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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

12 outubro 2011

O Luto de Eli


A última moda agora é falar em sustentabilidade. Trata-se de um “conceito sistêmico relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana”.

A sustentabilidade, fundamentalmente, visa preservar a biodiversidade e os ecossistemas. A tecnologia deve ser sustentável, o desenvolvimento econômico precisar ser sustentável, as empresas buscam ser sustentáveis, e por aí vai... Uma coisa, entretanto, não tenho ouvido falar nestes dias: famílias sustentáveis.

Como pastor, tenho aconselhado em média 15 pessoas por semana. É uma rotina difícil e desgastante. Diferentemente dos profissionais da saúde, que fazem escuta terapêutica e são treinados para ouvir dramas e não se envolver com eles, pastores sofrem junto com as pessoas, choram com os que choram.

Neste contexto, impressiona-me a quantidade de gente que carrega problemas que foram se complexificando desde a infância. As questões são as mais diversas, porém as mais freqüentes estão relacionadas à auto-imagem, insegurança, baixa auto-estima, auto-sabotagem, além de transtornos ligados à orientação sexual e a afetividade.         

Em um “recorte” de recente artigo da revista “Filosofia e Psicanálise” o psicanalista francês Charles Melman afirmou: “pela primeira vez na história, a instituição familiar está desaparecendo, e as conseqüências são imprevisíveis. Impressiona que antropólogos e sociólogos não se interessem por isso”.

Surge, então, a questão: como está a sua família? Você acha que ela é sustentável? Sua casa é um ambiente saudável ou insalubre? Como estão seus filhos? Eles estão crescendo de forma equilibrada: física, emocional e espiritualmente?

Hoje é dia das crianças, mas, sinceramente, muitas delas não têm o que comemorar. Seus pais são personagens ausentes, transeuntes insensíveis e inafetivos que circulam pelos corredores das casas em que elas habitam. Estão sempre sobrecarregados, suas agendas são intermináveis, não dispõem de tempo para amá-las, orientá-las ou brincar com elas. Estes "afazeres" são delegados as babás, a escola, a igreja e, pasmem, aos programas de TV!  

“Por que você honra seus filhos mais do que a mim...?”. 1 Sm. 2:29. Esta afirmação contundente foi feita pelo próprio Deus enquanto arrazoava com o sacerdote Eli pelo fato dele negligenciar a educação dos filhos. Apesar de ser um “homem do sagrado”, Eli fez vista grossa para o que acontecia bem debaixo de seus olhos, pois seus dois filhos, Hofni e Finéias, além de se prostituírem a porta da tenda da congregação, ainda profanavam as ofertas e sacrifícios que eram oferecidos ao Senhor tomando parte deles para consumo próprio.    

A conseqüência de tamanha licenciosidade foi desastrosa: “E isto te será por sinal, a saber: o que acontecerá a teus dois filhos, a Hofni e a Finéias; ambos morrerão no mesmo dia”.

As Escrituras afirmam que “os filhos são herança do Senhor”. Eles são a melhor coisa que um homem ou uma mulher podem ter sobre a Terra. Podem trazer muita alegria, ou nos fazer amargar de tristeza; tudo depende de como estão sendo criados.

De uma coisa, todavia, estou convencido: “nossos” filhos não são nossos, são do Senhor! Ele nos delegou a responsabilidade de cuidar deles de tal forma a sermos referência em tudo em suas vidas. Se não os educarmos e não lhes transmitirmos os valores do Evangelho, Deus certamente cobrará de nós o destino que eles terão debaixo do sol.

O que aconteceu aos filhos de Eli foi trágico. Desgraça ainda maior sucedeu a sua descendência: “eis que vêm dias em que cortarei o teu braço e o braço da casa de teu pai, para que não haja mais ancião algum em tua casa. O homem, porém, a quem eu não desarraigar do meu altar será para te consumir os olhos e para te entristecer a alma; e toda a multidão da tua casa morrerá quando chegar à idade varonil”.      

O luto de Eli durou pelo resto de sua vida. Ele fracassou na mais importante tarefa que um ser humano pode ter: edificar a sua própria casa. Hoje, dia das crianças, quem brinca são elas, mas nós, adultos, devemos refletir seriamente sobre como as estamos criando, pois chegará o tempo em que a brincadeira se acabará, o que sobrará será apenas a vida real. Por isso, lembre-se do que citou Pitágoras: “corrija as crianças e não será necessário castigar os homens”.

Carlos Moreira

10 outubro 2011

"Eu Sou a Mosca que Pousou na sua Sopa!"


“E mandou o rei Zedequias soltá-lo; e o rei lhe perguntou em sua casa, em segredo: Há porventura alguma palavra do Senhor? E disse Jeremias: Há. E disse ainda: Na mão do rei de babilônia serás entregue”. Jr. 37:17.

Não sei se você conhece o contexto desta passagem... O rei Zedequias estava cercado pelas tropas dos babilônicos. Ele havia sido traído pelos egípcios que bateram em retirada quando souberam que iriam enfrentar a Nabucodonosor.

No mesmo instante, o profeta Jeremias estava atolado em um poço fétido, com lama até o pescoço. Ele tinha sido colocado ali com autorização do próprio rei, acusado de traição e de desanimar o povo com “suas” palavras.

Mas houve um momento, antes da batalha final, que o rei Zedequias mandou tirar Jeremias daquele poço de agonia e solidão. Fico pensando que ele provavelmente imaginou que um pouco de poço faria um “bem” enorme a Jeremias. Sim, quem não se quebrantaria diante de uma situação como aquela? Quem ousaria permanecer firme, falar a verdade, manter a coerência, a consciência, sustentar convicções, profetizar aquilo que o Senhor havia lhe ordenado? Provavelmente ninguém... Menos Jeremias.

O profeta foi arrastado até o palácio. Diante da opulência do lugar e da imponência do rei ele foi posto perfilado. Ali não estava mais um homem, apenas os trapos que dele restara. Jeremias estava exausto, faminto e mal cheiroso. O rei havia lhe chamado as escondidas. Imagino a cena... Com olhar sarcástico, ele perguntou ao profeta: “há alguma palavra do Senhor?”. E o homem de Deus respondeu: “Há. Na mão do rei de babilônia serás entregue”. E assim sucedeu.

O massacre dos Caldeus sobre Jerusalém foi algo sem precedentes. A cidade, após ser sitiada, acabou não mais resistindo e foi invadida. Seus muros foram queimados, o Templo destruído, os nobres assassinados. Por fim, o rei Zedequias assistiu a morte dos próprios filhos. Foram às últimas imagens registradas pelos seus olhos, que se tornaram cegos após serem vazados pelos seus adversários. Ele foi algemado a grilhões de bronze e levado como escravo para a babilônia.

Olho para os nossos dias... Onde estão os profetas do Senhor? Onde estão aqueles dispostos a falar a verdade a qualquer preço? Onde estão aqueles dispostos a sacrificar a “carreira ministerial”, ou a “sujar” o currículo eclesiástico, ou mesmo a ser perseguido, ridicularizado, caluniado, ultrajado, desprezado? Existirá ainda algum profeta entre nós? Há quem possa em nosso meio dizer como Isaías “quem deu crédito a nossa pregação!”.

Depois de 30 anos de caminhada com Deus pensei já ter assistido a todo tipo de barbaridade. Mas a cada dia sou surpreendido por uma atrocidade diferente e inusitada. Sobre isto bem escreveu Paulo aos Romanos: “não hã quem busque a Deus... não há quem faça o bem... não hã quem fale a verdade...”.

Eis aí os inimigos da Cruz de Cristo! Eles estão diante de nossos olhos! Quem ousará os repreender? Quem se levantará contra eles? São feiticeiros do sagrado, traficantes de um “evangelho” falsificado, intermediários do “divino”. Eles se auto-proclamam “apóstolos”, “evangelistas”, “missionários”, “patriarcas”, “bispos”, mas na verdade são sinagoga de satanás, vendilhões de uma religião oca e vazia, de liturgias dessignificadas, de ritos de ocasião, da fé commoditizada, comercializada como produto de supermercado. Mas um dia eles haverão de se encontrar com o Senhor de toda a Terra, estarão diante do Leão da Tribo de Judá, não mais do Cordeiro de Deus.

Você deve estar se perguntando: “quem és tu para afirmar estas coisas?”. Eu sou um profeta do Deus altíssimo! Não me constituí a mim mesmo, fui chamado com este propósito! Eu ando na contra-mão, no contra-fluxo, na subversão do Reino de Deus, na loucura da Palavra da Cruz, na insanidade do Evangelho de Jesus Cristo. Eu fui chamado para pregar aquilo que não se quer ouvir, para proclamar aquilo que incomoda. Eu meto o dedo na ferida, faço a alma virar ao avesso, à consciência arder, o coração se compungir. Sim, o Espírito do Senhor está sobre mim e ele me ungiu para pregar o “dia da vingança do nosso Deus”!  

Você talvez não suporte o que escrevo porque eu digo a verdade. Eu não vivo de aparência, de subterfúgios, de disfarces. Eu não ando de máscaras, não sou “politicamente correto”, não tenho “rabo preso”, não sou devedor de homens. “Eu sou a mosca que pousou na sua sopa!”, eu estou aqui para falar e não há quem possa me calar. Ouça o que eu digo, escute o que eu prego e você verá o que Deus fará na sua vida! Mas tenha cuidado, pois eu sou “perigoso”. Se você me “engolir” poderá morrer de “indigestão”, pois a Palavra que foi colocada na minha boca tanto sara como fere, tanto faz viver como pode matar.

"Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como geniais. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam.". Jack Kerouac

Eu escrevo este artigo para você que perdeu o temor de Deus, que tem negligenciado o zelo com as coisas de Deus, que se esqueceu da coerência necessária com a Mensagem de Deus. Escrevo para você que cauterizou a sua consciência, endureceu o seu coração, exilou de si mesmo a sua alma. Sim, ainda há tempo para o arrependimento! Arrepende-te, pois, antes que Ele venha e “mova o teu candeeiro”. Não torne vã a graça, nem desprezes a misericórdia, “pois Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mal”. Ec. 12:14

Carlos Moreira

28 setembro 2011

Feliz por Nada


"Por isso, tendo o que comer e com que nos vestir, estejamos satisfeitos". 1 Tm. 6:8.

O título deste texto não é meu. Peguei emprestado da escritora Martha Medeiros em seu livro de crônicas que carrega esse nome. A passagem citada acima também não é minha; é do apóstolo Paulo em sua carta pastoral ao seu discípulo Timóteo. O que vem abaixo, todavia, em parte é meu. Digo em parte porque em mim há vários “eus” que não são meus, eles estão em mim e, ainda que não sejam “eu”, entraram em mim e acabaram ficando...

Pois bem, minha questão aqui é saber onde Paulo estava com a cabeça quando escreveu esta frase. E digo isto por uma razão muito simples: é impossível ser feliz com o que ele oferece. Para ser mais exato, não posso nem dizer que ele está oferecendo alguma coisa, uma vez que o que explicita é o mínimo para existir!

A única explicação que encontro para esse descabimento é o fato de que Paulo vivia num mundo desprovido de tudo. Imagine se ele vivesse hoje! Será que teria a coragem de escrever a mesma coisa? Pense bem: seria possível, por exemplo, viver sem um i-Phone? Será que as mulheres poderiam sobreviver sem, pelo menos, uma ida ao salão de beleza por semana? E os homens? Seriam felizes sem ter um carro possante?

Ora, você pode estar pensando que eu exagerei, pois só estou citando futilidades. Tudo bem. Então imagine viver sem chuveiro elétrico? Que tal não ter um ar-condicionado? Você conseguiria conceber a sua cozinha sem um microondas ou sua sala de TV sem um home theater? Deixei, todavia, o pior de tudo para o final: imagine sua casa sem conexão de alta velocidade a internet? Agora eu te peguei! Você poderia viver sem estas coisas? Diga a verdade? Poderia? Sim. O pior, é que poderia...

George Carlin, escritor norte americano, escreveu que nós “aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos”. De fato, que existência medíocre tem sido esta experimentada pela sociedade contemporânea.  Desgraçadamente, dentre outras coisas terríveis, tornamo-nos escravos da imagem. Imagem é o que interessa! Ela está em todos os lugares, somos movidos por ela, ela é o parâmetro para tudo. Até nossos sonhos são compostos a partir de “imagens armazenadas”.

Bem citou José Geraldo Couto: "a sociedade contemporânea é uma permanente guerra pela conquista do olhar". E haja marketing para chamar nossa atenção, nos fascinar diante das vitrines, dos letreiros, dos anúncios das revistas. É a imagem movendo o mundo, fazendo as pessoas existirem para fora, apenas baseadas na aparência. Cria-se o desejo de ter em detrimento da necessidade de ser.

De fato, a frase de Paulo é absurda, como absurdo é, tanto a Mensagem da Cruz, quanto o Crucificado. O Evangelho é puro absurdo, pois a proposta de Jesus tem a ver com a desconstrução do “eu” com vistas a se tornar possível a construção do “ser”. É o “ser” que é, não o “eu”. Enquanto houver “eu”, nunca poderá existir “ser”, e nós só podemos “ser” em Deus, pois, fora dEle, nada é, tudo torna-se "não-ser".

Sei que o que digo parece loucura e, de fato, é. A insanidade está associada ao fato de que há um grande equívoco em nossa percepção sobre o propósito de Deus quando nos criou. Ele não nos fez para sermos felizes por causa daquilo que possuímos, mas como conseqüência de quem acabamos por nos tornar. Jesus nos incentivou a vencer o mundo, não a vencer no mundo!

Em suma, a intrigante frase de Paulo nos remete a uma inexorável constatação: quem tem Jesus pode ser “feliz por nada”, e isto pelo fato de que Ele é todo suficiente para aquele que, conscientemente, abraçar sua insuficiência em tudo.  Tristemente, todavia, tenho que concordar com Marcelo Soriano quando ele afirma que: "depois do ócio criativo, agora a onda é a futilidade fértil".

Termino com poesia... ou seria profecia? "Essa felicidade que supomos, árvore milagrosa, que sonhamos, toda arreada de dourados pomos, existe, sim, mas nós não a alcançamos, porque está sempre apenas onde a pomos, e nunca a pomos onde nós estamos". Vicente de Carvalho. 

Carlos Moreira

 

26 setembro 2011

Ri Melhor Quem Ri por Último



“Certamente foi-me inútil manter puro o coração e lavar as mãos na inocência, pois o dia inteiro sou afligido, e todas as manhãs sou castigado”. Sl. 73:13-14


Por que prosperam os ímpios? Por que seus planos sempre dão certo? Por que nunca são acometidos de doenças? Por que sobre eles o céu não desaba, ou se abre o chão para tragá-los? Por que nunca sofrem, têm medo, ou são surpreendidos na calamidade?  Por quê?

Eis a indignação solitária do salmista! Ela ganha ressonância na voz dos aflitos da Terra: os inquietos, os injustiçados e oprimidos. Por isso eu amo esse texto. Nele não se vê projetado à caricatura de um personagem irreal, um holograma imaterial da frágil materialidade do ser, a imagem do super-homem, ou de um herói da fé, baluarte da santidade, da moral e dos bons costumes. Não. Para quem tiver a coragem de discernir, verá, sim, as vísceras de um coração partido, os escaninhos abertos de uma alma árida, repartida ao meio, os fragmentos de alguém mergulhado em sombras e silêncios, medos e contradições.    

Em Asafe, no salmo 73, percebo um homem como outro qualquer, alguém com a coragem de se declarar indignado com a existência, que não tem pudores para afirmar que seus pés quase resvalaram no desfiladeiro das suposições, no precipício das racionalizações, no abismo da amargura. Como diria Nelson Rodrigues, Asafe vocifera sobre “a vida como ela é” – imperfeita, injusta e inconstante.  

Preciso confessar: meu coração já visitou esses “ambientes” muitas vezes. Já me revolvi em amargura e desespero de alma, já mergulhei na aridez que faz apagar até o Espírito. Sim, destilei em meu íntimo veneno e o bebi até a última gota, engasguei-me com o fel produzido em meu próprio estômago, pois é fato que dói demais ser traído, enganado, passado para trás, injustiçado.      

Escrevo estas linhas, pois vivi nos últimos dias uma situação recorrente na vida: fui injustiçado. Fui esmagado pelas mãos de “poderosos”, descartado como carta de baralho em jogo de pôquer. Mas quem me “feriu” não estava blefando, pois atingiu-me o coração com sua lança certeira, quebrou-me os ossos e os sonhos, desfez a minha esperança, dispersou a minha coragem, apagou a minha fé.  Estava correto Max Scheler, o filósofo dos valores, quando afirmou que “a injustiça engrandece uma alma livre e orgulhosa”. Fato é; feito está.

Mas bom é o Senhor e eterna a Sua misericórdia. Como citou Exupéry “o que torna belo o deserto é que ele sempre esconde um poço em algum lugar". Dá-me então, Senhor, de beber desta água, sacia-me a sede, concede-me um gole de vida.

E assim segui lendo Asafe, num salmo que a mim mais parecia autobiográfico, escrito de mim para mim mesmo, expondo em detalhes a minha própria miséria. E foi desta forma que cheguei aos versos 16 e 17 e deparei-me com o imponderável: “quando pensava em entender isto, foi para mim muito doloroso; até que entrei no santuário de Deus; então entendi eu o fim deles”. Tomei um choque! Despertou o meu espírito! Era à virada do “jogo”, a virada da “mesa”, a virada do “vento”, a virada da vida, retorcida para ser reinventada, refeita, revivida, reescrita de ponta a cabeça, posta ao contrário, disposta ao avesso.   

Na minha perplexidade, lembrei-me de Malaquias: “então vocês verão novamente a diferença entre o justo e o ímpio, entre os que servem a Deus e os que não o servem”. Estou bem certo, “o jogo” ainda não terminou, pois o Juiz continua assentado no Trono, e tem todas as coisas sob Seu controle e poder. Certamente Ele me fará justiça, e porá diante de mim uma mesa na presença dos meus adversários e ali me ungirá a cabeça com óleo.

Quão maravilhoso é este salmo 73! Ele me ensinou que ri melhor quem ri por último, me fez lembrar que eu tenho um Deus nos céus, “que mal me poderá fazer o homem”? Sim, estou seguro de que paz e misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida, e “habitarei na Casa do Senhor para todo o sempre”.

Carlos Moreira

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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