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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.
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14 julho 2018

Os “Dias” de Cada Geração




"E, como foi nos dias de Noé..., nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam...”. Mateus 24:37-39
Noé era um homem bom e justo vivendo em meio a uma sociedade corrompida e empedernida, uma geração vitimada pelo “espírito do tempo”, algo capaz de anestesiar mente e coração e impedir que o mal que se avizinhava fosse discernido. 

Eclesiastes, em sua sabedoria, ensina que na existência há tempos e tempos, e cada tempo tem o seu próprio fim e também o seu próprio “espírito”. 

Quando olho para a minha geração, neste dia chamado hoje, percebo, claramente, a atuação desse mesmo “espírito” que operou nos dias de Noé, a mesma complacência, a mesma displicência, a mesma resistência a Verdade e a Justiça. 

Sim, nem mesmo aqueles que se dizem “salvos” e que fizeram da religião seu guia e do templo sua morada são capazes de perceber o que está acontecendo, pois a igreja tornou-se um covil de salteadores, a doutrina transformou-se em alucinógeno, os profetas estão mortos, não há quem faça o bem, não há quem busque a Deus! 

Todavia, como nos dias de Elias, Deus continua a se mover, e junta para si aqueles que não se dobraram às potestades, que não sucumbiram a instituição, que não reverenciam ritos e dogmas, liturgias e paramentos, gente que se vestiu com as vestes do Evangelho, que não se rendeu a “tradição da igreja”, algo tão assemelhado a “tradição dos fariseus” dos dias de Jesus. 

Só cego não enxerga, e não falo de cegueira física, mas de cegueira espiritual, estamos diante de gente que olha sem vê, uma vez que os olhos do coração estão vendados e a mente cauterizada, impedida de compreender aquilo que procede da verdadeira fé. 

Creia, há muitas “nuvens” sob nossas cabeças, há muitos “gases” condensados, principados se movem, silenciosamente, e articulam o plano final, tecem o script que fará com que o Anticristo se revele. 

É como nos dias de João, que afirmava que a maldade imperava, mas ele discerniu, pela revelação, o que estava por vir, jamais foi surpreendido. 

Sim, a surpresa arrebatará a igreja neste tempo, pois os que se dizem Discípulos do Reino vivem como nos dias de Noé, fazem marchas, movimentos e empreendimentos, comem a maldade e folgam com a injustiça, embriagam-se em seu próprio egoísmo, deseumanizam-se olhando a dor do outro e afirmando: “Eu não tenho nada com isso”. 

Mas eles não tardam por esperar, o “dilúvio” está vindo e ninguém poderá escapar das suas “águas”, os homens se afogarão em sua vaidade, serão submersos em meio ao caos que eles mesmos produziram. 

A verdadeira igreja, todavia, será preservada, assim como a Família de Noé foi. E aqui não estou falando de grife religiosa, nem de grupeto com placa na fachada do templo, muito menos de confraria denominacional ou agremiação eclesial, estou falando dos lavados e remidos no Sangue do Cordeiro, aqueles que carregam o selo do Espírito, que foram marcados com as Marcas da Cruz e o fogo da Palavra. Estes jamais serão confundidos ou envergonhados, estes são os que reinarão com o Senhor e desfrutarão da vida eterna. 

Abra seus olhos! É tempo de discernir... 


Carlos Moreira



10 fevereiro 2017

O "Espírito" do Anti-Cristo



Hitler não é apenas um dos mais importantes personagem da história do século XX, ele representa um “espírito” operante, a articulação e atuação de uma potestade que tem caráter político-religioso.

O apóstolo João fala sobre isso usando a designação da “besta que emerge da Terra” em Apocalipse 13, no caso imediato, o império Romano, com seu poder de dominação e destruição. Essa "besta" é a representação material da projeção espiritual destas forças invisíveis, as quais atuam sobre as sociedades terrenas.


O que temos na revelação de João é a arquetipia do fenômeno, a representação de uma espiral profética que se adensa e segue devastando tudo até que a saga humana chegue ao seu epílogo.

Você pode ver essa mesma potestade agindo na história, usando líderes e simbiotizando, por vezes, o poder estatal com o poder religioso numa relação promíscua. Mesmo quando essa potestade não se apresenta com as vestes da religião, está travestida de tal, pois o ateísmo é a religião dos que negam a Deus, tão dogmático e radical quanto qualquer outra, é uma crença que eleva o homem a condição de divindade e o torna causa e consequência de si mesmo. 

Um bom observador perceberá o que afirmo e verá que essa potestade se move com velocidade absurda nestes dias. Sim, um novo mundo começa a se desenhar, a cosmovisão está sendo alterada bem debaixo dos nossos olhos, e ela surge com personagens totalitários, cheios de fundamentalismo religioso, com propostas messiânicas e truculência disfarçada. 

O que já podemos ver em alguns países do Oriente, nos Estados Unidos, e em boa parte da Europa – as próximas eleições por lá revelarão o que digo – também poderá ser visto muito em breve no Brasil. São expressões diversas, com matizes diferentes, mas todos operados pelo mesmo poder. 

Como sempre afirmo, os pequenos fatos revelam, por vezes, algo muito maior sendo articulado, é preciso buscar, portanto, a capacidade de observar e analisar o fenômeno, percebendo assim o quadro mais amplo que se desenha. 

Você acha que o mundo não comportaria um novo Hitler? Ora, a história nos revela que a tirania dos homens não tem limites e que a dominação dos povos sempre foi um fetiche para ditadores. O Anti-Cristo está as portas, já vimos representações suas ao longo das eras, mas a versão final, que será uma soma de todas as outras, está por se revelar...


Carlos Moreira





02 setembro 2015

A Relatividade das Revelações




Percepções espirituais, além de serem muito pessoais, estão impregnadas de nossas próprias visões de Deus e do sagrado. A fenomenologia da revelação muda de indivíduo para indivíduo, podendo construir elaborações particulares ou arquetipias coletivas.

Moisés, por exemplo, viu o paraíso como um jardim, num contexto lúdico, cheio de beleza e poesia. Já o apóstolo João, que se radicou durante muitos anos em Éfeso, a segunda maior metrópole do mundo antigo, viu o paraíso como uma cidade, a Nova Jerusalém, que assumia a representação de uma nova sociedade, construída com os valores do Reino de Deus.

Paulo, por outro lado, em seu arrebatamento extático, não quis fazer asseverações concretas daquilo que viu e ouviu sobre a eternidade e o mundo por vir, o que denota o quão pessoal e intimista foi sua experiência.

Mas alguém pode perguntar: como é, então, o paraíso? Um jardim, selado por Deus depois da queda e guardado para ser usufruído apenas pelos salvos em Cristo? Uma cidade, aos padrões das metrópoles imponentes, com casas, ruas árvores e praças? Uma ambiência dimensional, tão distante de nossa realidade que é impossível descrevê-lo ou compará-lo a algo?

Ora, aquilo que hoje vejo e sobre o que penso, por mais subjetivo que seja e por mais metafísico que se represente, ainda está possuído pelas minhas percepções humanas, meus condicionamentos e minhas relatividades. Assim, toda visão que possuo, mesmo produzida por uma ação divina, ainda carrega as impressões do meu próprio olhar do mundo e da vida.

Ao despois, todavia, quando o que é em parte se tornar perfeito e o corruptível se revestir de incorruptibilidade, àquilo que é subjetivo se tornará concreto e definível, pois Deus fará com que mente e coração convirjam com vistas a compreensão de todas as coisas.

Sim, creia, um dia nós veremos com os olhos do Pai, discerniremos todas as coisas a partir dele, o que é e o que não é. Hoje, já há algo de divino em nós, mas continuamos a existir como o agora e o ainda não. Amanhã, todavia, seremos o que, irremediavelmente, fomos destinados para ser, conhecendo como somos conhecidos, refeitos e ressignificados para a glória e o propósito insondável do Senhor.

© 2015 Carlos Moreira

01 março 2014

Descobri Quando Jesus Voltará!




O mistério em torno de quando será a volta de Jesus e o arrebatamento da Igreja é uma das questões mais controversas da fé cristã. Especulações das mais diversas já foram realizadas, algumas fantasiosas e místicas, outras seguindo correntes doutrinárias e sistematizações.

Na verdade, a inquietação quanto ao tema é legítima, uma vez que trata de eventos cataclísmicos e, na sequência, do fim da vida como nós a conhecemos. Até mesmo os apóstolos que andavam com Jesus perguntaram a Ele sobre quando tudo isso sucederia: “Dize-nos quando ocorrerão estas coisas? E qual será o sinal da tua vinda e do final dos tempos?”. Mt. 24:3(b).

Em sua resposta, a meu ver, Jesus foi extremamente claro, e, a partir dela, é possível saber, exatamente, quando ele voltará! Agora, para afirmar consistentemente algo desta natureza, é preciso, antes, analisar duas questões prioritárias: o “espírito” das sociedades e as ambiências sócio-culturais da humanidade.

Para chegar a uma conclusão, nesse caso específico, não é preciso ser especialista em sociologia, antropologia ou filosofia para perceber que as sociedades e suas culturas, apesar de separadas no espaço/tempo, sendo assim totalmente distintas, possuem, contudo, arquetipias comuns. Através da história, podemos averiguar que a saga das civilizações humanas percorreu, de certa forma, os mesmos caminhos.

Essa afirmação não carrega nada de novo. Os povos antigos já sabiam disto com clareza, pois o sábio do Eclesiastes, há cerca de 3.000 anos atrás, já afirmava: “O que foi voltará a ser, o que aconteceu, ocorrerá de novo, o que foi feito se fará outra vez, não existe nada de novo debaixo do sol”. Existem, sim, fatos e comportamentos humanos que se repetem, a cada geração e, ainda que muitos deles se aprofundem, como numa espiral, ganhando contornos cada vez mais intensos, carregam os mesmos arquétipos de gerações passadas.

Entendido isto, é possível declarar, exatamente, quando Jesus irá voltar! Tal conclusão, bastante simplista, não faz parte da execução de cálculos cabalísticos, nem faz alquimia em sistematizações dispensacionalistas, nem muito menos exegese exaustiva da escatologia judaico-cristã a partir dos escritos de Daniel, Mateus, Paulo ou João. Para mim, tudo é muito óbvio, pois acredito que Jesus deixou-nos aquilo que é suficiente para nossa salvação e entendimento da Verdade em tudo que existencializou.

Para chegar ao desfecho, poderíamos utilizar vários textos, mas escolhi o final do Evangelho de Mateus, onde estão organizados os eventos escatológicos descritos pelo próprio Jesus. Se prestarmos atenção, veremos que, do capítulo 22 até o capítulo 25, o Evangelista nos expõe, em certa ordem, os eventos que marcam o fim dos tempos, a saber: a grande tribulação, a segunda vinda, o arrebatamento e o juízo eterno.  

Pois bem, minha chave hermenêutica, para estas ponderações, se localiza na primeira metade do capítulo 24 de Mateus. Neste texto, estão presentes os sinais que nos dão condições de afirmar, com absoluta certeza, quando será a volta de Cristo. Quais são eles, então? Observe: falsos profetas, guerras e rumores de guerras, injustiças, perseguições, esfriamento do amor, traições, manipulação do sagrado e eventos de magnitude celeste.

Mas é na segunda metade deste capítulo que Jesus nos diz, de forma segura, quando ele irá voltar! A revelação está no verso 34, que explicita: “Com toda certeza Eu vos afirmo, que não passará esta geração até que todos esses eventos se realizem”. Eis, portanto, a grande revelação: Jesus voltará em nossa geração!

Não se frustre, pois é legítimo que haja certa confusão quanto a esta afirmação. Alguém pode exclamar: “o texto em questão se refere à geração dos discípulos, não a nossa!”. Sim, isso é verdade! Contudo, se Jesus afirmou que voltaria naquela geração, onde todos os sinais que foram citados acima se manifestaram, e não voltou, o que, então, precisamos entender? Qual a chave para este mistério?

Ora, nós sabemos que, entre a morte e ressurreição de Jesus – no primeiro terço do 1º. século – e o ano 100, o mundo presenciou perseguições, barbáries, guerras, injustiças, desamor, a destruição da Cidade Santa, o aniquilamento do Templo, o general Tito sendo cultuado como deus, recebendo sacrifícios em plena Jerusalém, dentre outros tantos eventos que, inquestionavelmente, produziam a moldura perfeita para que se fizesse a asseveração de que, de fato, o Senhor estava voltando!  

Todavia, o fato é que Jesus não voltou! Por isso, a partir deste evento, começou-se a se fazer especulações e previsões sobre quando se daria a tal volta do Senhor. Para mim, não há questões a serem desvendadas. É certo que Ele volta nesta geração. Jesus virá a qualquer momento, portanto, devo estar preparado para recebê-lo! Quando leio o texto de Mateus, e vejo a afirmação “não passará esta geração”, tomo a mensagem para mim, sinto como se Jesus falasse comigo naquele instante, para a minha geração!

O que todo discípulo precisa saber, é que a análise de Mateus 24, e dos demais capítulos escatológicos das Escrituras, deve sempre ser feita com muito cuidado, pois a linguagem, não raro, é simbólica, parabólica, recheada de figuras e metáforas da apocalíptica judaica. Em Mateus 24, o que percebo, claramente, é que as arquetipias usadas por Jesus servem para evitar as previsões fatalistas dos adivinhadores e magos da religião em relação ao dia ou hora quando tudo sucederá.

Ao fazer isto, Ele desenhou o cenário do fim, mas não estabeleceu qualquer outro tipo de previsão. A cada geração, o cenário se faz presente, portanto, é nosso dever esperar a Sua volta a qualquer momento! Sempre haverá, em cada uma das sociedades humanas, a presença dos sinais de Sua vinda, pois os arquétipos descritos pelo Senhor estão constantemente presentes na história das civilizações. Quando Jesus volta? Ora, Ele volta hoje! A questão, todavia, é: você está preparado?!

Quanto a mim, esforço-me para fazer o melhor que posso ainda neste tempo! Estou arregimentado no exército de Deus, tenho metas a alcançar, preciso anunciar o Evangelho e ser testemunha de que, em Cristo, o Pai se reconciliou com o mundo e não mais imputa aos homens os seus pecados. Aleluia! Essa é a grande salvação!

Quem é filho do Reino, herdeiro da fé, quem tem sobre si a marca do Sangue do Cordeiro e a habitação do Espírito Santo, entende estas verdades e delas dá testemunho. Os que caminham na luz e são mensageiros da Boa Nova, não se cansam nem se fadigam, seguem obstinados até alcançarem a promessa da Vida Eterna, quando todos juntos celebraremos a festa da misericórdia que triunfou sobre o juízo!

E assim, também sigo eu, remindo o tempo, pois os dias são maus, anunciando a todo homem que a Graça de Deus está disponível para aquele que a receber com alegria, que o perdão está estendido a todo aquele que deseje se arrepender de seus pecados. Portanto, sigo com todo empenho, compromissado em anunciar o Evangelho e, enquanto faço isso, declaro com toda convicção: Maranata! Vem Senhor Jesus!


Carlos Moreira

23 novembro 2010

Igreja ou Reinismo?

A Igreja do Futuro não pode ser em-si-mesmada, isto é, voltada para si mesma, mas para o mundo, tendo por objetivo primordial a implantação do Reino de Deus. Ela tem que serreinista, em vez de ser igrejista. '

Assim como o Espírito Santo não chama a atenção para Si, mas para Cristo, a Igreja do Futuro não pretende ser o centro das atenções, mas projeta seus holofotes para a nova humanidade, a ser edificada ao redor do Trono.

A igreja contemporânea (salvo exceções), não passa de uma caricatura mal acabada da verdadeira igreja de Cristo, cujo protótipo pode ser claramente visto nas páginas de Atos dos Apóstolos.

Urge reformularmos nossa concepção eclesiológica.

A igreja enquanto instituição deveria ser vista como a placenta onde a nova humanidade está sendo gestada. Quando chegar a hora do parto, a placenta pra nada mais servirá, e será descartada.

Por isso, não há templos na Sociedade Definitiva vislumbrada por João em Apocalipse.

A igreja é o andaime usado pelo Grande Construtor,que será removido tão logo a obra tenha sido concluída.

A Igreja que perdurará por toda a Eternidade é a Nova Humanidade, a Civilização do Amor, que tem como Cabeça o Novo Adão, Jesus Cristo.

Enquanto a "igreja" insistir em trabalhar voltada para si mesma, e para a manutenção de seus projetos, ela estará fadada a perder a relevância no Mundo. A igreja precisa converter-se ao Mundo, pois foi para o benefício dele que ela foi levantada.

Paradigma Igrejista x Paradigma Reinista

O neologismo “igrejismo” aponta para a concepção eclesiológica vigente em nossos dias, onde a igreja se confunde com o próprio Reino de Deus, e se acha o centro das atividades divinas entre os homens.

O igrejismo é mais do que uma concepção, é uma postura promotora de alienação e sectarismo. A igreja acaba por se tornar um gueto religioso, com sua própria subcultura, repleta de jargões e clichês.

Já o neologismo “reinismo” pretende resgatar uma concepção eclesiológica bíblica e condizente com os anseios da pós-modernidade, onde se mantém a distinção entre o Reino e a Igreja, e o foco deixa de ser as atividades religiosas para ser o agir de Deus na História, envolvendo todas as dimensões da existência humana.

Ser reinista não é apenas pertencer a uma agremiação eclesiástica, mas ser um agente do Reino de Deus, empenhado na transformação do Mundo por intermédio da implementação do conjunto de valores e princípios ensinados por Jesus.

Neste contexto, a igreja é o farol, a humanidade é o navio, e o Reino de Deus é o Porto Seguro.

Um farol não pode apontar sua luz para si mesmo. Seu papel é iluminar o caminho, possibilitando ao navio chegar seguro ao porto. Assim, a igreja tem a missão de ser paradigma civilizatório, a fim de que as nações andem à sua luz. A igreja deve ser uma espécie de microcosmos, de protótipo, de amostra grátis, de plano piloto. Ela, portanto, não é um fim em si mesma.

A Igreja do Futuro deve ser proativa, em vez de reativa. Deve antecipar-se, como fez a mulher que derramou o perfume sobre Jesus. Deve ser vanguardista. O Mundo deve conformar-se aos valores por ela apregoados, e não vice-versa. Ela deve estar sempre um pé à frente, e isso com respeito a qualquer questão de interesse humano. Ela não apenas responde questões pertinentes ao seu tempo, como prevê questões que ainda surgirão, e busca respondê-las ainda antes que se tornem pertinentes.

Embora sua origem seja celestial, ela emerge da realidade em que está inserida. Portanto, ela só pode ser emergente, se for antes, imergente. Ao emergir, ela atrai para si, não os holofotes, mas a responsabilidade por tudo o que diz respeito à condição humana e suas demandas. Por isso, ela é convergente. Sua cosmovisão é ampla e abarca a realidade como um todo, desde a cultura, a educação, as ciências, a justiça social e o meio-ambiente.

Hermes Fernandes via Hermes Fernandes

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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