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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

27 março 2018

Bipolaridade Social: de que Lado Você Está?

Deus criou todas às cosias e na sua criatividade não fez nada igual, somos bilhões de pessoas totalmente diferentes umas das outras, os incontáveis seres vivos são todos desiguais, é a multiforme sabedoria da Graça de Deus manifesta em sua criação. Mas o que vemos hoje, tristemente, é que fomos reduzidos à bipolaridade social, tornamo-nos seres dialéticos, ou somos de “direita”, ou de “esquerda”, “héteros” ou “gays”, “crentes” ou “ateus”, “brancos” ou “negros”. A sociedade moderna, fustigada por tanta tecnologia, transformou os seres humanos em binários, ao invés de lidar com a multidisciplinaridade, burrificou-se, reduziu o pensamento a um tipo de mimetismo que se traduz ou por “zero”, ou por “um”, é o extremismo ideológico, um maniqueísmo comportamental que se sobrepuja a tudo. De fato, não há mais espaço para o diálogo, não existe respeito por posições antagônicas, não se pode divergir em alto nível, no campo das ideias, não vemos razoabilidade entre as partes, cada lado isolou-se em sua trincheira de onde ataca o grupo rival, vivemos no ápice da idiotice, assistimos a consagração das toupeiras! Diante desta cenografia complexa, cabe perguntar: de que lado você está? Qual a sua ideologia? O que você defende? Em tempos de polarização intelectual, que postura devemos assumir, quem deve ter o nosso apoio, ao que devemos aderir? Assista a mensagem e surpreenda-se com o desfecho!


 

10 março 2018

A Cartilha dos Crentes: Orar, Jejuar e Ler a Bíblia



Nos dias de Abraão não existia bíblia, a tradição para se ensinar algo era oral, o pai repassava para o filho as verdades da fé enquanto caminhava com ele no chão dos dias e aquilo ia sendo introjetado como verdade e bem.

Mas quando Jesus fala de Abraão para os Fariseus, diz que ele viu o “Seu Dia” e se alegrou, ou seja, o Patriarca não leu nada sobre isso em um livro, mas fez uma leitura da vida da perspectiva do Espírito, ele não discerniu a partir da letra, mas leu espiritualmente o que estava por vir e isso era para ele mais real do que qualquer texto, "... As palavras que eu lhes digo são espírito e vida". João 6:63, lembram?

É muito comum, no meio evangélico, existir uma certa neurose compulsiva pela leitura da bíblia. Aliás, o trinômio “orar, jejuar e ler a palavra” é quase um mantra na boca dos crentes, revela um sinal de saúde espiritual e quem segue essa “disciplina” está em paz com Deus.

Ora, eu sei que quando se afirma isso ainda se está olhando para a religião judaica, para a oração do templo, que foi substituída por vigílias e cultos, para o jejum meritório, onde se tencionava mover a divindade na direção daquilo que se desejava, e para a leitura do texto sagrado, com o livro nas mãos, hora e local definidos.

Mas em Jesus, todas essas coisas foram extintas, não há mais geografia para o culto, uma vez que ele se faz em todo lugar e a qualquer hora, a oração é em Espírito e em Verdade, interage com as dinâmicas dos fatos, o jejum é aquele ensinado por Isaías, que quebra o jugo da injustiça e me torna solidário a dor do meu próximo, e a leitura da palavra passa a ser a encarnação da Palavra, que é Jesus, em mim, ou seja, eu passo a ler a bíblia a partir daquilo que eu encarno conforme o Evangelho que está em mim, não é mais um fetiche pelo texto, é um chamado a tornar o texto realidade existencial.

Ora, com isso não estou dizendo que não se possa pegar o livro e ler, ainda que eu entenda que o livro já está em mim, na minha consciência, mas que praticar o que se leu é melhor do que ler e não tornar esse saber em nada que não seja “carne e sangue”, não materializar as Verdades das escrituras como concretude no passadiço do quotidiano. Você gosta de ler a bíblia? Fazes bem, até os demônios a leem. Mas você faz a bíblia ser lida em você?


Carlos Moreira



22 fevereiro 2018

O Evangelho não Precisa de Marchas, Precisa de Macas para os Feridos

O Evangelho não precisa de Marchas, precisa de Macas para recolher os feridos e os doentes da sociedade. Este é um tempo de muita mídia, com quase nenhuma ação, muita propaganda, sem que se saiba a real intenção. Jesus não era um homem dado ao espetáculo, Isaías diz que ele não gritaria pelas praças nem faria desfiles pelas ruas, sua ação era discreta, no encontro humano, o Reino se torna visível não quando é alardeado do alto de um trio-elétrico, mas quando se dissipa junto as pessoas, em ações de justiça e solidariedade, de forma silenciosa, como sal na comida que não é percebido, mas que torna-se imprescindível para que haja sabor. Evangelizar, ao contrário do que a maioria pensa, não é transmitir uma informação, é demonstrar uma transformação, que adianta sermos o maior país cristão do mundo com as taxas de desigualdades que enfrentamos, que adianta as milhares de igrejas cristãs distribuídas em todas as nossas cidades se elas não são instrumentos de transformação das realidades em seu entorno, de fomento de uma espiritualidade que olhe para o pobre, para o órfão e para a viúva? O chamado do Evangelho é para construirmos consciências, não prédios, saber que “Jesus Cristo é o Senhor” até os demônios sabem, tornar Jesus Cristo, de fato, o Senhor das nossas vidas é que é o desafio. Quando Escolas de Samba, em pleno carnaval, denunciam a exploração e a miséria e a “Marcha para Jesus” faz fanfarrice para a Globo ver, pois imagina-se que aparecer, por 30 segundos, no Jornal Nacional, é motivo de honra e reconhecimento de nosso valor, percebe-se quão grande é o abismo no qual a igreja mergulhou nestes últimos tempos. As “pedras” estão clamando, enquanto a igreja brinca de batalha espiritual e faz corço aloprado para gringo ver. Assista a mensagem e seja edificado!


 

09 fevereiro 2018

Aguente Firme!


“Procura vir ao meu encontro o mais depressa possível”. 2ª Tm. 4:9.

O ano é, provavelmente, 66 d.C, Paulo está preso em Roma e vive seus momentos finais antes do martírio, ele agora é um homem velho, está cansado de toda a jornada, sua visão está muito comprometida e sua alma aflita.

No texto escrito a seu filho Timóteo é perceptível o desânimo e a tristeza, ninguém havia se disposto a defende-lo no tribunal, a solidão é notória, depois de servir e atender a tantos, Paulo agora não encontra solidariedade em ninguém. 

Esse é o homem que gastou parte da vida abrindo igrejas na Ásia menor, alguém que ajudou milhares com suas cartas, que ensinou de casa em casa, de porta em porta, que passou noites insones ouvindo dramas alheios, aconselhando os quebrados da vida, acolhendo desgarrados, levantando ofertas para os famintos, donativos para desabrigados. Paulo é aquele que escreve a Filemon pedindo por Onésimo, um escravo que havia fugido, que cuida de Epafrodito a beira da morte, e o envia, depois, aos Filipenses, para recobrar a alegria, que ensina Silvano, Apolo, Lucas e o próprio Timóteo, além de outros tantos, preparando-os para o ministério.

Quanto custaria a epístola aos Romanos? Qual o preço para ensinar o que é a justificação pela fé? Quanto valeria uma hora de Paulo? Ele nunca cobrou... Mas agora o apóstolo está fragilizado, ele escreve àquele a quem tem como filho e diz “Venha depressa ao meu encontro, estou sentindo a chegada da morte”, numa interpretação livre dos versos 6 e 9 do capítulo 4.

Já encontrei tantos assim, sentindo-se solitários ao final da jornada e sem apoio ou cuidado dos que serviu com dedicação. Sim, o Caio Fábio que o diga, foi de herói a herege dentro de sua própria geração, é dele a célebre frase “A igreja é o único exército que mata os seus feridos”.

Tão diferente de Davi, que chorou a morte de Saul e de Jônatas e lamentou pela grande perda de Israel – “Como caíram os valentes na batalha...”. Nós não olhamos para os velhos, nem para os cansados, nem para os falidos e quebrados. Fomos ensinados que quem é de Deus é “vencedor”, é “cabeça”, e não cauda, é o que come das primícias, não sente medo, nem angústias, nunca fica só ou desamparado, não passa necessidade e tem sempre na mesa a fartura das iguarias dos reis.

Obrigado, Paulo, por que mesmo morto serves de exemplo e consolo para quem, como eu, se sente esmagado pela vida. Obrigado por revelar-nos sua humanidade, sua fraqueza e até seu desatino, por nos ensinar que a vida dos homens de Deus é feita de ambiguidades, “Tanto de fartura como de fome, assim de abundância como também de escassez”.

Termino com um apelo: olhe para o lado, alargue seus horizontes, saia do seu eixo, do seu comodismo, deixe seu egoísmo, talvez tenha gente a seu lado gemendo, agonizando em tristeza, sucumbindo em necessidades. Sim, você pode não ser a solução, mas pode ser alívio, estenda a mão e toque nessa dor, seu toque pode ser a cura que tanto se espera, quem sabe um telefonema, uma visita, uma conversa no fim do dia. 
A gente acha que não pode fazer nada por que não tem grana, mas há tanto que podemos realizar mesmo sem abrir a carteira – um conselho, uma indicação, uma oportunidade. Está nas suas mãos! 

Saiba, meu amigo, ninguém se deprime porque quer, a angústia não chega com hora marcada, não há como precaver-se, a dor não suporta fila de espera, a gente morre em pé, escorado na pilastra da desilusão. "Aguente firme!", é o que digo a você que está no vale da sombra da morte, o socorro está chegando, o teu socorro vem do Senhor, ele “Faz forte aos cansados e multiplica as forças dos que não tem nenhum vigor”, como disse Isaías, e o salmista afirma: “Por que estais abatida ó minha alma? Espera em Deus!”. Sim, por vezes, esperar é tudo o que se pode fazer...


Carlos Moreira


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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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