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19 abril 2019

Menos Sempre foi Mais



Paulo entendeu que era melhor, 20 igrejas na Ásia menor, que 1 Jerusalém em Israel. Sim, 20 igrejas de 100 pessoas é muito melhor que uma igreja com 2.000 membros. As razões, ao meu ver, são de uma obviedade inquietante.

1- Igrejas menores, espalhadas pela cidade, alcançam mais pessoas, pois a geografia acaba comprometendo o deslocamento das mesmas. Assim, congregações menores, em vários bairros, alcançam muito mais gente, de todas as classes, e cumprem melhor a tarefa da evangelização

2- Igreja menores possuem mais oportunidades, pois as
funções necessárias ao seu funcionamento não foram ocupadas por meia dúzia de indivíduos. Quando a estrutura é muito grande, as principais tarefas já estão distribuídas, o que faz com que uma enormidade de pessoas viva eternamente no banco.

3- Igrejas menores são mais relacionais, pois quanto mais gente, menos comunhão, menos encontro humano, menos interação. Ora, não há coisa pior numa igreja do que você se sentir apenas um número, alguém que olha para o lado, no encontro, e não tem a mínima ideia de quem seja a pessoa ao seu lado.

4- Igrejas menores são melhor pastoreadas, pois um pastor, para atender com qualidade sua membresia, precisa cuidar de um número limitado de pessoas. É triste constatarmos que a agenda pastoral está sempre lotada, até para aconselhamentos simples, as pessoas tem de esperar semanas, e não raro, elas só dispõem de horas para tomarem certas decisões.

5- Igrejas menores são mais sensíveis, pois quando há menos gente fica mais fácil identificar necessidades e necessitados. Sim, é uma profunda contradição, para mim, a igreja que faz missões e deixa seus membros passarem privações, primeiro você acolhe os de casa, depois os de fora.

6- Igrejas menores tem custos menores, grandes estruturas são, cada vez mais, onerosas, desprendem muita manutenção, demandam funcionários, “roubam” recursos escassos que poderiam ser empregados no cuidado das pessoas.

7- Igrejas menores, espalhadas na malha urbana, podem realizar um trabalho maravilhoso do ponto de vista social, pois a igreja é responsável por aquilo que acontece em seu entorno, sua estrutura pode, e deve, estar a serviço da comunidade, na prestação de serviços de saúde, educação e cidadania.

8- Igrejas menores podem acomodar mais pessoas, pois quando tudo está centralizado numa única estrutura, não raro, existe um esgotamento do espaço –menos salas disponíveis, menos estacionamento, menos cadeiras para visitantes, etc.

9- Igrejas menores crescem mais espiritualmente pois, menos programas, contudo mais adensados, desenvolvem mais pessoas. Quando a igreja é muito grande, ela precisa de muitos movimentos para atender às diversas demandas internas, o que inviabiliza um padrão e uma uniformidade na oferta de conteúdos mais profundos, daí ser tão comum a rotatividade de gente nestes meios.

10- Igrejas menores são mais ágeis para cumprir desafios e buscar novas tarefas, pois sabemos que mover grandes estruturas é tarefa quase impensável. Por outro lado, congregações pequenas são mais flexíveis, se adaptam melhor à mudanças, suportam novas circunstâncias, possuem um maior grau de inovação.

Igrejas menores são maravilhosas, mas as pessoas, desgraçadamente, preferem igrejas maiores...


Carlos Moreira



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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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