Pesquisar Neste blog

Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

16 junho 2018

Juízo Final: a Última Sentença

Em semana decisiva para o Brasil, com o STF julgando o princípio da presunção de inocência e a prisão em 2ª instância, cabe perguntar: como será o julgamento doGrande Trono Branco, aquele que as Escrituras tratam como o Juízo Final de Deus sobre toda sua criação? A igreja nas últimas décadas tem se afastado, sistematicamente, da sã doutrina e adentrado em temas ligados a metafísica (batalhas espirituais, possessões, angeologia, milagres) e também as questões que tratam do viver social (prosperidade financeira, saúde, bem-estar, sucesso profissional). De certa forma, no pensamento vigente, para conquistar uma coisa (ascenção social), você precisa usar a outra (poderes sobrenaturais). Na prática, criou-se um mecanismo extremamente complexo, muito bem articulado, feito sob medida para ser consumido como produto religioso de massa o qual é “comprado” por milhões de incautos. A verdade é que ensinos que tratam dos princípios elementares da fé, como arrependimento, ressurreição e juízo eterno, descritos dentre outros pelo escritor da carta aos Hebreus, quase nunca são tratados dos púlpitos, e quando o são, seguem perspectivas enlatadas e importadas dos teólogos de outros países, como no caso da escatologia dispensacionalista. A teologia sistemática, campo ignorado pela esmagadora maioria dos crentes, traz certa luz sobre o “Dia do Juízo”, mas é uma abordagem sempre academicista, longe da realidade do cotidiano da vida e das necessidades que as pessoas possuem de uma compreensão mais prática dessa temática. Nessa mensagem, vamos tratar deste imprescindível tema do Evangelho, refletindo, sobretudo, o que vai pesar contra e a meu favor neste julgamento e quem estará votando contra e a meu favor no momento final da história humana. Certo, todavia, é que trata-se de uma Corte Suprema, presidida pelo Justo Juiz, e que não cabem mais recursos uma vez dada a sentença.


 

14 junho 2018

Desabastecidos de Esperança: Uma Análise Sobre a Crise Brasileira

Um país já convalido, como o Brasil, ficou ainda mais debilitado após esta greve dos caminhoneiros. O prejuízo, ainda não computado, é enorme, o desabastecimento, que começa a se normalizar, não reflete o tamanho do estrago causado, sobretudo, a alguns setores, que precisarão de muitos meses para se reabilitarem. A verdade é que não é preciso ser cientista político ou economista para perceber que chegamos ao fundo do poço. Hoje, a maior crise no país não é de combustível, é de esperança, é olhar para frente e não ver chão nesta estrada de barro batido onde esse povo sofrido anda. Maldição dos céus? Juízo divino? Vestígios do apocalipse das nações? O que se passa com esse Brasil tão grande e tão enfermo? O que nos tem sucedido? Somos, sim, esse “Gigante pela própria natureza”, mas sofremos de um mal que poucos discernem: nanismo espiritual, deixamos a Deus e escolhemos viver por nossas próprias forças. Somos, de fato, o “País Tropical”, mas não podemos mais dizer “Abençoado por Deus”, a canção do Jorge Ben Jor – quase um hino nacional – quem diria, ficou démodé. Nessa mensagem, com as Escrituras nas mãos, vamos olhar para o Brasil, vamos analisar, sem paixões políticas ou fatalismos religiosos, o que tem nos acometido. Diante de todo o contexto e como bem disse Jeremias em Lamentações: “Talvez ainda haja esperança...”.


 

27 março 2018

Bipolaridade Social: de que Lado Você Está?

Deus criou todas às cosias e na sua criatividade não fez nada igual, somos bilhões de pessoas totalmente diferentes umas das outras, os incontáveis seres vivos são todos desiguais, é a multiforme sabedoria da Graça de Deus manifesta em sua criação. Mas o que vemos hoje, tristemente, é que fomos reduzidos à bipolaridade social, tornamo-nos seres dialéticos, ou somos de “direita”, ou de “esquerda”, “héteros” ou “gays”, “crentes” ou “ateus”, “brancos” ou “negros”. A sociedade moderna, fustigada por tanta tecnologia, transformou os seres humanos em binários, ao invés de lidar com a multidisciplinaridade, burrificou-se, reduziu o pensamento a um tipo de mimetismo que se traduz ou por “zero”, ou por “um”, é o extremismo ideológico, um maniqueísmo comportamental que se sobrepuja a tudo. De fato, não há mais espaço para o diálogo, não existe respeito por posições antagônicas, não se pode divergir em alto nível, no campo das ideias, não vemos razoabilidade entre as partes, cada lado isolou-se em sua trincheira de onde ataca o grupo rival, vivemos no ápice da idiotice, assistimos a consagração das toupeiras! Diante desta cenografia complexa, cabe perguntar: de que lado você está? Qual a sua ideologia? O que você defende? Em tempos de polarização intelectual, que postura devemos assumir, quem deve ter o nosso apoio, ao que devemos aderir? Assista a mensagem e surpreenda-se com o desfecho!


 

10 março 2018

A Cartilha dos Crentes: Orar, Jejuar e Ler a Bíblia



Nos dias de Abraão não existia bíblia, a tradição para se ensinar algo era oral, o pai repassava para o filho as verdades da fé enquanto caminhava com ele no chão dos dias e aquilo ia sendo introjetado como verdade e bem.

Mas quando Jesus fala de Abraão para os Fariseus, diz que ele viu o “Seu Dia” e se alegrou, ou seja, o Patriarca não leu nada sobre isso em um livro, mas fez uma leitura da vida da perspectiva do Espírito, ele não discerniu a partir da letra, mas leu espiritualmente o que estava por vir e isso era para ele mais real do que qualquer texto, "... As palavras que eu lhes digo são espírito e vida". João 6:63, lembram?

É muito comum, no meio evangélico, existir uma certa neurose compulsiva pela leitura da bíblia. Aliás, o trinômio “orar, jejuar e ler a palavra” é quase um mantra na boca dos crentes, revela um sinal de saúde espiritual e quem segue essa “disciplina” está em paz com Deus.

Ora, eu sei que quando se afirma isso ainda se está olhando para a religião judaica, para a oração do templo, que foi substituída por vigílias e cultos, para o jejum meritório, onde se tencionava mover a divindade na direção daquilo que se desejava, e para a leitura do texto sagrado, com o livro nas mãos, hora e local definidos.

Mas em Jesus, todas essas coisas foram extintas, não há mais geografia para o culto, uma vez que ele se faz em todo lugar e a qualquer hora, a oração é em Espírito e em Verdade, interage com as dinâmicas dos fatos, o jejum é aquele ensinado por Isaías, que quebra o jugo da injustiça e me torna solidário a dor do meu próximo, e a leitura da palavra passa a ser a encarnação da Palavra, que é Jesus, em mim, ou seja, eu passo a ler a bíblia a partir daquilo que eu encarno conforme o Evangelho que está em mim, não é mais um fetiche pelo texto, é um chamado a tornar o texto realidade existencial.

Ora, com isso não estou dizendo que não se possa pegar o livro e ler, ainda que eu entenda que o livro já está em mim, na minha consciência, mas que praticar o que se leu é melhor do que ler e não tornar esse saber em nada que não seja “carne e sangue”, não materializar as Verdades das escrituras como concretude no passadiço do quotidiano. Você gosta de ler a bíblia? Fazes bem, até os demônios a leem. Mas você faz a bíblia ser lida em você?


Carlos Moreira



Mais Lidos

Músicas

O Que Estamos Cantando

Liberdade de Expressão

Este Site Opera Desde Junho de 2010

É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

Visualizações de Páginas

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More