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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

04 setembro 2009

Me Perguntaram quem é Jesus?


Entender quem foi esse personagem tão misterioso e paradoxal só é possível descobrindo primeiro quem ele não foi.

Em primeiro lugar, Jesus Cristo não foi um revolucionário no estilo marxista-leninista do termo. Em momento algum, para a decepção de alguns, ele criticou a “burguesia” defendendo o “proletariado”.

Jesus Cristo procurou ajudar os pobres por compaixão, mas não creditou ao sistema a miséria do mundo. Nunca se rebelou contra as autoridades políticas, embora conhecesse as suas inconsistências como o demonstrou muitas vezes.

Em segundo lugar, Jesus Cristo não foi um mito criado a partir da história de Hórus, deus egípcio filho de Ísis e Osíris. Apesar das semelhanças literárias entre as duas histórias e outras mais, a figura do nazareno é diferente das demais.

Por quê? Você perguntaria. Porque em Jesus Cristo o elemento ético aparece de forma clara, coisa que não se verifica nas demais histórias. Krishna, por exemplo, que tem “uma ficha” muito parecida com a de Cristo (nascendo de uma virgem e tudo mais), tinha 6 000 amantes, coisa que não se verifica no nazareno.

É bem verdade que tentaram casar Jesus Cristo com Maria Madalena, mas isso é coisa da Margareth Starbird e do Dan Brown e não da história que se desenrolou na Palestina. Os profetas judeus, em geral, eram celibatários, embora houvesse exceções.

É possível que Jesus não tenha sido nem de longe aquilo que o cristianismo ocidental fez dele, mas também é fato que ele não foi uma mera construção mitológica como deseja o documentário Zeitgester. Um mero mito dificilmente dividiria a história do ocidente em duas partes como fez Jesus.

Além do mais, é bom lembrar que a historicidade do Cristo é testemunhada por Tácito (60-120), decano dos historiadores romanos que liga o nome dos cristãos a um certo “Christus”, que no reinado de Tibério (42 a.C. – 42 d.C.) sofreu a morte por sentença do procurador Pôncio Pilatos, como observou Earle Cairns.

Outros personagens ilustres e historiadores como Plínio e Suetônio também fizeram menção a historicidade de Jesus, portanto, o fato da sua existência histórica é indiscutível. O Cristo andou nesse mundo, teve endereço e familiares, foi um ser humano como os demais.

É interessante notar também as semelhanças entre Jesus Cristo e Sócrates. Ambos foram considerados santos pelos seus discípulos, não escreveram nada com o próprio punho e foram condenados injustamente. Contudo, é raro ver alguém duvidar da autenticidade histórica de Sócrates, mas quanto a Jesus a história é outra, por quê?

Autores como Charles Dawkins e companhia limitada são analfabetos teológicos que sentem prazer em impressionar as pessoas com interpretações equivocadas da Bíblia. Pousar para a foto como ateu confesso sempre trouxe popularidade aos espertalhões.

Quanto a mim, não desejo fazer nenhum tipo de apologia a qualquer tipo de religião, muito menos a cristã, que sobrevive sem a minha ajuda a mais de dois mil anos. Aliás, não sou muito chegado á religião institucionalizada, mas também não tolero imbecis que vivem para denegrir fatos e pessoas que não conhecem.

Afinal de contas, quem é Jesus? Não sei exatamente, mas tenho a impressão de que o nazareno, como observou Jung, é um arquétipo, um pensamento fundante com o qual nos deparamos toda vez que somos invadidos por um sentimento religioso ancestral. Jesus é o ativador da nossa consciência em relação a Deus.

André Pessoa

Crime Existencial


Em Gn 3:15, Deus faz uma afirmação, da qual, nem sempre, nos damos conta: de que a inimizade da serpente seria para com a mulher.

A serpente configurava Satanás e a mulher configurava a Igreja, que traria Cristo ao mundo.

Mas, para além das configurações, que falam do enfrentamento da Igreja do Antigo e do Novo Testamento para trazer o Cristo, primeira e segunda vez; nesse texto, Deus reinventa a maternidade. O que era, apenas, a forma como nos multiplicaríamos, passou a ser a única esperança da humanidade. Duma gravidez especial viria o salvador. Toda a esperança da humanidade repousava no útero de uma mulher.

Mas a mulher pagaria um alto preço, teria como seu inimigo o anjo rebelde.

Os homens entrariam nessa briga por serem descendentes da mulher. Mas, a briga principal era com ela, para impedir a vinda do ungido.

Talvez, isso explique porque a vida da mulher tem sido um inferno em todas as culturas. Os homens, que deveriam ser aliados das mulheres, protegendo-as dos ataques do maligno, mudaram de lado e colaboraram com essa caçada por tempos perdidos na memória.

De todas as manifestações dessa tentativa de destruir a mulher, fazê-la prostituta, talvez, seja a pior. E, às vezes, se faz isso dentro do casamento, porque prostituição é mais do que troca de sexo por dinheiro, é o aviltamento da mulher – há culturas onde isso está institucionalizado por meio do harem - em outras pela poligamia – noutras pela permissão velada a profusão de amantes ou aventuras. E, também, se faz isso quando a mulher é convencida que sem sexo não há relacionamento possível.

Em qualquer tipo de prostituição a mulher não conta como ser humano, apenas como fonte de satisfação masculina: quanto mais serviçal, melhor! Ela não existe mais! O que existe é o macho em sua volúpia querendo satisfação plena e sem questionamento. E a única razão da existência da fêmea se sustenta em sua capacidade de dar prazer ao macho. Ela não vale pro si, vale por ele.

A gente não combate a prostituição como pecado moral, combate-a como crime existencial, porque a alma da mulher é devorada e o que resta é a sua capacidade de satisfazer a uns e enriquecer a outros: homens que a usam e exploram a seu bel prazer.

Os Céus revoltam-se, a prostituição amesquinha a mulher e insulta a Deus, que, com a mulher, fez um pacto especial, fazendo dela a portadora da esperança da humanidade, não só por trazer o Cristo, mas por ser, na maternidade que carrega no coração, a certeza de que Deus continua investindo na humanidade.

Ariovaldo Ramos

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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