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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

28 março 2017

O Primeiro Dia Depois do Último Dia

VOCÊ SE PROJETARÁ PARA O FUTURO E SE VERÁ NA CENA FINAL DA HISTÓRIA HUMANA Eschaton – εσχατος – é a palavra que, na teologia, trata dos eventos finais da história do gênero humano. Quando estudamos as Escrituras, observamos que existe uma grande quantidade de textos que falam destes eventos, tanto nos profetas do Velho Testamento, quanto nos Evangelhos e nas Epístolas. Mas certamente é no Livro de Apocalipse, escrito pelo apóstolo João, onde estes eventos parecem estar melhor descritos. Contudo, ainda que a maior parte da profecia do último livro da bíblia já ter se cumprido, é fato que ali existem fenômenos de natureza arquetípica, os quais se projetaram durante toda a história da humanidade adensando-se numa espiral que culminará com o epílogo do nosso mundo. Por isso, bem afirma-se sobre esse texto sagrado que ele é uma “arquitetura em movimento”. O grande desafio de sua leitura, todavia, é compreender que esse tipo de literatura é farta em metáforas, alegorias e outras figuras de linguagem, pois o escritor tem em sua mente uma maquete em múltiplas dimensões, olha não apenas para o futuro, mas também para o passado e presente. Portanto, interpretá-lo com todas as simbologias e conectá-los as dimensões de nosso tempo requer boa capacidade exegética e um consistente conhecimento da história da civilização. Essa reflexão analisa a fala de João em Apocalipse capítulo 21 e revela o que vai acontecer no primeiro dia depois do último dia. Qual será a síntese final da existência, o que ficará como significado eterno e o que será apagado da consciência, o que, de fato, tem valor e o que se revelará apenas como vaidade e correr atrás do vento? Assista a mensagem e perceba-se na cena final da saga humana!


 

24 março 2017

O "Missionário" e o Visionário



Então alguém me falou: “Eu sou missionário, vivo de abrir igrejas”. Conversando mais apuradamente, contudo, compreendi melhor o que ele dizia...

Sim, o que ele estava falando era de alugar um prédio, comprar bancos, um púlpito e equipamentos eletrônicos, colocar uma placa e juntar pessoas para ouvir sermões.

Na visão dele igreja parece ser um lugar que prescinde de uma agenda de eventos, grupos de música, teatro, ensino, evangelismo, uma hierarquia piramidal de cargos e dízimos para custear os salários dos empregados e dos sacerdotes.

Depois de certo tempo, ele percebeu que eu não estava empolgado com as coisas que me dizia, então, perguntou-me enfaticamente: “E você? O que você faz no Reino?”. Um pouco resoluto, com certa melancolia, respondi, “Eu sou visionário, vivo de ensinar as pessoas o que não é igreja”.

E na sequência, concluí: “Esse é um tempo onde se abrem igrejas como se abrem empresas, elas possuem muita estrutura e pouca humanidade, muitos recursos, mas são pobres de coração, estão abarrotadas de programas e esvaziadas de significados.

Triste é esse lugar que vocês chamam de igreja, onde a diferença está na roupa que se usa, mas o diferente não pode sentar para ouvir a mensagem, onde acontecem “milagres” e “curas”, mas a grande enfermidade que é a lepra de coração permanece, onde há "fogo" nas orações e cauterização de consciência.

Ah, como é triste essa igreja, meu amigo, que arrecada dízimos para custear reformas e ampliações, ao mesmo tempo que negligencia os miseráveis que estão no mesmo quarteirão do templo, onde reverencia-se a bíblia como regra de “prática e fé”, no mesmo instante em que se pratica estelionato contra a Verdade, onde a Ceia é tomada com pão e vinho, e o mendigo, sentado na entrada do estacionamento, carece de pão e misericórdia".

Ai de ti, igreja, que te vestes de pompas e esqueces das vestes de justiça, que adoras a Deus e desprezas teu semelhante, que proclamas a santificação e te cobres de imoralidades, basta a ti a tua própria vergonha, arrepende-te e busca o concerto, vê onde caístes e volta ao primeiro amor, faze isso antes que seja tarde, antes que o Senhor te visite e te despedace com um sopro da sua boca, antes que ele mova de ti o teu candeeiro e entregue a outro o teu chamado...

Carlos Moreira





21 março 2017

Acorrentado? Não se Pode Prender quem Sabe que é Livre!

A Operação Lava Jato completou essa semana 3 anos com números que assombram. Entre os presos VIPS estão o ex-presidente da maior empreiteira do País, Marcelo Odebretch, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, o ex-Ministro da Fazenda, Antônio Palocci, o ex-Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral e o presidente do Grupo EBX, o empresário Eike Batista. Esse, portanto, é um tempo de encarceramento, de mandados de busca e condução coercitiva, pois há, de fato, um grande esforço para tentar se passar o Brasil a limpo. Presos em celas comuns, os bigshots da política e do mundo empresarial amargam dias difíceis, tem de conviver com companheiros de cela indesejáveis, submeter-se a uma rotina disciplinar robusta, alimentar-se com quentinhas numa dieta distante das iguarias do passado e usufruir, com afinco, de um pequeno tempo reservado para o banho de sol. Eu tenho convicção que não há nada pior para o homem do que perder a sua liberdade. Quando Van Gogh, quase louco, pintou a tela “Campo de Trigo”, já hospitalizado e detido num quarto que possuía grades na janela, ele abstraiu as barras de ferro e fez um de seus trabalhos mais lindos. Sim, ali se encontrava um homem que estava com seu corpo físico detido, mas a sua alma era livre. Nessa mensagem, vamos refletir sobre Paulo, o apóstolo que foi acorrentado a um guarda Pretoriano por 2 anos ininterruptos. Mesmo preso, ele revela as dimensões do que o Evangelho produz na consciência e se desdobra para vida, pois não é possível acorrentar quem já sabe que é livre. Assista esta empolgante mensagem, ela será libertadora para o seu coração!

 

15 março 2017

Você é um Parasita?



Só existe sentido em participar de um ajuntamento de fé se lá você puder servir e ser servido. A comunidade é o espaço da troca, da interação, da comunhão, da experienciação das dinâmicas do Evangelho.

Paulo usa a metáfora de um Corpo Humano quando trata desta questão. Ele ensina que nesta maravilhosa máquina, que é o nosso corpo, todos os membros interagem entre si e todos tem uma função, independente de sua importância na execução de questões específicas.

Assim, ninguém pode prescindir de qualquer membro desse corpo, pois as habilidades de cada membro são limitadas ao seu próprio propósito, portanto, o que falta em um, é suprido pelo que há no outro.

Se você faz parte de uma comunidade e não tem uma função, você se torna um parasita, alguém estranho ao corpo, que dele se alimenta pela via da intrusão. Um parasita consegue se misturar ao corpo, não raras vezes camuflado, para obter os benefícios que precisa sem, contudo, ter o compromisso e a responsabilidade de lidar com todas as questões deste complexo organismo.

Desta forma, creiam, eles podem viver por muito, às vezes, trocando de corpo, saindo daqui para ali, visitando um lugar e outro, pulando de galho em galho, sempre com a intensão de receber, nunca de dar ou se comprometer.

O parasita é um egoísta que só pensa em si, recebe todos os benefícios possíveis sem, necessariamente, ter que dar nada em contra partida. Ele não tem preocupação com as questões do corpo, não se importa se um membro está doente ou sofrendo, não sabe o que a Cabeça está apontando nem para onde as pernas estão indo, muito menos o que mãos e braços fazem. A questão dele é se alimentar e gozar de todos os privilégios, e isso pelo maior tempo possível.

Ora, você não é obrigado a congregar, pode viver sua fé isoladamente, o ajuntamento é um privilégio cada vez mais declinado, pois há feridos aos milhares entre nós e muita gente frustrada com um modelo de igreja falido.

A cada dia, aumenta mais o número dos discípulos de Jesus que foram expurgados de comunidades de fé em função de sua flagrante convalescença, por vezes, reconheço, a igreja atrapalha mais do que ajuda.

Mas eu penso que você deve evitar a todo custo o risco de se tornar um parasita, trocando de corpo quando lhe convém e desenvolvendo um espírito utilitarista e predatório nas relações que desenvolve.

Se deseja congregar, encontre um lugar e fique lá, sendo útil no que for possível, igreja perfeita será algo viável apenas na Nova Jerusalém. Se esse lugar legal não existe aonde você se encontra, abra sua casa e comece um grupo, você poderá provar que é tão bom executando as tarefas de uma pequena comunidade quanto é em criticar as que já existem.



Carlos Moreira








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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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