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24 janeiro 2017

Indesculpáveis? Sim. Imperdoáveis? Jamais!

“Se os governadores não construírem escolas, em 20 anos faltará dinheiro para construir presídios”. Frase dita pelo antropólogo e escritor Darcy Ribeiro, há 50 anos. No último dia 02 de janeiro, na cidade de Manaus, numa luta entre as facções, 56 presos foram assassinados e, em seguida, tiveram suas vísceras expostas e suas cabeças decapitadas. A barbárie é mais um capítulo que revela os intestinos do sistema prisional brasileiro, debilitado e profundamente insalubre. Trancados em suas “jaulas”, homens viraram bichos, mas eles não se tornaram assim sozinhos, foram vitimados por esse sistema carcerário desumano, pela lentidão da justiça, pelo descaso da sociedade, pela ineficiência do Estado, pela desigualdade social do País, pela insalubridade da vida nos bolsões de pobreza e, finalmente, por suas próprias escolhas. Não é um tema simples, nem de fácil resolução. Conclusões precipitadas, análises superficiais e tendenciosas, soluções paliativas, nada ajuda. Aqueles indivíduos são, na verdade, o resultado de todo um fenômeno social complexo, revelam o ser humano no seu estado último e terminal: embrutecidos, desumanizados e irracionais. O que eles fizeram é impensável, imponderável, mas não é imperdoável, pois se houver um pecador que a Graça não possa regenerar e um pecado ao qual o Sangue de Jesus não possa perdoar, você pode chamar sua religião do que quiser, menos de Evangelho. A religião, como se sabe, vive da hipocrisia seletiva, cria a casta do pecador-padrão, aquele indivíduo que é mauzinho, mas a maldade dele é fumar um cigarro, beber uma cerveja, dizer uma mentira, falar um palavrão, dá uma pulada de cerca no casamento, sonegar o imposto de renda, fazer uma fofoca, ou seja, são os pecados normatizados e aceitos pela santa igreja. Foi chocante o que os presos fizeram, seria muito mais fácil condená-los ao inferno de fogo, pois eles chegaram ao ponto de se tornarem diabos, esvaziados de qualquer humanidade, cheios de maldade, desprovidos de afetividade, enrijecidos e brutos, violentos e homicidas. Certamente seria mais fácil fuzilá-los, enforcá-los, matá-los com choque, com injeção letal, mas aí lembramos que Deus ainda pode resgatá-los e salvá-los, assim como ele fez com cada um de nós, e o coração se encharca de misericórdia. “Bandido bom é bandido morto!”? Se pensas assim, essa mensagem é, prioritariamente, para você, pois, analogamente, o diabo também pensa: “pecador bom é pecador morto”. Mas Deus pensou diferente... Assista e comprove!

 

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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