de nos ferir.

Quando o indivíduo nasce em um lar equilibrado, onde os relacionamentos são saudáveis, onde há respeito e amor, a vida certamente é muito mais fácil de ser vivida. Mas o que fazer quando a família a qual pertencemos é uma família doente? O que fazer quando conviver no ambiente familiar produz feridas, quando estar entre aqueles que são do nosso sangue significa ficar exposto a toda sorte de problemas, humilhações, destemperos, agressões e maus-tratos?

Há ainda outro agravante: o que fazer com as prementes advertências das Escrituras sobre o tema? Como lidar com textos tais como: “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel”, 1ª Tm 5:8; “Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo. Honra teu pai e tua mãe, este é o primeiro mandamento com promessa...”, Ef. 6:1-3; e finalmente: “Façam todo o possível para viver em paz com todos”, Rm. 12:18.

Bem, numa leitura rasa, simplista, sem observarmos certos contextos familiares, tudo parece muito óbvio. Porém, há casos em que a “letra” acaba sendo usada para a morte, não para a vida! O que fazer, por exemplo, com um pai que molestou durante toda a infância a filha? Ou com o marido que traiu a esposa tendo constituído outra família? Ou com a sogra que envenena o filho contra a nora? Ou com o genro que quer afastar a filha do convívio com os pais? Questões como essas nos levam a refletir o quão complexo é este cenário e como é difícil emitir qualquer parecer sobre ele.

Eu não estou dizendo aqui que nós devemos relativizar as Escrituras, que elas se aplicam a uma situação e a outra não. Mas há de considerar que existem casos que precisam ser tratados como exceção. Lembremos, por exemplo, do que disse Jesus sobre o divórcio, que ele se constituía uma concessão de Deus por causa da dureza do coração dos homens. O propósito de Deus é que o casamento seja indissolúvel, mas há situações em que o convívio conjugal torna-se insalubre ao ser. Nesses casos, lembrando Paulo, que afirma: “Deus os tem chamado à paz”, é melhor apartar-se do que viver, literalmente, no inferno!

Olhando para a existência sempre me deparo com dramas familiares. Parece não haver algo que seja tão destrutivo na vida das pessoas quanto essas questões. Nessas circunstâncias o que observo é que é preciso ser cauteloso, buscando sempre tratar o assunto conforme o “espírito” do Evangelho, e não conforme o “espírito” da Lei. Certo é que cada caso é um caso, e que não devemos nos precipitar ao fazer análises legalistas que desembocam em sentenças temerárias. Por isso, nunca esqueço o que disse Shakespeare: “Todo mundo é capaz de suportar uma dor, exceto quem a sente”.

Família é coisa santa, sagrada e maravilhosa. Mas também pode ser uma tragédia na vida de muitos. No final do Velho Testamento, o profeta Malaquias adverte: “Ele fará com que os corações dos pais se voltem para seus filhos, e os corações dos filhos para seus pais; do contrário eu virei e castigarei a terra com maldição.”, Ml. 4:6. Essa sentença nos remete ao fato de que a desagregação gerada pela crise familiar produz tanta desarmonia e desgraça que aquilo que acontece no íntimo de uma casa acaba se constituindo ferida, e não paz e bem na vida.

O psicanalista francês Charles Melman, colaborador de Jacques Lacan e herdeiro de Freud, atento observador da realidade contemporânea, afirmou: “Pela primeira vez na história, a instituição familiar está desaparecendo, e as consequências são imprevisíveis. Impressiona-me que antropólogos e sociólogos não se interessem por isso”. Em suma, o que vejo é que sua percepção, mesmo não sendo ele um “homem do sagrado”, reforça ainda mais o que afirmou Malaquias, cerca de 2.500 anos atrás.   

Eu sei que família é algo que nasceu no coração de Deus, mas também não tenho como negar que, por vezes, cada vez de forma mais recorrente, ela pode produzir mais mal do que bem. Como afirmou Sartre, diante de um contexto específico: “Família é como a varíola: a gente tem quando criança e fica marcado para o resto da vida”.


Se você se encontra entre os que não têm como manter vínculos familiares sadios, se sua família complica mais do que ajuda, se o convívio, por questões diversas, tornou-se insustentável, não se desespere. Tenho visto, com o passar dos anos, que Deus sempre encontra formas de conspirar a nosso favor. Assim, muitos são abençoados com “pais”, “mães”, “irmãos” e “irmãs” que são do coração, fazem parte da família da fé, surgiram em nossas vidas para suprir lacunas que ficaram em nossas almas.

Por outro lado, percebo que guardar rancor e sentimentos de amargura contra os da própria casa não resolve o problema, muito pelo contrário, quem faz estoque no ser de tais sentimentos sempre caminha carregando fardos pesados, pois o ódio faz mal a quem o retém, e não a quem dele é alvo.

Carlos Moreira



19 junho 2012

Quem Faz a Tua Cabeça?



A sociedade contemporânea é baseada em controle. Quem tem controle, tem poder. Sutilmente, o homem moderno passou a ser dominado por elementos externos sem que ele mesmo pudesse se aperceber. 



Quem manda na tua vida? Você? Tem certeza? Quem determina as tuas ações, quem influencia as tuas decisões, quem molda os teus valores e princípios? Quem, de verdade, faz a tua cabeça?


Aprenda, assistindo a esta mensagem, sobre as "forças" que operam fortemente nos influenciando e como nós podemos nos defender delas. Através do texto de Paulo aos Colossenses, vamos aprender sobre a influência de elementos do mundo natural movendo, não raro, camadas espirituais.






Carlos Moreira

14 junho 2012

“Diga o Fraco: Eu Sou Forte”



Quando lhe faltar inspiração para fazer o que tem de ser feito e você se perceber como um autômato, uma máquina de repetição, agindo sem sentido, sentindo sem paixão, diga o fraco: eu sou forte!

Quando os dias forem cinzentos, e a estação outonal chegar, quando as flores murcharem e sua beleza se for, quando as nuvens persistirem mesmo depois de todo o aguaceiro, então, diga o fraco: eu sou forte!

Quando os sonhos morrerem, quando os planos falharem, quando a existência se tornar insuportável, e seus olhos estiverem encharcados de tanta realidade, diga o fraco: eu sou forte!

Quando os amantes se forem, quando a festa acabar, se lhe for impossível sorrir, e a cortina se fechar, depois que a orquestra partir e toda música calar, não preste atenção a nada, diga o fraco: eu sou forte!

Quando o silêncio for sua companhia, e tua sombra te acompanhar mesmo à noite, quando te sentires vazio, apagado pavio, aquieta-te então, pois todo caminho caminhado é caminho de solidão, e, assim diga, o fraco: eu sou forte!

Quando a esperança se for, e a tua fé te faltar, quando o absurdo tornar-se razão, e a escuridão vier te abraçar, abre tuas velas ao vento, deixa o porto e o cais, repete contigo mesmo, diga o fraco: eu sou forte!

Quando a alegria partir, e as tuas forças faltarem, quando a doença chegar, sem cura, sem pena, sem nada a te acrescentar, entende que o tempo acabou, segue resignado, não pense em parar, lembra-te, todavia, de algo, diga o fraco: eu sou forte!

Quando os teus bens forem muitos e nada mais te faltar, mas ainda assim tua alma esvaziada ficar, quando não houver mais batalhas, e o último inimigo tombar, olha para tuas conquistas, inúteis, tão fúteis, hão de passar, não te esqueças, contudo, nem um instante, diga o fraco: eu sou forte!

Quando o pecado te arguir, quando o juízo chegar, quando o tempo se cumprir e o teu destino selar, quando não tiveres saída, nem mais a quem apelar, lembra-te que ainda és homem, só Deus pode te salvar, e assim, apele a Ele, diga o fraco: eu sou forte!

* "...diga o fraco: eu sou forte".  Joel 3:10

Carlos Moreira

 

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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