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12 julho 2015

Eu me Devoro






Tenho constatado que, para alguns, o Facebook tornou-se o espelho mágico do conto de fadas da Branca de Neve. Essas pessoas fazem suas postagens e dizem: “Facebook, Facebook meu, há no mundo alguém mais interessante do que eu?”.

É uma espécie de masturbação da alma que capta a luz da tela e se satisfaz consigo mesma. Trata-se de uma patologia que chamo de narcisismo virtual, à necessidade compulsiva de obter cliques e curtidas para tudo que se publique, um desejo obsessivo pela admiração do outro.

Na verdade, o que há por trás desta volúpia de olhares é uma alma esvaziada de significados para a vida, a qual desenvolveu um ser egocêntrico, compulsivo de aplausos, com um apetite insaciável para o elogio, um devorador da atenção alheia, um voyeur digital.

A primeira vista, pode-se pensar que o distúrbio passe com o tempo, pois o comportamento adolescente revela, sobretudo, uma imaturidade de consciência. Contudo, há de se ter atenção nos desdobramentos do problema, pois a alma tem a tendência de se viciar na overdose de sensações e sentimentos produzidos pelo ambiente virtual.

Narcisistas “normais” necessitam de elogios em doses homeopáticas, mas os narcisistas virtuais acabam se acostumando a doses cavalares de exaltação do eu. São tantos comentários que o indivíduo não consegue deixar o computador.

E assim, movido por esse impulso infantil, ele publica o que for necessário para receber “likes”, perde o senso de ética, do ridículo, de privacidade, pois descobriu que, quanto mais esquisito ou inusitado for o que posta, mais chances tem de receber, em porções exageradas, sua dose de veneno diário.

Não devemos esquecer, todavia, que o o espelho mágico do Facebook quase nunca diz a verdade, tem um problema incurável: mentir sem qualquer tipo de pudor. Mas, para quem vive do irreal, postagem pouca é bobagem...

© 2015 Carlos Moreira

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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