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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

24 abril 2012

Gente "Tarja Preta"





A novela de Jó, descrita nas Escrituras, é maravilhosa e assustadora. De forma inusitada, ela vai de um extremo ao outro da existência. Em um frame, Jó é homem reto, temente a Deus, inculpe e bem sucedido. No outro, todavia, sua vida se torna uma catástrofe: seus filhos morrem, seus bens são destruídos, sua mulher o deixa e seus amigos se revelam tiranos.

Tanta desgraça assim não há quem possa suportar, nem mesmo Jó! Como era de se esperar, sua alma somatiza perdas e danos e derrama sobre o corpo, como larvas de um vulcão, toda a dor e incompreensão que lhe afligem em forma de úlceras e tumores, que vão da planta dos pés até a cabeça. Como bem citou Shakespeare: “Chorar sobre as desgraças passadas é a maneira mais segura de atrair outras”.

E foi assim que Jó, no auge de seu desespero, desencaixado do seu centro gravitacional, desencontrado de sua alma, vasculhou nos escombros de seu íntimo uma nesga de racionalidade e suspirou: “... aquilo que temo me sobrevém, e o que receio me acontece”. Jó 3:25.

De fato, sem qualquer explicação lógica ou motivo aparente – como não raro acontece na programação dos dias –, Jó havia se transformado num para-raios às avessas, capaz de atrair para si toda negatividade e desgraça que pairasse sobre nuvens escuras em dias sombrios.

Observado por esse prisma, ele passa a ser arquetípico, uma representação da materialização da desgraça, da negatividade humana e de tudo que se instala no ser para esculpir o mal. Resta a Jó apenas, como humano que é, entregar-se ao pessimismo e sucumbir à depressão. Cercar-se de racionalizações na busca insana e inumana de explicações e culpados, de justiça!

E é aqui que eu entro, qual um Quixote andante, para descrever uma coisa que a vida tem me ensinado: tem muito “João” por aí que deveria ser apenas João, mas, na verdade, não passa de um Jó disfarçado de “João”. E aqui me refiro a Jó não apenas como modelo de fé e resignação, mas na inteireza de quem ele é, desvelado o seu “dark side ”, pois todo ser é a soma do bem e do mal que nele habita. Nesse sentido, não há personagem bíblico tão de carne e osso quanto Jó.

Vendo os fatos dessa perspectiva, é fácil fazer correlações e perceber que tem gente que faz mal, ainda que este não seja necessariamente o caso de Jó. Sim, há pessoas que são capazes de fazer o sol se pôr ao meio-dia! É gente densa, cinzenta, que tornou-se uma espécie de “buraco negro”, atraindo para si tudo de ruim que gravita ao redor, pois nem mesmo a luz pode delas escapar. Gente assim é “tarja preta”, deve ser evitada, pois certamente causará danos a quem gravitar por perto.

Tenho visto, de forma recorrente, que tais pessoas são capazes de destruir tudo o que encontram pelo caminho, sobretudo pessoas, e fazem isso lhes roubando o sono e até a alegria de ser. Triste, entre-tanto, é saber que, na maioria dos casos, isso não lhes dá prazer, antes, pelo contrário, serve apenas para soterrá-las em si mesmas ainda mais.

Quando a alma chega nesse estágio, os “apetites” normais da vida acabam lhe fugindo. Em seu lugar, entretanto, surge uma “fome” insaciável de tristeza e pessimismo, pois a pessoa acaba se viciando em “devorar” aquilo que lhe mata, traga a miséria com satisfação e bebe do cálice da amargura com sofreguidão.

Se há cura para isso? Há sim, mas, para tal, “João” terá de percorrer o mesmo caminho existencial que percorreu o seu amigo Jó. E qual é esse caminho? Bem, como ele mesmo afirmou: “Meus ouvidos já tinham ouvido a Teu respeito, mas agora os meus olhos Te viram. Por isso menosprezo a mim mesmo e me arrependo no pó e na cinza”. Jó 42:5-6”.

O caminho que refaz o ser para a vida, que ressignifica os dias e que dá cor à flor e sabor ao pão é a experimentação da Graça como verdade capaz de curar a alma de todos os seus males, pois só assim é possível saber que, mesmo em meio à perda e à dor, há sempre um significado maior para o que nos acomete, uma vez que absolutamente tudo conspira para o bem dos que amam a Deus! Foi assim com Jó e será assim com todo e qualquer “João”.

É por isso que vos afirmo que toda cura passa, irremediavelmente, pela experimentação da Verdade como caminho caminhado, e não como teoria, doutrina ou ensinamento! Os olhos precisam ver a Graça, pois ouvir apenas não basta, e isso a partir de uma nova consciência.

Quem assim o fizer será capaz de aprender a degustar, no banquete da vida, tudo o que lhe for servido como dádiva do amor, pois só dessa forma é possível brotar a pacificação que produz paz e bem ao ser.


Carlos Moreira

 

19 abril 2012

Perdoa-me por não Aceitar a Morte


Eu sei que “a coisa mais certa que a vida inventou foi a morte”, que nós, irremediavelmente, rumamos ao seu encontro. Estou informado, pelos Evangelhos, de que Jesus a venceu e, conforme o escritor de Hebreus, que essa vitória teve como objetivo livrar-me de todo pavor que ela produz. Tenho consciência de que aqueles que morrerem em Cristo, com Ele também ressuscitarão e ainda que, para Deus, ninguém jamais morre, pois, pelo sacrifício do Cordeiro, passam da morte para a vida eterna. Contudo, devo admitir, a morte me incomoda profundamente.

Teologicamente, eu sei que a morte veio com o pecado e, filosoficamente, entendo-a como eterno retorno, ou como afirmou o teólogo Leonardo Boff: “A morte é sim o fim da vida, mas fim entendido como meta alcançada, plenitude almejada e lugar do verdadeiro nascimento”. A morte está associada ao devir ou, como disse o filósofo Nietzsche, à possibilidade de, enfim, tornarmo-nos aquilo que de fato somos, a alternativa que temos para que se viabilize, finalmente, o projeto para o qual fomos concebidos. Mas, ainda assim, ela me inquieta e me intriga.

Tenho convicção de que isto não acontece com você, pois você tem uma fé inabalável e todas as certezas que me faltam. Mas não posso negar que, em cada funeral que participo, me vejo diante de perguntas ainda sem respostas. Sim, enterros e velórios me trazem certo vazio, uma melancolia impertinente para alguém que vive as dinâmicas do sagrado. Mesmo discernindo nas homilias todos os versículos que falam da ressurreição e da vida pós-morte, das promessas de perdão e consolo, não consigo fugir ao fato de que olho para a morte com rancor, com sentimentos de impotência e incompetência.

O que a morte abre como perspectiva não compensa o que elimina de potencialidades. De forma precisa, ela põe fim à criatividade, à engenhosidade humana, sua capacidade de inventar e inverter.

Mesmo compreendendo o escritor do Eclesiastes quando afirma: “Melhor é o fim das coisas do que o seu princípio”, sinto-me constrangido por não aceitar completamente os desígnios do “Totalmente Outro”, usando aqui a expressão de Karl Barth, teólogo da Basileia. Talvez, na minha falta de fé, esteja mais identificado com o que afirmou Mário Quintana, “a morte não melhora ninguém...”. 

Estou pressionado dos dois lados: desejo partir e estar com Cristo, o que é muito melhor; contudo, é mais necessário, por causa de vocês, que eu permaneça no corpo.”, Fp.1:23-24

Só mesmo Paulo... Está pronto para ir de encontro à morte, pois a vida, com todos os seus matizes, já foi vivida, e em nada mais o fascina ou desafia. Ao mesmo tempo, todavia, está disposto a abrir mão da vida que só pode ser experimentada após a morte, com vistas a que, através de sua morte-vida, os que ainda não receberam em si mesmos a semente da eternidade possam ser ressignificados e preparados para enfrentá-la.

Eu já tive a tristeza incomparável de enterrar meu pai e minha mãe. Mesmo tendo a certeza de que os encontrarei muito em breve, não posso negar a dor que senti. No funeral, muitos esperavam que eu, como homem da religião, pregasse em ambas as ocasiões. Imagina se eu não poderia desprezar uma oportunidade daquelas para “evangelizar” os perdidos? Perdoe-me Senhor, mas não pude fazer tal coisa.

Meu coração estava coberto de ambiguidades: de um lado confortava-me o fato de saber que Jesus é a ressurreição e a vida e que todo aquele que nele crê, ainda que esteja morto, viverá! Do outro, entretanto, estava um ser humano sentindo-se abandonado na avenida por onde passam as coisas concernentes à vida, pois, sendo filho único, percebi-me como alguém que não tinha mais raízes, havia sido desterrado, estava solitário e coberto de solidão.

Sei que bom seria se eu aqui dissertasse mais profundamente sobre aquelas frases clichês que se recitam em enterros, frases do tipo: “ele agora está com Jesus”, ou “estava sofrendo muito, enfim descansou”, ou ainda “este é o caminho de todo vivente”.


Na verdade, todavia, não estou disposto a disfarçar minhas incongruências. A morte não me alegra o coração, não me dá prazer, nem me traz consolação. Perdoa-me, Pai, por ainda pensar assim, por não aceitar esse fim, e muda isso que reside em mim e que resiste ao que só concerne a Ti.


O que sei, e é fato, é que a morte será mesmo o último inimigo a ser vencido, e eu sei que assim será, quando o meu dia chegar. No derradeiro instante, no último lampejo de luz, trarei a mim as Escrituras e lhe direi na face: “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está o teu aguilhão?”.


E assim, num abrir e fechar de olhos, deixarei para traz tudo o que fui e me revestirei de tudo o que sou. E será só aí que poderei compreender com total consciência e clareza as sábias palavras de Ernst Bloch, filósofo marxista alemão: “O verdadeiro Gênesis não está no começo, mas no fim”.


Carlos Moreira

16 abril 2012

De Quem é Essa Cruz?


Assista a Mensagem "De Quem é Essa Cruz?", postada logo abaixo. Veja a Sinopse a seguir:


"O mundo é de quem não sente. A condição essencial para ser um homem prático é a ausência de sensibilidade". Fernando Pessoa. Estamos vivendo na sociedade do descaso, da frieza, dos descartáveis, dos recicláveis. Não há nada duradouro em nosso meio, tudo é feito para durar pouco, ser substituído. Por isso as relações são superficiais, os amores são banais, as amizades são triviais.


Nesse “jogo de empurra”, o problema do outro não me diz respeito, ou como fala a canção: “tô nem aí!”. Mas a questão é a seguinte: como experimentar as dinâmicas do Evangelho sem doação, sem negação, sem renúncia, sem abnegação, sem sacrifício? A partir da análise dos últimos momentos de Jesus, vamos observar que as pessoas que se encontram naquela multidão são arquetípicas, ou seja, se projetam das ruas apertadas de Jerusalém para as muitas cenas do cotidiano da existência humana.


Mas a pergunta central, olhando para aquela cena, é: “De Quem é Essa Cruz?”. Para respondê-la, com todas as suas implicações, você terá de se deparar com a possibilidade de, mesmo sem perceber, ter se tornado um dos personagens que estavam naquela sexta-feira assistindo a morte de Jesus.



28 março 2012

Tolerando os Intolerantes!



Certa vez, navegando pela internet, dei de cara com um texto que tratava da discussão entre católicos e protestantes a respeito da foto de uma matéria onde, aparecem o papa da Igreja de Roma, o arcebispo de Cantuária, da Igreja Anglicana e o patriarca da Igreja Ortodoxa Oriental.

Percebi também, depois, que já havia discussões sobre a foto nas redes sociais. Protestantes atacavam ferozmente uma fiel católica que se alegrava com o fato de que seu líder espiritual visitaria o Brasil em breve. Apenas isso foi motivo para toda sorte de acusações, intolerâncias e impropérios. Um deles, inclusive, citou que o Papa era a Besta, e ainda teve o despautério de dizer que isso estava nas Escrituras! Volta logo, Jesus!

Já há muito fujo desse tipo de “debate” inútil, pois me lembro de Paulo aconselhando seu filho na fé, Tito, dizendo-lhe para evitar tais conversações. Mas a coisa me pareceu tão absurda que eu não suportei. Entrei no jogo, na briga!

Comecei publicando um comentário no site que veiculava o texto em questão chamando os “irmãos” à reflexão de suas posturas discriminatórias, da falta de respeito pela fé do outro, da inexistência de tolerância e amor. Lembrei questões históricas já superadas e que devemos nos ater àquilo que nos une, e não ao que nos divide ainda mais. Tudo em vão...

Na verdade, a coisa só piorou! Quem sabe há agora gente mais lúcida para entender essas linhas. Mas não me surpreenderá se a grande maioria me “passar o rodo!”. Fazer o quê? Talvez, quem sabe, usar como conforto a famosa frase de Victor Hugo: “A tolerância é a melhor das religiões”.

Duas passagens narradas no Evangelho de Mateus acabam tendo relação com tudo isso que argumentei: “Ao ouvir isso, Jesus admirou-se e disse aos que o seguiam: “Digo-lhes a verdade: Não encontrei em Israel ninguém com tamanha fé”, Mt. 8:10. “Jesus respondeu: Mulher, grande é a sua fé! Seja conforme você deseja”. E naquele mesmo instante a sua filha foi curada”, Mt. 15:28.

Eu poderia me servir de uma infinidade de textos que quebram esses paradigmas de patente do “DNA” do sagrado, essa ufania que gera a ilusão de que Deus faz acepção de pessoas, a pretensão de muitos em achar que estão salvos por causa de sua religião, dogmas e confissões, e não por causa do Sangue de Jesus e de Seu sacrifício eterno! Bem escreveu Arturo Graf, poeta literário e crítico italiano: “São pouquíssimos os homens capazes de tolerar, nos outros, os defeitos que eles próprios possuem”.

Mas esses dois textos que citei acima me bastam, ainda que saiba que não bastará à grande maioria... Nas duas passagens citadas, a maior fé encontrada em Israel não era de um hebreu, de um fariseu ou escriba, nem de um membro da confraria do sinédrio, nem mesmo do sumo sacerdote! Era a fé dos “expurgados”!

No primeiro caso, de um homem que está para além dos muros da religião, um soldado romano que nada conhecia das tradições de Israel. Sim, a esse “ser” que parece excluído das “rotinas” da religião, Jesus atribuiu a maior fé que Ele, até então, havia visto!

No outro texto, encontramos na narrativa uma mulher grega – siro-fenícia. Ora, o fato de ser mulher e estrangeira, desgraçadamente, já a tornava excremento social, imundice encarnada, em se tratando de um judeu. Espiritualmente, ela estava totalmente exilada de qualquer possibilidade de misericórdia. Era como se ela fosse impermeável à Graça. Mas Jesus – palavras minhas – disse: “Tô nem aí!”, e lhe atribuiu grande fé. Por causa dela, inclusive, sua filha foi curada!

A intolerância religiosa não é algo novo nem se restringe à centenária disputa entre católicos e protestantes. É próprio da religião produzir nas pessoas esse tipo de sentimento, ao contrário do que acontece no Evangelho, onde o “espírito” é de outra natureza, pois a prostitua foi despedida em paz – “vá, não peques mais” – e o “jovem rico”, que cumpria toda a lei e era observador dos ditames da “constituição” divina, voltou para casa entristecido e esvaziado de sentidos e significados para a vida.

Quanta arrogância e intolerância vejo entre mui-tos dos protestantes! Para esses, o exemplo dos judeus não foi suficiente. Eles, que se achavam o povo escolhido, foram desprezados e colocados “do lado de fora” até que possam aprender o que significa: “misericórdia quero, e não holocaustos”!

Como afirmou o apóstolo Paulo, e agora aplicando “aos da Reforma”, como podes tu, que eras “oliveira brava”, e fostes enxertado na “Videira”, não ter temor e tremor por tua salvação, sabendo que eras “povo de Zebulon e Naftali”, da “Galileia dos gentios”, e só vistes resplandecer em ti a “Luz” porque a Graça vazou pelas frestas da tumba da religião em tua direção?!

Como pode, no século XXI, depois de tantos exemplos do que a religião já produziu em termos de intolerância, mortes, genocídios, torturas, perseguições, injustiças, a humanidade ainda alimentar tais sentimentos e pensamentos?

Lembrando desses que se acham melhores que os outros, indago: quem és tu para julgar o teu irmão? Quem te deu a autoridade para legislar na Terra quem ao céu irá? Quem disse a ti que tua religião é o cartório do Altíssimo, que autentica nos átrios da existência caída aqueles que serão chamados à festa do perdão?

E aqui posso utilizar a figura de Melquisedeque, sacerdote de Salém, que não tinha “heranças espirituais”, nem “genealogias sagradas”, que saiu do “nada” e para o “nada” voltou. Mas Abraão, o Pai da fé, lhe deu o dízimo e lhe reconheceu como sendo enviado por aquele que demonstra ter misericórdia por quem lhe aprouver!

Ora, para todo aquele que ainda alimenta tais preconceitos e discriminações, deixo esta preciosa reflexão: “Por que ser desagradável quando, com um pequeno esforço, você pode ser intolerável?”, Fran Lebowitz, escritora norte-americana.

No mais, ninguém me moleste, pois eu já trago na consciência e no coração as marcas do Evangelho de Jesus de Nazaré, amigo de publicanos e pecadores!

Carlos Moreira

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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