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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

30 julho 2009

Olhando Fixamente no Espelho


Rosa Montero, em seu livro “Paixões: amores e desamores que mudaram a história”, faz uma interessante narrativa biográfica do Beatle John Lennon, de quem diz que aos 10 anos de idade “fazia coisas estranhas como olhar-se fixamente no espelho durante uma hora até seu rosto se decompor em imagens alucinantes”.

O Pastor americano David Fisher, citando Loren Mead, explica que a igreja, na melhor das hipóteses, está marginalizada e que algumas igrejas não enxergam essa realidade e funcionam como se nada estivesse acontecendo de errado, deixando assim de entender os tempos, mas apenas falando para si mesmas e, conseqüentemente, exercendo uma influência cada vez menor em seu mundo.

A esta altura você pode está se perguntando: que relação existe entre a Igreja evangélica e o excêntrico John Lennon ainda criança? Quase nenhuma, a não ser pelo fato de ambos terem o estranho hábito de ficar o tempo todo olhando fixamente para si mesmos! Sempre que olhamos insistentemente para nós mesmos, desenvolvemos atitudes egocêntricas e pueris. E, como acontecia com o famoso Beatle, as imagens vão paulatinamente se decompondo e formando figuras bizarras e alucinantes.

Além disso olhar apenas para si mesmo esquecendo os outros e o mundo ao nosso redor é uma atitude própria dos egocêntricos a quem Paulo chamou em Corinto de crianças espirituais (I Cor. 3:1). Pessoas e instituições egocêntricas estão preocupadas apenas com a satisfação dos seus desejos imediatos e totalmente alheias àquilo que lhes espera no futuro, motivo pelo qual se tornarão presas fáceis para os predadores espirituais.

Da mesma forma que Lennon, muito dado às bizarrices, via sua própria imagem se decompor no espelho, a Igreja evangélica brasileira, guardadas as dividas proporções, também começa a assistir o espetáculo escabroso e horrendo dos escândalos ministeriais, do desinteresse pelo culto (justificável, diga-se de passagem), da queda das contribuições financeiras e do marasmo hermenêutico e homilético dos sermões que não dizem nada.

Aliás, a palavra decomposição, gostemos disso ou não, expressa com grande realismo a situação da maior parte das instituições eclesiásticas do nosso país. Com raras exceções, a nossa prolongada conversa com o espelho tem decomposto (separado, desmembrado, dissolvido) aquilo que deveria estar unido em torno de Cristo; afinal de contas, foi ele mesmo quem disse que um reino dividido será devastado (Mat. 12:25).

É bom lembrar também que a decomposição é um estado posterior ao apodrecimento! E que, uma vez decomposta, a matéria, seja ela eclesiástica ou não, acaba unindo-se ao todo como se nunca tivesse existido. Estaríamos nós num estado posterior à própria podridão? Livre-nos Deus desse tão grande mal!

O que os líderes da Igreja evangélica brasileira estão fazendo para evitar o caos eclesiástico? Que medidas estão sendo tomadas para reverter esse processo de destruição acelerada da Igreja? Estão os pastores das igrejas empenhados em discutirem alternativas, ou continuam fazendo o papel da orquestra no convés do Titanic, que tocava “mais perto quero estar” para entreter as pessoas enquanto o navio estava afundando e levando pras profundezas os seus tripulantes?

André Pessoa

Desprogramando o Chip


Tornei-me um andarilho da fé... Minha experiência cristã é o recorte de muitos matizes, o resultado de um estranho sincretismo de doutrinas e denominações. Em duas décadas e meia, fui do Pentecostal ao Episcopal, com pit stop entre os Batistas e o pessoal da Comunidade Evangélica. Congreguei em 7 igrejas, estudei em 3 seminários teológicos, estive sob a autoridade de 5 pastores e 5 bispos, e, não me pergunte como, mais ainda continuo “crente”. É que a graça de Deus, irmão, é poderosa mesmo!

Tantas andanças me fizeram observar a vida cristã por ângulos bem distintos. Conheci gente de toda espécie: santos e “santarados”, bondosos e bandidos, piedosos e picaretas. Trabalhando na “obra”, vi de perto as “entranhas” do mundo institucional. Não é coisa boa não! A “máquina” funciona, por vezes, de maneira perversa. Conheço muita gente boa que, não suportando a realidade, ficou pelo caminho... Quanto a mim, se tinha alguma ingenuidade, perdi; decepções, já vivi; amizades, algumas desfiz; apenas com Jesus não me desiludi! Manter a boa fé e sã consciência é expressão da pura misericórdia do Senhor.

O fato é que nesse “asfalto da fé”, já gastei muita borracha. Como diz a música do Rebanhão, “ só faltei correr atrás de avião”! Já fiz evangelismo de porta em porta, em praça, no meio da rua, em hospital, na praia, tantos lugares que nem lembro mais... Toquei em igrejas de todo tipo, dezenas de denominações. Ministrei louvor em teatro, salão de festa, clube, colégio, ginásio, e até em cima de caminhão! Já preguei pra muita e pra pouca gente, para os “importantes”, e pessoas simples também, para os que queriam ouvir, e para os que não queriam. Preguei em catedrais, em templos pequenos, em casamentos, batizados, 15 anos, bodas de ouro e funerais. Já rodei este Brasil de Deus participando de congressos, seminários e campanhas de toda sorte. Conheci gente “famosa”, pastor de nome, ministro de louvor, pregador de multidões, conferencista internacional, tudo quanto é “figurão” do mundo eclesiástico... Por tudo isso, amigo, ganhei o direito de, ao menos, ser escutado. Portanto, me escute...

Na verdade, nem tudo são espinhos. No caminhar do caminho que se faz caminhando também experimentei muita coisa boa, momentos inesquecíveis... Tornei-me um sonhador incurável, um otimista por convicção, mas sem perder a capacidade de análise e o senso crítico. É que eu nunca gostei de camuflagem. Apaixonei-me pela minha mulher porque ela quase não usava maquiagem. Tudo me parecia mais real. O sábio afirma que “quem olha para fora sonha, mas quem olha para dentro, acorda”. Chegou então a hora de acordarmos para o que está acontecendo bem debaixo do nosso nariz...

Impressiona-me o cristianismo! Vivemos um momento pavoroso! O amor se dessignificou no coração das pessoas e, por conseguinte, em seus relacionamentos. A fé banalizou-se e perdeu o seu significado mais amplo, e a ética já não existe. A bondade e a piedade afastaram-se, em definitivo, do caminho dos que lotam os nossos templos, e a abnegação e o sacrifício são coisas do outro mundo, valores incompatíveis com as doutrinas vigentes. É um tempo de dores e de perdas. Muitos têm se tornado insensatos, insensíveis e, não raras vezes, insanos. Amargam existir para fora, sem valores e conteúdos. Suas almas não possuem singularidade nem altruísmo, são apenas labirintos de pulsões e medos, masmorras de solidão e de confusão.

Tenho comparado a espiritualidade dos nossos dias com um chip de celular. Você sabe o que é um chip? Trata-se de uma pecinha plana, de pouco mais de um centímetro quadrado, feito de um metal semicondutor de eletricidade, sobre o qual são implantados dezenas de milhões de transistores. Um chip é um microprocessador capaz de armazenar bilhões de dados. No caso dos celulares, por exemplo, “guarda” a sua agenda telefônica, compromissos, mensagens, e uma série de outras informações, conforme o tipo de cada aparelho. Tempos modernos...

Sem dúvida alguma, a maior vantagem do chip de celular é a sua portabilidade, ou seja, a possibilidade que o usuário tem de tirá-lo de um aparelho para colocá-lo em outro, sem que ele perca suas características originais. Esse benefício é muito útil para quem tem mais de um celular, de operadoras diferentes, pois a simples troca do chip permite manter os dados que se precisa sempre à mão, uma vez que as informações continuam ali gravadas.

Pois bem, a impressão que tenho, olhando para os “crentes” que estão nas igrejas, é que cada um deles carrega uma espécie de Chip-Sanctus implantado na consciência. O Chip-Sanctus é um programa institucional que já vem pré-formatado com todas as características básicas para o sujeito ser um “crente”. Ele contém, por exemplo, o glossário do fiel, com expressões do tipo: “paz do Senhor”, “glória a Deus”, “aleluia”, “tá amarrado”, “é de Deus”, e coisas do gênero. Além disso, possui também o módulo de doutrinas básicas, que vem com “arrependimento, fé, batismo, imposição de mãos, ressurreição dos mortos e juízo eterno”. Dependendo da “operadora”, ou seja, da denominação, o kit trás ainda “maldição hereditária, cura interior, prosperidade e possessão demoníaca”.

Outro benefício do produto que, me parece, é “instalado” no fiel assim que ele se “converte” a “igreja”, desculpe, melhor dizendo, a Jesus Cristo, é o mapa de pecados, um guia completo com o conjunto de reprimendas básicas da “fé cristã”. Nele você encontrará a lista dos “dez mais”, ou seja, transgressões usuais que devem ser evitadas a todo custo. A lista foi revista e atualizada para os nossos dias pois, além dos clássicos contidos nas “tábuas de Moisés” – “não adulterarás”, “não matarás”, e “não furtarás” – traz ainda o “não beberás”, “não dançarás” e “não fumarás”. Outras versões podem conter também o “não usarás calça jeans”, o “não te maquiarás” e o “não cortarás o cabelo”. Perfeito, não?!

Não morra de rir! É algo muito próximo a isso que está aí! Você, talvez, é que não esteja conseguindo olhar da forma correta, com um pouquinho de senso crítico! Igreja, nos nossos dias, parece mais com uma fábrica de Henry Ford do que com um local terapêutico, que sirva de ambiente para pacificação dos desencontros humanos. Criamos “casas de neuróticos” que se encarregam da produção em série de gente despersonalizada e descaracterizada. Impossível não lembrar de Nelson Rodrigues, quando afirma que “ toda unanimidade é burra”, ou de Antoine Motte, que expressa que “o tédio nasceu um dia da uniformidade”.

A impressão que tenho é que, em nossas igrejas, as pessoas não precisam mais pensar, nem ter autenticidade, não devem questionar nada, nem sentir medos ou contradições. É como se vestíssemos o disfarce-nosso-de-cada-dia, que produz uma espécie de “espiritualidade virtual”, que não existe no mundo real, mas que incorporamos todos os domingos antes de ir para o “culto”. Loucura! Isso não é Evangelho! É um estelionato da fé! Estamos comendo lixo, lambuzando os beiços, e achando que é pudim!

O tempo é curto, o espaço é pouco, mas a indignação é imensa... Deixe-me falar mais um pouco... É que ainda tem uma coisa curiosa no Chip-Sanctus que eu não falei: os diferentes tipos de planos. Já identifiquei, pelo menos, três: o básico, o intermediário e o avançado. O plano básico vem com as seguintes características: uma oferta por ano, trinta minutos de leitura da Bíblia por semestre, dez minutos de oração por mês e duas idas ao culto de domingo. Não desanime não, o intermediário é melhor! Ele não tem dízimo, mas possui ofertas esporádicas. O tempo de leitura aumenta, vai para trinta minutos mês e a oração chega a 5 minutos por dia. Tem ainda idas freqüentes aos cultos, com uma falta aqui, outra acolá, que ninguém é de ferro, e uma reunião semanal, podendo ser culto de vigília, doutrina, reunião de movimentos, etc.

Não satisfeito?! Gostaria de algo mais sofisticado, algo quase exclusivo? Calma, tem ainda o plano avançado, o topo da espiritualidade em nossos dias! O Chip-Sanctus, versão Gold, é o melhor do que se pode encontrar em termos de consciência do “fiel de igreja”. Ele vem com ofertas quase regulares, desde que o “devorador” se mantenha à distância, três leituras das Escrituras por semana, cada uma de 15 minutos, e orações diárias e sistemáticas, de 10 minutos cada. Tem ainda freqüência regular a todos os cultos, a escola dominical, a uma reunião semanal, além da participação assídua em um movimento de igreja. Fantástico! Além disso, no plano Gold, é possível o “cliente” estar aberto a experiências novas, como batismo no Espírito Santo, quebrantamento na adoração comunitária, confissão de pecados durante orações, ou até a experimentação de “coisas” mais profundas, como cura divina e libertação de vícios. É o máximo, não é não?

Ah, e não esqueçamos que algumas “operadoras” oferecem bônus para os que cumprem suas “obrigações” em seus planos de forma responsável e rotineira. Já vi promoções do tipo: “nesta semana: quebra de maldições na família, sessão de descarrego espiritual, eliminação de carmas e encostos, e exorcismo do capeta”. Pesquisando bem, com um pouco de paciência, você ainda poderá encontrar algumas coqueluches como: “profecias, cura divina e liberação de bênçãos espirituais: emprego, casamento e pagamento de dívidas”. É demais! Não dá para resistir!

Entretanto, semelhantemente ao que ocorre na telefonia celular, onde as operadoras disputam de forma acirradíssima o mercado consumidor, com as igrejas também acontece o mesmo. Como sabemos, no negócio das comunicações existem operadoras que não permitem a possibilidade de seu chip ser utilizado por uma outra, restringindo assim o enorme benefício da portabilidade. Há casos também onde o chip até pode ser transferido, mas o aparelho da nova operadora não permite a recepção do mesmo, seja por questões técnicas, seja por incompatibilidade de modelo.

Pois bem, no mundo eclesiástico, de igual modo, o Chip-Sanctum de um cristão da denominação “A”, raramente é compatível com o Chip-Sanctum de um cristão da denominação “B”. No caso de troca de denominação, ou o fiel joga fora o chip que já possuía e instala um outro, ou tenta fazer um up-grade, acrescentando ou retirando meia dúzia de “doutrinas” para ver se o chip passa a operar “normalmente”. Há casos, entretanto, em que a troca do chip de uma denominação para outra dá um “zebedeu” tão grande que, não raras vezes, o fiel passa, ou a ser considerado maluco, ou, em casos extremos, endemoninhado.

Não me leve a mal. Não estou ridicularizando coisa séria. Estou apenas usando o humor para que o assunto se torne um pouco mais palatável. É que a desgraça é grande, e eu sei do que estou falando! Da forma como coloquei, posso até ter lhe chocado, pois eu estou chocado faz tempo, mas, no fundo, meu desejo é apenas levá-lo a fazer uma reflexão séria e isenta sobre os pontos em questão.

É bem provável que uma meia dúzia de três ou quatro tenha sentido que estes planos são totalmente insuficientes. Sei que ainda existem pessoas que amam a Deus por quem Ele é, e não por aquilo que pode fazer. Gente que se santifica, que jejua e que gasta tempo diário com as Escrituras. Gente que ora o tempo todo, em todo tempo, que serve, sem se preocupar com ideologias, e que tem alegria com o pecador redimido. Esses são os que abrem a vida para ser cuidados, a casa para abençoar a outros, e ofertam, não só os bens, de forma generosa, mas também a própria vida, com sacrifícios, por vezes, da agenda, de projetos e planos. Sei, sim, ainda existe gente assim. Mas, na verdade, são tão poucos que não conseguem influenciar o resto da “massa que levedou”. Se eu sou um deles? Não, não sou. Mas estou querendo muito ser...

Conversando com um funcionário aqui do escritório, perguntei a ele se um chip pode ser “desprogramado”, ou seja, se há uma forma de você “zerar” o conteúdo que está ali gravado para poder reutilizá-lo de outra maneira. Pois bem, ele me respondeu que sim, que isso é possível, mas que não é nada fácil, pois é preciso conhecer bem o programa e ter o equipamento certo para realizar a tarefa. Depois que ele saiu de minha sala, fiquei pensando: se para desprogramar um chip de celular existe esse trabalho todo, imagine, então, o que deve ser tentar desprogramar um Chip-Sanctum! Haja sofrimento...

Foi aí que lembrei de Paulo... “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Rm. 12:2. Sim, se eu pudesse escrever o mesmo texto hoje, diria da seguinte forma: “não se conformem com o que vocês estão vendo! Antes, pelo contrário, troquem o chip e reescrevam na consciência as verdades do Reino. Se vocês fizerem isto, poderão experimentar verdadeiramente qual é plano que o Senhor tem para suas vidas”.

Deus pode, se desejarmos, desprogamar o nosso “chip interior” para remoldá-lo com um novo conjunto de valores, crenças e convicções a respeito da fé. Sim, se nos abrirmos para este propósito, a partir de uma releitura das Escrituras, sem os óculos da religião e os paradigmas das denominações, veremos que a liberdade de andar em fé, com o coração pacificado e cheio de significados para a existência, é muito melhor do que nos submetermos aos preceitos caducos do “chip velho”, que tem como único objetivo nos condicionar a viver uma espiritualidade sem preceitos e sem proveito, mas apenas, com muitos “pré-conceitos”.

Hoje, depois de tantas andanças, não dependo mais de “experiências de igreja” para seguir no caminho, mas apenas do relacionamento íntimo e gostoso com o Pai. Tenho desejado, ardentemente, reescrever minha história, de maneira coerente e conseqüente, pois, como muitos, também tive instalado na consciência um desses chips. Por conta dele, fiquei por muito tempo impregnado com o cheiro de morte da “religião”, ao invés de exalar o bom perfume da vida. Há alguns anos, todavia, perdi o bichinho, não sei nem como. Acho que ele se desprendeu de mim quando comecei a olhar mais para quem eu era, e menos para o que eu gostaria que os outros pensassem que eu fosse...

Sola Gratia!

Carlos Moreira

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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