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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

13 junho 2013

Ser Maior não Significa Ser Melhor



Gosto de Fórmula 1 desde pequeno. Mesmo com a morte do Senna, continuei assistindo as corridas e amargando o fato de não termos mais um representante à altura de nossas tradições.

A F1 é um esporte curioso. Contraditoriamente, nem sempre a maior equipe é a melhor na competição. Veja o caso da Ferrari. Sem dúvida, ela é a escuderia mais poderosa, pois sua marca é a mais famosa e sua estrutura a mais glamorosa. Contudo, mesmo tendo o maior piloto do mundo, além de milhões de dólares investidos em tecnologia e pesquisa, a Ferrari não é o melhor time.

Intrigante, mas esse fenômeno parece acontecer também com os Protestantes no Brasil. O protestantismo “brazuca”, herdeiro do americano, tem historicamente como uma de suas características o desenvolvimento de uma mentalidade altamente voltada para números. Ele sempre perseguiu metas, porcentuais, quantidades. Não é difícil encontrar entre evangélicos uma neurose culposa que visa alcançar os perdidos, evangelizar os caídos, de alguma forma, tornar a “massa do bolo” maior.

Segundo o último censo do IBGE, em 2010 esse segmento chegou à expressiva marca de 42,3 milhões de fiéis – 22,2% dos brasileiros – o que representa um aumento de 61,45% em relação aos dados do ano de 2000. “Extraordinário”! Mas aqui surge uma questão: o crescimento numérico dos evangélicos se desdobra, também, num crescimento qualitativo?

Ora, que eles cresceram numericamente é fato! Mas não foi só isso. Esse crescimento produziu uma representatividade que se alastrou em outras esferas. Hoje, o grupo possui uma forte bancada no Congresso Nacional, emissoras de televisão, rádios, gravadoras, veículos de comunicação dos mais diversos a serviço da “fé”.

Evangélicos se tornaram pop stars, empresários bem sucedidos, profissionais liberais, funcionários do alto escalão de empresas, membros do governo. Eles estão nos esportes, nas artes, em praticamente todos os segmentos da sociedade civil organizada. Pasmem, mais eles estão até na Rede Globo!

De fato, parece que os evangélicos encontraram mesmo o seu lugar ao sol. Não há mais como ignorá-los, pois eles possuem “prata e ouro!”. Falta-lhes, todavia, graça e poder para proclamar aos aleijados da existência: “levantem-se e andem!”. 

Mesmo sendo um grupo maior, os evangélicos não se tornaram um grupo melhor. Eles representam cerca de 20% da população do país, mas isso não se traduziu em bem para a sociedade, aumentaram de tamanho, mas isso não reverberou mudanças significativas.

A questão é bem simples: o discurso e a prática estão tão distantes quanto dista o oriente do ocidente. Ser evangélico no Brasil é sinônimo de obscurantismo e fundamentalismo. Se você perguntar a alguém que não é parte da confraria, perceberá que a opinião pública tem deles a pior impressão possível. Bem diferente do que acontecia com a igreja em Jerusalém, que louvava a Deus e tinha a “...simpatia de todo o povo”. At. 2:47.

O grupo cresceu, é bem verdade, mas não apareceu. Tornou-se poderoso, mas ineficiente, expressivo, mas insipiente, reconhecido, mas não respeitado. Ele não produz diferenças em termos de caráter, não obstante ter muito "carisma", não denuncia abusos sociais, não se envolve com causas ambientais, tudo para eles resume-se às questões metafísicas e sobrenaturais. Muita religião e pouca ação, ou, em outras palavras, fé sem obras! Tg. 2:18.

Dificilmente você verá evangélicos lutando por questões ligadas à melhoria da dignidade humana, ou engajados em ONGS, movimentos sindicais ou partidos políticos. Há exceções, mas cada vez mais escassas. A grande maioria vive alienada dentro de “templos”, em “campanhas”, “correntes”, fazendo alquimia de doutrinas, esquecida de que o mundo agoniza com infecção generalizada, lentamente flutua à deriva na maré da vida.

De que adianta ter evangélicos no poder, no comando, ser “cabeça” ao invés de “cauda”? Sim, para que serve se isso não se traduz em graça, misericórdia e salvação! Qual a vantagem de ter igrejas cheias de pessoas vazias? E assim, em busca de alcançar a vida eterna, eles acabaram esquecendo que ainda há vida aqui na Terra.

Tristemente, o que se vê em meio a tanto “crescimento”, é escândalo em cima de escândalo. “Pastores”, “bispos”, “apóstolos” e outras “entidades” do mundo eclesiástico cometem todo tipo de torpeza e arbitrariedade. É “crente” que mente, que é ganancioso, fofoqueiro, malicioso, beligerante e avarento. Gente que quer vencer no mundo e não vencer o mundo! Casamentos falidos, filhos criados à revelia, desordens financeiras, vida profissional fraudulenta, e por aí vai. Essa é minha rotina há 10 anos, atendendo gente todos os dias. Gente “evangélica”...

Há salvação? Há. “se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua nação”. 2ª. Cr. 7:14.

O Brasil, como se sabe, é o maior país Católico do mundo. E daí? Também somos o país da malandragem, dos juros escorchante, da má distribuição de renda, das estruturas perversas, do nepotismo, dos miseráveis, das mortes violentas, da ladroagem, do sucateamento da saúde, da educação... Em suma, somos o melhor do pior! E viva a Copa de 2014! Brasiiiillll !

Ah... Você acha que se fôssemos o maior país evangélico do mundo tudo seria diferente? Acha mesmo!? 


Carlos Moreira


10 junho 2013

O Choro dos Felizes


O Choro dos Felizes

“Homem não chora!”. Ouvi isso muitas vezes... Era ainda pequeno, mas estava sendo treinado para ser um “campeão”, para superar a tudo e a todos, ser “forte”, suportar até mesmo a dor. Pura ilusão...

Hoje, homem feito, tenho dificuldades para chorar. Acho que adquiri esse mal com o tempo, impermeabilizando sentimentos, permanecendo firme, retesando a alma para que ela se tornasse imune a qualquer tipo de sensação.

Na “sociedade dos campeões” ninguém deve chorar! Choro é sinônimo de fraqueza, de covardia e pequenez. Para valorizar esta “imperfeição”, todavia, inventaram outros tipos de choro: choro de raiva, choro performático, choro malcriado, choro chantagista. As lágrimas caem, mas são incapazes de produzir qualquer tipo de bem para a alma.

Acredite, chorar produz coisas boas, mas apenas para quem se abre para experimentar os matizes próprios de cada estação da existência. Por isso Jesus afirmou: “Bem aventurados os que choram, pois serão consolados”. Sim, só é pacificado em suas ambiguidades próprias, em suas agonias e contradições aquele que se rende a enorme fragilidade de ser, pois só é possível refazer o vaso que um dia se quebrou.   

Por isso, só quem se arrisca a ser vulnerável é que pode experimentar a grande alegria que há em chorar. Só quem desistir de ser o super-homem conseguirá tirar proveito da dor, da perda, da solidão. Todos os demais estarão lutando contra si mesmos, buscando lubrificar nervos de aço para que a engrenagem psíquica possa suportar a grande “tragédia” de sermos humanos.  

Ah, quão triste é passar pela vida e, aos poucos, quase que imperceptivelmente, perder todas as sensações, ir se desumanizando, tornando-se de lata. Triste é não nos sensibilizarmos mais com a miséria, com a injustiça, com o sofrimento do outro, traços do real que, na tela de nossas vidas, virou apenas drama do imaginário.

Mendigos, velhos, crianças de rua, travestis, drogaditos, para nós são apenas personagens que se exibem no trailer de um filme qualquer, como se jamais pudessem fazer parte da atração principal. Eles estão à margem e lá continuarão. De nós receberão apenas desprezo e, num caso extremo, alguns trocados, quem sabe?  

Digo-te sem medo: é tempo de chorar, de deixar que lágrimas corram pelos nossos olhos de chumbo, encharcados de cinza, fartos de tanto asfalto e concreto. Chore logo, hoje, não deixe para chorar amanhã! Faça como Drummond: “Um dia desses, eu separo um tempinho e ponho em dia todos os choros que não tenho tido tempo de chorar”.

Estou certo que só os felizes é que são capazes de chorar, pois eles entenderam que a vida não é feita só de riso e festa. Diz o salmista “Quem sai andando e chorando enquanto semeia voltará com alegria...”, pois na semeadura da vida, lágrimas são sementes de esperança que regam o chão duro e batido do cotidiano com vistas a produzir paz e bem para o ser.  

Desejo-te, então, um bom choro.

Carlos Moreira

17 maio 2013

Nota de Falecimento




Hoje tomei conhecimento de algo que já era aguardado por muitos: a notícia de que o cristianismo faleceu. Ao contrário do que talvez se pense, não foi uma morte repentina, uma vez que sua falência múltipla já se arrastava por, pelo menos, meio século. Morreu de infecção generalizada!

Na verdade, a saúde do cristianismo nunca foi boa. Isso podia ser percebido já em seus primeiros anos. Sua origem está associada ao movimento chamado “os do Caminho”, que remonta aos primeiros discípulos de Jesus, o Cristo. No segundo século, este grupo havia crescido assustadoramente, tinha seguidores em todas as camadas da sociedade e na maior parte do mundo habitado.

No terceiro século, todavia, o “movimento do Caminho” sofreu um duro golpe: foi transformado pelo imperador romano Constantino na religião oficial do império. Essa institucionalização, que se deu em 325 d.C., numa reunião denominada de Concílio de Nicéia, estabeleceu a ruptura definitiva entre os antigos seguidores de Jesus e os que passaram a organizar e normatizar essa nova fé.

A idade média foi muito dura com o cristianismo. Já como religião dominante do ocidente, ele viu-se em voltas com inúmeros problemas. Teve de lidar, dentre outros, com a infiltração e o crescimento de falsas doutrinas, além da grave corrupção do clero. Apesar de ter se estabelecido como um poder terreno, tanto político quanto religioso, começava a apresentar os primeiros sinais de doença grave.

O auge dessa crise, contanto, se deu na idade moderna, no século XVI. Foi nesse período que o cristianismo enfrentou mais um sério problema: o seu mais contundente cisma. Denominado de Reforma Protestante, foi liderado por um monge alemão de nome Martinho Lutero, e refletiu o desejo de mudança que já se podia sentir pelo menos 200 anos antes.   

As intenções da Reforma eram boas, mas seus desdobramentos mostraram que ela não se constituiu no remédio definitivo para a “cura do mal”. Polarizado, tendo de um lado a igreja de Roma e do outro as centenas de denominações Protestantes, o cristianismo começou a agonizar. Na idade contemporânea, estava infectado por politicagem, corrupção, desvios, fragmentações, o que acelerou o agravamento de sua situação.

O século XXI iniciou com o cristianismo já em estado de coma. Os últimos anos do século XX foram decisivos para sua decadência final. Os problemas generalizaram-se, em todas as esferas, e atingiram duramente seus líderes. Escândalos sem precedentes marcaram sua derrocada. Entre os mais graves, casos de pedofilia, de enriquecimento ilícito, prostituição no clero, lavagem de dinheiro e os sucessivos e agora insustentáveis desvios doutrinários. A morte era só uma questão de tempo. Enfim, chegou.

Quero aqui me solidarizar com mais de dois bilhões de fiéis que ficaram órfãos de sua religião. Sinto a dor dos que foram manipulados, espoliados, dos que foram iludidos com falsas esperanças. Sim, choro com você que acreditou num deus feito pelos homens, numa fé calcada em magia, numa proposta de mudanças epidérmicas, que alteram a aparência, mas que jamais chegam aos escaninhos da alma e as câmaras do coração.

Querido amigo, sou reverente com sua dor. Sinto pelo engano do qual você se tornou vítima. Apesar de sua mente ter passado por uma “lavagem”, sua consciência nunca foi ressignifcada. Suas práticas não lhe levaram a nada porque eram apenas ritos ocos, regras tolas, nunca se constituíram em mudança profunda no caráter que produzisse furtos de justiça.

Estou certo que suas intenções eram boas. Mas, convenhamos, é impossível que doutrinas judaizantes, simbiotizadas com religiões de mistérios antigas e filosofias gregas, sobretudo a lógica aristotélica, pudesse fazer alguém transcender e chegar ao Deus Eterno. Isso, creia-me, só é possível por meio do Sangue de Jesus de Nazaré, uma vez quebrantado o coração por causa da Graça e acesa a consciência para o arrependimento por meio da fé.

Notícias que chegam a todo instante dão conta de que o sepultamento do cristianismo ainda não tem data certa. Neste momento, há intensa discussão sobre o local, que poderá ser a Basílica de São Pedro, a catedral de Westiminster ou a catedral de Canterbury, e também sobre quem deverá ser o oficiante da cerimônia.

Em todo o mundo, grupos religiosos se preparam para receber o “espólio” dos cristãos, não só os bens da igreja, que são numerosos, mas, sobretudo, as pessoas. Acredita-se que a migração será fragmentada, com grupos aderindo ao islamismo, outros retornando ao judaísmo, e ainda os que buscarão religiões espiritualistas orientais.

A boa notícia, em meio a toda essa tragédia, é que ainda sobrevive um pequeno remanescente dos que acreditam em Jesus de Nazaré. Em todo o mundo, discípulos do profeta da Galiléia continuam a reunir-se em casas, escolas, pequenos auditórios e igrejas para celebrar ao Deus Verdadeiro. Eles se dizem oriundos do “movimento do Caminho”, o qual está associado aos primeiros apóstolos e pais da igreja dos dois primeiros séculos.  

Esse grupo permanece, até hoje, fiel a Escritura Sagrada, amando a Deus sobre todas as coisas e sendo solidário com o próximo. Curiosamente, eles sempre se fizeram presentes na história, ora coexistindo dentro do próprio cristianismo, ora correndo paralelo a ele. Surpreendentemente, a fé destes discípulos de Jesus sobreviveu há séculos de crendices e hoje parece ter se tornado madura e consistente.

Trata-se de gente carregada de uma singeleza no olhar, pois eles são mansos, humildes, cheios de compaixão e misericórdia. Não será difícil reconhecê-los. Estão sempre dispostos a ajudar, são coerentes com aquilo que pregam e vivem, falam de esperança, amam com sinceridade, são desapegados.

Quais errantes, eles estão em todo lugar, e sempre anunciam o que chamam de Evangelho. Essa mensagem milenar, que parecia totalmente esquecida, apregoa que Deus se reconciliou com os homens por intermédio de Jesus, não mais imputando aos mesmos os seus pecados, mas assegurando a todo o que crê a vida eterna.

Quem desejar conferir que fique atento! Pode existir um grupo destes bem próximo a você. Vale a pena visitá-los e conhecer a extraordinária mensagem que eles carregam encarnada em si mesmos.

Carlos Moreira 


14 maio 2013

Sem Noção!




Ouvir pessoas é algo, ao mesmo tempo, prazeroso e penoso. Dá prazer porque você pode ajudar a resolver questões, não raro, simples, que machucam e angustiam os indivíduos. Penoso porque você sofre com o sofrimento de quem se expõe e abre as feridas feitas pela vida.

É nesse processo de escuta terapêutica que compreendemos o que acontece entre os cristãos. A esmagadora maioria dos problemas tem a ver com questões onde o bom senso resolveria. Mas também são muitos os casos onde se percebe o total desconhecimento de princípios elementares do Evangelho os quais, uma vez aplicados a existência, tornariam a vida melhor e mais leve.

Em conversas pastorais, ao questionar sobre a leitura das Escrituras, identifico que quase a totalidade dos entrevistados nunca leu, sequer, o Novo Testamento. Pessoas com cinco ou dez anos na “fé” afirmam que nunca leram um livro inteiro da Bíblia, nem mesmo um dos Evangelhos!

O fenômeno que surge em decorrência desta atitude revela um pouco do substrato da igreja em nossos dias. Em primeiro lugar, temos uma massa de indivíduos facilmente manipulados, pois ela não possui qualquer argumento para confrontar ou refutar as ideias que lhes são transmitidas.

Em segundo lugar, surge a “hegemonia da tradição”, que torna verdade aquilo que foi construído a partir da cultura. Foi assim, por exemplo, que se estabeleceu que não se pode comer carne na semana santa. Em nenhum lugar das Escrituras encontramos isso, pelo contrário, Jesus afirmou que não é o que entra pela boca que contamina o homem, mas o que procede do coração.

Em terceiro lugar, temos o problema da interpretação. A Reforma Protestante prestou um enorme bem à cristandade quando colocou a Bíblia ao alcance das pessoas. Por outro lado, fez surgir um mal quase que incontornável: a questão de como os textos passaram a ser interpretados.

A Escritura Sagrada possui diversos tipos de linguagem, foi escrita dentro de uma cosmovisão específica, num contexto cultural, econômico, religioso, filosófico e político totalmente diferente do nosso. Além disso, aproximadamente 40 autores participaram deste processo, o que a torna ainda mais heterogênea e eclética. Portanto, interpretar este livro e trazer seus ensinamentos, ressignificado-os para o nosso tempo, não é tarefa fácil.  

Por outro lado, não conhecer os conteúdos e os princípios da fé leva as pessoas a sempre serem infantis em sua espiritualidade. A priori, ou elas são manipuladas por estelionatários ou fundamentalistas, ou passam a ser guiadas por tradições que nada dizem respeito a Jesus e ao Evangelho, ou caem no problema das interpretações, por vezes, bizarras.

A educação cristã é tão importante quanto à educação tradicional. Um povo analfabeto em termos de Bíblia refletirá um cristianismo distorcido e insipiente. O pior é que não há solução de curto prazo, pois cada vez mais as pessoas leem menos. Até nas igrejas as passagens são projetados em telões. Desta forma, nem mesmo na comunidade de fé o indivíduo lê o texto em sua própria Bíblia!

Abrir a Escritura foi uma das mais prazerosas experiências que tive na vida. Em minhas mãos, tenho mais do que um conjunto de livros, tenho um “ente relacional”, escritos que ganham vida, palavras que saltam das páginas e interagem comigo. Elas me confrontam, indagam, acalmam.

Em qualquer área do conhecimento humano é mister o aprofundamento teórico. Na vida cristã também é assim. O desconhecimento das verdades bíblicas tem consequências profundamente danosas à espiritualidade, sendo que a menos impactante delas é a formação de uma geração de fiéis totalmente “sem noção”. Seria, sem qualquer ofensa, a consagração das toupeiras!

Contudo, eu lhes pergunto: fazer o quê?

Carlos Moreira

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