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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

14 junho 2018

Desabastecidos de Esperança: Uma Análise Sobre a Crise Brasileira

Um país já convalido, como o Brasil, ficou ainda mais debilitado após esta greve dos caminhoneiros. O prejuízo, ainda não computado, é enorme, o desabastecimento, que começa a se normalizar, não reflete o tamanho do estrago causado, sobretudo, a alguns setores, que precisarão de muitos meses para se reabilitarem. A verdade é que não é preciso ser cientista político ou economista para perceber que chegamos ao fundo do poço. Hoje, a maior crise no país não é de combustível, é de esperança, é olhar para frente e não ver chão nesta estrada de barro batido onde esse povo sofrido anda. Maldição dos céus? Juízo divino? Vestígios do apocalipse das nações? O que se passa com esse Brasil tão grande e tão enfermo? O que nos tem sucedido? Somos, sim, esse “Gigante pela própria natureza”, mas sofremos de um mal que poucos discernem: nanismo espiritual, deixamos a Deus e escolhemos viver por nossas próprias forças. Somos, de fato, o “País Tropical”, mas não podemos mais dizer “Abençoado por Deus”, a canção do Jorge Ben Jor – quase um hino nacional – quem diria, ficou démodé. Nessa mensagem, com as Escrituras nas mãos, vamos olhar para o Brasil, vamos analisar, sem paixões políticas ou fatalismos religiosos, o que tem nos acometido. Diante de todo o contexto e como bem disse Jeremias em Lamentações: “Talvez ainda haja esperança...”.


 

27 março 2018

Bipolaridade Social: de que Lado Você Está?

Deus criou todas às cosias e na sua criatividade não fez nada igual, somos bilhões de pessoas totalmente diferentes umas das outras, os incontáveis seres vivos são todos desiguais, é a multiforme sabedoria da Graça de Deus manifesta em sua criação. Mas o que vemos hoje, tristemente, é que fomos reduzidos à bipolaridade social, tornamo-nos seres dialéticos, ou somos de “direita”, ou de “esquerda”, “héteros” ou “gays”, “crentes” ou “ateus”, “brancos” ou “negros”. A sociedade moderna, fustigada por tanta tecnologia, transformou os seres humanos em binários, ao invés de lidar com a multidisciplinaridade, burrificou-se, reduziu o pensamento a um tipo de mimetismo que se traduz ou por “zero”, ou por “um”, é o extremismo ideológico, um maniqueísmo comportamental que se sobrepuja a tudo. De fato, não há mais espaço para o diálogo, não existe respeito por posições antagônicas, não se pode divergir em alto nível, no campo das ideias, não vemos razoabilidade entre as partes, cada lado isolou-se em sua trincheira de onde ataca o grupo rival, vivemos no ápice da idiotice, assistimos a consagração das toupeiras! Diante desta cenografia complexa, cabe perguntar: de que lado você está? Qual a sua ideologia? O que você defende? Em tempos de polarização intelectual, que postura devemos assumir, quem deve ter o nosso apoio, ao que devemos aderir? Assista a mensagem e surpreenda-se com o desfecho!


 

10 março 2018

A Cartilha dos Crentes: Orar, Jejuar e Ler a Bíblia



Nos dias de Abraão não existia bíblia, a tradição para se ensinar algo era oral, o pai repassava para o filho as verdades da fé enquanto caminhava com ele no chão dos dias e aquilo ia sendo introjetado como verdade e bem.

Mas quando Jesus fala de Abraão para os Fariseus, diz que ele viu o “Seu Dia” e se alegrou, ou seja, o Patriarca não leu nada sobre isso em um livro, mas fez uma leitura da vida da perspectiva do Espírito, ele não discerniu a partir da letra, mas leu espiritualmente o que estava por vir e isso era para ele mais real do que qualquer texto, "... As palavras que eu lhes digo são espírito e vida". João 6:63, lembram?

É muito comum, no meio evangélico, existir uma certa neurose compulsiva pela leitura da bíblia. Aliás, o trinômio “orar, jejuar e ler a palavra” é quase um mantra na boca dos crentes, revela um sinal de saúde espiritual e quem segue essa “disciplina” está em paz com Deus.

Ora, eu sei que quando se afirma isso ainda se está olhando para a religião judaica, para a oração do templo, que foi substituída por vigílias e cultos, para o jejum meritório, onde se tencionava mover a divindade na direção daquilo que se desejava, e para a leitura do texto sagrado, com o livro nas mãos, hora e local definidos.

Mas em Jesus, todas essas coisas foram extintas, não há mais geografia para o culto, uma vez que ele se faz em todo lugar e a qualquer hora, a oração é em Espírito e em Verdade, interage com as dinâmicas dos fatos, o jejum é aquele ensinado por Isaías, que quebra o jugo da injustiça e me torna solidário a dor do meu próximo, e a leitura da palavra passa a ser a encarnação da Palavra, que é Jesus, em mim, ou seja, eu passo a ler a bíblia a partir daquilo que eu encarno conforme o Evangelho que está em mim, não é mais um fetiche pelo texto, é um chamado a tornar o texto realidade existencial.

Ora, com isso não estou dizendo que não se possa pegar o livro e ler, ainda que eu entenda que o livro já está em mim, na minha consciência, mas que praticar o que se leu é melhor do que ler e não tornar esse saber em nada que não seja “carne e sangue”, não materializar as Verdades das escrituras como concretude no passadiço do quotidiano. Você gosta de ler a bíblia? Fazes bem, até os demônios a leem. Mas você faz a bíblia ser lida em você?


Carlos Moreira



22 fevereiro 2018

O Evangelho não Precisa de Marchas, Precisa de Macas para os Feridos

O Evangelho não precisa de Marchas, precisa de Macas para recolher os feridos e os doentes da sociedade. Este é um tempo de muita mídia, com quase nenhuma ação, muita propaganda, sem que se saiba a real intenção. Jesus não era um homem dado ao espetáculo, Isaías diz que ele não gritaria pelas praças nem faria desfiles pelas ruas, sua ação era discreta, no encontro humano, o Reino se torna visível não quando é alardeado do alto de um trio-elétrico, mas quando se dissipa junto as pessoas, em ações de justiça e solidariedade, de forma silenciosa, como sal na comida que não é percebido, mas que torna-se imprescindível para que haja sabor. Evangelizar, ao contrário do que a maioria pensa, não é transmitir uma informação, é demonstrar uma transformação, que adianta sermos o maior país cristão do mundo com as taxas de desigualdades que enfrentamos, que adianta as milhares de igrejas cristãs distribuídas em todas as nossas cidades se elas não são instrumentos de transformação das realidades em seu entorno, de fomento de uma espiritualidade que olhe para o pobre, para o órfão e para a viúva? O chamado do Evangelho é para construirmos consciências, não prédios, saber que “Jesus Cristo é o Senhor” até os demônios sabem, tornar Jesus Cristo, de fato, o Senhor das nossas vidas é que é o desafio. Quando Escolas de Samba, em pleno carnaval, denunciam a exploração e a miséria e a “Marcha para Jesus” faz fanfarrice para a Globo ver, pois imagina-se que aparecer, por 30 segundos, no Jornal Nacional, é motivo de honra e reconhecimento de nosso valor, percebe-se quão grande é o abismo no qual a igreja mergulhou nestes últimos tempos. As “pedras” estão clamando, enquanto a igreja brinca de batalha espiritual e faz corço aloprado para gringo ver. Assista a mensagem e seja edificado!


 

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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