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10 junho 2017

Geração de "Campeões"!



Nós não negamos que somos filhos dos Gregos. Para nós, vitória tem a ver com lugar no pódio, trata-se de cruzar a linha de chegada na frente, receber os louros da glória, ser aplaudido ao final da maratona.

Sim, somos a geração que adora dizendo: “Campeão, Vencedor...”, cantamos o “Hino da Vitória!”, nossa conquista tem “Sabor de Mel”, mas nada disso encontra guarida no Evangelho. Em Jesus, ganhar só tem significado quando é fruto do coração que abriu mão, os últimos é que são os primeiros, o maior é o que serve, o mestre lava os pés dos discípulos, o bem aventurado é pobre e humilde, o rico é aquele que não tem onde reclinar a cabeça.

Mas nós estamos aí, nessa roda viva louca, fazendo tudo ao contrário, correndo atrás daquilo que não produz bem para o espírito, mas apenas entulho para o cofre. O nosso pão não é semeado em esperança e fé, mas fruto de muito esforço, de muito lobby e networking, confiamos exageradamente no talento, mas pouco na oração.

Este é o tempo do coach, daqueles que ensinam como “ficar rico” e perder a sua alma, dos que lhe estimulam a subir na pirâmide e perder sua família, dos que tem uma conta gorda e uma consciência anoréxica. Triste realidade!

Jesus, para os tais, deveria se vestir com Armani, não com túnicas surradas, locomover-se de Ferrari, deixando as velhas alparcas que calejavam os pés de lado e usar Dolce & Gabbana, porque suar é coisa de pobre.

Essa igreja que aí está, com vitrais pomposos e bancos de madeira trabalhada, é a apologia ao “Reino dos Homens”, o império da religião, nada tem a ver com a manjedoura ou a Cruz do calvário, ela tem opulência, mas não tem consistência, tem prestígio, mas não tem poder espiritual.

O Deus que deveria ser cultuado nos templos cristãos é Apolo, o deus grego filho de Zeus, um deus atlético, musculoso, fitness, uma divindade exaltada no Olimpo das conquistas humanas. Jesus, o Deus hebreu, filho de Elohim, está superado, um Deus que sangra, sofre e morre é um derrotado, não deve ser levado muito a sério, afinal, quem quer perder? O que nos interessa mesmo é ganhar! O que incomoda, todavia, é: ganhar o quê?


Carlos Moreira


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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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