A mensagem de João em seu Evangelho não é biográfica, como a de Mateus, não é uma pesquisa histórica, como na narrativa de Lucas, nem muito menos carrega a objetividade factual de Marcos. João escreve um texto com a preocupação de explicar a mensagem de Jesus, não há preocupações com as cronologias envolvidas, mas com os significados mais profundos. Olhando desta perspectiva, quero lhe convidar a vir as Bodas de Caná da Galiléia, no episódio descrito no capítulo 2 e, na sequência, vamos para Jerusalém, a Cidade Santa, onde o Galileu expulsou os cambistas do Templo. Apesar de juntos na mesma perícope, um acontecimento dista do outro 3 anos, um é no início do ministério de Jesus, o outro, no final, mas ambos só encontram seus mais amplos e reais significados quando concatenados, motivo pelo qual o apóstolo os colocou de forma sequencial. Assista esta mensagem e aprenda como superar a mecânica religiosa, calcada em ritos e símbolos, para abraçar a liberdade e leveza do Evangelho que se revela nas dinâmicas próprias de cada dia.
O modelo do cristianismo nunca foi se espelhar em Jesus. Sim, o modelo não é a manjedoura, mas as catedrais góticas, não são as vestes de louvor, mas as capas dos reis medievais, não são as línguas de fogo do Espírito, mas as mitras que se assemelham as coroas dos monarcas europeus, não é lavar os pés dos irmãos, com bacia e toalha, mas ser servido e reverenciado, ser tratado como ungido e receber uma titulação.
O modelo do cristianismo não é o da comunhão, mas o da gestão hierarquizada, não é a oferta generosa e responsável, mas o imposto do dízimo associado a maldições aos infratores, não é a liberdade de consciência, mas a mordaça doutrinária comportamental, não é o ajuntamento simples de dois ou três, mas as mega-construções apinhadas de gente que, sequer, sabe o nome de quem está ao lado.
O modelo do
cristianismo não é o discipulado, é a marcha pra “Jesus”, não é a adoração
comunitária, é o show gospel, não é a sã doutrina, é o catecismo da denominação,
não é evangelizar demonstrando uma transformação, é jogar pérolas a porcos transmitindo
uma informação.
O modelo do cristianismo
não é ocupar mentes, é ocupar prédios, não é fazer da Cruz um sinal, é fazer o
sinal da cruz, não é buscar uma nova forma, mas fazer apologia a Reforma, não é
transformar a Santa Ceia em concretude existencial, repartindo o pão com o
faminto e o vinho da alegria com o quebrado de alma, mas transformá-la num
memorial oco, egoísta e despropositado.
Sejamos honestos, o cristianismo não tem nada a ver com Jesus, os símbolos nos altares foram copiados das pratarias da nobreza, os púlpitos vieram das tribunas das academias, as imagens dos santos dos panteões grego e romano, as procissões dos desfiles triunfalistas dos generais com seus exércitos, tudo tem a ver com Constantino, com império, com poder, com riqueza, com institucionalização, com controle.
A igreja que o Galileu propôs não tem paredes, pois o templo se faz no coração, não tem altar, pois o lugar do serviço é a vida do meu semelhante, não tem cargos, pois o maior é o que serve, não tem púlpito, pois a tribuna é a tapeçaria da vida, não tem riqueza, pois a arrecadação é destinada ao pobre, a viúva, ao órfão e ao estrangeiro.
Parem com esta panaceia, desçam de seus castelos, coloquem a cara no pó, rasguem suas vestes pomposas, chorem um choro de contrição, coloquem a mão na face ruborizada de vergonha, curvem-se a autoridade da Palavra, arrependam-se e talvez ainda haja esperança!
Desperta Igreja! Nem no Vaticano nem em Westminster adorareis, os verdadeiros adoradores fizeram um templo para Deus em suas consciências, despiram-se de toda vaidade, abraçaram a fé com todas as implicações, pois importa se parecer com Jesus e não com uma potestade humana qualquer, importa adorar a Jesus, não as pedras de uma construção, importa seguir a Jesus, não a catecismos e confissões, importa obedecer a Jesus, não a tribunais religiosos, importa andar como ele andou, e não na soberba opulenta desta igreja que, diante dos homens, é gloriosa, mas, diante de Deus, é pobre, cega e está nua...
Eu atendo homossexuais e afins há, pelo menos, 10 anos, alguns dos quais, pastores.
Neste tempo, nunca recebi um caso de alguém que queria mudar sua sexualidade para ser hétero, não obstante, imagino que deva existir os tais. Quando um gay procura um pastor, ou um profissional da psicologia/psicanálise, via de regra, ele quer ajuda, sim, mas não para deixar de ser gay, mas para ser aceito assim como é.
É certo que, num primeiro momento, em muitos casos, nem ele mesmo percebe isso, pois a angústia é tal e o sofrimento acumulado é tanto, que melhor seria se livrar deste “mal” amputando algo, como se fosse possível cortar a carne e extirpar o “aleijão”.
Mas numa conversa honesta, sem manipulação, sem imputação de culpa religiosa, sem chantagem existencial, o indivíduo logo percebe que seu problema não é a sua orientação sexual, que na maioria dos casos é nata do sujeito, ou seja, já nasceu com ele, mas seu desejo de aceitação, de ser amado e reconhecido pelo que é e pelo que faz, não pela forma como usa sua genitália no íntimo de suas relações afetivas.
Creia, as “chagas” que esta gente carrega são incontáveis e, não raro, incontornáveis: rejeição familiar, profissional, religiosa, social, agressões de todo tipo – verbais, físicas, emocionais, são tantas as questões que, dificilmente, uma alma alvejada assim não se desconfigure para a vida.
Eu tento entender o drama... Percebo as origens do fenômeno, sua complexidade, ajo com reverência pela vida daquele que está diante de mim, em frangalhos, vestido de lágrimas e suspiros profundos que revelam um deserto sombrio no ser.
Seria fácil, confesso, indicar uma solução simplista, receitar uma bula medicamentosa composta de oração, jejum, cultos de libertação e seções de descarrego, mas não seria correto, não seria ético, eu sei que nada disso vai libertar o sujeito, ao contrário, construirá nele um ódio insuperável contra Deus, pois, pare ele, nem mesmo o Todo Poderoso foi capaz de livrá-lo de tamanho mal.
A solução, é óbvio, não poderia ser outra que não fosse o amor. Sim, amar é acolher, é respeitar, é compreender é suportar, é dar ao outro a chance dele existir mesmo que não tenha abraçado o meu ideal de vida, que não siga o meu script, que não reze na minha cartilha nem compartilhe daquilo que julgo ser a verdade.
Se eu creio em “Cura Gay”? Não, não creio, creio, sim, em “Surra Gay”, em gente que foi agredida e esfolada pelo preconceito e pela insensatez de quem diz que Ama a Deus, mas é incapaz de amar o outro, pois o outro insiste em ser diferente dele mesmo, o que, para ele, é insuportável.
Se Deus pode mudar a natureza de um gay e torna-lo hétero? Claro que pode! Mas essa não é a questão, a questão é: por que Deus faria isso? Você quer que eu responda? Bem, eu não tenho respostas para tudo...
Em junho de 2017, Donald Trump anunciou ao mundo que os EUA estariam deixando o Acordo de Paris, sobre mudanças climáticas, por considera-lo desproporcional para o povo americano. Essa deserção dos EUA, que são o segundo maior produtor mundial de gás de efeito estufa, obviamente, compromete o acordo, que tem como fim último evitar uma catástrofe. Nós não podemos ver, a olho nu, os gases atmosféricos produzidos, sobretudo, pela queima de combustíveis fosseis e pela liberação dos resíduos das chaminés das indústrias, mas já podemos ver os poderosos efeitos que o aquecimento global produz na natureza, o que está, cada vez mais, pondo em risco o mundo no qual vivemos. Pois bem, pensamentos humanos são como gases atmosféricos, se projetam para além do corpo, deixam a mente e se misturam a muitos outros elementos, em dimensões, ou multiversos, habitadas, inclusive, por potestades espirituais. Mas eles não ficam apenas levitando sobre nossas cabeças, também retornam ao mundo físico, são capazes de assumir outras formas, de materializar-se, podem alterar circunstâncias, influenciar pessoas, mudar a natureza das coisas. O que eu estou afirmando não é uma teoria teológica, uma doutrina, não obstante as Escrituras, milhares de anos atrás, já ter afirmado isso. O que eu estou lhe dizendo é algo que já foi comprovado cientificamente. Você já ouviu falar de Vácuo Quântico? Pois bem, trata-se de um mar de energia infinita de onde tudo nasce. É através da energia deste vácuo que a matéria passa a existir. Há mais de 200 anos, cientistas fizeram experimentos que comprovaram que o pensamento, que é energia, e que pode se propagar como onda, é capaz de criar realidades físicas. Você é o que você pensa! Olhe para o que você pensa e você entenderá porque sua vida é do jeito que é. Diga-me o que você está pensando e eu lhe direi onde você estará num futuro próximo. Compreenda como seu pensamento pode ser moldado para o mal e como ele é uma força poderosa para tornar real aquilo que é imaterial. Ouça esta mensagem que pode mudar seu estilo de vida e suas crenças para sempre!
O mundo hoje discute sobre sustentabilidade, a capacidade de empreendimentos se tornarem viáveis no longo prazo, sem, sobretudo, ferir o...
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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.
Formado em Teologia pelo Seminário Episcopal Evangélico do Brasil e em Filosofia pela Universidade do Sul de Santa Catarina. Escritor, compositor, músico e conferencista, é mentor da Estação do Caminho da Graça em Recife.
Estamos vivendo um momento de aridez intelectual. Assombra-me a incapacidade dos que lideram a igreja em debater questões prementes de nosso tempo, ou por total falta de conhecimento, ou por total falta de comprometimento. Precisamos de uma teologia que salve não só a alma, mas também a mente das pessoas. Se a consciência não muda, estamos formando robôs e não discípulos! Como bem citou Anselmo de Cantuária "Não estudamos para crer; estudamos porque cremos". Pense nisso... Carlos Moreira
"O grande do homem é ele ser uma ponte e não uma meta". Nietzsche
"A verdadeira viagem de descobrimento não consiste em procurar novas paisagens, e sim em ter novos olhos." Marcel Proust
"Estes são os meus principios. Se você não gosta deles, eu tenho outros." Groucho Marx
"O centro da vontade de Deus não é um lugar seguro. Pelo contrário, é o mais perigoso do mundo. " Erwin Mcmanus
"Vocês riem de mim por eu ser diferente, e eu rio de vocês por serem todos iguais." Bob Marley
"Você não é um ser humano em busca de uma experiência espiritual. Você é um ser espiritual imerso em uma experiência humana." Teilhard de Chardin
"Eu não tenho paredes. Só tenho horizontes." Mário Quintana
"Com ou sem religião, pessoas boas farão coisas boas e pessoas ruins farão coisas ruins. Mas para pessoas boas fazerem coisas ruins é preciso religião." Steven Weinberg