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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.
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14 setembro 2017

Apenas, Símbolos...



Jesus, em sua forma de ensinar, usou símbolos da cultura judaica, sobretudo, nas suas parábolas.

Foi assim que o vimos falar do grão de mostrada, do cordeiro, do pão, da videira, da água, do óleo, do peixe, todos elementos ligados a agricultura e a pecuária, base de sobrevivência do povo judeu.

Na verdade, o Galileu sabia que era muito mais fácil eles entenderem argumentos doutrinários a partir de imagens projetadas do cotidiano, e ele não se furtou a usar estes recursos.

Mas nada em Jesus é sacralizado a não ser a vida. Sim, pois em seu tempo, havia diversos objetos de culto no Templo, como a bacia, a mesa da proposição, o véu do reposteiro, os candelabros e o altar do incenso. Eram ornamentos belíssimos, obra de artífice, mas não se vê o Senhor fazendo apologia ou adoração a nada que fosse inanimado.

Portanto, ainda que eu entenda que os símbolos nos ajudam a compreender certas verdades, também compreendo que a única coisa que devemos tornar santa é a vida, preciosa que é aos olhos de Deus. A vida é o culto e os símbolos deste culto estão presentes na vida: graça, misericórdia, perdão, bondade, solidariedade.

Eu sei que a tradição da igreja sacralizou diversos símbolos e os tornou objetos de culto a Deus. No cristianismo, como em outras religiões, existe uma enormidade de artefatos sobre os quais se atribui a personificação do sagrado.

Mas, no Evangelho, nós não encontramos nada disso. Para Jesus, sagrado é aquilo que se carrega no coração e na consciência, e não a representação da obra humana em forma de totem.

Não desmereço os símbolos da fé que herdei, mas não os trato com nenhuma reverência que vá para além do reconhecimento de sua historicidade. Eu defendo a sã doutrina, não um crucifixo, defendo os valores do Reino, não um altar de madeira ou de pedra, defendo as Escrituras, não as representações de afrescos e pinturas, ainda que retratem personagens da fé.

Desta forma, os verdadeiros símbolos que os discípulos de Jesus carregam são: o seu Sangue, aspergido em nossa consciência, que propicia a remissão de pecados, o selo do seu Espírito em nossos corações, penhor da salvação e a manifestação dos valores do caráter de Deus, materializados em nossas ações.

Como podemos ver, todos são símbolo invisíveis e intangíveis, para que nada nem ninguém possa roubar a glória que é, única e exclusivamente, de Deus. Desta forma, quem quiser que brigue por causa de símbolos, eu, todavia, prefiro fazer com que o grande símbolo ainda continue sendo o amor...

Carlos Moreira


15 abril 2015

Exortar é Preciso


Sempre encontro gente mais santa do que Jesus. Aqui, ali, vejo surgirem novos doutores da lei com uma diferença: eles são muito ruins de argumento, são frágeis de conhecimento e insipientes em sua fé. Nestes últimos tempos, sofro ataques sistemáticos, alguns com agressões horrorosas, porque sempre tenho chamado a igreja a reflexão e ao confronto. Sim, eles me dizem que não se deve “bater” na igreja, que não podemos expor a igreja, que não devemos mostrar as pessoas os equívocos da igreja. 

Fico intrigado com a postura... No fundo, é a hipocrisia reinante, pois é melhor deixar que a igreja apodreça, com práticas perversas, do que chamá-la a luz e a Verdade. Vamos escondendo o lixo embaixo do tapete, pois não queremos escandalizar a Deus. Ora, os profetas e apóstolos estão aí para nos provar que Deus nunca se preocupou com estas coisas. Senão, vejamos...

Se houvesse o mínimo de conhecimento bíblico, a questão já estaria por si só, resolvida. Vocês acham que não se deve exortar a igreja? Bem, lembremos, então, de Paulo, o apóstolo, que exortou a igreja de Jerusalém declarando que havia entre seus líderes um espírito clericalista, além de fortes resquícios do judaísmo.

O mesmo Paulo chamou a igreja de Corinto de carnal e infantil e isso em função de práticas bizarras presentes entre eles. As duas cartas que escreveu  para os irmãos, não foram motivo de alegria, mas de tristeza pela severidade das críticas.

Na sequência, Paulo fez uma incisiva advertência contra a igreja que se reunia na Galácia, onde ele chamou os irmãos de insensatos, uma vez que eles voltavam as velhas práticas do judaísmo.

Não satisfeito, Paulo confrontou duramente os irmãos da igreja em Colossos, pois estavam infiltradas entre eles doutrinas gnósticas, além da guarda de cerimônias judaicas, o que levou o apóstolo a exortá-los afirmando que a fé deles era insipiente.

O autor da carta aos Hebreus – que pode ter sido Paulo – também exortou àquela igreja afirmando que a fé deles era de epiderme, pois quando deviam ser mestres, tinham necessidade de voltar aos rudimentos da fé e da doutrina. 

Contudo, alguém poderá dizer que isso foi Paulo, que era homem, como nós. Então, vamos a Jesus, que no apocalipse de João, exortou 6 das 7 igrejas as quais as cartas foram enviadas, e tudo isso a partir do capítulo 2.

A igreja de Éfeso, ele disse que deveria se arrepender, pois ela, pelo zelo e pela ortodoxia, havia se esquecido da devoção do coração.

A igreja de Pérgamo, falou da imoralidade reinante e foi duro quanto à necessidade de arrependimento.

A igreja de Tiatira, vociferou que ela sofria de problema semelhante, e exortou contra a imoralidade e o adultério.

A igreja de Sardes, o Senhor disse que ela era performática, que pensava que está viva, mas estava morta.

A igreja de Laodicéia, advertiu contra a religião que evita o desgaste e o confronto, a fé que nem é quente nem fria, mas se afirma politicamente correta. Foi tão duro nesse caso, que disse que a igreja estava cega, pobre e nua.

Bem, se depois de tudo isso ainda existem aqueles que acham que não se deve confrontar a igreja em seus equívocos e pecados, e que quem faz isso é um louco verborrágico, afirmem conjuntamente que vocês seguem um outro Evangelho, mas não o Evangelho de Jesus, o Cristo de Deus! 

© 2015 Carlos F. S. Moreira​

01 março 2014

Descobri Quando Jesus Voltará!




O mistério em torno de quando será a volta de Jesus e o arrebatamento da Igreja é uma das questões mais controversas da fé cristã. Especulações das mais diversas já foram realizadas, algumas fantasiosas e místicas, outras seguindo correntes doutrinárias e sistematizações.

Na verdade, a inquietação quanto ao tema é legítima, uma vez que trata de eventos cataclísmicos e, na sequência, do fim da vida como nós a conhecemos. Até mesmo os apóstolos que andavam com Jesus perguntaram a Ele sobre quando tudo isso sucederia: “Dize-nos quando ocorrerão estas coisas? E qual será o sinal da tua vinda e do final dos tempos?”. Mt. 24:3(b).

Em sua resposta, a meu ver, Jesus foi extremamente claro, e, a partir dela, é possível saber, exatamente, quando ele voltará! Agora, para afirmar consistentemente algo desta natureza, é preciso, antes, analisar duas questões prioritárias: o “espírito” das sociedades e as ambiências sócio-culturais da humanidade.

Para chegar a uma conclusão, nesse caso específico, não é preciso ser especialista em sociologia, antropologia ou filosofia para perceber que as sociedades e suas culturas, apesar de separadas no espaço/tempo, sendo assim totalmente distintas, possuem, contudo, arquetipias comuns. Através da história, podemos averiguar que a saga das civilizações humanas percorreu, de certa forma, os mesmos caminhos.

Essa afirmação não carrega nada de novo. Os povos antigos já sabiam disto com clareza, pois o sábio do Eclesiastes, há cerca de 3.000 anos atrás, já afirmava: “O que foi voltará a ser, o que aconteceu, ocorrerá de novo, o que foi feito se fará outra vez, não existe nada de novo debaixo do sol”. Existem, sim, fatos e comportamentos humanos que se repetem, a cada geração e, ainda que muitos deles se aprofundem, como numa espiral, ganhando contornos cada vez mais intensos, carregam os mesmos arquétipos de gerações passadas.

Entendido isto, é possível declarar, exatamente, quando Jesus irá voltar! Tal conclusão, bastante simplista, não faz parte da execução de cálculos cabalísticos, nem faz alquimia em sistematizações dispensacionalistas, nem muito menos exegese exaustiva da escatologia judaico-cristã a partir dos escritos de Daniel, Mateus, Paulo ou João. Para mim, tudo é muito óbvio, pois acredito que Jesus deixou-nos aquilo que é suficiente para nossa salvação e entendimento da Verdade em tudo que existencializou.

Para chegar ao desfecho, poderíamos utilizar vários textos, mas escolhi o final do Evangelho de Mateus, onde estão organizados os eventos escatológicos descritos pelo próprio Jesus. Se prestarmos atenção, veremos que, do capítulo 22 até o capítulo 25, o Evangelista nos expõe, em certa ordem, os eventos que marcam o fim dos tempos, a saber: a grande tribulação, a segunda vinda, o arrebatamento e o juízo eterno.  

Pois bem, minha chave hermenêutica, para estas ponderações, se localiza na primeira metade do capítulo 24 de Mateus. Neste texto, estão presentes os sinais que nos dão condições de afirmar, com absoluta certeza, quando será a volta de Cristo. Quais são eles, então? Observe: falsos profetas, guerras e rumores de guerras, injustiças, perseguições, esfriamento do amor, traições, manipulação do sagrado e eventos de magnitude celeste.

Mas é na segunda metade deste capítulo que Jesus nos diz, de forma segura, quando ele irá voltar! A revelação está no verso 34, que explicita: “Com toda certeza Eu vos afirmo, que não passará esta geração até que todos esses eventos se realizem”. Eis, portanto, a grande revelação: Jesus voltará em nossa geração!

Não se frustre, pois é legítimo que haja certa confusão quanto a esta afirmação. Alguém pode exclamar: “o texto em questão se refere à geração dos discípulos, não a nossa!”. Sim, isso é verdade! Contudo, se Jesus afirmou que voltaria naquela geração, onde todos os sinais que foram citados acima se manifestaram, e não voltou, o que, então, precisamos entender? Qual a chave para este mistério?

Ora, nós sabemos que, entre a morte e ressurreição de Jesus – no primeiro terço do 1º. século – e o ano 100, o mundo presenciou perseguições, barbáries, guerras, injustiças, desamor, a destruição da Cidade Santa, o aniquilamento do Templo, o general Tito sendo cultuado como deus, recebendo sacrifícios em plena Jerusalém, dentre outros tantos eventos que, inquestionavelmente, produziam a moldura perfeita para que se fizesse a asseveração de que, de fato, o Senhor estava voltando!  

Todavia, o fato é que Jesus não voltou! Por isso, a partir deste evento, começou-se a se fazer especulações e previsões sobre quando se daria a tal volta do Senhor. Para mim, não há questões a serem desvendadas. É certo que Ele volta nesta geração. Jesus virá a qualquer momento, portanto, devo estar preparado para recebê-lo! Quando leio o texto de Mateus, e vejo a afirmação “não passará esta geração”, tomo a mensagem para mim, sinto como se Jesus falasse comigo naquele instante, para a minha geração!

O que todo discípulo precisa saber, é que a análise de Mateus 24, e dos demais capítulos escatológicos das Escrituras, deve sempre ser feita com muito cuidado, pois a linguagem, não raro, é simbólica, parabólica, recheada de figuras e metáforas da apocalíptica judaica. Em Mateus 24, o que percebo, claramente, é que as arquetipias usadas por Jesus servem para evitar as previsões fatalistas dos adivinhadores e magos da religião em relação ao dia ou hora quando tudo sucederá.

Ao fazer isto, Ele desenhou o cenário do fim, mas não estabeleceu qualquer outro tipo de previsão. A cada geração, o cenário se faz presente, portanto, é nosso dever esperar a Sua volta a qualquer momento! Sempre haverá, em cada uma das sociedades humanas, a presença dos sinais de Sua vinda, pois os arquétipos descritos pelo Senhor estão constantemente presentes na história das civilizações. Quando Jesus volta? Ora, Ele volta hoje! A questão, todavia, é: você está preparado?!

Quanto a mim, esforço-me para fazer o melhor que posso ainda neste tempo! Estou arregimentado no exército de Deus, tenho metas a alcançar, preciso anunciar o Evangelho e ser testemunha de que, em Cristo, o Pai se reconciliou com o mundo e não mais imputa aos homens os seus pecados. Aleluia! Essa é a grande salvação!

Quem é filho do Reino, herdeiro da fé, quem tem sobre si a marca do Sangue do Cordeiro e a habitação do Espírito Santo, entende estas verdades e delas dá testemunho. Os que caminham na luz e são mensageiros da Boa Nova, não se cansam nem se fadigam, seguem obstinados até alcançarem a promessa da Vida Eterna, quando todos juntos celebraremos a festa da misericórdia que triunfou sobre o juízo!

E assim, também sigo eu, remindo o tempo, pois os dias são maus, anunciando a todo homem que a Graça de Deus está disponível para aquele que a receber com alegria, que o perdão está estendido a todo aquele que deseje se arrepender de seus pecados. Portanto, sigo com todo empenho, compromissado em anunciar o Evangelho e, enquanto faço isso, declaro com toda convicção: Maranata! Vem Senhor Jesus!


Carlos Moreira

21 agosto 2012

Não Olhe para Trás




“Não olhava para trás, porque olhar para trás era uma maneira de ficar num pedaço qualquer para partir incompleto”. Caio F. Abreu

Há duas coisas que eu julgo importantes na vida: estar sempre com os olhos no horizonte e manter os pés plantados no chão. Aprendi que olhar para o infinito mantém viva minha necessidade de sonhar, de me projetar para o inusitado em busca do novo.

Mas foi depois de algum tempo que entendi que a existência só se torna real quando as marcas de nossos pés ficam esculpidas no asfalto de nossos dias. Sim, toda existência deixa rastros, toda história tem suas trilhas, são os caminhos feitos em nós – uns construídos para dentro, em busca de quem somos, outros para fora, almejando a materialização daquilo que seremos.

No meu pragmatismo, elaborei uma dialética sobre essa questão. Ela afirma que eu devo sonhar, mas sem muita divagação; acreditar, mas sem me perder na ilusão; almejar, mas apenas aquilo que pode ser alcançado; desejar, mas de preferência o que possa fazer de mim alguém melhor. Sim, entendi que devo dar asas aos meus olhos, para que eles voem como os pássaros, mas raízes aos meus pés, de tal forma que escavem o solo e se fixem na terra quais árvores, assim terei a possibilidade de ser livre para pensar e firme para realizar.

Algo que me ajudou a formular estas percepções foi o que sucedeu com Ló no texto descrito em Gn. 19:17. Observe a citação: “...um deles disse a Ló: Fuja por amor à vida! Não olhe para trás e não pare em lugar nenhum...”.

Ló era parente de Abraão e havia saído com ele de Ur dos Caldeus na saga de encontrar Canaã, a Terra Prometida. Depois de certo tempo, eles se separaram, e Ló veio a habitar em Sodoma, uma das cinco cidades-estados do Vale de Sidim, no Mar Morto, um lugar descrito como paradisíaco.

Naquele local, Ló, sua esposa e mais duas filhas tentaram se estabelecer. Mas aquela metrópole, em especial, tinha uma série de problemas, conforme o relato de Ezequiel 16, onde Sodoma é descrita não apenas como um lugar onde a imoralidade era prevalente, mas também como um local onde imperava a ganância, a ociosidade, a arrogância e a avareza, o que caracterizava, dentre outras coisas, um desprezo pela vida.

Aparentemente, Ló tentou alertar as pessoas sobre seu modo frívolo de viver, conforme o capítulo 19 de Gênesis, onde vemos a população afirmando que ele, como um forasteiro, não podia ali se constituir juiz. Fato é, todavia, que tornou-se impossível conviver naquela sociedade sem se impregnar com seus valores e práticas. Por isso, é muito provável que parte da “cultura de Sodoma” tenha se instalado não só na consciência de Ló, mas também em sua alma. 

Por aqueles dias, dois seres espirituais visitaram Sodoma, e avisaram a Ló de que a cidade seria destruída, tamanha era a sua perversidade. O relato está descrito no texto que citei acima. A degradação social e moral de Sodoma havia chegado a um ponto tal que ela acabou sendo entregue a sua própria sorte, tendo sido destruída por uma “chuva de fogo e enxofre”, conforme o relato bíblico, talvez algo ligado a uma erupção vulcânica.

Curioso, entretanto, é o fato de Ló, mesmo tendo sido avisado de tudo o que sucederia, ainda demonstrar tanta dificuldade em sair da cidade. Bem dizer, isso só aconteceu porque os seres espirituais, literalmente, o arrastaram para fora com a família.

Há três aspectos que julgo interessantes no texto e que me remetem ao modo como as pessoas vivem em nosso tempo. O primeiro está na expressão: “Fuja por amor à vida”. Ora, a exclamação denota a dramaticidade da situação. Estava claro que aquele homem estava indeciso, inseguro, que havia amarras existenciais que o prendiam àquele lugar.

A questão, todavia, era uma só: como deixar para trás casa, mobília, trabalho e tudo o que a vida lhes proporcionou construir e acumular no período em que eles ali habitaram? Era uma cisão traumática, abrupta, não obstante, necessária.

Não raro encontro indivíduos na mesma situação. Eles estão presos a coisas, lugares, relações, patrimônio, “heranças” das mais diversas. Para se tornarem livres, precisam cindir com o passado, colocar o pé na estrada e ir, mas ficam relutando e, por vezes, “morrem em Sodoma”, presos a estacas existenciais que não podem ser removidas do chão onde a vida foi plantada.

Em segundo lugar, aparece a citação: “não olhe para trás”. A expressão tem duas conotações. Em primeiro lugar, tudo o que havia ficado ali estava por ser destruído e era mais do que certo que ver o fruto de uma vida virando “cinzas” não seria algo bom para a alma. Em segundo lugar, a proposta agora era romper com tudo e lançar-se pela fé na certeza de que Deus proveria o que fosse necessário para o restabelecimento da vida.

Desgraçadamente, contudo, tenho visto que em tais circunstâncias já se instaurou em nós uma espécie de vício psicológico que nos aprisiona ao passado e nos faz sempre olhar para trás e lamentar. É uma nostalgia pelo que já se foi, uma melancolia masoquista que para nada serve a não ser gerar feridas no coração e tristeza no ser.


Por último, aparece mais um conselho: “Não pare em lugar nenhum”. Esse era mais um desafio: caminhar até que os pés pudessem, enfim, descansar de toda fadiga da vida. Há muitas coisas atrativas quando se está caminhando, muitas das quais roubarão nosso objetivo de chegar a um lugar seguro. Nesses casos, o melhor a fazer é não perder o foco, ir até onde os campos sejam férteis e as águas ofereçam descanso.


Há situações em que não adianta apenas partir, é preciso ir o mais longe possível, afastar-se em definitivo, romper totalmente. Sim, só se deve parar quando o “lugar” for apropriado, quando as circunstâncias apontarem que ali se pode lançar alicerces, criar raiz, fincar novamente a vida no solo que permitirá que sementes sejam plantadas para que frutos sejam colhidos, frutos de graça e misericórdia.


Em minhas andanças pela vida, infelizmente, tenho visto muita gente presa à “Sodoma”. Alguns tentaram fugir do lugar onde existencialmente estavam, mas não foram longe o suficiente para reconstruir uma nova história. Há outros que, mesmo seguindo, acabaram olhando para trás e, desta forma, não conseguiram chegar ao local almejado, ficaram presos às lembranças do que foi vivido, ao que se instalou no ser como consciência prevalente, como sentimento pulsante e vício psicológico.


O que sei é que a “poeira de Sodoma” é capaz de adulterar a consciência e tornar inflexível o coração. Ela paralisa a existência, uma vez que nos torna inamovíveis para alcançar novos objetivos. Quem respira o “pó de Sodoma” não consegue discernir o todo, acaba asfixiado por sua própria cobiça, cego em meio a infrutíferas cogitações.


Carlos Moreira




17 outubro 2011

Apenas um Toque


Assista na seção "Mens. em Vídeo", na barra de menu acima, a mensagem "Apenas um Toque" pregada em 16.10 2011 na Catedral da Trindade. Você gostaria de encontrar uma pedra de toque? Um objeto com poderes mágicos? A mística por trás desta história revela três facetas que estão presentes em todo ser humano: o desejo de tocar, de desvendar, de conhecer; a necessidade de transformar as coisas, de mudá-las, de alterá-las e a busca incansável pelo prazer e pela felicidade. Aprenda nesta mensagem sobre o único toque que pode ressignificar a existência dando a ela cor, sabor, propósito e significado: o toque da “Pedra Angular”, Cristo Jesus.

01 agosto 2011

Esperando Contra a Esperança



Assista a mensagem em vídeo "Esperando Contra a Esperança", publicada na seção acima "Mens. em Vídeo". Ela foi pregada no dia 31 de julho de 2011 na Catedral da Trindade em Recife. O poeta chileno Pablo Neruda afirma que "Sofre mais aquele que espera sempre do que aquele que nunca esperou ninguém". Aprender a Esperar é coisa difícil para o ser humano, pois há circunstâncias em que Deus parece estar atrasado em nos responder. Aprenda nesta mensagem sobre princípios que podem te ajudar a esperar sem desanimar nem perder de vista a esperança e a fé. Clique aqui para assistir: http://anovacristandade.blogspot.com/p/mensagens-em-video.html


Carlos Moreira

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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