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01 junho 2011

O Crente e o Sexo, a Pesquisa - Parte 2


Parte 2 - Vivências e Atitudes





Está é a segunda parte da pesquisa
O Crente e o Sexo - CASADOS.


Veja aqui a Parte 1  - Fidelidade e Hábitos



Vivências

 Cortes por grupos denominacionais, idade e gênero. 






De fato espanta o elevado número de cristãos que dizem ter feito sexo antes do casamento quando sabidamente a Igreja e mesmo grupos ligados à saúde defendem a abstinência. Mas devemos festejar os 49,93%, que fazem valer os princípios bíblicos e seguramente colhem frutos por isso.”
  Magno Paganelli
Pastor, escritor, editor 
Arte Editorial




O fato que permeia a pesquisa é que a maneira como os evangélicos encaram o sexo antes no casamento está mudando.
  Johnny T. Bernardo
Apologista, escritor 
INPR Brasil - Instituto de Pesquisas Religiosas





NOTA

Pentecostais incluem todos os ministérios Assembleianos e outras denominações pentecostais (Quadrangular, Deus é Amor, etc.) Os neopentecostais incluem a Universal e suas dissidências (Internacional, Mundial, Mundial renovada, etc.) e outras neopentecostais (renascer, bola de neve, vida nova, etc.). Tradicionais incluem os reformados, os batistas, luteranos, metodistas e demais históricos. Outros são as respostas fora da classificação oferecida pelo instrumento de coleta de dados e ainda algumas minoritárias aqui agregadas neste corte específico, entre outras: Adventistas, igrejas em casa, desigrejados, emergentes e comunidades. Os conjuntos formados servem apenas a este corte, para qualificação denominacional dos respondentes ver Q2. 





Pelo visto, o pessoal da confissão positiva está tomando posse da benção até fora de hora...
  Carlos Moreira
Pastor, escritor, teólogo 
Editor assistente do Genizah




56,07% fizeram o test-drive antes de se comprometerem perante Deus e os homens. Entre os neo-pentecostais o índice é ainda maior: 76,99%. Não se pode manter um discurso puritano ao extremo, fingindo que o problema não existe. Há que se dialogar abertamente com os jovens enamorados quanto aos riscos de uma vida sexual pré-marital.
  Bispo Hermes Fernandes
Escritor, compositor, teólogo 
Líder da Reina




 A liderança da igreja está falhando em tudo nesta matéria. De maneira geral, não está preparada para tratar a questão e, quando está, a evita.  A orientação bíblica relativa ao sexo chega aos casais cristãos de forma truncada e poluída. Quando chega! Sobram costumes, achismos, hipocrisia. O resultado é que é o crente anda sem a proteção da Palavra nesta matéria, o resultado está ai.

Cláudio Duarte 

Pastor e conferencista 
Batista


O intercurso sexual, entre seres criados à imagem e semelhança de Deus, deve ser regido pelo respeito à dignidade humana. Não podemos usar pessoas. Somos responsáveis por quem cativamos.

 Antônio Carlos Costa

Pastor, teólogo Calvinista
Presidente do Rio de Paz

Igreja Presbiteriana








 O propósito destes cortes é verificar se o tempo de matrimônio e / ou o tempo de evangelho afetam a ocorrência. Alguns poderiam imaginar que os casamentos mais antigos guardam valores mais tradicionais, incluindo o estudado. Não é o que se verifica neste caso. Já o tempo de evangelho é um fator decisivo. Limites superiores  aos 7 anos de maturidade na fé tendem a produzir resultados mais conservadores.                                   

Danilo Fernandes
Survey Director
Profissional de Marketing
Editor do site Genizah





Claro que a liberalização dos costumes tem também a ver com os resultados  da pesquisa. Mas sou propenso a acreditar que as coisas devem ter sido sempre assim, porque regra geral o sexo é tratado como tabu dentro das igrejas, com algumas exceções. Até mesmo entre as famílias os pais ainda têm dificuldade de tratar do tema com os filhos. Ou seja, o ensino sobre a vida conjugal e sexual na maioria dos casos não faz parte da homilia pastoral. O que eventualmente acontece é promover um encontro de casais aqui outro acolá e tudo fica por isso mesmo. Regra geral, os crentes são tratados como "massa" e esquecidos em suas particularidades.

 Geremias do Couto

Jornalista, escritor e conferencista
 My Hope Project da Associação Evangelística Billy Graham.

Assembléia de Deus 








 Os dados secundários a seguir - fonte Ministério da Saúde - balizam os indicadores desta pesquisa referentes ao comportamento homossexual de evangélicos dentro da ocorrência média da população total, com suaves nuances. Os homens evangélicos casados  apresentam ocorrência de experiência homossexual ligeiramente superior a média da população geral - 10% -, mas dentro da margem de erro das duas pesquisas de maneira que se encontram dentro do perfil populacional brasileiro. Já as evangélicas casadas e solteiras se encontram em patamar inferior no que diz respeito a esta ocorrência. Na população geral, 5,2%, entre as evangélicas casadas 3,7%., nas solteiras 4%.  Finalmente, é importante lembrar que a questão se refere a uma experiência ou mais, em qualquer momento da vida - como também formulada na pesquisa do Ministério da Saúde. Portanto, não explicita se esta experiência ocorreu antes ou depois da conversão ao Evangelho e nem tão pouco indica relacionamento homossexual atual. Esta última questão é  aferida no gráfico 15, para o qual não existem dados secundários comparativos.

Danilo Fernandes
Survey Director
Profissional de Marketing
Editor do site Genizah












 Nosso comportamento é hipócrita e danoso: a mesma incapacidade que nosso moralismo tem para gerar gente santa reverte-se em dinamite na produção de esquizofrênicos. Idealizamos o sexo como pecado, o monstro trancado na gaiola, quando ele escapa, e quase sempre escapa, não sobre nada.
Marcelo Lemos
Pastor e teólogo
Igreja Angllicana Reformada





 Os resultados da pesquisa mostram a distância abismal entre o discurso e a prática do evangelicalismo brasileiro. Vivemos uma 'fé' infoxicada, ou seja, é intoxicada pelo excesso de informação. Temos muita informação, mas pouco conhecimento que leve transformação à vida prática. 'O rei está nu.
Alan Brizotti
Pastor, teólogo, conferencista
Assembléia de Deus


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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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