Desde sempre, as dimensões do sagrado e do sobrenatural habitam o inconsciente coletivo da humanidade. De fato, nos sentimos atraídos por aquilo que não explicamos, pelo transcendente, pela metafísica e pela fenomenologia das aparições e interações de entes espirituais com homens de carne e osso. Cícero, o famoso orador romano, afirma com propriedade: “Não há povo tão bárbaro, tão primitivo, que não admita a existência de Deus ou um deus ou vários deuses, ainda que se engane sobre sua natureza”. Sim, desde o Egito antigo, passando pela saga dos Hebreus na palestina, analisando o decurso da história de Babilônicos, Persas e Gregos, não há como negar a influência das divindades na modelagem de culturas e nações. Mas onde há religião, há também intermediação, pois a premissa inamovível de toda religião é patrocinar reconexões, intermediar o encontro entre o eterno e o passageiro, entre o absoluto e o relativo. Assim, laçam-se nesta tarefa sacerdotes, profetas, magos, feiticeiros, sensitivos, médiuns, paranormais, místicos, todos cônscios do papel de falar e agir em nome de uma determinada entidade ou deus. E no exercício deste chamado, há homens bons e maus, há gente séria e apóstatas, há os puros de coração e os possuídos de malícia. No Brasil, sobretudo nos últimos 20 anos, assistimos aterrorizados o crescente aumento de gente totalmente desqualificada para lidar com as coisas de Deus. Vemos, com imensa tristeza, pastores, padres, bispos, evangelistas e pseudo-apóstolos se extraviarem de maneira irrecuperável. Os problemas são incontáveis: alquimia da mensagem, manipulação, chantagem, charlatanismo, demonização da vida, extorsão financeira, estupro espiritual, esmagamento emocional, bruxaria, sincretismo, estelionato, a lista é infindável, assim como também são infindáveis as vítimas. Nestes meus 35 anos de caminhada, o que mais tenho encontrado é gente aviltada, iludida, machucada, joguetes nas mãos de lobos vorazes, pessoas simples e ingênuas sendo devoradas por abutres argutos, indivíduos cheios de ambição e maldade.
23 agosto 2018
Podres Poderes: como agem os Feiticeiros do Sagrado - Parte-1
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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.
É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.
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