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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

23 abril 2011

Dá Licença, mas Eu não vou Rodar no Carrossel do Destino


Hoje é sábado e, conforme as Escrituras, Jesus neste dia estava sepultado. Depois de três anos andando e pregando por toda a Palestina, fazendo milagres, ressuscitando mortos e expulsando demônios, enfim, haviam dado cabo dele, a cruz tragara-lhe a vida e o túmulo guardara-lhe o corpo.

Fico imaginando as conversas em Jerusalém, nas casas, nas ruas, nas esquinas, no Templo... Todas as especulações levavam Jesus ao ridículo: “salvou a tantos, mas não pôde salvar-se a si mesmo”. Até os seus “...discípulos o abandonaram e fugiram”. Não havia mais o que se fazer. “The Dream is Over!” – O Sonho Acabou.

Como sabemos a história sempre é contada pelos vencedores. É provável que Pilatos, naquela manhã, tenha se gabado de ter posto fim a mais um motim judeu. Herodes, em seu palácio, dava gargalhadas e dizia: “vão ver agora onde está o “Rei dos Judeus””. O sinédrio, quem sabe, realizou uma reunião extraordinária para comemorar a articulação e execução do “plano perfeito”. Judas havia se enforcado. Pedro remoia-se em seu desespero. Cada habitante de Jerusalém tinha sua própria história e fazia suas próprias conjecturas.

Mas ainda havia o mundo espiritual, os principados e potestades. O que teria se passado nesta dimensão? Será que os demônios estavam de porre pela celebração que começara na sexta feira, quando Jesus rendeu o espírito, varou a madrugada do sábado e entrou dia adentro? Imagino o inferno, apinhado de demônios, todos celebrando a “vitória” – o Filho de Deus está morto!

Eu não sei se você já pensou, mas se tudo isso tivesse terminado dessa maneira, se aquele túmulo pudesse ter contido a Jesus, o Cristo, nossa história seria muito diferente... Sim, porque sem a ressurreição de Jesus, toda a existência seria roleta russa, submissão ao acaso, subserviência ao destino, um jogo de sorte ou azar, seria como lançar dados numa mesa e torcer para que a combinação certa acontecesse.

Sem Jesus estaríamos entregues a nós mesmos, as nossas próprias dissoluções, as nossas incongruências e interjeições. Sem Jesus não haveria possibilidade de arrependimento, de novo nascimento, de reconstrução da consciência, pois, sem Ele assentado a destra de Deus, ressurreto e glorificado nos céus, o Espírito não teria sido enviado a Terra, nem derramado em nossos corações, que foi o que nos possibilitou um novo começo.  

Se o sábado tivesse se constituído no epílogo desta “saga”, não haveria, para nenhum de nós, e para ser humano algum, em qualquer tempo, a possibilidade de sonhar com a experimentação da eternidade, nós estaríamos fadados a nos transformar apenas em cinzas e silêncio, voltaríamos irremediavelmente ao pó, o “sopro de vida” que um dia recebemos apagaria como uma vela ao vento, e todos iríamos ao encontro do nada, seríamos transformados no não-ser.

Sem Jesus, tudo o que nos restaria seria rodar no carrossel do destino, pois o texto de Paulo aos Romanos não se aplicaria a nós – “pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmão. E aos que predestinou, também chamou; aos que chamou, também justificou; aos que justificou, também glorificou”. Sim, sem Ele não haveria justificação, eu e você ainda teríamos de oferecer o sangue de animais sacrificados para podermos ser aceitos diante de Deus.

Mas fato é que o sábado passou e o domingo trouxe consigo um novo amanhecer, a ressurreição e a vida, a vitória e a salvação! Paulo nos diz em Filipenses “pois que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz! Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai”.

Quero concluir com as palavras da parábola do filho pródigo. Terminarei desta forma, pois é assim que me sinto, como um que era indigno e que, caindo em si mesmo, retornou para casa. No meu imaginário, estas palavras do texto não se aplicam só a mim, mas creio que o próprio Jesus as tenha ouvido da boca do Pai ao retornar aos céus: “vamos celebrar, pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado”.

Carlos Moreira

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