Cristianismo Hoje

Cristianismo Hoje

Pesquisar Neste blog

Carregando...
Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

24 outubro 2014

Equilíbrio Espiritual: O Grande Desafio

A fé é capaz de produzir paradoxos na existência humana. Nestes últimos 30 anos, vi pessoas saírem de verdadeiros abismos motivadas por uma relação profunda e consequente com Deus. Mas não posso negar também que assisti a outras tantas sucumbirem a um tipo de espiritualidade doentia, que provoca uma gangrena na consciência e, por conseguinte, atrofia de alma e coração. Em tempos difíceis, onde a religião tornou-se produto de massa, commoditizada para atender a todas as demandas, surge a inquietante pergunta: o que é preciso ser feito para que possamos desenvolver uma espiritualidade equilibrada e sadia? Assista e comprove! 

23 outubro 2014

Evangelho Autofágico

Está acontecendo em todos os lugares! Será que acontece com você também? Veja a sinopse:

A autofagia é um processo no qual um animal devora a própria carne. Nestes tempos difíceis, reconheço perfeitamente um fenômeno acontecendo entre aqueles que se dizem cristãos: a fé autofágica! Trata-se de uma prática religiosa que leva o indivíduo a se alimentar de si mesmo, é a religião do EU, o serviço para o próprio ventre, o sacrifício que tem como alvo a conveniência. Esse tipo de evangelho produz uma espiral que nasce e morre no sujeito, é a espiritualidade voltada para o lado de “dentro”, que busca apenas satisfazer interesses e produzir benefícios. Assista esta mensagem e comprove se esta realidade se faz presente em sua vida.


22 outubro 2014

Efeito Cinderella



Não há consenso sobre a origem do Conto de Fadas mais arrebatador da humanidade: “Ciderella”. A versão mais popular dá conta de que ele é produto do famoso escritor francês Charles Perrault e teria sido escrito em 1697.

Decerto, Cinderella é uma história maravilhosa. De suas muitas nuances, uma me chamou particularmente a atenção nestes dias: a magia que transforma, momentaneamente, a garota rejeitada e descuidada em uma princesa estonteante.

Mas tudo na vida tem um custo... Aquele encantamento, que abria possibilidades e entretecia sonhos, tragicamente, tinha prazo de validade – dia, hora e lugar para acabar. E foi assim que, no bom da festa, Cinderella teve de correr para não se transfigurar na frente de todos e do príncipe, numa “gata borralheira”.

Como pregador e pensador deste tempo, percebo um fenômeno que vem acontecendo entre aqueles que dizem seguir a Jesus e ao Evangelho: o “Efeito Cinderella”. Trata-se de um tipo de prática religiosa que acaba por tornar o sujeito um refém da agenda do sagrado.

O Efeito Cinderella é a crença confinada ao ambiente, a espiritualidade de ocasião que consagra o personagem, a religião com hora marcada. Neste tipo de profissão de fé, o indivíduo pensa e age como crente apenas quando está conectado ao calendário da igreja, num culto, num movimento ou numa vigília de oração. Nestas circunstâncias, muda o olhar, a fala, os gestos, os atos, as convicções. Passa a seguir ritos, acredita em mitos, fala sério, torna-se ético no proceder e ascético quanto ao pecado.

Contudo, findo o “efeito mágico”, alterado o ambiente e as ambiências, a pessoa fica livre para viver conforme sua própria conveniência, entregue a tórridas concupiscências, dessensibilizado de consciência, amargurado de alma e petrificado de coração. No fundo, é como se a fé estivesse condicionada ao acionamento de um botão on/off , que liga e desliga conforme a ocasião e as circunstâncias.

Com tristeza, encontro maridos exemplares no Templo, mas que são adúlteros contumazes no escritório. Vejo gente sincera trabalhando em movimentos, mas mentindo descaradamente na sala de aula, pudica na EBD e depravada na mesa do bar. Para nossa vergonha, é a consagração do estelionato espiritual, a bipolaridade existencial, a dialética religiosa sem síntese, nem tem propósitos, nem se desdobra de forma consequente.

Bem dizia a canção consagrada na voz imortal da Elis Regina: “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”. Sim, “nossos pais” adoravam no Templo, por isso tornamo-nos devotos de espaços pseudo-sacralizados, de geografias espirituais, batemos no peito diante do altar, mas ignoramos o necessitado agonizante em nosso caminho, somos sacerdotes que ofertam o ideal no altar da conveniência. 

Mas não esqueçamos que no grande banquete que nos aguarda, onde estaremos diante do Rei, não adiantará encantamentos. Naquele dia, não haverá como esconder a fratura exposta de nossa consciência, atrofiada por práticas refratárias ao amor. Ali, ou você se revestirá de vestes de louvor ou trajará trapos de imundice.   

Ainda é tempo de lembrar que Jesus nos desafiou a encarnar um tipo de espiritualidade que se projeta de ambientes para as dinâmicas do cotidiano. “Nem neste Templo e nem no Monte”, disse a Samaritana, mas andando em Espírito e em Verdade! Deus continua buscando gente que não se satisfaça com rotinas religiosas e que não se torne prisioneiro de catedrais. Sim, para estes, Ele ainda continua a dizer: “Vem e Segue-me!”.


Carlos Moreira
Outubro de 2014



24 julho 2014

"Amigo" de Igreja



É difícil, no meio profissional, você fazer amizades. E falo de amizade mesmo, cara brother, não apenas parceiro, por causa de oportunidades pois, como se sabe, colega, todo mundo tem... E quando o seu mercado é muito competitivo, a coisa fica ainda mais improvável. Não raro, é neguinho querendo lhe passar a perna, ocupar o espaço que nem se sabe se seria seu.

Nessa impossibilidade, sobram, no meu caso, os “amigos” de igreja. E aqui não vai uma crítica a ninguém e, por favor, se você conviveu comigo nestes últimos 30 anos, não se magoe nem tome o texto como uma indireta. Na verdade, a coisa é muito pessoal, acontece comigo, mas, tenho absoluta certeza, jamais acontecerá com você. A minha leitura dos fatos, em definitivo, não implica em eu ter razão, mas me dá o direito de sentir assim.

Amigo de igreja é foda... Não sei, mas tenho a impressão que esse tipo de relacionamento, que tem como pano de fundo a religião, parece que trava as pessoas. E no meu caso, que sou pastor, que vivo na “vitrine”, pregando, aconselhando, ensinando, visitando e assistindo pessoas, a coisa torna-se ainda mais artificial. 

O “amigo” de igreja é um amigo temporal. Sim, a amizade nascida na ambiência do “sagrado” não resiste à mudança de lugar, de denominação, de convicções. Crente tem de pensar tudo igual, como se fosse produção em série. A divergência provoca um tipo de náusea existencial que, mais cedo ou mais tarde, expurga o indivíduo da confraria.

Outra coisa incômoda, no “amigo” de igreja, é que ele só quer falar sobre temas “espirituais”. Fica pior quando você carrega esse status de “guru-pastor”. Aí é ainda mais traumático. Crente, quando se junta, tende a só querer tratar de doutrina, até mesa de bar vira púlpito, e uma fala mansa logo se transforma em desfile de homiléticas toscas e exegeses de gaveta. 

Para ser sincero, tem certos assuntos, em roda de “amigo” de igreja, que parecem ser proibidos. Eu penso que, no fundo, ninguém quer se expor. Quem vai falar intimidades, ou fraquezas, nesse meio? Mazelas, então, nem pensar! Em roda de crente, tem que se manter a “ordem e a decência” afinal, cada um quer preservar a sua postura incólume. Aí tudo fica pálido e plástico, você sufoca de tantas amenidades. 

É curioso, mas existe certa dificuldade de encontrar um “amigo” de igreja que vá num bar, num campo de futebol ou numa boate. Crente gosta de encontro, de seminário, de acampamento e de reuniões, muitas reuniões... Além do mais, pela enorme bitolação, as falas são sempre dietéticas, será, então, improvável uma reflexão sobre política ou poesia.

O “amigo de igreja”, desgraçadamente, também é pouco sensível. Isso, me parece, está ligado às questões do platonismo cristão, que dissociou a vida espiritual da vida material. As pessoas choram no louvor, mas não conseguem se aperceber que, ao seu lado, há alguém deprimido. Triste, mas as coisas sensíveis ficaram todas no mundo das idéias, e aí, solidão, medo, ansiedade e dor, sentimentos do mundo real, de gente de carne e osso, e não apenas de mente e espírito, acabam passando despercebidos. 

Eu fico pensando como seria uma igreja com gente boa de Deus, sem frescuras, sem intrigas, sem melindres. Um lugar de encontro humano, de carinho, de partilha, de abraço. Sim, um “Clube da Esquina”, numa esquina qualquer da vida, onde dois ou três se juntassem para celebrar, dar risada do trágico, citar poetas, discutir futebol, criticar político safado, coisas que bons amigos fazem quando se encontram. 
Se você tem amigos "do mundo", sugiro preservá-los. Eles podem não ter pedigree espiritual, mas são ótimos em dias nublados e noites frias. Amizade, não implica religiosidade, um bom ateu, que lhe diga verdades agudas e seja solidário na dor, terá mais serventia que um "irmão" que lhe saúda com a paz no domingo e lhe dá as costas na saída do "culto".

Quem sabe chegará um tempo onde a igreja terá a mesma devoção pelo humano que tem pelo divino. Sim, eu penso que isso não só é preciso, mas também possível, afinal, amar a Deus sobre todas as coisas só faz sentido quando se ama ao próximo como a si mesmo.

Carlos Moreira

Mais Lidos

Recomendo

Alguns conteúdos de mídia digital que eu leio e aprovo. Curte aí moçada!

Revista Cristianismo Hoje

Vem e Vê TV - Cáio Fábio

Revista Ultimato

Almanaque Genizah

Barra de Vídeos

Loading...

Músicas

Ocorreu um erro neste gadget

O Que Estamos Cantando

Liberdade de Expressão

Este Site Opera Desde Junho de 2010

É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

Visualizações de Páginas

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More