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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.
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24 abril 2011

Jesus Está Vivo!


Queridos amigos leitores da Nova Cristandade, desde quinta-feira tenho feito pequenas reflexões tentando seguir o que aconteceu em cada um dos dias que antecederam a ressurreição. Mas hoje, meu desejo é cantar, e não escrever. Compartilho com vocês a música "Jesus is Alive" de Ron Kenoly. A tradução está logo abaixo. Espero que gostem do vídeo e da música. Aleluia, Ele ressuscitou! Um abraço do amigo Carlos Moreira.






Jesus Está Vivo

Ron Kenoly

 

Pois toda a terra tremia
O sol escondera sua face e
Todos os homens que andavam com ele
Se viraram e fugiram
Eles crucificaram seu Salvador
E o sepultaram
A vida que uma vez
Trouxe amor e esperança
Se foi naquela tarde
Satana´s se vangloriava com prazer
Naquele dia no Calvário
Pois pensara que vencera
Uma grande vitória
E assim como ele, todos os demônios
Do inferno aplaudiram
Mas eles mal sabiam
Que seu fim estava próximo

Porque no domingo bem cedo
Como Jesus havia dito
Ele quebrou o curso
Do pecado e da morte
E ressurgiu dos mortos
Agora temos um novo começo
E um reino qeu não tem fim
Aleluia! Aleluia!

Aleluia!
Jesus está vivo!
A morte perdeu sua vitória
E o túmulo foi rejeitado
Jesus vive eternamente
Ele vivo está! Ele vivo está!

Ele é o alfa e o ômefa
O primeiro e o último ele é
O curso do pecado foi quebrado
Temos liberdade perfeita
O cordeiro de Deus ressuscitou
Ele vivo está! Ele vivo está!

Ele é o autor e
O consumador da nossa fé
A pedra qeu foi rejeitada
Hoje é a pedra angular
A morte não tem mais sua vitória
E o túmulo não tem mais sentido
Aleluia! Aleluia!

Maravilhoso Conselheiro
Um Deus poderoso ele é
O Pai da Eternidade
Ele é o precioso Príncipe da Paz
É o Verbo que vive para sempre
Ele vivo está! Ele vivo está!

(Tradução: letras.mus.br)

23 abril 2011

Dá Licença, mas Eu não vou Rodar no Carrossel do Destino


Hoje é sábado e, conforme as Escrituras, Jesus neste dia estava sepultado. Depois de três anos andando e pregando por toda a Palestina, fazendo milagres, ressuscitando mortos e expulsando demônios, enfim, haviam dado cabo dele, a cruz tragara-lhe a vida e o túmulo guardara-lhe o corpo.

Fico imaginando as conversas em Jerusalém, nas casas, nas ruas, nas esquinas, no Templo... Todas as especulações levavam Jesus ao ridículo: “salvou a tantos, mas não pôde salvar-se a si mesmo”. Até os seus “...discípulos o abandonaram e fugiram”. Não havia mais o que se fazer. “The Dream is Over!” – O Sonho Acabou.

Como sabemos a história sempre é contada pelos vencedores. É provável que Pilatos, naquela manhã, tenha se gabado de ter posto fim a mais um motim judeu. Herodes, em seu palácio, dava gargalhadas e dizia: “vão ver agora onde está o “Rei dos Judeus””. O sinédrio, quem sabe, realizou uma reunião extraordinária para comemorar a articulação e execução do “plano perfeito”. Judas havia se enforcado. Pedro remoia-se em seu desespero. Cada habitante de Jerusalém tinha sua própria história e fazia suas próprias conjecturas.

Mas ainda havia o mundo espiritual, os principados e potestades. O que teria se passado nesta dimensão? Será que os demônios estavam de porre pela celebração que começara na sexta feira, quando Jesus rendeu o espírito, varou a madrugada do sábado e entrou dia adentro? Imagino o inferno, apinhado de demônios, todos celebrando a “vitória” – o Filho de Deus está morto!

Eu não sei se você já pensou, mas se tudo isso tivesse terminado dessa maneira, se aquele túmulo pudesse ter contido a Jesus, o Cristo, nossa história seria muito diferente... Sim, porque sem a ressurreição de Jesus, toda a existência seria roleta russa, submissão ao acaso, subserviência ao destino, um jogo de sorte ou azar, seria como lançar dados numa mesa e torcer para que a combinação certa acontecesse.

Sem Jesus estaríamos entregues a nós mesmos, as nossas próprias dissoluções, as nossas incongruências e interjeições. Sem Jesus não haveria possibilidade de arrependimento, de novo nascimento, de reconstrução da consciência, pois, sem Ele assentado a destra de Deus, ressurreto e glorificado nos céus, o Espírito não teria sido enviado a Terra, nem derramado em nossos corações, que foi o que nos possibilitou um novo começo.  

Se o sábado tivesse se constituído no epílogo desta “saga”, não haveria, para nenhum de nós, e para ser humano algum, em qualquer tempo, a possibilidade de sonhar com a experimentação da eternidade, nós estaríamos fadados a nos transformar apenas em cinzas e silêncio, voltaríamos irremediavelmente ao pó, o “sopro de vida” que um dia recebemos apagaria como uma vela ao vento, e todos iríamos ao encontro do nada, seríamos transformados no não-ser.

Sem Jesus, tudo o que nos restaria seria rodar no carrossel do destino, pois o texto de Paulo aos Romanos não se aplicaria a nós – “pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmão. E aos que predestinou, também chamou; aos que chamou, também justificou; aos que justificou, também glorificou”. Sim, sem Ele não haveria justificação, eu e você ainda teríamos de oferecer o sangue de animais sacrificados para podermos ser aceitos diante de Deus.

Mas fato é que o sábado passou e o domingo trouxe consigo um novo amanhecer, a ressurreição e a vida, a vitória e a salvação! Paulo nos diz em Filipenses “pois que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz! Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai”.

Quero concluir com as palavras da parábola do filho pródigo. Terminarei desta forma, pois é assim que me sinto, como um que era indigno e que, caindo em si mesmo, retornou para casa. No meu imaginário, estas palavras do texto não se aplicam só a mim, mas creio que o próprio Jesus as tenha ouvido da boca do Pai ao retornar aos céus: “vamos celebrar, pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado”.

Carlos Moreira

22 abril 2011

Tetelestai!



Meu pai faleceu em 2006, vítima de um câncer no fígado. Durante 13 anos pagou religiosamente em dia um determinado plano de saúde para que, quando viesse a precisar, pudesse usufruir de seus benefícios. Certo dia ele me ligou e, com voz cansada, disse: “filho, eu não estou bem, leve-me ao hospital”. Em alguns instantes estávamos diante de um diagnóstico desalentador: peritonite aguda, uma infecção generalizada no abdômen.

Quando meu pai estava entrando no elevador para se dirigir ao quarto, o hospital impediu-o de subir, pois o plano de saúde havia negado a internação. Eu sabia que aquele era um caso de vida ou morte. Não tive dúvidas, levei-o ao hospital público mais próximo e internei-o para que pudesse ser atendido.

Paralelamente, entrei com um mandato de segurança para poder removê-lo de volta ao outro hospital ao qual ele tinha direito pelo plano. Foi uma luta imensa, mas lembro-me quando cheguei à enfermaria na qual ele estava com o despacho do juiz nas mãos para dizer-lhe, com lágrimas nos olhos: “está feito”.  

Em dias como o de hoje, fico imaginando o sofrimento de Jesus em seus últimos momentos. Mas também imagino o sofrimento do Pai, pois Ele sofria não só por aquele Filho dependurado entre o Céu e a Terra, mas por todos os outros pendurados nos madeiros da vida, crucificados pelas injustiças dos homens, trucidados pelo poder destrutivo do pecado, privados da luz pelas trevas, chicoteados pela miséria, pela dor, pelo abandono, coroados com coroas adornadas de espinhos de rejeição e de preconceito.

Sim, naquela tarde sombria do Gólgota, um Deus agonizava na Terra e os outros dois agonizavam nos Céus. Mas após aquelas três horas de intenso sofrimento, a frase que ecoava desde a eternidade – pois “o Cordeiro foi sacrificado antes da criação do mundo” – materializou-se historicamente na voz frágil do Profeta de Nazaré: TETELESTAI! “Consumatum Est
”. Está Feito! Está Consumado!  

Tetelestai é uma palavra grega que era bastante utilizada nos dias de Jesus, pois estava presente em alguns fatos da vida cotidiana das pessoas. Outra peculiaridade, além desta, é que ela podia assumir mais de um significado, conforme a ocasião requeria.

Tetelestai era usada como expressão quando um artista ou escritor concluía a sua obra. Caio Fábio afirma que antes de Deus dizer “haja luz!”, Ele disse: “haja cruz!”. No derradeiro momento do calvário, Deus concluiu o plano de salvação escrito na eternidade, Ele terminou a obra que vinha “pintando” desde o paraíso, finalizou, finalmente, o “quadro”, e assim devolveu ao homem a chance de se reconciliar com Seu criador.

Tetelestai era utilizada também quando o servo terminava um trabalho e o comunicava ao seu Senhor. Jesus sempre foi categórico em dizer que não estava a serviço próprio, mas fazia apenas aquilo que era da vontade do Pai. Até na hora da morte, quando pediu: “se possível passa de Mim este cálice”, declarou resignado logo em seguida: “mas não se faça a minha vontade, mas a Tua”. Ele foi tentado em todas as coisas e em nada caiu, cumpriu a Lei, fez o que lhe foi requerido e, no tempo e na hora exatos, terminou o trabalho que lhe fora confiado.

Outra aplicação para Tetelestai, dita em seu correlato aramaico ou hebraico pelos sacerdotes do templo, era quando um animal era oferecido em sacrifício. Após um exame minucioso, não sendo achado qualquer defeito ou mácula, o sacerdote declarava: Tetelestai. Naquela cruz estava o cordeiro pascal – “eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” – sem mancha, sem mácula, sem defeito, pois, como ovelha muda, foi conduzido até os Seus tosquiadores, ofereceu-se em sacrifício uma vez por todas e, “por meio de Suas pisaduras nós fomos sarados”.

Finalmente, Tetelestai ainda significava o resgate final de uma dívida. Era um termo usado pelos mercadores para designar que o débito fora totalmente pago. Por isso o apóstolo Paulo afirma aos Colossenses: “Ele cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz”,

Eu não sei se a data de hoje coincide com a sexta-feira da paixão. Isso para mim é totalmente irrelevante. O que me importa é que houve na história da humanidade uma sexta-feira em que o Filho de Deus esteve pendurado numa cruz, derramando Seu sangue para que o Pai pudesse perdoar aos homens os seus pecados e não imputar-lhes as suas transgressões. Por isso, neste dia de hoje, a coisa mais importante que eu posso lhe dizer neste artigo é: TETELESTAI! 

Carlos Moreira

21 abril 2011

A Ressurreição Transformou-se num Feriado!




As estradas de São Paulo estão intransitáveis. Pudera, com o feriadão pela frente todo mundo desceu para o litoral. No carnaval estive por lá. Fui para São Bento do Sapucaí, uma cidade serrana. Sete horas de viagem que poderiam ter sido feitas em duas e meia. Aí tinha o trânsito...

Mas o “fenômeno” não acontece só em Sampa não! Em todas as cidades do Brasil está todo mundo de malas prontas, seja para ir à praia, seja para ir ao campo, seja até para estar em clubes de veraneio próximos a cidade, pois a ordem é sair de casa, da rotina, buscar um pouco de descanso, afastar-se da asfixia provocada pelos grandes centros.  


Como pastor tenho testemunhado algo desalentador: o esvaziamento das igrejas no feriado da “semana santa”. Na celebração da data mais importante do cristianismo, as pessoas preferem estar se bronzeando no sol, andando de cavalo, tomando banho de piscina, fazendo rapel, subindo em dunas, relaxando no ofurô, ou visitando lugares pitorescos e históricos. Sim, com tristeza constato que a Ressurreição transformou-se num feriado!


Que o nosso povo não tem memória, isto já é fato consumado. Basta olhar para o Congresso Nacional e ver que ele se dá ao desplante de trazer de volta ao poder corruptos e estelionatários contumazes. Que os nossos heróis são esquecidos, e aqui cabe citar Tiradentes, que foi esquartejado em busca de ideais de liberdade, e que tem a sua morte lembrada no dia de hoje, 21 de abril, tudo bem, pois heróis precisam ser altruístas, eles não necessitam de reconhecimento. Mas o que falar da morte e Ressurreição do Filho de Deus? Era para passar incólume também?


Quando olho os cultos esvaziados das congregações em todo o país, chego à triste conclusão de que o coelhinho da páscoa possui mais admiradores e notoriedade do que o próprio Jesus. E o Rubinho Pirola, com seu humor peculiar, provoca no seu cartoon postado no Genizah: “coelhinho da páscoa o que fizestes por mim?”.


É triste ver que a vida que levamos não nos permite mais parar para refletir, orar, jejuar, agradecer, celebrar, dimensões vivenciais da fé que fazem do cristianismo uma religião de esperança, de conforto, de reconciliação, pois é fato que, naquela cruz, “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens os seus pecados”.


Mas que importa tudo isto? Qual a relevância disto para mim hoje? Agora? O que está feito, está feito? Valeu Jesus! Brigadooooo! Mas, aqui pra nós, deixa eu curtir meu feriadão que eu não sou santo e, se fosse, seria santo de barro, portanto, vai “devagar com o andor” que eu posso “quebrar”, sobretudo se não descansar...


No domingo, em nossa comunidade, teremos 4 cultos. O primeiro deles é às 6:00h. da manhã. Chamamos de Culto da Ressurreição! Em seguida, virão os cultos normais, pela manhã, tarde e noite. Mas quantos estarão por lá? Sinceramente, não sei.


O que sei é que quando a Ressurreição se transforma em feriado, a cruz vira artefato histórico, o sangue vertido torna-se bizarrice romana, a morte passa a ser mito, o plano de salvação constitui-se dogma, a fé descamba para o fanatismo, a ceia é “transubstanciada” em ovo de páscoa e, Jesus, creia-me, é substituído sem grandes constrangimentos pelo incomparável coelhinho.

Diante de tudo isto, eu me pergunto: fazer o quê? Feliz Páscoa para você...

Carlos Moreira

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