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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

22 maio 2012

Você tem Fome de Quê?



Alguns afirmam que já somos mais de 7,0 bilhões de pessoas no planeta. Nossa capacidade de produzir alimento, todavia, está para bem além deste número, ou seja, seria possível, hoje, saciar a fome da humanidade! Mas por uma conjuntura de fatores e interesses – políticos, econômicos, empresariais, sócio-culturais e até religiosos – pessoas continuarão morrendo sem ter o que comer, principalmente nos países do terceiro mundo e, de forma assustadora, no continente africano.

No passado, as nações guerreavam por causa da necessidade de terras. Quanto mais território, mais capacidade de produzir, de desenvolver a agricultura e a pecuária. Isto gerava vantagens na hora de negociar mercadorias, de exportar ao invés de importar, de fazer trocas e realizar negócios. Hoje, todavia, que adianta ter terras se não se possui as técnicas e máquinas necessárias para explorá-las, para transformar em riqueza aquilo que o solo oferece de graça. A guerra agora é pela tecnologia, pelo conhecimento, pela informação.

Eu tenho uma questão: você já passou fome? Sabe o que é ter a necessidade de se alimentar e não ter o que comer? Você já viu pessoas em busca de alimento: velhos, crianças, homens e mulheres, gente que, não tendo como se fartar, chega ao absurdo de comer lixo, aquilo que você joga fora, que não presta mais! Você já viu isso, ainda que em um filme?

E mais... Esta questão lhe choca de alguma forma? Você acha que ela lhe diz respeito? Bem, eu lhe afirmo que, provavelmente, não, porque essa situação está banalizada nos grandes centros urbanos, nós nos acostumamos com tudo, até com a desgraça a nossa porta. Creia-me, o imponderável pode se tornar comum pela repetição, a exaustão da exposição a uma determinada “cena” transforma o trágico em habitual, o sofrimento em coisa normal, o absurdo em nostálgico e o inaceitável em casual. A parábola do "Rico e Lázaro" nos ensina isto de forma objetiva. 

Jesus respondeu: "A verdade é que vocês estão me procurando, não porque viram os sinais miraculosos, mas porque comeram os pães e ficaram satisfeitos”. Jo. 6:26.

Já havia três dias que Jesus estava expondo as verdades do Reino de Deus a uma grande multidão que se aglomerara em torno dele no meio do nada. Elas estavam famintas, exaustas e perdidas. “Tenho compaixão desta gente”, disse o Galileu. Mas sua percepção ia para bem além do “estômago”. Ele sabia que aquelas pessoas precisavam comer, mas aquele tipo de fome podia ser saciada. O problema estava em outras dimensões, numa “fome” que não se aplaca facilmente, algo que às vezes só a sepultura consegue extinguir. Por isso o Nazareno falou sobre o fermento dos fariseus, que fazia o "pão" crescer, mas na perspectiva errada...". 

Todas as semanas eu vejo as pessoas se amontoando nas igrejas. Não há uma em que eu não seja procurado por dezenas que precisam de ajuda espiritual. É gente com fome... Mas, não raro, percebo que sua necessidade não tem nada a ver com o “Pão” que desceu do céu, pois elas não estão em busca de Jesus, de direção, de consolação, de confrontação, de sentidos e significados para o ser, de um propósito para existir que vá para além do espaço que se criou entre o prato e a boca, elas estão em busca de outro tipo de “comida”, de saciedade.

Você tem fome? E tem fome de quê? Há os que têm “fome” por questões existenciais. Estão em busca de poder, de ter, de crescer, de aparecer, de fazer. É gente que quer vencer no mundo, e não ao mundo, quer chegar ao “topo da pirâmide”, ir até o “pináculo do templo”. Eles só pensam no status quo, nas primeiras filas, nos lugares de destaque, nas aparições na mídia. Houve um homem assim, que queria dominar todos e tudo. Seu nome era Alexandre, “o grande”. Hoje, na lápide do seu mausoléu, está escrito: “um túmulo basta agora para quem não bastava o mundo inteiro”.        

Você tem fome? E tem fome de quê? Há os que têm “fome” de prazer. Eles precisam ser felizes a qualquer custo, usufruir o momento, sorver cada gole de vida que lhes for possível, aproveitar cada instante como se fosse o último. Sim, buscam o que é “bom” e “belo”, o que faz a alma suspirar, o frenesi, a adrenalina. Não importa o que seja necessário: pode ser o sexo casual, fortuito, reciclado, banal; pode ser droga em forma líquida, pastosa, pedrada, seja para beber, para fumar, para cheirar; pode ser malhar, cortar, costurar, inflar, pintar, modelar, embelezar o corpo, adornar o exterior, parecer sem ser, pois ainda que do lado de fora tudo esteja lindo, o interior não passa de uma casa de aves de rapina, mal cheirosa e devastada.     

Você tem fome? E tem fome de quê? Há os que têm “fome” de coisas. Eles buscam comprar, vender, trocar, amontoar. Precisam gerir posses, produzir bens, pois só se sentem seguros com dinheiro no bolso e ações na bolsa. Desgraçadamente, tornaram-se escravos do supérfluo, desejam o que não necessitam, correm atrás do que não precisam, quanto mais acumulam mais querem, possuem tudo e não têm nada; é gente pobre, cega e nu!

Naquela manhã, enquanto alimentava aquela gente, Jesus não discerniu apenas o imediato, o tangível, o concreto. Ele viu que a fome humana não era apenas aquela que fazia doer o estômago, mas uma que se projetava para muito além, pois naquela geração – arquetípica – estavam todas as gerações.

Por isso, afirmou profeticamente, “vocês me procuram não por causa do milagre, mas por causa do pão”, ou seja, o que vocês desejam não é a mim, mas aquilo que é próprio do chão da Terra, vocês não estão em busca do sobrenatural, mas do material, não desejam o transcendente, mas apenas aquilo que não os deixe “famintos” e carentes.

Você tem fome? E tem fome de quê? No sermão da montanha, em Mateus capítulo 5, Jesus fala dos que tem fome de justiça. Ele nos revela esta marca inquestionável do Reino de Deus. Quem dera na Terra houvesse gente com essa fome! As nações seriam diferentes, as relações seriam diferentes, os homens seriam diferentes!

Triste é reconhecer que os cristãos em nossos dias estão tão preocupados com suas questiúnculas pessoais que esqueceram que as multidões precisam ser "alimentadas", continuam exaustas e famintas! Sim, enquanto houver crianças mendigando pão, velhos pedindo esmolas nas esquinas, pais de família catando lixo para alimentar seus filhos e jovens cheirando cola para enganar a fome, a igreja atesta sua incompetência, sua incoerência e sua indecência. Enquanto não houver justiça entre os homens, o Reino de Deus será apenas uma utopia da religião, um discurso bonito entre os que tem fé, mas não tem obras.   

Infelizmente, eu pertenço há este tempo e faço parte desta geração que, notadamente, possui outros "apetites". Assumo minha parcela de culpa e não me eximo de minhas responsabilidades. Sei que vivemos um momento da história humana onde come-se lixo e  arrota-se caviar. Mas, fazer o quê? Para todos nós, implacavelmente, aplicam-se as palavras de Sêneca: “a fome não é exigente: basta contentá-la; como, não importa”.

Carlos Moreira

21 maio 2012

Uma Geração Enferma




Nesta mensagem, utilizando o texto de Marcos capítulo 8, vamos analisar as causas que levam uma geração a enfermar e como nós podemos nos precaver para que tal não aconteça conosco. 


Bem citou sobre esse tempo o escritor americano George Carlim, “Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos cansados, lemos pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente. Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos. Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos. Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias". 


O que Jesus e o Evangelho nos propõem para lidarmos com esta dura realidade, marca de nosso tempo, ou arquétipo sócio-cultural da humanidade desencontrada de si mesma e de Deus?

Carlos Moreira



18 maio 2012

O Quarto






Aquele era o meu mundo... Ali eu existia sendo eu, um todo, alguém por inteiro. Fechada a porta, luzes se acendiam, cenários se desvelavam, via-me alçado ao imaginário, viajava sem sair do lugar, visitava outros ambientes, outros “planetas”! Mesmo na escuridão da noite, podia enxergar perfeitamente. O rádio tocava canções para embalar pensamentos nostálgicos, músicas antigas, daquelas que lhe entorpecem, trazem lembranças leves de tempos bons.

Todo mundo precisa de um “quarto”. Um lugar só seu, feito de estrelas e breu, com chaves pelo lado de dentro, inviolável, onde nada do mundo exterior possa lhe atingir. Chega de tanta realidade! Há de se poder delirar um pouco, pois quem suporta viver o concreto o tempo inteiro? Naquele “quarto” eu me despia de tudo o que não gostava, me vestia de tudo o que almejava ser. Ali “...eu era o rei, era o bedel e era também juiz. E pela a minha lei a gente era obrigado a ser feliz”, para lembrar o poeta por excelência, Chico Buarque.

Mas eu cresci, mudei de lugar, mudei de “quarto”... O novo não era do mesmo jeito, tinha mais glamour, mas nele o “show” não acontecia à noite, as cortinas não se abriam, os palhaços não apareciam, a vida era rotina e solidão. Eu tinha saudades do “velho amigo”, daquele pedacinho de mundo que eu havia criado, tecido de pétalas, coberto de sons, de cores e fantasias, onde sempre havia festas, risos, era um mundo dentro do meu mundo, um refúgio, um lugar onde me sentia protegido.

O tempo se passou... Os sonhos se esfarelaram na máquina de moer realidades, as estrelas despencaram do firmamento, o sol se pôs, tudo ficou denso, escuro, cheio de silêncios, de poeira levada pelo vento. A realidade veio me brindar com sua dose de fatalismos, com seus desgastes próprios. Trouxe consigo as dores de existir, de crescer, de ter de enxergar e não mais ver, de ter de ter e não bastar apenas ser. E eu pensava comigo: “Eu queria tanto estar no escuro do meu quarto à meia-noite, à meia luz, pensando, daria tudo por meu mundo e nada mais”. Era a nostalgia romântica do insuperável Guilherme Arantes.

Aí eu fiz o que já devia ter feito há muito tempo! Voltei para dentro do “quarto”! Sim, descobri que esse lugar não precisa ser real, pode ser imaginário, acessível pelos conduítes da alma, disponível a qualquer hora. Nele é possível afrouxar os nós da gravata, não atender o celular, nem ler e-mails ou olhar extratos bancários. São breves momentos que duram uma eternidade, pois ali você é só seu e de mais ninguém.

Bem afirmou o escritor Henry Miller, ainda que pareça idiotice: “Manter a mente vazia é uma proeza... Estar silencioso o dia inteiro, não ver nenhum jornal, não ouvir rádio, não escutar tagarelices, estar perfeita e completamente ocioso... Os jornais engendram mentiras, ódio, ganância, inveja, desconfiança, medo, maldade. Nós não precisamos da verdade como ela nos é servida nos jornais diários. Precisamos de paz, solidão e ociosidade”.

Jesus era um homem de oração, de reclusão. Tinha necessidade do isolamento, da busca do intangível, de alimentar sua alma de verdades e não apenas de coisas. Ele também tinha um “quarto” desses... Estava em todo lugar e em lugar nenhum. Às vezes era um jardim, em outras ocasiões as montanhas. De certa feita, repousou na areia do Mar da Galileia, num outro momento, abrigou-se numa estalagem qualquer, no meio do nada, acolhido pelo frio, embalado pelo cansaço, debaixo do céu enluarado, deitado sobre o chão de estrelas. Ali sentia os aromas do deserto, sabia que, mesmo sem ter onde reclinar a cabeça, possuía um “quarto” somente seu...

Recentemente, visitei aquele cantinho da infância. Depois de 27 anos voltei ao apartamento onde meus pais moraram por quase duas décadas. Nele estava residindo um casal de velhinhos. Muito simpáticos, convidaram-me a entrar. Mostraram-me a casa reformada, as mudanças realizadas. Tudo ficou muito bonito.

Mas houve um momento em que eu cheguei ao quarto que havia sido meu. O coração acelerou, os olhos encheram-se de lágrimas, uma nostalgia irresistível tomou conta de minha mente pragmática, não dada a muitas emoções. “Eu dormia aqui”, disse. O casal me deixou só por alguns instantes, tempo suficiente para ver toda a minha vida diante dos meus olhos.

No canto do quarto, sentado na cama, estava eu mesmo, com uns 11 anos de idade. Eu olhei para mim e me perguntei: “Como você está?”. Com voz embargada, o outro eu de mim mesmo respondeu: “Eu tô bem, eu vou indo...”. O “garoto” insistiu: “Você está mais velho, há marcas no seu rosto, e outras na sua alma. As de fora não importam tanto, as de dentro, todavia, talvez nem mesmo o tempo possa apagá-las.”. “Tenho de ir”, disse. “Vá com calma, ele falou. Vá mais leve, mais livre, vá com Deus!”.

Já faz meses que vivi esta experiência imaginária, ficcional... Ela me ajudou a entender algumas coisas; outras eu ainda estou discernindo, aos poucos, lentamente. Não consegui escrever sobre este fato antes, talvez por medo de me expor, ou por medo do leitor, ou ainda por medo de mim mesmo... É que eu sei que minha solidão não tem nada a ver com a presença ou ausência de pessoas… “Detesto quem me rouba a solidão, sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia”. Eis o meu filósofo favorito, Nietzsche, “o martelo!”.

Agora, com todo respeito, peço-lhe licença: vou para o meu “quarto”. Não, não é o quarto do meu apartamento, é o “quarto” que abriga a minha alma e o meu coração. Você não tem um desses? Bem, sugiro que adquira um o mais breve possível. Mas não procure nos classificados nem se preocupe com dinheiro, este “quarto” está dentro de você, e só você pode encontrá-lo, entrar nele e usufruir o que de melhor ele tiver a lhe proporcionar.


Carlos Moreira

17 maio 2012

A Vida não Espera por Ninguém




“Amanhã; amanhã eu faço.”. Mas amanhã já começou! E mais: daqui a pouco, já terminou, pois amanhã já acontece no hoje, e o hoje começou desde ontem... Tudo está em constate mudança, conectado, faz parte do crochê que emoldura a grande “teia” que é a vida. A única coisa que temos por completo é o agora, o momento, o instante! O mais são partes: restos do ontem, porções do hoje, fragmentos do amanhã.

Vejo as pessoas. Elas pensam que o dia tem 24 horas. Que ilusão, o dia só tem o agora. Você não sabe se no minuto seguinte estará vivo ou morto, portanto, toda cogitação é suposição infrutífera. O futuro ainda está por ser escrito, e ele poderá ser construído de tantas formas diferentes que não adianta lançar-se a pensar sobre nada, isso trará apenas ansiedades e inquietações. Talvez por isso Einstein tenha dito: “nunca penso no futuro, ele chega rápido demais”.

A vida me ensinou a fazer as coisas agora, neste momento. Não deixo para amanhã o que já deveria ter sido feito ontem, pois, na verdade, estou atrasado! Mas nós temos medo do agora porque o agora não espera, não permite hesitação, inseguranças, ele não tolera planos, simulações, o agora tem ser “degustado” neste momento, no tempo em que as coisas estão acontecendo, ou então haveremos de nos conformar com o fato de que ele, nunca, jamais voltará novamente.

Os dias talvez sejam iguais para um relógio, mas não para um homem”. Marcel Proust. Há coisas que você precisa realizar agora e, normalmente, estas coisas não fazem parte de sua rotina. A rotina escraviza, torna-nos peças de uma engrenagem. Mas creia-me, você precisa quebrar as “regras”, tem de executar aquilo que não está programado, algo que surgiu na sua frente, de repente, motivou o impulso, produziu sensações, gerou o insight, criou o novo.

Há telefonemas que têm que ser dados agora, sentimentos que precisam ser expressos agora, beijos que precisam ser trocados agora, decisões que precisam ser tomadas agora, planos que precisam ser executados agora, nãos que precisam ser ditos agora. Sim, há coisas que não podem esperar, que precisam ser feitas agora, ou então se “calcificam”, tornam-se parte inerte da história, perdem-se entre o quase e o foi-se, entre o talvez e o nada.   

Você conhece a história de Zaqueu, o publicano. As Escrituras não apresentam os detalhes da visita de Jesus à sua casa, apenas narram o fato incomum de um profeta judeu visitar um homem tido como impuro. Eu não sei o que eles conversaram, apenas os resultados...

Fato é que, após aquele encontro, de forma inusitada, inesperada e mesmo surpreendente, Zaqueu, que era um homem desonesto, que extorquia os habitantes de sua cidade com ágio sobre o imposto cobrado pelos romanos, tomou a decisão de repor quatro vezes aquilo que havia ganhado ilicitamente. Era uma decisão difícil, sobretudo em se tratando de questões financeiras. Some-se a isto o fato de que ele era um homem de “negócios”, devia ser hábil em fazer contas, não realizava nada sem ponderar cuidadosamente, pois, como se diz, “o dinheiro nunca dorme”.   

Mas naquela manhã, exposto às verdades e valores do Reino de Deus, tendo sua alma compungida pelas palavras do Nazareno, sentindo seu íntimo invadido por uma luz que lhe desnudou as entranhas do ser e sua consciência despertada frente aos agravos dos próprios atos, desvendados seus olhos para torná-lo capaz de enxergar sua indignidade, ele não pestanejou, não racionalizou, não pediu para pensar, fazer contas ou conjecturas, agiu conforme lhe pedia o coração, apossou-se do agora e não deixou passar aquele momento, o qual, `num único instante, mudou toda sua eternidade, pois disse Jesus: “hoje entrou salvação nesta casa!”.

Sim, Zaqueu não se perdeu nas horas do relógio, não deixou escapar a oportunidade, não permitiu que o “trem” passasse na estação sem que ele embarcasse na grande aventura de viver a vida a partir dos pressupostos do Evangelho, tendo a misericórdia como companheira de jornada e a esperança como alimento que constrói o novo ser.

O que sei é que a vida não espera por ninguém, segue seu curso, faz seus próprios planos, ruma inexorável na direção que lhe está proposta. No fundo, como disse Chaplin, ela “... é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”. Carpe Diem!

Carlos Moreira

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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