Pesquisar Neste blog

Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.
Mostrando postagens com marcador casamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador casamento. Mostrar todas as postagens

05 setembro 2018

Você não Precisa Destruir as Pessoas porque o Casamento foi Destruído




Há mais de 20 anos aconselho casais. Acho que adquiri certa autoridade pelo fato de estar casado há 27 anos e com 34 de relacionamento, somando o namoro e noivado. 

Ajudando cônjuges em seus conflitos e dores, aprendi muito sobre conjugalidade, sobre o encontro e o caminhar de duas pessoas no chão dos dias. Dentre os diversos mitos que ajudei a derrubar nas crises matrimoniais, certamente um dos maiores foi o que postula que “A separação destrói os filhos”. Isso é falso. 

Com sinceridade, esse tipo de afirmação não passa de um jargão religioso de quem, na maioria das vezes, quer por remendo novo em vestido velho. Sim, para o “crente”, é melhor viver no inferno relacional do que pacificado e separado, é melhor manter as juras feitas no “altar”, do que andar em verdade com o que se passa nos cômodos do ser e coerente com o que se carrega na consciência. Mas esse já é outro tema... 

Fato é que uma separação, não obstante ser uma “amputação”, ou seja, as marcas ficarão para sempre, não necessariamente tem de ser uma tragédia. Eu não advogo separações, salvo quando percebo que elas já se consumaram na vida, falta só a coragem dos pares de concretizar no cotidiano o que já se estabeleceu desde há muito na alma e no coração. 

Há relacionamentos que se tornaram tão adoecidos e dessignificados que viver junto é ofensivo, septicemia afetiva não tem cura, é melhor separar e tentar salvar a vida, Deus tem segundas chances para nós. 

O que destrói uma família não é a separação, cônjuges equilibrados, que tratem o tema com respeito e coerência, podem ser bem sucedidos nisso, dentro do possível. O casal se separa na vida, mas continua sendo pai e mãe dos filhos, portanto, de certa forma, parte da história continua, e isso precisa ser levado em consideração, porque é normalmente aí que os estragos são feitos. 

Filhos suportam separações, ainda que com certo grau de sofrimento. Uns sofrem mais, outros menos, mas ninguém se joga do prédio por conta disso. O que destrói as pessoas dentro de uma casa são acusações maldosas, são disputas financeiras, são picuinhas com a partilha dos bens, movimentos antecipados calculadamente para produzir prejuízo contra o outro. 

Não tenha dúvidas, há muita maldade represada que vem à tona num processo de separação. O marido começa a denegrir a mulher, a mulher joga o marido contra os filhos, os filhos tomam partido de quem se faz mais de vítima. De fato, em alguns casos, é mesmo uma tragédia grega, e tem muita artistagem nesta hora, pois há máscaras que não saem mais do rosto... 

Não fosse tudo isso bastante, ainda se pode adicionar xingamentos despropositados, chantagens emocionais, tentando tornar o outro refém de seus erros, insultos a familiares que estão fora do contexto do lar, violência emocional, violência física, blefe, mentiras, se alguém não sabe do que o inferno é feito basta se separar, nesta perspectiva do que estou pontuando, que vai conhece-lo na intimidade. 

Não sei se você sabe, mas separações podem ser tão dolorosas que são comparadas a traumas de guerra. Eu estou certo quando afirmo que gente com bom coração, com bom senso e boa vontade, pode, sim, se separar, mas sem destruir o ecossistema familiar inteiro, tocando fogo no mar para comer peixe frito. 

Gente madura, séria, honesta, vai tratar a separação como um mal necessário, vai administrar os impactos sobre os filhos, vai tentar deixar o outro numa condição que lhe dê o necessário de dignidade, vai repartir bens e dinheiro de forma generosa e justa, vai preservar, para os filhos e a família, a imagem do pai, ou da mãe, que jamais poderá ser desfeita, pois não há benefício em se destruir esta representação na mente e no coração dos outros. 

Eu já vi muitos divórcios acontecerem, vi os trágicos e os “bem” sucedidos, e digo que é possível fazer as coisas com o peso certo e a medida correta, mas nem todos estão aptos a experienciar esta realidade. Viver casado, acredite, é muito bom, mas quando não é bom, viver separado, é muito melhor... 



Carlos Moreira



25 abril 2017

Se Não Tem Tu, Vai Tu Mesmo!



A sabedoria popular afirma que "é melhor viver só do que mal acompanhado", mas a realidade existencial, por vezes, revela o contrário, ou seja, é melhor viver mal acompanhado do que só. Aliás, Vinícius, o poetinha, afirmou certa feita, despudoradamente: “É melhor o amor que não compensa do que a solidão”.

Como pastor, estou acostumado a ouvir os dramas relacionais das pessoas, separações e crises conjugais fazem parte do meu cardápio cotidiano, além, obviamente, de novas relações que se estabelecem após estações outonais. Me parece, todavia, que a partir dos 40 anos fica mais difícil construir relações duradouras e qualitativas, a esmagadora maioria das pessoas chega a esta etapa da vida com, no mínimo, uma separação e um filho, o que, convenhamos, é uma dificuldade extra.

Recorrentemente, confesso, tenho me deparado com reclamações de que o “mercado” de solteiros é escasso e de baixa qualidade, os homens não querem nada sério e as mulheres preferem investir na profissão do que num novo casamento. A verdade é que vivemos no tempo dos “líquidos”, como afirmou Bauman, somos a sociedade da impermanência, nada sólido ou duradouro sobrevive aos nossos dias.

Diante deste contexto complexo, observo, também, que muita gente partiu para o que expõe, mais uma vez, a sabedoria popular, ou seja, “se não tem tu, vai tu mesmo!”. E assim, relacionamentos de alto risco se estabelecem, pessoas se juntam para aplacar suas carências, sejam elas sexuais, emocionais, e, não raro, financeiras. Ficar só não parece para estes uma boa opção, portanto, é melhor viver pela metade, do que amargar um final de semana de televisão e edredom.

Na verdade, o que percebo em tais arranjos é que, na esmagadora maioria dos casos, eles se revelam desastrosos em pouquíssimo tempo. A pessoa desarruma a vida inteira, às vezes desaloja filhos, muda de apartamento, realiza adaptações profissionais, tudo para tentar fazer caber o new love no espaço apertado que a alma dispõe. Todavia, como esse “Romeu” está mais para “Romero”, ou seja, não era bem isso o que eu desejava, em curto espaço de tempo os problemas se revelam maiores que a capacidade de administrá-los e aí, o desfecho final já está traçado, é só questão de oportunidade...

São muitos, portanto, os casos de pessoas que se entregaram a novas relações que acabaram por se constituir mais adoecedoras do que a que elas possuíam no passado. A tirania da solidão, um mal deste tempo, acaba obrigando o indivíduo a estar acompanhado a todo custo, ainda que essa companhia produza o que poetizou Cazuza – solidão a dois.

Estar só, imagino, é uma merda, pois não há nada melhor do que ter alguém para amar e dividir alegrias e tristezas da vida. Estar acompanhado de alguém que não lhe completa, contudo, parece-me algo ainda pior, pois além de impedir que alguém bacana chegue na antessala do coração, e nos arrebate o ser, faz-nos viver na melancolia do “quase”, ou seja, não é o que eu queria, mas é o que tem para hoje! Como bem disse Chico Buarque, em 1979, na canção “Sob Medida”: “Meu amigo, se ajeite comigo e dê graças a Deus”. Só que não...

Carlos Moreira



11 julho 2016

Namoro: Pra Quê?



De repente, uma quantidade enorme de pessoas passsou a me perguntar se devem ou não continuar mantendo o namoro em “on” para o “modus" corte. 

Para ser sincero, não sabia nem que isso existia, pois eu vivo num outro planeta, um lugar onde as pessoas são livres para escolher, amar, errar, reconfigurar e seguir em frente... 

Bem, fui buscar de um “guru gospel” a definição do tal “namoro corte” e encontrei o seguinte: “Queremos, para os solteiros, um relacionamento sem carícias, beijos, sensualidade, dependência emocional, chantagens emocionais, ciúmes, isolamento social. A ideia é que os jovens sejam movidos por princípios bíblicos e não por impulsos da paixão, sexualidade ou pressão cultural. Buscamos um relacionamento focado na amizade e no conhecimento mútuo”. 

Resumindo, eles querem que o indivíduo ou a sujeita sejam como manequins em uma loja de departamento, podem até estar nus, mas não tem como fazer nada, é a sublimação da experiência, a negação da possibilidade de crescimento natural, é a tara produzida em série na “estufa” da igreja onde, pela via da castração, imagina-se que a santidade aflorará. Impossível!

Na verdade, o que daí surgirá, na esmagadora maioria dos casos, todo tipo de pulsão sexual e desvio de comportamento, salvo os casos de pessoas com baixa libido, homossexualidade reprimida, tendência real ao celibato, problemas hormonais, dentre outros. 

A coisa toda, em si mesma, já se traveste de uma pseudo-piedade quando afirma que estes postulados estão baseados em princípios bíblicos! Ora, a bíblia não trata de relacionamento afetivo a não ser o casamento, pois na cultura dos Hebreus, no mundo antigo, não existia tal possibilidade. 

Mas esses grupos são tão radicais que advogam que tem de ser assim mesmo, pois como o namoro não está descrito na bíblia, como poderia ele ser vivenciado por um cristão? Ora, avião também não está na bíblia e todo mundo voa neles! É tão esdrúxulo que não dá nem para comentar... 

Quem receita a tal corte tenta, de forma equivocada, achar nas Escrituras as prescricções do “manual teen de relacionamento”, eles querem patrocinar a Malhação Gospel, mas tudo com "santidade"! Sabe o que uma maluquice desta vai produzir? Gente esmagada de alma e com um tesão superlativo, tendo dificuldade até de andar em ônibus cheio, pois o “esfrega-esfrega” vai produzir excitação e asfixia. 

Pelo amor de Deus! Jesus ensinou que se um homem olhasse para uma mulher com volúpia, com desejo lascivo, aquele olhar scanner, onde o sujeito vê por baixo da roupa, ele já estaria adulterando com ela. E por que o Galileu afirmou isso? Por que o judeu tinha esse mesmo comportamento farisaico-estoicista dos crentes, ou seja, eles não levavam em conta o pecado subjetivo, aquele que é feito nos ambientes da mente e do coração, onde o swing pode acontecer sem nem um dedinho da moça ser tocado. É o mesmo princípio que trata do assassinato mental, aquele onde o sujeito não mata com um tiro, mas pela ira represada no ser. 

Bem, o que eu tenho a dizer? Uso as Escrituras, com bom senso e bom coração: “Jovem, alegra-te na tua mocidade! Sê feliz o teu coração nos dias da tua juventude. Segue os caminhos que o teu coração indicar e todos os desejos dos teus olhos; saibas, contudo, que tudo quanto fizeres passará pelo julgamento de Deus”. Ec. 11:9.

Você quer uma bula, um manual, uma cartilha, um passo-a-passo, uma etiqueta, mas só posso te dar a chance de crescer, escolher, pensar, ponderar, assumir responsabilidades e aprender que Deus ama a quem vive em verdade, enxergando a si mesmo, não negando quem é e o que sente, mas agindo sempre em fé e com bom coração. Aos que caminharem assim, paz e misericórdia os acompanhe. Aos que escolheram fazer “a corte”, que vivam com um barulho desse...


Carlos Moreira

https://www.facebook.com/carlosfmoreira
https://www.facebook.com/CarlosFSMoreira/
http://anovacristandade.blogspot.com.br/
https://www.youtube.com/user/cfsmoreira/videos

05 julho 2016

Jugo Desigual ou Jogo Desigual?



Jugo desigual não é um evangélico casado com uma católica. Ora, por favor! Conheço crentes casados, que frequentam a mesma igreja, que leem a mesma bíblia, que cantam as mesmas músicas gospel e estão em jugo totalmente desigual, pois não há entre eles uma ligação de alma, de entendimento da vida, de percepção do mundo.

Na verdade, que adianta sentar no mesmo banco no templo e viver separado na cama? Que adianta andar de mãos dadas no pátio da igreja e com consciências separadas no chão da vida? Conjugalidade é, antes de qualquer coisa, um habitar a alma do outro e não apenas o viver junto debaixo do mesmo teto.

Ora, jugo desigual é alguém ter olhos para ver o bem, enquanto o outro só consegue discernir o mal, é a alegria de um sendo sufocada pela moralidade castrante do outro, é um querer inovar na cama e o outro, cheio de pudores e não me toques, gostar de um sexo broxante. Jugo desigual é um apreciar o teatro e o outro se privar da diversão por questões doutrinárias, é um desejar dançar e o outro vê pecado numa "sala de reboco", é um adorar um bom vinho e o outro fazer a gestão da felicidade por causa da legislação da igrejola.

Conheço casais de diferentes crenças que são harmônicos e perfeitamente enlaçados em amor, enquanto aconselho a centenas de outros, de mesma confissão religiosa, se matando na frente dos filhos e pedindo que Deus “leve” o parceiro para sua Glória.

Sendo honesto, acredito em jugo desigual, na perspectiva do que disse acima, mas acredito também em jogo desigual, que é o que acontece com muita gente que não teme fazer do casamento um remendo mal feito, desde que ele se adeque ao manequim da religião.

Portanto, ao invés de procurar uma mulher calvinista, procure uma que goste de conversar e contar piada, ao invés de procurar um marido pré-milenista, arrume um que leia Fernando Pessoa com você no banco do parque, ao invés de buscar uma mulher de oração, busque uma que tenha coração!

Acredite, é impossível gente que ama e se sente amado não ter graça no ser e música que embala os pés no caminhar do caminho. Um ateu com boa vontade é melhor que um crente amargurado, se você quer alguém que lhe complete, procure afinidades em sua alma, não em sua estante de livros teológicos.


Carlos Moreira


https://www.facebook.com/carlosfmoreira
https://www.facebook.com/CarlosFSMoreira/
http://anovacristandade.blogspot.com.br/
https://www.youtube.com/user/cfsmoreira/videos

05 fevereiro 2016

Até que a Morte nos Separe... Só que Não!




Casamento é tema recorrente no aconselhamento pastoral: traição, separação, finanças, mesmice, os dramas se repetem e cansa ter de dizer, sempre, as mesmas coisas...

É difícil falar de casamento, sobretudo, para quem não está casado, e aqui digo casado não me referindo a quem acha que casamento é altar e cartório, ou seja, cumprir liturgias e rituais da Igreja e do Estado e viver na aridez, mas aos que se encharcaram de amor, os que penetraram não apenas o corpo do outro, mas os que invadiram alma e chegaram até o espírito!

Deixe eu lhe dizer uma coisa com a autoridade de quem está casado há 25 anos: casamento tem crise e, se não tiver, ele é a crise, pois a relação gangrenou e você não se apercebeu porque, provavelmente, já não se importa mais com o outro. Dependendo do que se carregue no coração, viver na mesma casa, dormir na mesma cama, comer na mesma mesa e fazer sexo com a mesma pessoa não é atestado de saúde conjugal, mas de esclerose relacional!

Eu sei que anos de convívio vão impor desafios hercúleos à relação: superar pequenas diferenças – que ficaram grandes, vencer a mesmice, reapimentar o sexo, cultivar o carinho, mas é fato que, mesmo com todo esforço, por vezes, o casamento acaba! Sem esforço, então, já nasce morto, dura de dois meses a dois anos, no máximo.

Portanto, um casamento acabar não é o fim do mundo, não obstante ser uma das maiores dores que um ser humano pode enfrentar, mas o problema, mesmo, é ele acabar sem acabar, ou seja, é você manter-se “casado” por causa do patrimônio, dos filhos, pela preguiça de separar, ou por questões religiosas. Aí, sim, é o fim!

Casamento acabado que não acabou é um horror, é como manter o vovô, morto, na sala de estar da casa, em estado de putrefação, degenerando-se lentamente na presença da família. Sim, óbvio, todos percebem: seus filhos – principalmente, os funcionários, os vizinhos, até o cachorro! E você ali, firme, como o capitão do Titanic, afunda com o barco, mas não perde a pose, e ainda mantém seu orgulho idiotado de poder afirmar que está casado, com a mesma mulher, há trocentos anos. E viva a hipocrisia!

Mas nada é mais bizarro do que casamento de crente que acabou e não acabou. Sim, é triste ver como as pessoas podem ser sequestradas de mente e alma pela religião, como um dogma aplicado de forma perversa sobre a existência castra sonhos e arrasa corações. E o sujeito-homem, defensor da moral e dos bons costumes, da indissolubilidade do matrimônio, do meio de sua amargura asfixiante, reza todo dia para a mulher cometer adultério – o que lhe daria a prerrogativa “legal” para a separação, ou que Deus leve sua “amada” para junto de Si, de tal forma que, pela via da viuvez, a vida possa, enfim, ser refeita.

Não sou dos que advogam o divórcio por qualquer idiotice, muito menos acredito em relações frívolas, mas creio que, por vezes, amputar o membro é melhor do que perder o corpo inteiro por septicemia. No que tange ao divórcio, Jesus afirmou: “Não foi assim desde o princípio...”, alertando-nos que, o melhor de Deus é casar e manter-se casado, mas, num mundo caído, onde nascem “cardos e abrolhos”, a vida é como pode ser, não como deveria ser, portanto, na falta de escolha, escolha o mal menor!

E assim, digo, com toda a responsabilidade que carrego, se teu casamento te faz pecar, corta-o e arranca-o fora, pois é melhor entrares divorciado e casado novamente no Reino de Deus, do que casado uma única vez, em meio a uma relação fraudulenta e cheia de perversidade piedosa, viveres, já aqui, no inferno da tua alma e, ao depois, na eternidade, quem sabe onde?

© 2016 Carlos Moreira

18 outubro 2012

Casamento “Amarrotado”, mas de “Papel Passado”


O personagem de Alexandre Borges na novela “Avenida Brasil”, da Rede Globo é, sem dúvida, um dos papéis mais hilários do ator. “Cadinho”, um rico empresário, bon vivant, é casado com 3 mulheres ao mesmo tempo e possuí 3 filhos, um com cada uma delas.

Até aí, levando-se em consideração as idiossincrasias dos “tempos modernos”, dá para entender, pois, decerto, o cara é mesmo bom de enganação. O inusitado, todavia, é que em certo momento da trama, “Cadinho” passa a viver simultaneamente com as três mulheres, e isso de forma consensual, ou seja, ele torna-se uma espécie de marido on demand, tendo que cumprir uma agenda semanal na qual busca atender as necessidades de cada uma delas.

Não obstante tudo isso, mesmo não podendo ser “casado” com todas as “esposas”, tendo sobre si as implicações legais, os relacionamentos de “Cadinho” são legítimos, uma vez que ele mantém um convívio estável com cada uma delas. É que no Brasil não existe crime de “poligamia”, mas de “bigamia”, previsto no artigo 235 do código penal, o qual trata do fato de você tentar fazer o registro em cartório de um casamento já tendo outro registrado anteriormente.

Assim, do ponto de vista civil, pode-se ter quantas mulheres quiser, sem que isto incorra em crime, mas apenas um casamento registrado em cartório, não esquecendo que uniões estáveis possuem os mesmos direitos daquelas de “papel passado”. Quem consentir em viver nestas condições, que o faça, de livre e espontânea vontade.   

Na verdade, “Cadinho” tem, ao mesmo tempo, três mulheres e nenhuma. Sim, por que ter um casamento não significa ter filhos em comum, ou uma casa, bens, dormir no mesmo quarto, na mesma cama, ir junto a lugares, festas, fazer supermercado, pagar contas, e até ter relações sexuais! Nada disto define um casamento! Casamento não é uma existência a dois, mas, dois que, na existência, se fazem um em essência.

É triste, mas há muitas pessoas “casadas” que jamais se casaram. Elas se “deram” no papel, mas não se entregaram no coração, juntaram coisas, mas não partilharam sonhos, conviveram, mas não compreenderam o significado de conjugalidade, habitaram o mesmo ambiente, mas nunca os "cômodos" da alma um do outro, fizeram sexo e não amor, geraram filhos, mas não puderam criá-los tendo o casamento como referência de relacionamento.

Neste sentido, a bíblia nos dá uma dica sobre o que é casamento: “... Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne”. MT. 19:5.

Há três implicações profundas para que algo desta natureza possa se estabelecer sobre o passadiço da vida: (1) “deixar pai e mãe”, que tem a ver com a quebra dos vínculos emocionais, ou seja, é a emancipação do sujeito como indivíduo capaz de dar rumo e significado a própria vida.

(2) “Unir-se a sua mulher”, que diz respeito ao ato público de assumir um estado existencial com as prerrogativas de poder mantê-lo e provê-lo de todas as suas necessidades sociais. Uniões só se estabelecem de forma duradoura quando partilham de valores e princípios, pois, como disse o profeta Amós: “como andarão dois juntos se não houver entre eles acordos?”.

(3) Finalmente, “ser uma só carne”, que trata das implicações espirituais daqueles que se unem fisicamente para o bem, pois sexo não é apenas coito, mas um ato que “mistura” a essência das pessoas. Sim, nele há a liberação do que de mais íntimo há em nós, e não apenas de fluídos, com desdobramentos para além dos sentimentos, pois depositamos um pouco de quem somos no outro e trazemos para nós um pouco daquilo que o outro é. Sexo é simbiose de alma e partilha de espírito, é troca para além da matéria, é coisa transcendental, muito antes de ser carnal.

Portanto, preste bem atenção no tipo de relacionamento que você está construindo! Não chame de casamento o que é apenas um contrato por cotas limitadas, com objetivos comuns, divisão de tarefas, participação nos resultados e geração de ativos.

Contudo, se quiser mesmo viver um casamento, dou-te um conselho: pense mais no outro do que em você, entregue-se sem receios ou reservas, ame com toda a intensidade, sabendo que amor é uma opção, não um sentimento, faça filhos por amor e sexo sem pudor. Não esqueça, todavia, o principal: peça para que Deus lhe ajude a construir uma família, não uma empresa.

Carlos Moreira

23 junho 2011

Trair e Coçar: é Só Começar


Introdução

Euclides Rodrigues da Cunha foi, entre outras coisas, escritor, sociólogo, historiador, poeta e engenheiro brasileiro que viveu no século XIX. Sua história ficou conhecida como a “Tragédia da Piedade”, ou seja, ele foi vítima de um dos acontecimentos mais corriqueiros na existência humana: a infidelidade conjugal.

Euclides da Cunha, como era conhecido, foi casado com Anna de Assis. Sua viçosa e bela esposa, pelas “vias do destino”, veio a apaixonar-se e envolver-se com um primo 17 anos mais novo do que ela, o qual, inicialmente, se hospedara em sua casa.

Do romance com Dilermando de Assis, Ana teve dois filhos, um dos quais morreu. O outro menino, um garoto loiro numa família morena foi, aparentemente, acolhido por Euclides. Não obstante isto, em 1909, já desconfiado da traição, nosso “herói” vai até a casa de Dilermando com a intenção de matar ou morrer, “lavar a honra” com sangue, ato de “cabra macho”.

O desfecho do encontro foi trágico. Dilermando, que era perito em tiro e experiente militar, matou Euclides com um tiro certeiro. Ao depois, inocentado pelo tribunal, casou-se com Ana e os dois viveram juntos durante 15 anos.

Essa tragédia brasileira, bem ao estilo Nelson Rodrigues, poderia carregar como título o nome de uma de suas polêmicas peças: “Perdoa-me por me Traíres”. Sim, essa insígnia representa com propriedade os contornos da epopéia carioca, ou ainda, citando Pittman, “a mais cara de todas as loucuras é acreditar apaixonadamente naquilo que claramente não é verdade”.

Consciência com as Conseqüências

Traição, ao contrário do que, talvez se pense, não é coisa de “pagão”. Algo de natureza e contornos bem semelhante ao drama de Euclides pode ser encontrado na própria Escritura Sagrada na traição de Davi com Bate-Seba.   

O mavioso salmista de Israel, Rei da nação, não resistiu aos encantos da mulher de seu general Urias, e, numa história cruel, bem ao estilo do Nelson, onde há traição e assassinato, o “homem segundo o coração de Deus” viu o seu ser tomado por todos os matizes do pecado, desde sua elucubração até a consumação. O coração de Davi era, sem dúvida, de Deus, mas ele parecera esquecer de consagrar ao Todo-Poderoso outras partes importantes do seu corpo. Deu no que deu...

Fato é que as conseqüências do adultério são sempre trágicas. Enganam-se os que imaginam ser ele algo inócuo ao ser. Enganam-se os que pensam que “aquilo que os olhos não vêem o coração não sente”. Sexo é coisa espiritual. Coito é coisa carnal. Há uma grande diferença entre sexo e coito. Um trata da celebração prazerosa da vida em todas as suas dimensões, no encontro de corpo, alma e espírito que acontece entre os que se amam. O outro é apenas tesão, troca de fluídos, prazer de ocasião, hedonismo na melhor concepção do termo.        

Também há uma grande diferença entre conjugalidade e casualidade. A primeira dimensão trata da vida a dois, do amor estabelecido como decisão, de projeto existencial, de acolhimento e entendimento do propósito de Deus. A segunda trata do sexo fortuito, descompromissado, algo desencadeado pela emoção, pela tara, pelas pulsões interiores, pelo desejo do perigo, pela necessidade de “novidades”, pela adrenalina da traição.   

Como bem citou Cáio Fábio, em artigo sobre sexualidade, “há quem queira muita ‘variedade’... Meu Deus, que ilusão! Mal sabem que a tal ‘variedade’ vai deixando gambiarras penduradas pela gente, como fios desencapados e ‘em curto’. Se pudéssemos ver espiritualmente tais pessoas, as veríamos como troncos cheios de cabeças, braços, olhos, e pernas. Sim, completamente monstrificadas... Simbiotizadas de tantas formas e de tantas maneiras, que elas mesmas assustar-se-iam se pudessem se enxergar. Mas não é preciso enxergar para ver. Basta que se olhe para dentro do coração, para as legiões de seres..., para sentimentos que cada vez mais se complexificam na alma, para mentes cada vez mais compartilhadas pelos entes psicológicos que foram sendo agregados no caminho”.



A Pesquisa “O Crente e o Sexo”

Este tema do adultério apareceu de forma muito contundente na pesquisa que o recém criado BEPEC – Bureau de Pesquisa e Estatística Cristã – www.bepec.comm.br produziu durante o mês de abril. A pesquisa foi realizada com o público “evangélico” via e-mail marketing e pode ser consultada no site acima a partir da próxima semana.

Enviamos mais de 71 mil e-mails e obtivemos, a partir de um questionário de coleta de dados pré-formatado, aproximadamente 6 mil respostas válidas para o grupo “casados”. O resultado, decididamente, não me surpreendeu em nada. Abaixo farei algumas considerações. A pesquisa, até este momento, levou a mim e ao Danilo – Editor Chefe do Genizah – a sermos entrevistados pela revista “Cristianismo Hoje” e também a irmos ao programa “Papo de Graça” com o Rev. Caio Fábio.  

Para mim, o grande resultado da pesquisa é mostrar à enorme farsa que existe no meio “evangélico” brasileiro em relação à sexualidade. Todos os tabus caíram como as muralhas de Jerusalém quando o General Tito, no ano 70 da era Cristã, invadiu a cidade e a destruiu. E ”mano”, sobra “tijolada” para todos os lados, quase ninguém escapa.

Focando no tema do artigo, trago-lhe alguns dados. A pesquisa retratou que a média dos entrevistados quanto a alguns aspectos importantes para traçar o perfil da sexualidade entre os “evangélicos” foram os seguintes: 56% eram homens e 44% mulheres. Aproximadamente, eles possuíam 8 anos de casados, 7 anos de convertidos e faixa etária entre os 35 anos de idade.
O percentual de pessoas que já traíram seus cônjuges foi de 12% para as mulheres e 24,5% para os homens. Comparados estes números com dados de pesquisa do Ministério da Saúde - 2008, ficou posto que os homens “evangélicos” traem mais do que a média da população brasileira, mesmo considerando-se a margem de erro. No caso das mulheres, o índice foi praticamente o mesmo. Em síntese, já não podemos afirmar, como disse o profeta Malaquias, “então vocês verão novamente a diferença entre o justo e o ímpio, entre os que servem a Deus e os que não o servem”. Ml. 3:18.

Na verdade, a pesquisa nos chama a consciência, a revermos não só nosso discurso, altamente esvaziado por nossas práticas, mas, sobretudo, nossa postura hipócrita e dissimulada ante a sociedade, nossa falta de misericórdia diante dos transtornos dos que “caíram”, nosso juízo temerário em face a situações que nós, sequer, conhecemos os “contornos”. Façamos o que nos disse Jeremias, sentemo-nos a sós e fiquemos em silêncio... Isso já seria um bom começo.

Os dados revelados acima mostram apenas as questões relativas à traição. Se formos ver os pontos ligados à pornografia, relação homossexual, uso de “acessórios” e outras práticas sexuais veremos que os cristãos vivem da mesmíssima forma que aqueles que não professam qualquer fé confessional.

Em absoluto a pesquisa me surpreendeu. Ser “evangélico” em nossos dias não significa, de forma alguma, ter valores e conteúdos do Evangelho. Ser “evangélico” revela apenas a adesão de um indivíduo a uma determinada denominação cristã. Tratar os “evangélicos” como uma categoria diferenciada da população é alimentar um mito, é imaginar que esta “fatia” da sociedade possui hábitos e costumes diferentes das outras pessoas. Engano e engodo! Se isto algum dia foi verdade, hoje, já não é mais.

E mais.... Se essa pesquisa fosse sobre outro tema qualquer, como ética, por exemplo, os resultados seriam os mesmos, ou seja, revelariam discrepâncias semelhantes. Os dados colhidos só corroboram com minha experiência pastoral no aconselhamento de casais há, pelo menos, 15 anos.

A Solução não está na Desumanização do Humano

A bem da verdade, sexo para os cristãos sempre foi um problema, e isso desde o início da igreja. Paulo já carregava, notadamente, certa dose de “impregnação” quanto ao tema em suas epístolas, muito provavelmente como forma de antagonizar a doutrina cristã frente à devassidão da sociedade romana, na qual ele vivia. Esta, por sua, vez, já carregava em suas “entranhas” as influências do helenismo grego, onde o sexo assumia diversos matizes contrários aos costumes hebreus.

Daí para frente à questão só piorou... No século IV, com Santo Agostinho, o sexo tornou-se algo terrível, uma nódoa na consciência dos cristãos. Agostinho, que vinha de uma vida dissoluta, introduz um sentimento de culpa que esmaga toda e qualquer ação que gere prazer sexual. Nele o sexo torna-se feio, sujo, impuro, perverso e vicioso. Em sua famosa obra “Confissões”, chega a afirmar: "... a felicidade não é um corpo e por isso não se vê com os olhos". É sobre este pensamento que a cultura cristã ocidental vai se desenvolver, ou seja, sobre a premissa de que sexo e pecado são coisas que andam juntas.

Com o surgimento da psicanálise de Sigmund Freud, no século XIX, estas questões foram analisadas por um outro ângulo e, assim, essa idéia de sexo como coisa maligna foi praticamente abolida. Contudo, e isso é fato, a igreja sempre foi impermeável a ciência e, convenhamos, Freud nunca esteve entre os pensadores que a influenciaram. Há algo que me chama a atenção na pesquisa? Não. Talvez apenas o fato de pessoas que praticam uma religião terem a coragem de responder, ainda que anonimamente, a perguntas de caráter extremamente explícito. 

Segundo a psicóloga Gelly Marques Pereira, “ainda hoje, em pleno século XXI, percebe-se que, para muitas pessoas, o que justifica o casamento é um amor apaixonado, idealizado, absoluto. E o que justifica um bom número de divórcios e recasamentos é a decepção com as histórias vividas, associadas ao 
redespertar da esperança, à procura inebriante de novas ilusões. A proliferação de relações paralelas, ocultas e proibidas nasce desse desejo insaciável, representando exatamente a mesma busca, a partir da convicção nem sempre consciente de que o fantástico não subsiste ao dia-a-dia, não passa por nenhum teste de realidade”.

Com tristeza tenho visto, nos últimos anos, muitos lares cristãos se esfacelarem. Alguns foram destruídos em conseqüência de casos de adultério, inclusive de pessoas envolvidas com o ministério, no caso, pastores e pastoras. Confesso que é desestimulante para alguém que trabalha para ajudar a consolidar famílias ter de lidar com a sua falência. Mas, por outro lado, não há como colocar mordaças nos olhos e na consciência diante do que está acontecendo.

O fenômeno da traição no mundo contemporâneo é muito bem resumido por Pittman: “paixão e romance têm pouco a ver com amor, que significa trazer prazer, conforto, paz e segurança um para o outro, ao invés de dor, excitação e ansiedade. No entanto, em nossa sociedade, essas paixões intensas, desorientadoras, serviram, nas últimas décadas, como a base para muitos casamentos”.

Conclusão

Como já tenho dito e escrito, em síntese, a pesquisa desvela um universo que, talvez, ainda seja desconhecido do público em geral. Contudo, para mim que sou pastor, ela apenas comprova o que já escuto todos os dias no meu gabinete, durante as seções de aconselhamento.

O que existe na verdade, e aí entramos no terreno da “mitologia evangélica”, é que a sociedade imagina que a religião é um “cabresto” para determinados impulsos da natureza humana, como a sexualidade, por exemplo. Essa ilusão continua sendo “vendida” nos púlpitos de muitas igrejas, como se a doutrina, por si só, fosse capaz de tornar-se instrumento de sacralização dos impulsos da “carne”, um meio de transformar o indivíduo comum num asceta medieval, de remetê-lo a ataraxia grega, a sublimação do sentir do ser.

É fato que há um afrouxamento do ensino e da pregação da santificação na igreja cristã contemporânea e, sem dúvida, isto ajuda a construir um cenário de liberalismo e permissividade. Mas não há como negar que essas questões existem desde sempre, pois podemos encontrá-las presentes no livro de Gênesis, na cidade de Sodoma, nas orgias da Grécia, nos bacanais de Roma, na boemia francesa da idade média e nos bailes funks do Rio de Janeiro.

Esta não é uma questão ligada a uma época ou a uma cultura, é algo atemporal, intrínseco ao ser humano, faz parte de nossa natureza “caída”, devia ser visto como coisa real, pois, tratar o tema de outra forma só faz proliferar o que temos aí, o sexo como algo insalubre, como perversão escondida, como neurose religiosa, e tudo o que é proibido explode da alma para a vida nas formas mais hediondas possíveis. Sente numa sala de aconselhamento e você comprovará o que estou dizendo. 

Ora, eu não sou legalista, ou contra separações, mesmo sendo pastor de igreja. Crucifique-me quem quiser! E não me venha com sua “exegese de gaveta”, viciada, baseada no uso do texto que exalta a letra das Escrituras, mas exclui o Espírito do Evangelho. Sei, todavia, que meu trabalho, como sacerdote, é ajudar pessoas a construir vínculos afetivos fortes e duradouros.

Contudo, não há como negar que, às vezes, vida de marido e mulher torna-se uma fábrica de neuroses e amarguras. Nesses casos, quando verifico que o ficar junto se constitui algo totalmente insalubre ao ser, pois está diluindo a substância interior das pessoas, além do desastre que é para os filhos ter de conviver com essa “ferida purulenta”, não raro apenas para manter as aparências, sejam religiosas, sejam sociais, aceito o fato de que, o que Deus NÃO uniu, o homem pode separar.

O que tenho visto em certos tipos de vínculos conjugais é que eles, de tão adoecidos que estão, acabam se constituindo em algo profundamente nocivo a psique do casal. Dentro deste contexto, surgiu em nossa sociedade um tipo de patologia relacional que vem crescendo assustadoramente nos últimos 10 anos. Trata-se da famosa “solidão a dois”.

A “síndrome” baseia-se na premissa de que os casais modernos estão mais preocupados em competir do que em construir, vivem juntos, mas existem desconectados. Moram na mesma casa, dormem no mesmo quarto, mas não conseguem experimentar um mínimo de conjugalidade. Possuem dois carros, duas camas, dois computadores e duas contas correntes. Têm amigos separados, lazer separados, filhos separados, bens separados, ou seja, tantas coisas fora do comum, e tão poucas em comum que, por fim, acabam olhando-se nos olhos e se perguntando: “por que foi mesmo que nós nos casamos?”.
O que fazer então? Bem, alguém já me disse que “galha” não existe, isto é algo que colocam na cabeça das pessoas. Eu, por via das dúvidas, continuarei a fazer o que tenho feito nos últimos 20 anos de convívio afetivo-conjugal com minha esposa: sexo de boa qualidade, livre, prazeroso, consensual e romântico. E não me esquecerei que casamento é obra de tapeceiro, tem de ser construído todos os dias, com singularidade, respeito e compromisso. Quanto ao mais, lembro apenas aos “incautos” que “trair e coçar: é só começar”.

Carlos Moreira

Mais Lidos

Músicas

O Que Estamos Cantando

Liberdade de Expressão

Este Site Opera Desde Junho de 2010

É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

Visualizações de Páginas

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More