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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

05 outubro 2018

A VIDA É FEITA DE ESCOLHAS. FAÇA A SUA!



Jesus chorou, olhando para Jerusalém, pelo fato do povo não ter reconhecido a oportunidade da visitação de Deus. Sim, eles rejeitaram um Reino de bondade e justiça e escolheram ficar debaixo do jugo Romano, que viria a destruir a Cidade Santa, através do general Tito, no ano 70 depois de Cristo. 


Mas toda tragédia tem sua própria anatomia, ela vai sendo construída pacientemente. No caso dos Judeus daqueles dias, duas escolhas foram decisivas para que a ruína começasse a ser tecida, o que durou, aproximadamente, 40 anos. 

A primeira escolha desastrosa foi a escolha de Caifás como sumo-sacerdote, uma jogada que envolveu a indicação política dos Romanos em conluio com o comando religioso do Sinédrio. 

Caifás era genro de Anás, que ocupava o cargo ante de sua posse, portanto, aquele era um “negócio de família”, uma vez que diversos interesses econômicos e políticos estavam em jogo na sensível relação dos Judeus com o Império. 

Ora, Lucas afirma, no capítulo 3 verso 2, que o ministério de João Batista, filho do Sacerdote Zacarias, da Tribo de Arão, começou na mesma época do sacerdócio de Caifás. João, como sabemos, prepara o “Caminho do Senhor”, e segundo Jesus, entre os nascidos de mulher, ninguém era igual a João. Ele, portanto, era a escolha certa, tinha a hereditariedade, tinha o chamado do Espírito Santo, tinha as qualificações para exercer um ministério profético, mas foi rejeitado pela elite religiosa e pela demagogia política. 

A segunda escolha desastrosa, que dispara o mecanismo que vai levar o povo a ruína, foi a escolha entre Jesus e Barrabás. 

No pátio do Palácio de Pilatos, os Judeus daquela geração não escolheram apenas soltar um preso político e agitador, para livrá-lo da sentença de morte, eles escolheram entre o Reino de Deus e o Reino de Roma, escolheram entre a salvação e a danação, escolheram entre a vida e a morte. 

Manipulados pelas autoridades judaicas, que já estavam articuladas com a autoridade do governador da Palestina, o povo escolheu seu próprio destino ao afirmar: “Crucifica-o!”, em relação a Jesus. 

Fosse isso pouco, ainda disseram, em tom arrogante: “Caia sobre nós e sobre os nossos filhos o seu sangue”. 40 anos depois, o grande General Romano entrou em Jerusalém, destruiu a cidade e o templo, profanando o lugar sagrado e fazendo ali sacrifícios pagãos, mantando centena de milhares de pessoas. 

A vida é feita de escolhas. Por vezes, lemos os textos, mas somos incapazes de articular o mosaico mais amplo da história. Na verdade, religião e política são duas potestades que sempre andam juntas, por isso, no livro do Apocalipse, elas são representadas por duas bestas. 

Quem puder discernir o que digo, que discirna... 

Neste domingo, o Brasil está diante de uma escolha que poderá mudar os rumos da nação para sempre. Espero, em Deus, que você faça a escolha correta e que aquele que for subir a rampa do Palácio esteja, realmente, pronto para governar e tomar as medidas que o nosso convalido País necessita. 

Que o Senhor nos livre, portanto, de escolhermos errado e de vermos o sangue de inocentes caindo como cachoeiras em nossas cabeças. Oro para que sua decisão seja conforme o Espírito que vemos em Jesus e a consciência que há no Evangelho. Deus os abençoe!




Carlos Moreira


01 outubro 2018

Solidão de Casa Cheia: a Compartimentação da Família Contemporânea

“Quem são essas pessoas que moram nessa casa?”. Como pastor, lidando com dramas familiares há muitos anos, tenho estado assustado com o agravamento das crises que sucedem dentro dos lares na sociedade contemporânea. A pergunta que encabeça essa sinopse não foi feita por um vizinho desatento, nem pelo zelador do prédio, ou muito menos é a indagação do entregador de pizza, ela foi feita por uma mãe que abriu comigo o seu coração referindo-se aos moradores da sua própria casa. Na verdade, aquela mulher sabia que havia gente morando naqueles cômodos, ela até via essas pessoas em alguns dias da semana, eventualmente, eles se esbarravam pelos corredores, mas ela me confessou que não tinha a menor ideia de quem elas eram, ou o que acontecia em suas vidas, para além do privado promovido pelo isolamento compulsório que a dinâmica da vida cotidiana nos impôs. Aumento da carga de trabalho, perda de tempo com um trânsito caótico, virtualização das relações nas redes sociais, esfriamento da afetividade, terceirização de responsabilidades, são muitas as causas que compõem a fenomenologia da fragmentação familiar e da deterioração das relações parentais em nossas casas. Tragicamente, o resultado último deste processo têm sido separações cada vez mais céleres, distúrbios de personalidade, escolhas desastrosas na vida, patologias clínicas como transtorno de ansiedade, pânico e depressão, envolvimento com drogas, vício alcoólico, violência doméstica, sexual e até suicídio. Diante desta breve exposição, é mister questionar: como está a sua casa? Que dramas você tem enfrentado com seu cônjuge? Como andam seus filhos? Você sabe o que eles fazem, do que gostam, com quem andam? Existe em você a consciência da responsabilidade dada por Deus no que diz respeito ao seu trato com os diversos atores familiares? Assista a mensagem e encontre as respostas!


 

09 setembro 2018

Aborto Espiritual: os que Morrem por não Serem Gerados no Evangelho

Em tempos de discussão sobre aborto, quero tratar de um tema muito comum dentro de igrejas: o “aborto espiritual”. Sim, trata-se do fenômeno do indivíduo que se “converte” ao Evangelho, mas que não se desenvolve proporcionalmente ao tempo decorrido, pois não recebeu na sua “gestação” os nutrientes necessários à formação de sua consciência e também não desfrutou de um ambiente adequado para os “fetos na fé” crescerem com saúde. Com tristeza tenho observado o número assustador de “abortos espirituais” dentro das igrejas, gente com patologias das mais distintas, usando a alegoria, falta de membros importantes no corpo, dificuldades na cognição, alguns, pelos danos sofridos, tornaram-se totalmente acéfalos, e outros foram paridos com deformidades na visão e na audição. A igreja, da perspectiva destas pessoas, deveria funcionar como uma incubadora intensiva, provendo todo tipo de cuidado necessário para que o “feto abortado” pudesse ter a possibilidade de salvar-se e crescer como qualquer outro. Desgraçadamente, todavia, é na igreja onde mais se matam “fetos-espirituais”, uma vez que lhe são negados os cuidados mínimos devidos, como alimentação correta, pastoreio verdadeiro, discipulado contínuo e ambiente saudável, com gente que tenha uma espiritualidade normal, coisa cada vez mais escassa nesses dias. Há igrejas, inclusive, que se especializaram como verdadeiras clínicas abortivas, são de um poder de destruição incomparável, usam de todos os meios disponíveis para matar aqueles que ainda poderiam ser curados para a prática da fé e o bem da vida. Assim, cabe perguntar: o que fazer para evitar o crescimento do fenômeno? Quais as características presentes na vida de alguém que se tornou um “aborto espiritual”? Quais as chances de um “feto mal-formado” espiritualmente sobreviver na selva da religião? Será que você foi abortado e não sabe? Assista e encontre as repostas!


 

05 setembro 2018

Você não Precisa Destruir as Pessoas porque o Casamento foi Destruído




Há mais de 20 anos aconselho casais. Acho que adquiri certa autoridade pelo fato de estar casado há 27 anos e com 34 de relacionamento, somando o namoro e noivado. 

Ajudando cônjuges em seus conflitos e dores, aprendi muito sobre conjugalidade, sobre o encontro e o caminhar de duas pessoas no chão dos dias. Dentre os diversos mitos que ajudei a derrubar nas crises matrimoniais, certamente um dos maiores foi o que postula que “A separação destrói os filhos”. Isso é falso. 

Com sinceridade, esse tipo de afirmação não passa de um jargão religioso de quem, na maioria das vezes, quer por remendo novo em vestido velho. Sim, para o “crente”, é melhor viver no inferno relacional do que pacificado e separado, é melhor manter as juras feitas no “altar”, do que andar em verdade com o que se passa nos cômodos do ser e coerente com o que se carrega na consciência. Mas esse já é outro tema... 

Fato é que uma separação, não obstante ser uma “amputação”, ou seja, as marcas ficarão para sempre, não necessariamente tem de ser uma tragédia. Eu não advogo separações, salvo quando percebo que elas já se consumaram na vida, falta só a coragem dos pares de concretizar no cotidiano o que já se estabeleceu desde há muito na alma e no coração. 

Há relacionamentos que se tornaram tão adoecidos e dessignificados que viver junto é ofensivo, septicemia afetiva não tem cura, é melhor separar e tentar salvar a vida, Deus tem segundas chances para nós. 

O que destrói uma família não é a separação, cônjuges equilibrados, que tratem o tema com respeito e coerência, podem ser bem sucedidos nisso, dentro do possível. O casal se separa na vida, mas continua sendo pai e mãe dos filhos, portanto, de certa forma, parte da história continua, e isso precisa ser levado em consideração, porque é normalmente aí que os estragos são feitos. 

Filhos suportam separações, ainda que com certo grau de sofrimento. Uns sofrem mais, outros menos, mas ninguém se joga do prédio por conta disso. O que destrói as pessoas dentro de uma casa são acusações maldosas, são disputas financeiras, são picuinhas com a partilha dos bens, movimentos antecipados calculadamente para produzir prejuízo contra o outro. 

Não tenha dúvidas, há muita maldade represada que vem à tona num processo de separação. O marido começa a denegrir a mulher, a mulher joga o marido contra os filhos, os filhos tomam partido de quem se faz mais de vítima. De fato, em alguns casos, é mesmo uma tragédia grega, e tem muita artistagem nesta hora, pois há máscaras que não saem mais do rosto... 

Não fosse tudo isso bastante, ainda se pode adicionar xingamentos despropositados, chantagens emocionais, tentando tornar o outro refém de seus erros, insultos a familiares que estão fora do contexto do lar, violência emocional, violência física, blefe, mentiras, se alguém não sabe do que o inferno é feito basta se separar, nesta perspectiva do que estou pontuando, que vai conhece-lo na intimidade. 

Não sei se você sabe, mas separações podem ser tão dolorosas que são comparadas a traumas de guerra. Eu estou certo quando afirmo que gente com bom coração, com bom senso e boa vontade, pode, sim, se separar, mas sem destruir o ecossistema familiar inteiro, tocando fogo no mar para comer peixe frito. 

Gente madura, séria, honesta, vai tratar a separação como um mal necessário, vai administrar os impactos sobre os filhos, vai tentar deixar o outro numa condição que lhe dê o necessário de dignidade, vai repartir bens e dinheiro de forma generosa e justa, vai preservar, para os filhos e a família, a imagem do pai, ou da mãe, que jamais poderá ser desfeita, pois não há benefício em se destruir esta representação na mente e no coração dos outros. 

Eu já vi muitos divórcios acontecerem, vi os trágicos e os “bem” sucedidos, e digo que é possível fazer as coisas com o peso certo e a medida correta, mas nem todos estão aptos a experienciar esta realidade. Viver casado, acredite, é muito bom, mas quando não é bom, viver separado, é muito melhor... 



Carlos Moreira



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