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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

15 setembro 2011

Sonhos não Envelhecem

Acho curioso que o homem gaste toda a vida tentando acumular coisas, pois, nu veio ao mundo, e nu sairá dele. Levará consigo tudo aquilo que é e deixará para trás tudo aquilo que possui.


Neste sentindo, a existência é mesmo implacável. Talvez por isso o sábio tenha se desiludido: “percebi ainda outra coisa debaixo do sol: os velozes nem sempre vencem a corrida; os fortes nem sempre triunfam na guerra; os sábios nem sempre têm comida; os prudentes nem sempre são ricos; os instruídos nem sempre têm prestígio; pois o tempo e o acaso afetam a todos”. Ec. 9:11.

De fato, a vida parece, às vezes, um jogo de sorte ou azar, uma roleta russa ou uma mesa de pôquer. Viver é blefar! Não sei você, mas eu já me senti muitas vezes como marionete do destino, como joguete das circunstâncias, como coadjuvante da história, como passageiro num trem desgovernado apenas esperando o momento do descarrilamento.

Alguém já me disse que eu deveria viver cada dia como se fosse o último. Horácio, o grande poeta latino, cunhou a famosa expressão Carpe Diem – aproveite o momento – e isso pelo fato de que ele jamais voltará novamente. É o mesmo que fala o salmista no salmo 90. Ele nos ensina a contar os nossos dias de tal forma a alcançarmos corações sábios. Quem conta dias aprende a guardar suas lembranças, pois cada acontecimento deixa de ser banal ou corriqueiro; passa a ser único, singular.

Sim... Lembranças... Eu as tenho... Haverá um tempo que elas serão tudo o que me restará na vida. Creio que em alguns anos eu estarei sentado numa cadeira de balanço, ouvindo a orquestra de pássaros a cantar no final da tarde enquanto o sol se põe lentamente no horizonte. Quando este momento chegar, espero que minhas lembranças sejam como uma tapeçaria, um crochê que desvele uma vida boa, permeada de graça e misericórdia. Ainda assim, eu sei que a esta altura eu terei experimentado mais tristezas que alegrias, mais o não do que o sim, mais a lágrima que o sorriso, mais a perda que o ganho.

Flávio Venturini, em sua poesia, afirma que sonhos não envelhecem. É verdade. Sonhar talvez seja uma das melhores coisas da vida. Você pode sonhar toda uma existência com algo e ainda assim o seu sonho continuar novo. Albert Schweitzer nos ensina: “a tragédia do homem é o que morre dentro dele enquanto ele ainda está vivo”. Por isso eu lhe suplico, não morra com os seus sonhos. Se for possível, torne-os realidade!

Certa vez um homem de Deus me disse que o lugar mais rico da terra era o cemitério. Ele afirmou que lá estavam enterrados os sonhos dos homens, e sonhos são o grande tesouro da vida. De fato, no cemitério estão enterrados livros que nunca foram escritos, canções que nunca foram compostas, poesias que nunca foram proferidas, amores que nunca foram vividos, desejos que nunca foram satisfeitos.

Por isso, sonhe meu amigo, enquanto ainda há tempo! Sonhe “antes que se rompa o cordão de prata, ou se quebre a taça de ouro; antes que o cântaro se despedace junto à fonte, e a roda se quebre junto ao poço”. Ec. 12:6

Espero ao final da vida apenas duas coisas: que minhas lembranças reflitam a saga de um homem que andou com Deus no chão da Terra, com erros e acertos, virtudes e fracassos; e que, apesar da falta de forças, da pouca visão, das rugas na face e dos cabelos embranquecidos, marcas que o tempo se encarregará de esculpir no meu corpo, meus sonhos continuem pulsando dentro em mim, pois jamais quero perder o desejo de encontrar com o meu Senhor, de receber aquele abraço que só os filhos ganham quando retornam para casa.

Carlos Moreira

 

12 setembro 2011

A Diferença entre Conhecer o Caminho e Caminhar por Ele





Assista a mensagem "A Diferença que Há Entre Conhecer o Caminho e Caminhar por Ele". "Nunca ande pelo caminho traçado, pois ele conduz somente até onde os outros já foram". Graham Bell. Aprendi na vida que há uma grande diferença entre você conhecer o caminho e caminhar por ele. Você está pronto para fazer o caminho de Deus na Terra? Você está disposto a abrir mão do seu caminho para tirlhar o dele? Aprenda nesta mensagem o que significa caminhar no caminho. Clique no link acima "Mens. em Vídeo" e veja a mensagem completa.


05 setembro 2011

Auto-sabotagem: Eu Contra Mim Mesmo


Assista a esta mensagem em vídeo clicando no meu acima "Mens. em Vídeo".

“Já enfrentei muitas dificuldades na minha vida. A maioria delas nunca existiu” Mark Twain.

Em 1916, Freud escreveu um artigo de grande repercussão no mundo científico intitulado: “Os que Fracassam ao Triunfar”. Ele tratava de pessoas que possuíam medo de ter satisfação e, por isso, sentiam-se aliviadas quando o que estavam fazendo, ou intentavam fazer, não dava certo.

Aprenda nesta mensagem a discernir os mecanismos geradores desta psicopatologia tão comum nos dias atuais e como combatê-los.

01 setembro 2011

Auto-sabotagem: Eu Contra Mim Mesmo!


“Já enfrentei muitas dificuldades na minha vida. A maioria delas nunca existiu” Mark Twain.

Em 1916, Freud escreveu um artigo de grande repercussão no mundo científico intitulado: “Os que Fracassam ao Triunfar”. Ele tratava de pessoas que possuíam medo de ter satisfação e, por isso, sentiam-se aliviadas quando o que estavam fazendo, ou intentavam fazer, não dava certo.

Com o avanço da psicologia a patologia pôde ser cada vez mais estudada e, em 1978, surgiu à designação “auto-sabotagem”, estabelecida pelos psicólogos Steven Berglas e Edward Jones, os quais haviam feito pesquisas neste campo com comprovado resultado científico.

De forma simplista, quem sabota a si mesmo não consegue usufruir das dinâmicas da vida que geram alegria e prazer porque, cada vez que elas surgem na existência, vêm associadas a um profundo conflito com as crenças primordiais do sujeito. Em síntese, é como se alguém tivesse tudo para ser feliz e, de alguma forma, conseguisse arrumar um jeito para fugir da felicidade. É o famoso “medo de ser feliz”. Mas, como já citava Dostoievski, “A maior felicidade é saber por que se é infeliz”.

Do ponto de vista clínico, a psicopatologia é tão grave que pode provocar obesidade, depressão, cardiopatias, transtornos de ansiedade, pensamentos suicidas, diabetes e, em casos mais graves, até a auto-mutilação, que é quando a pessoa cria flagelos físicos em si mesma para se punir. 

Apesar de parecer algo bizarro – não esqueçamos que se trata de uma doença – quem se auto-boicota sente prazer pelo desprazer, ou seja, quanto mais a vida se torna difícil, através de situações adversas e portadoras de sofrimento, tanto mais a pessoa se satisfaz, chega a ter prazer em ser maltratada ou sentir dor. É uma reação provocada pelo inconsciente que faz com que o sujeito sinta atração por tudo o que produz destrutividade, um comportamento ativado por uma forte negatividade e um complexo de inferioridade crônico.

Como bem citou Kelly Young “O problema não é o problema – o problema é a atitude com relação ao problema”. A grande maioria dos “dramas” da alma humana, como a auto-sabotagem, tem cura, mas exige determinação e, particularmente neste caso, uma mudança significativa em hábitos e atitudes. 

Nas Escrituras nós encontramos um caso que, ao meu ver, aplica-se ao que estamos falando. Trata-se do aleijado do tanque de Betesda, descrito no capítulo 5 do Evangelho de João. Sua atitude de auto-sabotagem fica muito clara quando Jesus lhe pergunta: “queres ser curado?”, e ele responde: “Senhor, não tenho quem me coloque no tanque”. Era o paradoxo de quem desejava a cura e, ao mesmo tempo, tinha medo dela. A pergunta de Jesus era objetiva, a resposta do aleijado subjetiva. A questão é que já havia se instalado em sua alma, pelas dores e pelo tempo, os mecanismos inconscientes de auto-sabotagem.  

Quando Jesus encontrou-se com aquele homem, que se arrastava por aquela casa de agonia havia 38 anos, ele “scaneou” sua alma, discerniu todas as suas desconformidades e doenças. Seu aleijão já se projetara do físico para o emocional, por isso, duas coisas eram necessárias ser feitas: 1- Jesus precisou quebrar o “padrão de pensamento” daquele moribundo – “levanta-te, toma o teu leito e anda”; 2- com a mudança instantânea das crenças subjacentes que haviam se acumulado em sua alma ele finalmente liberou a fé necessária para ser curado.     
    
Os psicoterapeutas são unânimes em afirmar que o processo de cura para este tipo de doença emocional passa, irremediavelmente, pela tomada de consciência de que, não só estamos nos auto-sabotando, como também dos danos que tais atitudes demandarão. Eles descrevem que, quando o paciente descobre os “padrões” que estão embutidos nestes “mecanismos intra-subjetivos”, torna-se possível reformular a matriz cognitiva de valores e crenças que desencadeia as atitudes destruidoras. Como bem afirmou Albert Schweitzer: “A maior descoberta de uma geração é que os seres humanos podem mudar sua vida modificando seus pensamentos”, ou, como disse o apóstolo Paulo, numa outra “versão”, “transformai-vos pela renovação da vossa mente”.    

Não raro tenho encontrado na caminhada pastoral pessoas com este tipo de problema. Elas precisam ser amadas e tratadas, entendidas e confrontadas. O processo de cura, nesses casos específicos, necessita do apoio do trinômio: psicoterapia, ação medicamentosa e discipulado.

Ora, afirmar isto não significa que estou eliminando o poder exclusivo que há no Sangue de Jesus para a remissão de pecados e a salvação para todo aquele que crer, mas apenas adicionando alguns elementos que julgo necessários em tais situações os quais pôs Deus a nossa disposição através do apoio da ciência. Nossa única regra de prática e fé são as Escrituras, e elas afirmam que é o arrependimento - mudança no pensamento seguida de mudança de comportamento - produzido pelo Espírito Santo, que nos conduz a convicção de pecado e a necessidade de nos reconciliarmos com Deus. Isso reforça ainda mais o que afirmamos acima.

Deixo como ponto de reflexão final a frase de Frank Outlaw: “Cuide de seus Pensamentos, porque eles se tornam Palavras. Escolha suas Palavras, porque elas se tornam Ações. Compreenda suas Ações, porque elas se tornam Hábitos. Entenda seus Hábitos, porque eles se tornam seu Destino.”

Carlos Moreira

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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