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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

14 agosto 2009

Aquele Abraço!


Esta semana encontrei com um “irmão” que já há algum tempo não via... Conversamos rapidamente na rua. Perguntei sobre a família, o trabalho e a igreja... Aí, do meio do nada, ele me disse: “você soube o que aconteceu com o Pr. Fulano?”. E começou a fazer uma narrativa triste sobre o “desterro público” do dito cujo, totalmente desencontrada, presunçosa, preconceituosa, recoberta por julgamentos pré-concebidos, maldade, acidez, que, para mim, revelaram nada mais que uma enorme miséria interior e pobreza de espírito humano.

De fato, o citado fato é público e notório, mas o “desastre” iminente do “convalescente” é única e exclusivamente aparente, pois Deus não julga o homem por suas misérias exteriores, mas a partir das realidades existentes no seu coração e, sempre que ele deseja, o refaz em meio ao monturo de cinzas em que se encontra. Sim, basta um espírito contrito e um coração quebrantado para que se crie o “ambiente espiritual” capaz de gerar a centelha de consciência que produz o arrependimento que constrói o ser, desdobra-se numa fé conseqüente, cheia de gratidão reverente e boas obras.

Despedi-me do “amigo” apressadamente – a conversa me fazia mal – e saí pensativo pelo caminho... Cogitei: “é assim mesmo”, “a igreja mata os seus feridos”". Fiquei com medo! Imaginei que qualquer um, mais dias, menos dias, pode ser surpreendido na vida, experimentar uma tragédia existencial, e aí ser alvo de julgamentos precipitados, comentários maldosos, interpretações equivocadas... Pensei nas Escrituras: “ninguém aceite denúncia contra um presbítero, senão exclusivamente respaldada pelo depoimento de duas ou três testemunhas”.

Que inocência a minha... Admito tratar-se de uma tolice, pois a grande maioria dos “crentes” não conhece esse texto, os que pensam conhecer, não o seguem, e os que seguem, não percebem o “espírito” daquilo que ele propõe.

Se eu pudesse reescrever o capítulo 11 do livro de Hebreus, que fala dos Heróis da Fé, talvez produzisse um texto que certamente escandalizaria a muitos. É que, surpreendentemente, os “meus heróis” me ensinaram mais nos seus “fracassos”, do que nas suas “conquistas”. São homens e mulheres maravilhosos, que aprendi a amar e admirar no caminho da caminhada, pois eles impregnaram minha alma de ternura e me alimentaram o coração de ânimo para continuar a jornada. Alguns são muito conhecidos, mentores de longas datas, outros, todavia, são simples anônimos. Todos, entretanto, são marcantes!

Mas, para falar de herói, ou melhor, do que entendo ser um Herói da Fé, faz-se necessário estabelecer uma diferenciação imprescindível, pois, nos nossos dias, tal figura sofreu total dessignificação pela relativização de valores que são inegociáveis em se tratando da construção de um caminhar com Deus na Terra.

O termo herói, para a grande maioria dos “crentes”, e de muitos “colegas” “pastores”, está associado a uma caricatura estereotipada e medíocre de “ministro” “bem sucedido” na “igreja”, e isso designado a partir da análise simplista de elementos meramente aritméticos e cartesianos em seus míseros “ministérios”, e não por uma espiritualidade centrada, baseada em valores e conteúdos.

Gosto do Jorge Versilo, de sua música e poesia. Numas de suas canções, que fala do Homem Aranha, herói dos quadrinhos e do cinema, ele diz: “hoje o herói agüenta o peso das compras do mês. No telhado, ajeitando a antena da tevê. Acordado a noite inteira pra ninar bebê.”. A frase é intrigante porque desmantela aquele modelo de herói que, habitualmente, as pessoas estão acostumadas a ver, ou seja, um ser fantástico, que não sofre, não perde, não sente medo, dor nem contradições. Esse outro não! Esse é mais humano, palatável, real, comum, mais próximo de mim e de você.

Pois bem, é justamente assim que são para mim os Heróis da Fé do meu tempo. Gente comum, gente com história de vida, consciente, coerente e consequênte. Gente capaz de errar e concertar, “porque o cair é do homem, e o levantar é de Deus”. Cai-o-Paulo, cai-o-Saulo, Caio Fábio, caio-Eu, e quem não cai? Caímos todos nós! E quem não cair em si e de si mesmo não se levantará jamais para Deus, e nunca experimentará o significado que há no abraço do Pai que espera ansioso o retorno do filho arrependido, pois diz o texto que isto só se tornou possível quando ele, “caindo em si...”, teve a coragem de fazer o caminho de volta. Foi queda para dentro, para cima, mas nunca para baixo, para o nada, ou para o fim.

Herói para mim não é o cara que criou uma denominação com milhares de membros, e que têm milhares de processos em tribunais de todo País por causa de sua máquina de enganar pessoas e lavar dinheiro. Herói para mim não é o sujeito que tem um programa na TV, que passa mais tempo pedindo grana de “gente inocente”, e de outros que se deixam manipular, do que falando a verdade das Escrituras. Herói para mim não é o ministro que pendurou na parede seus diplomas universitários, seu mestrado ou doutorado em “divindade”, que qualquer menino bom de EBD pode tirar numa faculdade destas por aí.

Também não é aquele que se assentou no “pináculo do templo” de uma igreja de classe média, recebe um bom salário e ótimos benefícios, mas não tem a independência própria dos profetas para subir ao púlpito e dizer o que o povo precisa ouvir, e não o que ele quer, pois isto geraria reprimendas imediatas dos líderes da religião de sua denominação.

Herói para mim não são os que enchem os estádios e casas de espetáculos para fazer “shows gospel”, produzidos a partir do arquétipo dos espetáculos dos artistas seculares, fazendo malabarismos ridículos, onde o gelo seco, as luzes, os cenários, e todo tipo de artefato periférico e pirotécnico tenta produzir o que só a singeleza da fé que se associa a harmonia filha da música que procede do coração é capaz de realizar, ou seja, adoração. Catarse de uma meninada boba, estupefata pelo impacto visual da massa manipulada, qualquer “mané” pode realizar. Culto a Deus é outra coisa, não é “zoação”, para ter propósito e significados precisa ter comunhão, oração e partir do pão.

Quer saber o que é um Herói para mim? Herói é o pastor do interior, sem ajuda e sem apoio, sem modelos nem estratégias, que ainda insiste em todo domingo sair às ruas, mesmo que não seja da forma mais adequada ao nosso tempo e ao nosso mundo, para anunciar a salvação.

Heróis são os muitos pastores que sobrevivem com salários indignos, com suas famílias privadas de tudo, mas que ainda sonham em ver o Reino entre os homens.

Heróis são os que, de alguma forma “caíram”, e foram massacrados pela hipocrisia de uma “igreja” perversa e cega, e por líderes invejosos, que tratam gente como despojo, mas ainda continuam pregando o que sempre pregaram.

Heróis são os sobreviventes de “escândalos”, que foram expurgados de suas comunidades, humilhados em suas cidades, mas que ainda sonham em poder subir ao púlpito para expor aos perdidos o amor de Deus.

Heróis são os que vão aos seminários e institutos, e largam, às vezes, uma história inteira de vida, para poder dizer: “eis-me aqui, envia-me a mim”.

Diante de “gente” sórdida, que tem prazer em compartilhar a céu aberto a miséria de seus líderes, que quebra a cana esmagada e apaga a torcida que fumega, lembro o que escreveu o apóstolo Paulo: “Porque me parece que Deus nos colocou a nós, os apóstolos, em último lugar, como condenados à morte. Viemos a ser um espetáculo para o mundo, tanto diante de anjos como de homens. Nós somos loucos por causa de Cristo, mas vocês são sensatos em Cristo! Nós somos fracos, mas vocês são fortes! Vocês são respeitados, mas nós somos desprezados! Até agora estamos passando fome, sede e necessidade de roupas, estamos sendo tratados brutalmente, não temos residência certa e trabalhamos arduamente com nossas próprias mãos. Quando somos amaldiçoados, abençoamos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, respondemos amavelmente. Até agora nos tornamos a escória da terra, o lixo do mundo”.

Mas para vocês, benditos do Senhor, Heróis da Fé, eu “tiro o meu chapéu”! Sim, eu os bendigo pelas noites ao pé da cama, orando sem cessar por gente como eu, que não sou digno de lhes desatar os laços do sapato. Obrigado pelas incontáveis horas debruçados sobre as Escrituras para trazer-nos palavras do coração do Pai. Obrigado pelos tantos momentos gastos em aconselhamentos, ouvindo as “dores do mundo”, sempre com olhar solidário e espírito generoso.

Obrigado pelos sacrifícios que fizeram em termos de família, por terem deixado muitas vezes filhos, mulher ou marido, para atender, não raro anônimos, que precisavam desesperadamente de um ombro para chorar.

Obrigado pelas viagens que fizeram, cansados, hospedados em hotéis, em casa de desconhecidos, longe de suas camas e do aconchego de seus cônjuges, para falar para gente que precisava de direção na vida. Obrigado por tudo!

Agradeço por que sei que quase ninguém os agradecerá! Agradeço porque sei que quando você for alvo de fofocas e destratos, tudo isto será relevado e considerado como coisa alguma, pois você será apenas um ser sem história, um alvo para as flechas dos famintos pela "justiça".

Finalmente, quero aqui desejar o meu abraço a todos vocês, meus Heróis, gente que me fez aprender a ser gente, que é muito mais e muito melhor do que ser “crente”.

Para você, Caio Fábio, amigo que nunca conheci, aquele abraço! A você Ricardo Gondim, aquele abraço! Ariovaldo Ramos, aquele abraço! A vocês, sacerdotes da música, Gerson Ortega, João Alexandre, Asaph Borba e Adhemar de Campos, aquele abraço! Aos meus bispos e amigos, Leonides Menezes e William Mikler, aquele abraço! Ao Paulo Garcia, aquele abraço! Karla Patriota, aquele abraço! Ao “paizão” Pedro Paulo Albuquerque e ao Mário Fagundes, aquele abraço! Ao amigo de todas as horas, Dinamérico Wanderley, aquele abraço! Carlos Alberto (Betão) – in memoriam – aquele abraço! Ao querido Aloísio Figueiredo, aquele abraço! Martorelli Dantas, precioso aos olhos do Senhor, aquele abraço!

E a você que eu não conheço, nunca vi, não sei quem é, nem onde está, mas que é um destes Heróis anônimos da fé, homem ou mulher, na capital ou no interior, seja em qual denominação for, que ama a Jesus e quer pregar o Evangelho, aquele abraço, pois, por sua causa, o “Reino de Deus continua lindo...”.

Querido amigo e companheiro da jornada, quero que você saiba que os seus acertos e erros, dramas e dores, o que aprendi e percebi em você, seja pelo conforto, seja pelo confronto, tem me proporcionado ser um ser humano melhor, um discípulo mais fiel, um pregador mais consciente e um pastor mais amoroso.

Obrigado por você existir, ser quem é, por sua família e ministério, pelo que já fez em prol da Igreja, e por tudo aquilo que ainda fará, pois, certamente, aquEle que é fiel em tudo, não esquecerá de retribuir-lhe em amor e graça toda a devoção com a qual você O tem servido todos estes anos.

A você, Herói da Fé do mundo moderno, Herói da Igreja do século XXI, minha gratidão por sua vida e minha reverência por sua alma!

Sola Gratia !

Carlos Moreira

Deus esteve em Woodstock


Há quarenta anos acontecia numa cidadezinha chamada Bethel, há 80 km de Woodstock, interior do estado de Nova York, o maior festival de Rock da história.

Meio milhão de jovens se reuniram entre 15 e 17 de agosto de 1969, para ouvir algumas das mais importantes bandas de rock da época, debaixo de muita chuva e em cima de muita lama.

Woodstock não foi apenas um festival de rock. Foi uma espécie de oficialização do rompimento daquela geração com os valores que norteavam a sociedade ocidental pós-guerra. No imaginário coletivo foi o momento e o lugar nos quais o inconformismo e a rebeldia de uma geração castigada pela Guerra do Vietnã se manifestaram plenamente.

Interessante que o nome Bethel nos remete ao lugar em que Jacó se encontrou com Deus pela primeira vez. Foi lá que ele, depois de ter fugido da casa de seus pais para não ser assassinado por seu raivoso irmão, viu o céu aberto, e anjos que transitavam entre o céu e a terra. A pedra que o patriarca usou como travesseiro, foi erigida como altar, e o lugar passou a ser chamado “casa de Deus” (Bethel, em hebraico).

Milhares de anos depois, uma multidão de jovens se reúne num lugar com o mesmo nome, para erigir um novo altar.

Na cultura semítica, altares eram erigidos como marcos, que identificavam o início de uma nova jornada, ou pelo menos, uma escala importante em uma jornada já começada.

A partir de Woodstock, aquela geração passou a enxergar o mundo dividido em dois grupos, “nós” e “eles”. E o pronome “eles” era aplicado principalmente aos pais.

O abismo entre gerações que antes era velado, e se dava de maneira discreta e quase silenciosa, agora tomava uma proporção inédita.

- Não queremos ser cúmplices do que vocês estão fazendo com o mundo! Diziam eles. - Queremos reinventar o mundo, sem guerras, sem fome, sem hipocrisia, onde impere a paz, o amor e o prazer.

Sem dúvida, aquela foi uma geração idealista e sonhadora. “Faça amor, não faça guerra” era o seu lema.

Mas naquele Bethel faltou o principal: A conexão com o Deus de Jacó!

No lugar de Deus, eles entronizaram outra trindade: droga, sexo e rock’n roll.

Quarenta anos depois, podemos verificar o que ficou de positivo ou negativo da rebeldia idealista da geração que contestou e mudou nossa visão do mundo.

Woodstock revelou ao mundo a força que tem a juventude. E talvez a maior glória daquela geração tenha sido arrancar os Estados Unidos do Vietnã. Seu exemplo repercute até hoje no ativismo em defesa do meio ambiente e de outras causas justas.

O jovem passou a ser visto como o centro do universo do consumo, o que até hoje pode ser verificado através do constante apelo publicitário direcionado a este público.

Infelizmente, aquele engajamento político e idealista não perdurou muito tempo. Aquela geração sequer conseguiu contagiar seus filhos com sua utopia. Por conta disso, as gerações seguintes perderam o interesse de mudar o mundo, voltando a priorizar a ascensão profissional e social.

As drogas que ingenuamente foram experimentadas como uma maneira de aguçar a percepção se tornaram instrumentos de fuga da realidade e de alienação. E o pior é que abriram a porta para o uso de drogas cada vez mais pesadas, cuja proliferação é a responsável pela difusão da criminalidade. O amor livre, antes pregado com orgulho e praticado sem o menor escrúpulo, revelou-se como promiscuidade, o que provocou um dos maiores pesadelos da juventude das décadas de 80 e 90: a Aids.

Até a música, antes usada para contestar, vendeu-se às grandes gravadoras e se tornou em mais um instrumento alienante da juventude.

Pelo que tudo indica, o sonho acabou.
Mas nem tudo está perdido. Deus está convidando a nossa geração para um reencontro em Bethel. Um Woodstock onde o lema “Paz e Amor” receba a inclusão da palavra “Graça”. Um lugar onde as gerações se reencontrem e celebrem a possibilidade de um novo mundo. Em vez de abrir-se um abismo entre gerações, construiremos uma ponte para interligá-las.

Jacó estava fugindo da realidade, imaginando que poderia romper com tudo, e começar uma nova história. Mas em Bethel, Deus lhe apareceu em sonho para dizer-lhe:

“Eu sou o Senhor, o Deus de Abraão, teu pai, e o Deus de Isaque. Esta terra em que estás deitado, eu a darei a ti e à tua descendência” (Gn.28:13).

Agora Jacó se via situado no tempo e no espaço. A ponte entre nós, as gerações que nos antecederam e as que nos sucederão só será possível se houver uma escada que nos ligue aos céus.

Na linguagem da geração Woodstock, Jacó teve o maior barato. Ele viu que havia uma ligação entre o céu e a terra. E é esta ligação que possibilita o ajuste entre nós, nossos contemporâneos, nossos antecessores e nossos sucessores.

Jacó, embasbacado com o que via, expressou-se: "Deus estava aqui e eu não sabia". Da mesma maneira, Deus estava em Woodstock naqueles três dias, mas ninguém ficou sabendo. Diz-se que algumas bandas como The Doors foram convidadas, mas preferiram não participar, achando que o festival seria um fiasco, por ser realizado num ambiente rural, em vez de no Central Park em Nova York. Tais bandas se arrependeram amargamente. Deus, mesmo não sendo convidado, fez questão de estar lá, conferindo in loco a angústia e os anseios daquela geração perdidamente sonhadora. Ele passeava entre os corpos nus e eslameados, compadecendo-Se de uma multidão que era como ovelhas sem pastor (Mt.9:36).

Sim, Deus esteve em Woodstock, mas não tocou alarde. Preferiu a discrição. Em outras, Ele simplesmente deixou rolar. E a chuva que enviou não foi com a intenção de estragar a festa, antes, representava a Sua incompreensível Graça. Pena que ninguém ficou sabendo. Janis Joplin e Jimi Hendrix morreram sem saber. Talvez se tivessem sabido, ainda estariam por aí, nos brindando com suas habilidades musicais.

Creio firmemente que um novo Woodstock precisa acontecer. Não me refiro ao festival em si, mas àquilo que representou para o mundo. A atual geração está passando por uma fermentação que resultará em algo vultuoso, com desdobramentos espirituais, sociais e culturais. A qualquer momento eclodirá o despertar de uma nova visão de mundo. Um Woodstock pleno, sem drogas, sem promiscuidade, mas com graça, paz e amor.

Hermes Fernandes via http://hermesfernandes.blogspot.com/

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