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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

01 maio 2015

Jesus e o Anti-Marketing Religioso



Em 355 a.C, próximo a Atenas, Aristóteles fundou o seu Liceu para repassar ensinamentos aos discípulos que desejassem aprender sobre lógica, física, matemática, retórica, ciências, entre outros saberes.

Tratava-se de um amplo espaço, com um enorme bosque, onde havia aulas regulares pela manhã e a tarde, com públicos diferentes, com vistas a fomentar a filosofia e o desenvolvimento do pensamento para o bem da vida.

Pois bem, eu confesso estar imensamente intrigado por que Jesus não andou neste mesmo “mover”, por que não seguiu a receita de sucesso daqueles que vieram antes de si, por que não fez uso de estratégias de multiplicação? Sim, encasqueta-me o juízo saber por que Jesus foi tão obtuso e não se valeu de seu enorme potencial homilético, de seu imenso carisma e, sobretudo, de sua capacidade extraordinária de realizar milagres?!

Em tempos de “expansão” de ministérios, de pregadores televisivos, de construções de templos salomônicos, de aumento da população evangélica com vistas a se tornar a religião hegemônica no Brasil, parei para refletir sobre a vida de Jesus e seus discípulos...

Na verdade, a dúvida sobre os métodos de Jesus não é só minha, não. A própria família do Senhor também não entendia por que ele usava estratégias tão ultrapassadas e não fazia qualquer marketing pessoal. Em Jo. 7:4, o Galileu ouviu dos de casa o seguinte: “Ninguém que deseja ser reconhecido publicamente age em segredo. Visto que você está fazendo estas coisas, mostre-se ao mundo". Mas, curiosamente, ele insistia na simplicidade e na fé...

O que eu queria mesmo era que Jesus tivesse alugado um espaço, quem sabe próximo ao Templo de Herodes, numa área nobre de Jerusalém, e botasse pra quebrar! Sim, fico pensando numa mega catedral, com cultos, ao menos, três vezes por dia, louvor gospel com bandas extravagantes – assim atrairia também a juventude – e mensagens bombásticas para os miseráveis daquela região. Ia ser o pipoco! O Sinédrio ia esquentar a chapa e teria que se cuidar com a nova concorrência!

Na verdade, com a capacidade que o Galileu tinha, certamente conseguiria levantar muitos fundos entre a classe dos publicanos. Com estes recursos, poderia construir o Liceu de Jesus, um lugar para treinar novos evangelistas e enviar obreiros para abrir igrejas em todo o Oriente! Ao invés de apenas 12 discípulos, ele teria 12 mil pastores sendo preparados para detonar com a doutrina da Lei Mosaica dos Judeus. Além de inovador, seria imbatível!

Fico pensando em Jesus realizando milagres de todo tipo, pirotecnia pra todo lado, descendo voando do pináculo da catedral e aterrizando, suavemente, no altar central? Ô benção! Ele ao invés de anunciar o Evangelho do Reino, pregaria sobre a Teologia da Prosperidade, acabaria com aquela fixação estranha de morte na Cruz e se voltaria para o Palácio de Pôncio Pilatos, o qual, inclusive, devidamente “trabalhado”, certamente se constituiria num poderoso aliado.

Ah Jesus... Quanto poderia ter sido feito... Mas você, Senhor, optou pelo caminho mais difícil, pela porta estreita, por fazer a vontade do Pai, abraçando a proclamação da Verdade e escolhendo o cuidado dos pobres e necessitados da Terra. Que enorme desperdício!

Mas nem tudo está perdido, meu Senhor... Hoje, seus “discípulos” estão remendando a história, colocando a “igreja”, novamente, nos trilhos da “fé”, realizando o que você se negou a fazer. Eles constroem templos suntuosos, manipulam a sã doutrina, esfolam o povo para tirar-lhes dinheiro e se regalam nas benesses do “evangelho”.

Olha, Jesus, tenho de admitir que eles estão executando tudo o que você nunca fez, mas também esperam que o Senhor, ao final, os receba na glória eterna, com banda de música, confete e serpentina! Então Senhor, por favor, não vá os decepcionar, pois eles estão fazendo tudo ao contrário, mas estão alcançando um sucesso inquestionável...

© 2015 Carlos Moreira

28 abril 2015

Uniões que Mudam a Essência da Gente

Uniões são capazes de nos alterar, tanto para o bem, quanto para o mal. Permitir que alguém entre em nossa vida significa receber não só quem ele é, do ponto de vista social, mas abraçar, conjuntamente, aquilo que a pessoa carrega no ser – sua história existencial, familiar, os condicionamentos, as heranças emocionais, o seu psiquismo, ou seja, tudo o que está depositado na alma do indivíduo. Relacionamentos liberam forças poderosas e são capazes de mudar a nossa essência, alterar nosso interior, atingir nosso espírito. Por isso, não raras vezes, nos deparamos com pessoas que, ao simbiotizarem seu espírito com o espírito de um outro, acabam tornando-se irreconhecíveis em relação a quem um dia foram. Quem foi que você permitiu que entrasse em sua vida e alterasse quem você é? Discernir é preciso, pois torna-se mister que tudo o que veio a nos possuir contra nossa vontade, seja tirado de nós pelo poder do Espírito e da Palavra! Assista esta mensagem e discirna, você mesmo, as relações que alteram a vida da gente.

 

23 abril 2015

Quando a Alma Implode Dentro da Gente

Definitivamente, não fomos criados para conviver com as pressões do tempo presente. Somos a sociedade do pânico, somos a geração dos deprimidos, daqueles que, pelas circunstâncias, se tornaram sanduíche de gente. Quais são os mecanismos que mais adoecem as pessoas? Quais circunstâncias são, potencialmente, mais indutoras de distúrbios emocionais e transtornos na alma? O que pode ser feito, preventivamente, para combater o mal deste século? Assista esta mensagem e aprenda como recuperar sua alma das dores sofridas na vida.


 

15 abril 2015

Exortar é Preciso


Sempre encontro gente mais santa do que Jesus. Aqui, ali, vejo surgirem novos doutores da lei com uma diferença: eles são muito ruins de argumento, são frágeis de conhecimento e insipientes em sua fé. Nestes últimos tempos, sofro ataques sistemáticos, alguns com agressões horrorosas, porque sempre tenho chamado a igreja a reflexão e ao confronto. Sim, eles me dizem que não se deve “bater” na igreja, que não podemos expor a igreja, que não devemos mostrar as pessoas os equívocos da igreja. 

Fico intrigado com a postura... No fundo, é a hipocrisia reinante, pois é melhor deixar que a igreja apodreça, com práticas perversas, do que chamá-la a luz e a Verdade. Vamos escondendo o lixo embaixo do tapete, pois não queremos escandalizar a Deus. Ora, os profetas e apóstolos estão aí para nos provar que Deus nunca se preocupou com estas coisas. Senão, vejamos...

Se houvesse o mínimo de conhecimento bíblico, a questão já estaria por si só, resolvida. Vocês acham que não se deve exortar a igreja? Bem, lembremos, então, de Paulo, o apóstolo, que exortou a igreja de Jerusalém declarando que havia entre seus líderes um espírito clericalista, além de fortes resquícios do judaísmo.

O mesmo Paulo chamou a igreja de Corinto de carnal e infantil e isso em função de práticas bizarras presentes entre eles. As duas cartas que escreveu  para os irmãos, não foram motivo de alegria, mas de tristeza pela severidade das críticas.

Na sequência, Paulo fez uma incisiva advertência contra a igreja que se reunia na Galácia, onde ele chamou os irmãos de insensatos, uma vez que eles voltavam as velhas práticas do judaísmo.

Não satisfeito, Paulo confrontou duramente os irmãos da igreja em Colossos, pois estavam infiltradas entre eles doutrinas gnósticas, além da guarda de cerimônias judaicas, o que levou o apóstolo a exortá-los afirmando que a fé deles era insipiente.

O autor da carta aos Hebreus – que pode ter sido Paulo – também exortou àquela igreja afirmando que a fé deles era de epiderme, pois quando deviam ser mestres, tinham necessidade de voltar aos rudimentos da fé e da doutrina. 

Contudo, alguém poderá dizer que isso foi Paulo, que era homem, como nós. Então, vamos a Jesus, que no apocalipse de João, exortou 6 das 7 igrejas as quais as cartas foram enviadas, e tudo isso a partir do capítulo 2.

A igreja de Éfeso, ele disse que deveria se arrepender, pois ela, pelo zelo e pela ortodoxia, havia se esquecido da devoção do coração.

A igreja de Pérgamo, falou da imoralidade reinante e foi duro quanto à necessidade de arrependimento.

A igreja de Tiatira, vociferou que ela sofria de problema semelhante, e exortou contra a imoralidade e o adultério.

A igreja de Sardes, o Senhor disse que ela era performática, que pensava que está viva, mas estava morta.

A igreja de Laodicéia, advertiu contra a religião que evita o desgaste e o confronto, a fé que nem é quente nem fria, mas se afirma politicamente correta. Foi tão duro nesse caso, que disse que a igreja estava cega, pobre e nua.

Bem, se depois de tudo isso ainda existem aqueles que acham que não se deve confrontar a igreja em seus equívocos e pecados, e que quem faz isso é um louco verborrágico, afirmem conjuntamente que vocês seguem um outro Evangelho, mas não o Evangelho de Jesus, o Cristo de Deus! 

© 2015 Carlos F. S. Moreira​

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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