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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

13 agosto 2010

Quando eu era Moço


Pedro, para mim, é sem dúvida alguma a figura mais emblemática no grupo dos discípulos de Jesus. Sempre ao lado do Mestre, desfrutando de uma intimidade concedida a poucos, ele protagonizou cenas das mais importantes nos Evangelhos.

Pedro é apaixonante porque é autêntico, original, não obstante suas ações revelarem um ser temperamental, impulsivo e, por vezes, descontrolado. Algo nele, todavia, sempre me chamou a atenção: “Senhor, tu sabes que eu te amo...”.

Eu Já preguei algumas vezes sobre o texto de João 21. Nele está presente, provavelmente, um dos encontros mais inusitados das Escrituras, o encontro final do Senhor com Pedro. Aquela altura, a ceia, o Getsêmani, o Palácio de Herodes, a conferência pública de Pilatos e o Gólgota já haviam ficado para trás. Pedro havia negado Jesus, três vezes até cantar o galo, como o Senhor lhe falara. Naquele derradeiro encontro, era necessário haver o “acerto de contas”.

Fico imaginando o que se passou, naquela manhã, no coração do pescador da Galiléia. Angustiado, devia estar sofrendo ao pensar nas reprimendas que iria receber. Ansioso, suava frio e cogitava a respeito das palavras duras que o Nazareno lhe jogaria na face. Era uma agonia sem fim, a alma se retorcia em cólicas de desespero e dor. “Pedro, quero conversar com você”. O momento havia chegado...

Ao contrário de toda expectativa, o diálogo de Jesus é meigo e manso. Uma única pergunta, repetida como um mantra, resumia tudo o que Ele desejava saber: “Pedro, tu me amas?”. Parece inimaginável. Com o tempo, entretanto, entendi os porquês... Só quem ama é capaz de curar feridas produzidas no coração.

É bem provável que Pedro tenha ficado sem saber o que fazer. Seus olhos encheram-se de lágrimas e sua alma derreteu-se como sorvete. Jesus, todavia, guardou algo surpreendente para o final: “Em verdade, em verdade te digo que, quando eras mais moço, tu te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias; quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres”. Jo. 21:18

A frase profética, que quase diluiu-se no texto pela grandeza do que foi anteriormente dito, tem contornos profundos e implicações ainda maiores. De forma reverente, mas incisiva, o Galileu alertou ao amigo sobre duas coisas que ele precisaria cuidar dali para frente.

A primeira era sobre sua independência – “tu te cingias a ti mesmo...”. Pedro parecia um “rebelde sem causa”. Demonstrou por vezes não ligar para nada. Era capaz de tomar atitudes extremas, de falar de forma precipitada, de agir pelo impulso regado pela emoção. Existia apenas de si para si mesmo. Nem precisava nem dependia de ninguém. Jesus, entretanto, lhe advertiu: “quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá...”.

Não posso afirmar com certeza o que Ele quis dizer. Talvez tratasse do espírito voluntarioso de Pedro. O que me apercebo, todavia, é que mais cedo ou mais tarde teremos de admitir a relevância das pessoas em nossas vidas, seja para o bem, seja para o mau. Sim, as relações que construirmos, ou mesmo as que destruirmos, farão enorme diferença quando ficarmos velhos e frágeis. Tanto poderão nos “cingir” com óleo de alegria, quanto nos tornar o espírito angustiado.

A segunda coisa que o Galileu disse a Pedro foi: “...andavas por onde querias...”. Até aquele dia, o bordão de Pedro era o da música do Gilberto Gil: “o meu caminho pelo mundo eu mesmo faço”. Ele não se preocupava com a dimensão nem com os desdobramentos de suas escolhas e atitudes. Era circunstancial, como um pêndulo, oscilava entre um caminho e outro, sempre de acordo com suas conveniências.

Contudo, na fala de Jesus, suas decisões iriam levá-lo “para onde não queres”. Tudo, absolutamente tudo que fazemos tem repercussões em nossas vidas. Não é a toa que Paulo nos exorta “aquilo que o homem semear, isto também ceifará”. É o princípio da semeadura e da colheita materializando em todos os contornos da existência os desdobramentos das atitudes humanas.

Eu creio que aquele dia foi um dos mais importantes na vida de Pedro. As palavras do Nazareno ecoaram em sua consciência e coração até o último momento de sua vida. Mais tarde, o pescador rude dos mares da Palestina se tornaria um “pescador de homens”, um baluarte da Igreja neotestamentária, um Apóstolo de Jesus Cristo. Sua vida e testemunho foram decisivos para que o Evangelho se espalhasse sobre a Terra e alcançasse os quebrantados de coração.

Reza a tradição da Igreja que Pedro glorificou a Deus morrendo em Roma, no circo do imperador Nero, crucificado de cabeça para baixo, para não se assemelhar em sua morte com o seu Senhor. Foi vestido por outro e levado, conforme afirmava o texto, para o encontro com a morte. Mas sua morte foi apenas o começo de sua verdadeira vida.

Eu já fui como Pedro, quando era moço, independente e impulsivo... Mas os anos estão se passando... Eles têm trazido lições preciosas para vida, porções de graça em doses homeopáticas. As dores e perdas experimentadas na poeira do caminho estão construindo em mim um ser melhor. O tempo da colheita está chegando, pois a semente semeada pelos que andam e choram sempre produz frutos de paz e justiça.

A esta altura da caminhada, aprendi a não esperar mais nada de ninguém, nem mesmo de mim... Estou agradecido por poder apreciar o orvalho que cai sobre a terra a cada manhã para cobrir a vida de misericórdia e perdão.

Ainda desejo construir relacionamentos profundos, com gente boa de Deus, pois os dias difíceis em breve chegarão. Dê-me também o Senhor sabedoria para fazer as escolhas certas, pois elas me conduzirão aos pastos verdejantes, e não ao vale da sombra da morte.

S o l a G r a t i a !

Carlos Moreira

Aonde está você?



“Chove lá fora e aqui faz tanto frio. 

Me dá vontade de saber... Aonde está você, me telefona. 

Me chama, me chama, me chama...”


Lobão (músico e compositor)




Solidão é coisa doída. Dói na alma de quem sente como ferro sendo encravado na carne. E me veio a doideira: “Sentiria Deus solidão? Saudade? Melancolia? Essas coisas de gente dor de cotovelo, de consciência, de coração?”.

Sei não. Papo para teólogo, filósofo, da moçada que procura mistérios, que está mais interessada nas perguntas do que nas respostas.

Mas, no “Paraíso”, aberta a consciência de Adão e Eva, degustado o fruto da “árvore do bem e do mal”, descobertas as percepções do ser, o mundo já não era apenas feito de lírios e rosas, pois lá também estavam os cardos e abrolhos.

Sim, perdeu-se a inocência do amor desprovido de reclames, de compensações, de trocas, tudo ficou triste, frio, feio...

Aí Adão cantou: “Tá tudo cinza sem você, tá tão vazio, e a tarde fica sem porquês...”.

Mas foi Deus quem disse “aonde está você?”. A fala de Adão era pura amargura de alma, comiseração de “escolhido” caído, choramingo de neném abandonado.

Falta mesmo, saudade que doeu no peito, sentiu Deus, pois naquela tarde, daquele dia, o “encontro de sempre” foi diferente. Sim, foi diferente, e dali para a frente, jamais foi o mesmo.

“Aonde está você?”, diz o texto de Gênesis 3. “Me telefona. Me chama, me chama, me chama...”. Mas Adão estava surtado com as demandas da “queda”, buscava um jeito de pôr a culpa em alguém e já começara a construir as teologias da terra...

Era necessário, todavia, pôr tudo aquilo de volta no “Caminho”. Aí, a letra se fez verbo, o verbo ser fez carne, a carne se fez sangue, o sangue se fez vida, a vida produziu semente e a semente se espalhou pela terra.

Sim, por conta de tudo isso, não só o entardecer ganhou nova significação no coração humano, mas todo dia, toda hora, todo lugar, uma vez que “o vento sopra onde quer”.

Ontem tive um dia “danado”. Punk mesmo! Dia em que a gente sente que tudo ficou no meio de um grande nada.

À noite, quando deitei na minha cama, e as lágrimas rolaram pelo rosto, vi todos os meus dias diante dos meus olhos. Ao fundo, havia uma enorme retroescavadeira tentando me esmagar entre duas lâminas frias de aço.

Meus ossos estalavam e eu dizia com voz sôfrega: “Pare”. Mas mesmo todas as minhas forças contra ela eram nada.

Foi quando os castelos ruíram, os sonhos se partiram, e eu fiquei catatônico, olhando o teto esbranquiçado do quarto qual lousa de escola em primeiro dia de aula, onde tudo ainda está por se fazer.

Naquele instante, creia-me, me deu uma vontade louca de gritar: “Aonde está você?”. Era como se tudo fosse apenas nada...

A essa altura, eu já sei que por vezes o mundo fica cinzento, e a chuva cai nas ribanceiras da alma, alaga os córregos do coração, sufoca a fala, e até os pensamentos.

É que quando “Ele” sai de cena, a vida fica sem porquês... Eis a grande tragédia humana: o dia da indisponibilidade de Deus, o dia em que o telefone está ocupado, e você fica apenas repetindo: “Aonde está você?”...


Carlos Moreira

24 setembro 2009

O Evangelho 3G: Grana, Glamour e Gambiarra


“Uma congregação enorme é algo bom e agradável, mas a maior parte das comunidades precisa mesmo é de alguns santos. A tragédia é que pode ser que eles estejam lá, como embriões, esperando ser descobertos, precisando de treinamento eficiente, aguardando ser libertados do culto à mediocridade”- Martin Thornton

Está inaugurada a portabilidade eclesiástica! Vai ter pastor colocando catraca eletrônica na porta do templo, pelo menos assim dá pra saber (contabilizar) se o fluxo aumentou ou (bate três vezes na madeira da cruz…) se diminuiu. Imagine a cena: uma pessoa chega para o pastor e diz: “Pastor, quero mudar pra essa igreja, mas quero ficar com a minha teologia” – eis a porta(dos fundos)bilidade da fé.

O evangelho 3G chegou pra ficar! Grana, glamour e gambiarra. Agora vai! Só não sabemos pra onde… O problema maior é que os crentes/clientes do balcão da religiosidade tresloucada pós-moderna vão ficar cada vez mais chatos. Para aquela perguntinha do apóstolo Paulo aos Gálatas 3.1: “Quem vos fascinou?”, a resposta hoje será um uníssono: “a portabilidade!”.

O evangelho 3G tem a seguinte configuração:

Grana: O evangelho 3G é o evangelho do moneycentrismo. Você vale o que seu bolso determinar. Se você tem dinheiro, ah, “o céu é o limite”, você pode tudo! O evangelho 3G tem horror a pobre. É a teologia Caco Antibiana! Detesta “ofertinhas” e “viuvinhas”. Tem alergia ao diminutivo. O negócio é a “reunião dos empresários”, a “unção da prosperidade” e o “voto faraônico”. A sua trindade é assim: Lucro, Consumo e Prosperidade. Coitados dos que recebem o famigerado salário mínimo…

Glamour: O evangelho 3G é o evangelho da ostentação, do luxo. Das revistas imitando pobremente a “Caras” (aí fica “Faces”, pra dar uma de crente), aos pastores e pastoras “emergentes” (aqueles “papagaios de piratas” que não perdem uma noite de autógrafos). Eles adoram aparecer na TV. São viciados nos holofotes. Já não andam de carro (principalmente no trânsito eterno de sampa), eles têm helicóptero, chiques não? É o evangelho Dolce Gabana, Daslu, Armani e cia. Coitado do Jesus dos evangelhos, com aquelas sandalinhas de couro… ninguém merece…

Gambiarra: O evangelho 3G é o evangelho da maracutaia. É a igreja de Simão (um mágico safado que percebeu a possibilidade marqueteira e quis “dar uma de esperto” pra cima dos apóstolos – At. 8. 9-20). É a teologia canalha que, em nome de Deus, vai “profetizando” seu estelionato religioso. O evangelho da gambiarra é baseado na lei fundamental da pilantragem: você é um trouxa; eu sou o profeta que vai dar a você a chance de ser alvo da minha esperteza! Você nasceu pra ser iludido; eu, pra iludir – o mundo é maravilhosamente ordenado! Coitados daqueles irmãos que acreditam numa coisa chamada “caráter...

Esse é o Evangelho 3G. Eu até queria escrever mais… só que tô me sentindo péssimo… desculpe, é que a vontade de vomitar é grande… vou correr pro banheiro…


Fonte: Alan Brizotti via http://alanbrizotti.blogspot.com

22 setembro 2009

Irmão ET?


Você acredita que há vida inteligente em outros planetas? Se não, seja por que razão for, você faz parte de um grupo, cada vez menor, de céticos e ortodoxos quanto ao tema. Para se ter uma idéia, até a Sé de Roma, considerada uma das instituições mais conservadoras do nosso mundo, rendeu-se, recentemente, a teoria de que existe sim, vida em outros lugares do universo.

A declaração pública foi feita pelo padre jesuíta José Gabriel Funes, chefe do Observatório Astronômico do Vaticano. Em sua entrevista ao jornal L’Ossevatore Romano, o padre afirmou: “assim como consideramos as criaturas terrestres como irmãos e irmãs, por que não podemos falar sobre um irmão extraterrestre? Seria também parte da criação", argumentou.

Fiquei matutando sobre a notícia... Desde a adolescência acredito que há vida em outros planetas. O tema para mim sempre foi tão real que, aos treze anos de idade, escrevi um livro de ficção científica que tratava destas questões.

Abrir-se a estas percepções, ao contrário do que muitos pensam, não é pecado! O problema é que nós “evangélicos” convencionamos desacreditar de tudo aquilo que a Bíblia, de forma explícita, não fale, como se as Escrituras se prestassem a ser um livro de “anatomias do cosmos”, e não uma carta de amor endereçada aos humanos caídos para permitir-lhes compreender qual é o significado que há em existir.

A verdade é que a igreja, e isso não é de hoje, sempre teve medo de discutir, aberta e corajosamente, questões polêmicas. Isto se deve principalmente ao fato de que nós cristãos, de forma muito presunçosa, acreditamos poder ter a palavra final em todos os assuntos, como se apenas o que crêssemos fosse expressão exata da realidade.

O mundo pós-moderno, entretanto, não pensa nem funciona assim! Talvez seja justamente por isso que no pontificado de Bento XVI têm-se dado tanta ênfase a que se encontrem, cada vez mais, pontos de contato entre fé e razão. E nós “reformados” imaginamos ser a vanguarda da fé...

Digo o que creio: é bem provável que haja sim, em outros planetas, ou em outros sistemas, ou em outras galáxias, vida inteligente. Acharmo-nos os únicos habitantes de todo o universo revela o quanto somos prepotentes e egocêntricos, pois resume a capacidade de Deus criar vida apenas em nosso mundinho. Ora, você acha mesmo que eu e você somos o melhor do que Deus podia fazer? Mais menino!?...

Numa questão, todavia, eu, mui modestamente, permito-me discordar do padre Funes. É que, no meu entendimento, para que eu possa chamar o ET de “meu irmão”, preciso antes satisfazer alguns pressupostos.

Logo na partida, temos um problema enorme: a falta de prova material sobre o fato de existir ou não algum tipo de consciência fora da Terra. Isso por si só já nos deixa profundamente limitados sobre muitas possíveis conjecturas. Por exemplo, não temos como fechar questão se a “queda” foi um fenômeno restrito apenas a este planeta e aos seres que aqui vivem, ou se ela teve implicações e desdobramentos outros, para muito além de nossa possibilidade de ver e compreender. A “queda” pode, inclusive, ter sido um evento universal, não obstante nossa percepção sobre ela ser apenas global.

Como o assunto é polêmico e complexo, ficando, inclusive, fora do meu universo de conhecimento, quero apenas me enxerir e pontuar três questões.

Em primeiro lugar, para chamar o ET de irmão, preciso saber se ele, em algum momento de sua existência, compreendeu o significado do amor. Sim, creio que isso é imprescindível porque aquele que não ama não é nascido de Deus e também não conhece a Deus. A descoberta mais importante, na vida de um humano, se dá quando ele compreende que o Infinito, movido por um amor inexplicável, tornou-se Homem, pois tinha como objetivo redimir-nos de toda a culpa e também do medo da morte. Isso dá a nossa existência, e a qualquer outra, um novo significado e propósito, pois, sem amor, de que adiantaria existir?

Em segundo lugar, para chamar o ET de irmão, preciso saber se ele, como eu, tendo experimentado a “queda”, foi também “sepultado com Cristo”, pois a Cruz de Cristo é uma “Cruz Cósmica”, universal, que em nosso mundo ganhou materialidade histórica na Cruz do Calvário. É a partir dela que emana o poder, independentemente de lugar, tempo ou forma de vida, para que se possa reconciliar o que um dia foi criado com o Criador.

Se algo neste universo, seja porque razão for, afastou-se dos propósitos do Eterno, esse algo pode, através do sacrifício do Cordeiro, que foi imolado antes da criação de todos os mundos, ser pacificado e apaziguado com o Deus de Toda a Graça. Jesus, na Cruz do Calvário, atraiu para si mesmo todas as coisas, tanto as visíveis como as invisíveis, de tal forma que tudo o que existe só existe, de fato, a partir dEle e, fora dEle, nada é capaz de ser.

Em terceiro e último lugar, para poder chamar o ET de irmão, tenho de partir do pressuposto de que ele faz parte da “Família de Deus”, ou seja, não é apenas um ser criado, mas obteve, através do poder que é outorgado pelo Espírito Santo, a possibilidade de ser chamado Filho de Deus.

De fato, todos os seres vivos que habitam em nosso planeta são meus irmãos e irmãs, do ponto de vista sociológico, mas não do ponto de vista teológico. Desta perspectiva, irmão em Cristo é, apenas, aquele que “nasceu de novo”, da água e do Espírito, que teve o ser pacificado pela graça e a consciência apaziguada pela justiça que procede da fé. Sim, estes foram ressignificados na existência, enxertados na Videira, tiveram seus nomes escritos no Livro da Vida e ganharam o direito a vida eterna.

Se estas três questões forem satisfeitas, não só pelos ET’s, mas por qualquer outro tipo de criatura que exista, creio poder então irmanar-me com ela, seja neste mundo, seja em outro, seja nessa vida, ou na que ainda há de vir.

Por fim, não vá se assustar se numa noite dessas você avistar um disco voador parado, quem sabe, no quintal da sua casa. Tenha calma, não fique alarmado. O “OVNI” pode ser da paz! Se tiver oportunidade de entrar na nave, faça isso com cautela, e veja se a “moçada” que está lá é do Senhor. Em caso afirmativo, relaxe, fique a vontade, e não esqueça de saudar os “irmãos” com a paz do Senhor!

Agora, se a “Etzada” estiver reunida num culto ou coisa afim, não se escandalize, sobretudo se eles estiverem ouvindo música gospel e assistindo o Silas Malafaia! É que irmão, tem coisas que parecem ser aqui da Terra, mas, no fundo, são mesmo é do outro mundo...

Sola Gratia!

Carlos Moreira

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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