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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

14 março 2011

Carnaval e Cristianismo


O carnaval é a antítese do cristianismo. O reinado de Momo inverte toda a lógica cristã e subverte a ordem das coisas proposta pela igreja.

Enquanto o cristianismo louva o comedimento, o carnaval brinda o excesso. A frugalidade é o ensino cristão, a extrapolação é a tônica do carnaval.

Durante o carnaval não existe pecado e nem pecador. No carnaval “o homem é Deus”, criador, onipotente e sem limites, brindando à vida enquanto tilintam as taças cheias de prazeres.

O cristianismo prega a vida eterna, o carnaval a eternidade da vida (ainda que ela só dure quatro dias). Aquele olha para o céu, este se volta para a terra.

O carnaval subverte toda a ordem, o cristianismo se esforça por mantê-la. O cristianismo é a norma, o carnaval a reviravolta, o mundo de ponta-cabeça!

O cristianismo, platônico que é, exalta o espírito e as idéias puras. O carnaval, por sua vez, nietzscheniano em sua essência, dá ênfase a carne, ao dionisíaco e não ao apolíneo.

O carnaval é a festa do mutável, da transformação, das múltiplas faces expressas nas inúmeras fantasias. O cristianismo cultua o dogma, o imutável, o estático, a permanência.

O cristianismo é recolhimento e solidão, é retiro espiritual, é quietude monástica. O carnaval é multidão, é contato, é fusão de corpos e almas.

O carnaval é a festa daquilo que é concreto e palpável, enquanto o cristianismo honra o abstrato. O cristianismo gosta do que não vê, o carnaval se entorpece com o que toca.

Confesso que nem me empolgo demasiadamente com o carnaval e nem reverencio o cristianismo. O que eu gostaria mesmo de ver era um carnaval mais cristão e um cristianismo menos carnavalesco. Seria isso possível?

André Pessoa

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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