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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

06 março 2019

Ri Melhor quem Ri Por Último



Chocado? Uma infinidade de gente, no maior País cristão do mundo, ficou. Curioso... A fotografia refere-se a temática “A Saliva do Santo e o Veneno da Serpente”, da escola de samba Gaviões da Fiel, que desfilou no carnaval de São Paulo.

Não há nada de novo nesse enredo, o maniqueísmo religioso – a eterna luta do bem contra o mal – está não só na história factual da humanidade, como também no seu inconsciente coletivo. Escárnio? Desdém com símbolos sagrados?

Ofensa a um grupo religioso? Ora, quem crê em Jesus, conforme o Evangelho, não se sentiu aviltado, muito menos se escandalizou com a encenação, uma vez que ali estão apenas representações arquetípicas da “batalha” entre deuses e demônios.

Aliás, Deus mesmo, em nenhum momento, se incomodou de expor Jesus. Ele ficou exposto no tribunal do Sinédrio, diante da figura perversa de Caifás, ficou exposto, pela manhã, diante da guarda Romana, quando teve suas roupas retiradas para ser submetido a uma série de torturas, ficou exposto quando, trôpego e ensanguentado, desfilou pelas ruelas estreitas de Jerusalém, ouvindo impropérios e sendo humilhado pela população local e, finalmente, como “gran finale”, ficou exposto ao ridículo de, sendo o “Filho de Deus”, ter seus pés e mãos perfurados para ser dependurado numa Cruz, onde agonizou por horas, sendo ultrajado até a morte pelos guardas pretorianos.

Ora, não é preciso ter grande imaginação para entender que, naquele momento, Satanás e seus demônios se regozijavam e festejavam, imaginando que haviam ferido de morte o próprio Deus, eles diziam: “Salva-te, agora, a ti mesmo!”.

O que eles não sabiam, todavia, é que aquele era o plano, um “golpe de mestre” pois, pela morte, o pecado foi vencido, “um morreu por todos, logo, todos morreram”, conforme Paulo aos Romanos.

Depois que Jesus disse “Está consumado”, expirando sua vida, entrou no inferno, tomou do Diabo a chave da morte e do inferno, e disse ao rabudo: “Cheque Mate!”. Pois é, como se diz no ditado popular: “Ri melhor, quem ri por último”... E Viva a Gaviões da Fiel!


Carlos Moreira


27 fevereiro 2019

Esquerda? Direita? Pode ser Ambos?




Ideologia é o conjunto de ideias, pensamentos e doutrinas que um indivíduo, ou grupo de indivíduos, possui a respeito de questões de cunho social ou político. 

Apesar de podermos categorizar, ao menos, uma dezena de possibilidades nestes campos, no Brasil, neste tempo que vivemos, ficamos reduzidos a apenas duas possibilidades. 

Assim, usando a dialética de Heigel, ou somos “tese”, ou somos “antítese”, estamos fadados a ser, ou de direita, ou de esquerda. Minha questão, todavia, é a seguinte: e quem não cabe nessas duas caixas, faz o quê? 

Ora, minha indagação se dá pelo seguinte: eu escolhi nem ser de direita, nem de esquerda, e agora, o que faço? Se não entro numa “caixa”, fico fora do “jogo”? Será que eu não posso apoiar causas da direita, quando julgar que elas são justas, e causas da esquerda, quanto entender que elas são verdadeiras? Por que tenho que ter um lado se posso ter todos os lados? 

Bem, eu digo isso porque acredito que Jesus era assim, ele não tinha uma ideologia social, nem muito menos política. Na verdade, o que Jesus propôs foi uma “nova ideologia”, um conjunto de valore e princípios que ele chamou de “Evangelho”. 

Em síntese, o que essa “ideologia” pressupõe é a possibilidade de vivermos a vida tendo como premissa uma nova forma de olhar tudo o que nos cerca: o mundo, as pessoas, a cultura, a política, a sociedade e todas as dinâmicas presentes no cotidiano. 

O evangelista Mateus registrou, no Sermão do Monte, uma fala de Jesus que resolve a problemática do maniqueísmo ideológico de “direita e esquerda”. Diz o Galileu: “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não...”. Sabe o que significa? É bem simples: o que for justo e verdadeiro, independente de qual seja a fonte ideológica, deve sempre encontrar naqueles que se dizem discípulos de Jesus a disposição para o “sim”, e o que for injusto e mentiroso, deve sempre obter de seus discípulos uma disposição para o “não”. 

Em Jesus, não importa a corrente ideológica, o que é bom, é bom, o que é ruim, é ruim, independente de que lado esteja. E ele completa a frase dizendo: “... porque o que passa disto é de procedência maligna”, ou seja, se você, por conta de uma questão de ideologia social ou política, de condicionamento academicista, de doutrinação religiosa, de indução filosófica ou manipulação marqueteira, transforma aquilo que é “sim”, em não, ou aquilo que é “não”, em sim, você está se permitindo manipular pelo maligno, uma vez que o mal não suporta nem a verdade, nem a justiça, o negócio do mal é fazer o que é bom ser ruim, e o que é ruim ser bom. 

Por isso, para mim, é muito fácil aplaudir a direita e elogiar a esquerda, e também é natural recriminar a esquerda e denunciar a direita, uma vez que eu não estou preso a nenhum destes condicionamentos, não me acho confinado a nenhuma das duas “caixinhas”, nem sou refém de quaisquer destes pressupostos, minha “ideologia” é o Evangelho, e nele eu posso ser de qualquer lado, desde que esse lado proponha a paz, o bem e a vida. 

É simples assim. Mas você acredita que, curiosamente, a maioria das pessoas não consegue entender isso...


Carlos Moreira





25 fevereiro 2019

Aprender, Desaprender e Reaprender

“Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”. A frase famosa é atribuída a Leon C. Megginson, professor da Louisiana State University, num discurso em 1963, onde ele expôs sua interpretação das teorias de Charles Darwin sobre a origem das espécies. De fato, viver é o exercício disciplinado de sobreviver às mudanças, mudando, de não se fossilizar com o que já foi aprendido, de não se intimidar diante de novos desafios. Nesse sentido, Alvin Toffler, escritor e futurista norte-americano, doutor em Letras, Leis e Ciência, conhecido mundialmente pelos seus escritos sobre a revolução digital, afirmou quase a mesma coisa que Megginson, ainda que adaptado a nossa realidade. Ele disse: “Os analfabetos do século XXI não serão aqueles que não conseguem ler e escrever, mas sim aqueles que não conseguem aprender, desaprender e reaprender”. Desta perspectiva, há um homem na Bíblia que me encanta pela sua capacidade de se reinventar, pela sua coragem de abandonar aquilo que estava obsoleto, sua tenacidade em abraçar um modelo totalmente diferente de vida e fé, e pela sua perseverança em viver e morrer defendendo aquilo em que acreditava. Paulo, o Apóstolo dos Gentios, era um homem incansável, disposto a jogar fora os “antigos mapas” para redesenhar novos caminhos e possibilidades. E você? Como você se posta diante da existência? Você possui convicções inamovíveis? Você é daqueles que morre pelas suas crenças sem se deixar persuadir por algo novo? Você acredita que há coisas que deveria desaprender? Quais conceitos e comportamentos poderiam ser ejetados da sua história, das suas relações, da sua forma de exercer sua profissão? Você acha que já sabe muito, imagina que não há possibilidade para reaprender algo? Cogita que a única “verdade” é aquilo que faz parte de suas convicções, que não existem outros caminhos? Assista a mensagem e surpreenda-se!

 

18 fevereiro 2019

Ateus da Religião, mas Discípulos do Evangelho

Lamentavelmente, a morte trágica do jornalista Ricardo Boechat despertou, entre religiosos, os sentimentos mais mesquinhos e repugnantes imagináveis. Ao invés de expressões de misericórdia, solidariedade e respeito pela dor da família e dos amigos, uma quantidade enorme de pessoas publicou mensagens de vaticínio e juízo divino pelo ocorrido. Para se ter uma ideia, há quem tenha afirmado que o Âncora da BAND foi direto para o inferno, uma vez que se declarava ateu, outros enfatizaram que a tragédia foi fruto de um acerto de contas entre “deus” e o Boechat, uma vez que, no ano passado, o mesmo se desentendeu publicamente com o Pr. Silas Malafaia, a quem eles consideram “ungido” e, sendo assim, “deus” agora estaria se vingando do ultraje proferido. Na verdade, tragédias e fatalidades não se explicam. Em face a elas, cabe apenas o silêncio e a reverência pela vida dos que se foram. Diante da polêmica, todavia, cabe questionar o seguinte: é possível um homem bom, que fazia o bem, que amava o seu semelhante, não ter conhecimento de Deus? Afinal, de que “deus” estamos falando? Qual era o “deus” do qual Boechat era ateu? O “deus” das religiões? O “deus” do cristianismo? O “deus” propagado por certos tipos de fiéis aloprados? Nietzsche, filósofo alemão do século XIX, certamente um dos mais famosos “ateus” da história, proferiu uma das frases célebres sobre a descrença religiosa: “Deus está morto. Nós o matamos, vós e eu!”. Assim, seria possível alguém ser salvo para experimentar a vida na eternidade sem ser cristão, sem ir à igreja, sem confessar os catecismos e acreditar nos dogmas, sem participar da Ceia? Assista a mensagem e tire suas conclusões!


 

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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