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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

25 julho 2017

O Suicida vai para o Inferno?



Se eu acredito que Deus condenará um suicida ao inferno de fogo? Jamais. Quem sai da vida porque viver é pior do que morrer deliberou um ato extremo para tentar encontra paz e pacificação. Certamente, o Pai o acolherá e lhe enxugará dos olhos toda lágrima.

A maior parte dos que sustentam a condenação do suicida o fazem baseados numa afirmação de Paulo na carta de 1ª Coríntios capítulo 3 versos 16 e 17. Ora, para mim, o simples fato de Jesus nunca ter tocado no tema já abre um precedente insuperável para que nós não tentemos legislar nada, onde ele calou. Mas vamos ao texto:

1ª Co. 3:16-17 (Versões de Almeida no Brasil)
Não sabeis vós que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque sagrado é o santuário de Deus, que sois vós.

Agora, o mesmo texto na versão King James, considerada uma das melhores versões da bíblia, fora o original grego.

1ª Co. 3:16-17 (Versão King James)
Não conheceis que sois templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém contaminar o templo de Deus, Deus o destruirá; Porque o templo de Deus, que sois vós, é santo.

A palavra “destruir”, que aparece nas citações acima, do grego φθείρω (phtheiró), pode ter em sua tradução a aplicação de mais de um sentido. Contudo, no texto em questão, ela é melhor traduzida quando usamos a palavra “corromper”. Para perceber o que digo, esse mesmo verbo – φθείρω – é utilizado em passagens como 1ª Co. 15:33, 2 Pe. 2:12, Ap. 19:2 e Ef. 4:22.

Quando Paulo faz a analogia asseverando que nós somos o templo de Deus, ele fala a uma plateia de gentios recém convertidos, que era a maioria da composição dos membros da igreja de corinto. Ora, essa gente estava acostumada a conviver com templos pagãos, pois na cidade havia, ao menos, 12 deles.

Mas a ilustração não servia apenas aos gentios, mas também aos Judeus, pois a ideia de “corromper” era a mesma de “contaminar”, e o Judeu bem sabia o que significava a contaminação do templo, pois em sua história isso já havia sido feito por Epifânio Antíoco, rei da Síria, que profanou o segundo templo.

Então, quando Paulo fala sobre “corromper/contaminar” o templo, que agora não é mais uma obra humana, um empreendimento de pedras, mas o nosso próprio corpo, tornado santuário, ele está tratando de questões éticas e morais, da entrega do corpo a depravação, a diluição do ser, o extravio da alma, a profanação da consciência, o que se compatibiliza com todos os outros textos onde o verbo citado aparece.

Assim também, o mesmo verbo – φθείρω – que aparece na parte (b) do versículo “Deus o destruirá; Porque o templo de Deus, que é você, é santo”, precisa ser adequado quanto a sua tradução, pois, em nossa língua, destruir não o compatibiliza nem com o Espírito do Evangelho, nem com o total da citação. Assim, depois de consultar alguns exegetas, percebi que minha ponderação estava coerente, pois eles aplicam a parte (b) do versículo o sentido de “ruína”, ou seja, se nós nos corrompermos ao ponto de profanarmos nosso próprio corpo, alma e espírito, Deus nos entregará a nós mesmos e nos deixará entrarmos num processo de falência que nos levará a ruína.

De fato, não precisa ser um especialista para perceber que esta posição tem muito mais a ver com Jesus e com o Evangelho do que a tese de que Deus vai matar alguém, seja por que motivo for, até mesmo porque o texto não trata de suicídio, mas de devassidão e diluição do ser.

Portanto, quanto mais estudo, mais vejo que é preciso estudar e que analisar textos de forma simplista, sem um cuidado hermenêutico adensado, olhando para as várias traduções, para a mesma palavra aplicada a mais de um contexto, em livros distintos, etc, é algo perigoso. 

Por isso, mantenho firme minhas convicções e dou aqui alguns poucos, mais bons argumentos, para tal.


Carlos Moreira



O Apocalipse é Logo Ali! - Parte 2

Desde tempos imemoriais o homem ouve falar sobre o “Fim do Mundo”. Na verdade, creio que cada civilização carrega em si o potencial de produzir sua própria destruição e, analogamente, o epílogo da raça humana sobre a Terra. Mas é certo, olhando para a história, que este potencial nunca foi tão mensurável e factível quanto em nossos dias. O tema, como não poderia deixar de ser, desperta o interesse particular de religiosos, filósofos e historiadores, entre os quais não faltam opiniões extremadas, profecias fatalistas e análises pessimistas. Como pregador do Evangelho e pensador deste tempo, minha opinião é que a espiral dos fenômenos precursores da “Segunda Vinda de Jesus” está se adensando num movimento irreversível. Que a humanidade vive fluxos e refluxos culturais em tempos distintos, nós já constatamos, mas parece que o ponto de mutação para os “dias do fim” foi ultrapassado, ou seja, não há mais retorno. Diante destas premissas, questões instigantes se levantam urgindo por elucidações tais como: qual o papel da igreja diante de tudo isto? Que tipo de olhar devemos ter sobre a existência para não sermos surpreendidos, como na parábola das “Virgens Néscias”? Quais poderiam ser os indicadores históricos, sociais, econômicos, políticos e religiosos que apontam para os eventos do fim? O que diz a Escritura sobre a anatomia destes eventos? São pontos polêmicos, mas nós vamos analisa-los com coragem e discernimento, com a Palavra aberta, fé e boa consciência. Assista!


 

21 julho 2017

Católicos X Evangélicos: Seis por Meia Dúzia.



Evangélicos criticam as procissões católicas e fazem a “Marcha para Jesus”.

Criticam os santos católicos e adoram os artistas gospel.

Criticam as velas católicas e pedem fogo do “espírito” para incendiar a igreja.

Criticam as vestes dos sacerdotes e usam Armani e Ermenegildo Zegna.

Criticam que os católicos não leem a bíblia, enquanto eles leem e não entendem.

Criticam o Papa, mas aceitam presidente de denominação.

Criticam a adoração a Maria e adoram Paulo, Lutero e Calvino.

Criticam catedrais suntuosas e fazem templos para 20 mil pessoas.

Criticam o uso do crucifixo, mas não se constrangem com shofar e menorá.

Criticam o terço e ao mesmo tempo ouvem o Cid Moreira lendo os Salmos.

Criticam a “Ave Maria” e oram o “Pai Nosso” como um mantra.

Criticam o celibato, enquanto se separam por qualquer coisa.

Criticam o purgatório, mas não se cansam de mandar todo mundo para o inferno.

Criticam missa de sétimo dia e fazem culto im memoriam.

Criticam o batismo de criança, mas permitem que adultos se batizem sem saber o que fazem.

Criticam as romarias e fazem campanhas e correntes de oração.

Criticam os símbolos romanos e ungem copo com água, sal e lenço.

Criticam a salvação pelas obras, mas são incapazes de realizar obras que testemunhem a fé.

Criticam a simonia, mas cobram dízimos para ensinar a prosperidade.

Criticam a penitência, mas vivem disciplinando os “desviantes”.

Criticam a confissão individual de pecados a um sacerdote, mas não se constrangem de fofocar publicamente sobre a vida do pastor.

Criticam os dogmas, mas aceitam a “tradição da igreja”.

Criticam os teólogos católicos e leem o “Poder da Mente” de Lair Ribeiro.

Criticam a crisma e fazem profissão de fé. Criticam o canto gregoriano e aceitam orações histéricas em línguas estranhas.

Criticam a entronização do santíssimo sacramento, mas aceitam a entrada da arca da aliança.

Criticam o turíbulo, mas aceitam gelo seco para apresentações de música e dança.

Criticam o altar, mas aceitam o púlpito de acrílico.

E eu, quanto mais vivo, mais me torno cético quanto a tudo isso...


Carlos Moreira





Gente Também "Trava"




Eu comecei a lidar com computadores há 31 anos atrás. Vi a geração dos mainframes morrer e os microcomputadores assumirem seu lugar.

Coisa ainda comum nos dias de hoje, há décadas passadas os computadores travavam absurdamente, ou por erro do sistema operacional, ou por problemas de disco e memória, ou por conta do processador, por vezes, as três coisas juntas.

Reiniciar máquinas é tarefa fácil, quase sempre funciona, ou seja, elas voltam ao normal. Difícil é reiniciar pessoas... Sim, gente quando “trava”, quando dá “tela azul”, quando perde o encanto, a noção, quando quebra por dentro, ou fica sem chão, quando deprime, sucumbe, não reinicializa facilmente.

Eu nasci numa família de depressivos, convivi com a depressão desce muito cedo em casa, vi meu pai e minha mãe morrerem deprimidos, eles estavam “travados” para a vida, já não era possível reinicializá-los.

Ora, por que estou falando sobre isso? Por que vejo uma geração inteira acostumada a acionar botões e ver resultados imediatos. Vivemos no tempo dos cliques, desde aquele que aciona o controle remoto da TV, até o botão que dispara a foto no celular, tudo é instantâneo, basta você clicar!

Mas as pessoas não reagem a partir de “cliques”, a alma não pode ser reindexada automaticamente, não se ressensibiliza um coração machucado pela dor, pela humilhação, pela exploração ou descaso, num passe de mágica.

Quando as pessoas “travam” é preciso cuidar delas com paciência, pois a melhora é lenta, os passos são curtos, as falas são frágeis, os gestos são tênues. Portanto, lembre-se: botões foram feitos para as máquinas, as pessoas precisam de toques, de afagos e abraços, de palavras suaves, de incentivo e confiança.

Diferente dos computadores, que podem ter suas memórias trocadas, pessoas precisam lidar indefinidamente com tudo o que está gravado na alma, não há como dar “deltree”, ou reformatar, a única saída é ajuda-las a recuperar os “setores” danificados, e isso leva tempo... às vezes, uma vida inteira. Por isso, se seu computador travar, reinicialize, mas, se alguém próximo a você "travar", sensibilize-se...


Carlos Moreira




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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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