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01 fevereiro 2017

Minha Teologia



Minha teologia tem cheiro de gente e rosto de rua, é aplicável ao cotidiano, desvenda a existência crua, analisa o fenômeno, propõe ações, olha a notícia e faz as conexões com a Palavra, implica abraçar a vida para, de alguma forma, materializar a fé.

Ora, toda teologia que se projeta para o céu foge ao seu propósito, pois o Deus em que cremos abandonou os céus para encarnar na Terra como homem. Teologia, portanto, tem que propor um chão, um caminho, deve evitar percorrer as veredas da especulação filosófica, pois Evangelho é encarnação, prescinde que o que se alojou na consciência se desdobre em atos de bondade e justiça. 

A boa teologia, portanto, não necessita de sofisticação, uma vez que não trabalha com sistematizações ou argumentos retóricos, o convencimento não é alcançado pela via da razão, antes, é o coração quem discerne a voz que o chama ao arrependimento. 

Assim, a Palavra, que um dia já foi texto, se faz vida na vida de quem está para além do verbo, pois a simples leitura não pode produzir salvação, nem são justos os que a ouvem nos templos e catedrais. Só quando a letra se agarra as vestes de quem se deixa gastar no chão dos dias, é que as metáforas e alegorias do escrito sagrado ganham cheiro e sabor, as histórias se transportam das páginas para as calçadas, a doutrina ganha significado porque alcança concretude, se faz graça e misericórdia na existência do meu igual. 

A teologia de Jesus foi feita de encontros nas esquinas e poeira no caminho. Ele não se utilizou nem da Lei Romana, nem da Ética Judaica, nem da Filosofia Grega, estava propondo não um teorema, nem uma nova ciência, não se fez protagonista de revelações inusitadas ou se deteve a prestigiar mistérios, não quis ser fundador de uma nova religião, tudo nele era simples, com um sorriso e um abraço, Deus se fez entender, pois um Deus que não fosse capaz de andar com pescadores, para que aproveitaria?

Minha teologia? Não preciso explicar; olhe para mim e você a verá. E se não pode ver, de que serve?

Carlos Moreira




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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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