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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

24 junho 2011

Viva São João!



Quinteto Violado, marca do autêntico forró nordestino. Lembro-me quando os vi pela primeira vez na cidade de Garanhuns, interior de Pernambuco, acompanhado dos meus pais, em férias escolares. Eu devia ter uns 5 anos, mas nunca esqueci daquela moçada. Curta aí meu bom! Eita forró arretado!


É Parada...


Nestes últimos dias estamos vivendo a “febre das paradas”. É parada pela legalização da maconha, parada dos Bombeiros do Rio, parada pela liberdade de expressão, parada gay, parada dos “evangélicos” – marcha para Jesus? – e ainda tem a parada de 7 de Setembro pela independência do Brasil. Haja parada! 

Algumas destas manifestações eu até entendo... A legalização da maconha, por exemplo, não é só um problema de saúde pública ou de polícia, o “buraco” é muito mais embaixo... As ramificações do tráfico são tantas, e tão complexas, que discutir se libera ou não, para mim, é como coar o mosquito e engolir o camelo.

A questão dos Bombeiros é legítima; são profissionais que se arriscam, estão sempre de prontidão, prestam um valoroso serviço a sociedade e ganham salários pífios. Acho que o governador do Rio excedeu-se, extrapolou seu poder e autoridade.   

Quanto à questão da liberdade de expressão, num país que viveu durante décadas debaixo de uma ditadura militar, nunca é demais fazer uma passeata para avivar em certas mentes velhos preceitos. A democracia é o estado de direito que permite ao povo manifestar-se, ser ouvido.

Já a parada gay, há muito tempo deixou de ser uma manifestação deste grupo da sociedade exigindo respeito e dignidade, para tornar-se um desfile anárquico, com exageros dos mais diversos, hostilidades, baixarias, pois os gays, tentando combater a homofobia, tornaram-se heterofóbicos, criaram a ditadura da homossexualidade.

O desfile de 7 de setembro celebra a independência do Brasil. Tem sua importância do ponto de vista do fato histórico, mas não reflete a realidade sócio-econômica do país pois, num mundo globalizado, todo mundo depende de todo mundo e nós, do 3º mundo, dependemos ainda mais.

Agora, a tal da marcha para Jesus, do meu ponto de vista, é de amargar! Apesar de nunca ter ido a uma, pois sempre achei o evento bizarro, acompanho a cada ano as notícias sobre a dita cuja nos meios de comunicação. Assim como a parada gay, que perdeu seu propósito, esta marcha, se um dia já teve algum, há muito ele desvaneceu-se.  

Hoje, esse corso de “carnaval evangélico”, com trio-elétrico e tudo, essa passeata de políticos "crentes" – espertalhões, falsários e corruptos – essa grande massa amorfa de gente caminhando pelas ruas, só me faz lembrar da música de Zé Ramalho que afirma em um de seus versos: “...e ver que toda essa engrenagem, já sente a ferrugem lhe comer... Êeeeeh! Oh! Oh! Vida de gado. Povo marcado, êh! Povo feliz!...”. Que o povo é marcado, eu tenho certeza, mas será que o povo é feliz? 

Meu amigo, minha amiga, se você ainda tem algum juízo em sua cabeça, se você ainda tem algum sopro de Deus em sua consciência, se você é capaz de, ao menos, ouvir o sussurrar do Espírito Santo, não se junte a este trágico desfile! Eu lhe aconselho, no nome do Senhor, fique em sua casa, junte sua família, alguns irmãos, e ore por esta “igreja” que, nem de longe, é um Corpo, mas apenas uma massa desconjuntada de membros esquartejados!

Essa marcha nem é nem nunca foi para Jesus e isso qualquer tolo pode ver... Quem foi que disse que Jesus quer um bando de gente “marchando” por ele nas ruas? Quem foi que disse que Jesus está atrás de ser notícia no Jornal Nacional ou na Veja? Quem foi que disse que o Senhor de toda a Terra está em busca deste tipo de publicidade? Será que você é tão ingenuo que não percebe que tem um grande business por trás de tudo isto!?...

Alguma vez você viu nas Escrituras Jesus incitando algo deste tipo? Você já o imaginou dizendo aos discípulos: “vamos juntar uma moçada lá em Cafarnaum e fazer um grande desfile para que se saiba, até em Roma, que eu sou o Rei dos Reis!”. Você imagina Paulo entrando em Atenas, em cima de um carro de boi, vociferando as verdades do Reino, seguido de um bando de “crente” com cornetas e apitos, com seus rostos pintados e carregando faixas com os seguintes dizeres: “aceitem Jesus!”?

Acorda rapaziada! Não é com passeata de 2,0 milhões de “evangélicos” que, não raro, nem sabem pelo que estão marchando, pessoas que nunca leram nem os 4 Evangelhos, gente que nunca foi discipulada, um “exército” de “soldados” com carisma, mas sem nenhum caráter, que a nossa sociedade vai perceber que o caminho é Cristo! Ah, isso nunca!

O Reino de Deus é subversão silenciosa, discreta, pacata, vida sendo gerada na vida de outras pessoas através dos encontros humanos, de casa em casa, nas esquinas da existência, tudo de forma simples. Precisamos é de gente que acolha o necessitado, que visite o preso, que solidariza-se com o faminto, que ore pelo enfermo, que ande pelos “antros” da terra anunciando com ações a Boa Nova de que “Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo, não imputando aos homens os seus pecados”.

E digo-lhe mais... Para fazer isto, não precisamos de passeata, publicidade, carro de som, trio-elétrico, multidão, mas apenas de um punhado de gente que teve o coração pacificado pela graça que acolhe os caídos do mundo. O mais, meu mano, é fanfarra de “crente”, micareta “evangélica”, corso de “figueiras cheias de folhas”, mas sem qualquer fruto de justiça ou misericórdia.

Não gostou? Então coloque a sua “fantasia” e vá para a rua! Não tem fantasia? Então vá disfarçado de você mesmo... Um a mais, um a menos, que diferença fará? Se existem exceções? É óbvio! São os que estão, a cada ano, deixando de participar desta prosopopéia! Sabe o que significa o termo?  Trata-se de uma figura de linguagem que dá vida e sentimentos aos seres inanimados... Não cai como uma luva?

Carlos Moreira

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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