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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

30 maio 2016

Estupro Social: o que a Igreja tem a ver com Isso?



O estupro da adolescente no Rio de Janeiro, ainda sob a investigação da Polícia, revela o desprezo com que esse tema é tratado numa sociedade já acostumada em cometer, impunemente, violência contra as mulheres. Mas na verdade, olhando de forma mais abrangente, este ato hediondo nos mostra as vísceras de uma engrenagem social enferrujada por políticas públicas inconsistentes, desvios de verbas por corrupção política, exploração empresarial das classes pobres, desinteresse da população civil e uma total desatenção das organizações religiosas para os dramas dos excluídos. Sim, é grave a analgesia da igreja para questões tão prementes! Tristemente, e parafraseando o “Capitão Nascimento” no filme “Tropa de Elite”, “A igreja existe para resolver os problemas da igreja, não para se envolver e ajudar a resolver os problemas da sociedade”. Portanto, não espere, na esmagadora maioria dos casos, que a igreja, ou seus representantes, se manifeste publicamente contra abusos, estupros, preconceitos, violência contra minorias, racismo, homofobia, drogas, miséria, desemprego, epidemias, pois a igreja vive num mundo paralelo, onde apenas as coisas supostamente sagradas importam. A igreja está entretida com batalhas espirituais, não com causas reais, está lutando contra demônios, e não contra a possessão da mente e do coração, que dessensibiliza o indivíduo e o faz inerte diante da dor do outro. A máxima religiosa é buscar redimir o espírito do homem, desprezando, assim, os dramas e dores de sua alma, amparar o indivíduo com a doutrina da salvação, ainda que seja incapaz de fazer algo concreto para salvá-lo da miséria e do descaso no qual ele vive. A verdade é que o “deus” desta igreja é Platão, e não Jesus, o que eles vivem é a utopia do mundo das ideias, e não a verdade do Evangelho para o mundo concreto. Tenha coragem de assistir a esta contundente mensagem e discirna se este não é, também, um problema seu!


 

24 maio 2016

Por que Deus não Resolve Meus Problemas?




O sofrimento humano não carece de nenhum tipo de teologia que o explique, mas tão somente de um olhar misericordioso sobre a dor e a tragédia. Quem é vítima da fúria da vida, que destroça planos, arrasa sonhos, desfaz esperanças, precisa de abraços solidários e silêncios reverentes, não de doutores da religião para inferir seus postulados filosóficos sobre a soberania, a presciência, a providência e a predestinação. Todas estão questões, acredite, não pacificam a alma, não enxugam lágrimas, não levantam caídos no solo infértil do desespero humano. Diante da dor, diz o poeta, todo mundo é igual, não há gênero, cor, raça ou crenças que não seja nivelada ante o inusitado quanto este nos visita no dia escuro da nossa alma. Sim, o dia mal sempre chega na vida, não há como evitá-lo, mas há como vivê-lo sem sucumbir a sua força esmagadora. Perante Deus, é legítima, sem dúvida, a questão daquele que sofre quando interpela: “Por que você não interfere no meu sofrimento?”. De certo, não há nada mais humano do que questionar o que não se pode compreender debaixo do sol. Seria Deus um aloprado brincando com a existência dos homens, marionetando circunstâncias, blefando com o destino, jogando dados com os mortais? Ou Deus é Senhor da história e das circunstâncias, capaz de fazer o que bem entende para dar significado, ao depois, àquilo que parecia inicialmente absurdo? Para tirar toda dúvida, assista a esta empolgante mensagem!


 

13 maio 2016

A Dádiva de Saber Envelhecer



Se Deus me permitir viver a média dos brasileiros, morrerei com cerca de 72 anos. Isso significa que há apenas mais 1/3 da jornada a ser conquistado, boa parte do caminho já foi feita, o dia da chegada no meu lar se aproxima.

Sim, eu já tenho calos nos pés de tanto chão trilhado, contudo, ainda há estradas por onde não passei, lugares dentro de mim que são inabitados. Herman Hess diz que os passos dos homens são dados para dentro, a vida é simplesmente um seguir de rastros.

Mas eu também tenho calos no coração, pois o existir produz marcas, esculpe na tapeçaria dos dias tatuagens que se projetam no chão do ser. Aos quase 50 anos vejo o físico sofrendo os desgastes dos anos, não obstante me regozijo ao perceber que minha musculatura emocional aguenta sopapos, eu estou na meia-idade, mas minha alma é velha.

Hoje, ao ler a carta de Paulo ao seu filho Timóteo, deparei-me com a exortação do apóstolo que diz: “Ninguém despreze a tua juventude”. Timóteo estava em Éfeso, exercia o ministério pastoral, devia ter aproximadamente 30 anos, o que era considerado muito pouca idade para um homem que precisava aconselhar anciãos.

Naquele tempo, era sinal de respeito o possuir cabelos grisalhos, algo que, certamente, faltava ao jovem pastor. Foi por isso, certamente, que Paulo se viu estimulado a pedir aos irmãos da igreja que respeitassem o “garoto”, discernissem o dom do Espírito Santo em sua vida e relevassem sua pouca experiência.

Ah, se fosse possível o apóstolo escrever para mim, gostaria que dissesse: “Ninguém despreze a tua velhice”. Seria de muita serventia esse conselho para o tempo presente. É que envelhecer cansa, sobretudo num país onde os idosos são desprezados e a idade avançada é vista como um fardo, um atrapalho, onde os filhos estão dispostos a deixar seus pais em asilos, ou, pior ainda, exilados de tudo dentro de suas próprias casas.

O mesmo se dá na igreja...

O Velho é visto como empecilho, ele é resistente ao “novo”, parece ter sempre uma palavra que estraga-prazer. Mais saiba que, por certo, um homem velho carrega a experiência de toda uma jornada, acumula muitos sonhos que não puderam se realizar, tem muito mais certezas do que dúvidas e apesar da fragilidade da visão, pode enxergar muito longe onde certos caminhos nos levarão. Eu tenho respeito pela velhice, ela revela no rosto as dores da vida, as perdas inevitáveis, os fracassos incontornáveis, a resignação ante o impossível. 


Eu sei, este pode até parece um texto melancólico, mas eu gosto de pensar que são apenas palavras lúcidas, de um homem que não teme envelhecer, ainda que saiba que essa estação outonal da existência guarda mais tristezas do que sorrisos...


Carlos Moreira

11 maio 2016

"Uns aos Outros": a Experiência da Comunidade Terapêutica



Sempre que penso em como deveria ser uma igreja, logo me vem à mente palavras como: acolhimento, pacificação, relacionamento e crescimento. Sim, a igreja tem o desafio de ser como um pomar, um espaço onde pessoas são plantadas para dar frutos para a vida. A experiência de comunidade de fé no Novo Testamento nos revela, dentre outras coisas, um ambiente relacional altamente salutar, capaz de promover assepsia na alma, de curar feridas e recuperar os enfermos de mente e coração para a jornada do Caminho. Igreja não é um turbilhão de gente entrando e saindo de cultos, ou uma engrenagem que propõe uma agenda com programas diversos para satisfazer o apetite religioso, mas é, antes de qualquer outra coisa, um Corpo capaz de promover o fomento da espiritualidade através do discipulado. Para mim, um dos maiores riscos que corre uma igreja é se tornar uma organização impessoal, transformar-se num ambiente onde a pessoa entra e sai sem ser percebida, deixa eventos e volta a seguir a pesada rotina de cada dia amargando existir apartada dos cuidados necessários para o desenvolvimento, pela via do ensino e do pastoreio, da consciência no Evangelho. Assista esta empolgante mensagem!


 

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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