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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

21 julho 2015

Lembranças...




Eu não sei quando, mas chegará o dia em que eu serei apenas uma lembrança...

Sim, virá o tempo em que eu não mais escreverei textos, ou subirei em púlpitos para pregar, não casarei ninguém, nem farei aconselhamentos.

Já vem a hora em que estarei fadado a ser uma lembrança, perambulando por aí, um andarilho sorrateiro espreitando mentes e arrebatando corações.

Então, minha ambição é que eu seja uma lembrança boa, que desperte sorrisos, que proporcione emoções, que deflagre suspiros saudosos e arranque lágrimas adormecidas pelo tempo.

Eu quero ser lembrado numa mesa de bar, em meio a gargalhadas, não quero ser uma citação, uma aparição técnica num texto utilizado para respaldar o pensar de alguém. Não! Eu quero mesmo é estar na lembrança de gente que amei, que abracei, que acolhi do desprezo da vida, que me fiz presente no dia dor, gente com quem me solidarizei, que cobri do frio da indiferença, que alimentei com ternura em meio ao desgosto, que protegi do preconceito, que livrei da solidão.

Eu preciso que você pense em mim como um sujeito que viveu no limite, que gastou e deixou-se gatar por aquilo que acreditava, que sempre andou encharcado de sonhos e parido de ternas ilusões.

Mas para ser lembrado assim, é mister construir, hoje, uma história bacana, um caminhar instigante.

Portanto, preciso lhe confessar, desejo ter mais amigos, ao invés de mais dinheiro e mais encontros, ao invés de tantas reuniões. Almejo por mais devoção e menos liturgia, mais misericórdia e menos teologia.

Eu não tenho ideia de onde vou ser enterrado, isso pouco importa, pois, na verdade, estarei mesmo é plantado na terra do coração de muita gente, serei árvore que alimenta sabores de frutas de quintal, que traz um cheiro de mato regado pela chuva. Sim, você me encontrará na chama da luz que rasga a cortina no raiar do dia, na gota de orvalho que se entregou sem pudores ao chão da manhã, e como bem disse o Drummond, naquele dia, não serei mais moderno, serei eterno!


© 2015 Carlos Moreira

Melhor do que dizer “Por quê?” é dizer “Por que não?”.



“Percebi ainda outra coisa debaixo do sol: Os velozes nem sempre vencem a corrida; os fortes nem sempre triunfam na guerra; os sábios nem sempre têm comida; os prudentes nem sempre são ricos; os instruídos nem sempre têm prestígio; pois o tempo e o acaso afetam a todos”. A frase é de Salomão, rei de Israel, e está registrada no livro de sabedoria do Eclesiastes, escrito cerca de mil anos antes de Cristo.
Pois bem, no século XIX da nossa era, o naturalista Charles Darwin, em sua observação científica sobre a evolução das espécies, chegou a uma conclusão muito semelhante à de Salomão, ainda que sua fonte de observação fosse outra. Ele afirmou: “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”.
Ora, se há uma síntese possível para ambas às análises, do ponto de vista da fenomenologia da existência humana, é que, em cada estação que nos está proposta, torna-se imprescindível desenvolver uma capacidade específica de adaptação a ela.
A maioria das pessoas que conheço e que se entendem fracassadas em alguma área de suas vidas, assim se sentem porque falharam nesta disciplina: não conseguiram se adaptar ao que lhes sobreveio. Portanto, minha hipótese é que, na vida, o que vale não é “vencer ou vencer”, mas “sobreviver ou sobreviver”!
Deixe eu lhe afirmar uma coisa: a existência nem é boa, nem é ruim: ela é como é. Cada dia trás seus próprios desafios e, na verdade, você nunca sabe o que será servido no cardápio seguinte. Neste momento, há pessoas sorrindo na maternidade, enquanto outras estão chorando no cemitério. Hoje, um casal se casou na catedral e, ao mesmo tempo, um outro concretizou o divórcio no cartório. Um empresário recebeu a averbação da junta comercial para começar seu negócio e o outro foi visitado pela justiça com a decretação da falência.
Na verdade, você precisa discernir qual estação você está vivendo! E mais do que isso: você precisa se adaptar a ela! A maioria das questões da vida são reversíveis, o vento, não raro, muda de lado ou, como bem disse o Cazuza, “... Ainda estão rolando os dados”. Eu não sei se você quebrou, se foi traída, se ficou deprimido ou está se sentindo velho? Sei, contudo, que é imprescindível se adaptar ao que está acontecendo agora e os que conseguirem fazer isso, sobreviverão!
Então, você pode se sentar na calçada da vida, ficar choramingando e se maldizendo, ou pode se levantar, sacudir a poeira, se vestir de esperança e começar a fazer algo novo! Não me diga que não há mais tempo, que você não tem forças ou que a situação é por demais complexa. Você precisa de decisões, não de desculpas!
No fundo, a vida é bela, mas o mundo é mau, e nele, sobreviverá aquele que não se deixar sucumbir pela amargura, que aprender a rir do fracasso, o que regar com lágrimas a semente de sonhos bons e embeber o coração em ternura e gratidão. Não é fácil para ninguém, mas é possível para todos. Por isso, melhor do que dizer “por quê?”, é dizer: “por que não?”.
©2015 Carlos Moreira

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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