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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

12 junho 2017

E Daí que Você Está Sozinho?



E daí que você está só? Você preferia estar numa relação amarga, onde a cumplicidade acabou e o que sobrou foram cobranças ácidas e reclamações cáusticas?

Você preferia estar numa relação neurótica, onde há gritos e xingamentos, ofensas e descomposturas?

Você preferia estar numa relação abusiva, com chantagens e manipulações, com violência emocional e física, deitando com um vampiro que chupa sua alegria de viver?

Você preferia estar numa relação anoréxica, onde não há confiança, onde a magreza da alma é o resultado de traições e mentiras, de escusas e joguetes perversos?

Você preferia estar numa relação retalho, onde o outro se dá por partes, onde você não é prioridade e o que lhe sobra é apenas um pedaço da pessoa?


Você preferia estar numa relação berçário, onde se tem que cuidar da infantilidade do outro que nunca cresce, que insiste em andar com fraldas na mente e mamadeira na boca?

Você preferia estar numa relação patológica, onde a doença de um alimenta a insanidade do outro, onde a simbiose do ser mixou o que havia de pior em ambos, de tal forma que um faz o bem ao outro fazendo o mal de cada dia?

Você preferia estar numa relação sem sintonia, onde as estações não combinam, onde os gostos são díspares, onde não há encontro nem de corpo, nem de alma, nem de espírito?

Você preferia estar numa relação blazé, onde todos os apetites pelo outro foram se perdendo ao longo do caminho e mantém-se o convívio apenas por questões financeiras e patrimoniais?


Você preferia estar numa relação berçário, onde se tem que cuidar da infantilidade do outro que nunca cresce, que insiste em andar com fraldas na mente e mamadeira na boca?


Você preferia estar numa relação promíscua, onde o sexo é feito mecanicamente, tendo um na cama e outro na mente, onde o corpo está no lugar e o coração viajando numa outra órbita?

Ora, meu amigo(a), eu vejo isso todos os dias, vejo gente que seria muito melhor se estivesse solitário, tendo reverência por si mesmo, seguindo seu caminho com paz e quietude no ser. Como bem disse Fernando Pessoa: “A liberdade é a possibilidade do isolamento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo”.

Portanto, feliz Dia da Solidão para você! Celebre o fato de não ter se rendido ao comércio do amor, a negociata da paixão, ao tráfico do sexo! Sim, você é um sobrevivente de um mundo sem sentimentos, onde conviver com o outro, não raro, é apenas viver uma solidão a dois, como bem afirmou o poeta...


Carlos Moreira

11 junho 2017

Tatuador e Tatuado: Ambos são Culpados e Inocentes




OS FATOS

Um adolescente drogado, sem emprego, sem estudo, sem opções, é autor de pequenos furtos e delitos.

Dois jovens que não acreditam nem no Estado nem na Polícia se tornam justiceiros locais e realizam tortura psicológica e física como forma de punição do indefeso infrator.

A sociedade viraliza, nas redes sociais, o vídeo desta tortura e desperta todo tipo de sentimento, alguns apoiando, outros condenando a ação. Uma “corrente do bem” é iniciada com vistas a “resolver” o problema da inscrição “Sou ladrão e vacilão” feita na testa do infrator. A ação visa, através de uma arrecadação de fundos, realizar cirurgia reparadora do dano epidérmico da tatuagem.

OS FEITOS

O infrator será em breve cirurgiado, removerá da testa a inscrição maldita, terá recomposta a pele, mas continuará tatuado na alma, vitimado que foi por esta ação violenta.

O texto acusatório pode até desaparecer, mas os dizeres que estão na consciência não têm como ser removidos: “Eu sou um sujeito sem esperança”, “Eu sou um drogado e prostituído”, “Eu não tenho estudo nem opções”.

A questão é: até onde ele é vítima e até onde é vilão? Como chegou a este estágio? Como sairá dele? Qual foi o seu passado, qual é o seu presente, qual será o seu futuro? São questões que ficarão abertas, não têm como ser reparadas ou removidas.

Quanto aos dois justiceiros valentões, serão punidos com os rigores da lei. Sim, eles não são membros de um grupo de extermínio profissional, fosse assim, o infrator estaria morto, mas se sentiram no direito de fazer a ação como forma de punição pública, representam o cidadão comum indignado e cansado com um Estado ineficaz e injusto, que prende por 5 anos um homem por carregar pinho sol consigo e absolve, com farto material provatório, o Presidente da República enredado com corrupção até o pescoço.

Eles representam, ainda, a insatisfação da sociedade com uma Polícia que resolve apenas 5% dos assassinatos do país, que mata o preto e o pobre, que se alia, não raro, com os marginais, para receber “pedágio” e propina, que é despreparada e mal paga, mal aparelhada e pouco eficiente.

E nós, na qualidade de cidadãos brasileiros, continuaremos com essa “indignação de ocasião”, nos movendo via redes sociais para realizar ações cirúrgicas e paliativas.

De fato, eu e você continuaremos alimentando esta hidra de muitas cabeças que é o Estado, que não fornece educação, segurança, saúde, emprego, e relega os habitantes desta nação a sobreviver como se estivessem numa selva de pedra e cimento, onde as regras servem para uns e não servem para outros, onde a polícia mata o pobre, a justiça absolve o rico, a economia serve os bancos, os políticos são parasitas se alimentando de benesses, os mega-empresários são desonestos e corruptores, e o povo é indolente com a perda da moral e leniente com a falta de ética.

A ação “reparadora” que está sendo feita, tem seu valor, mas serve, flagrantemente, como desculpa para, no fundo, amenizar nosso descaso com o que acontece diante de nossos olhos todos os dias. Vamos remover a tatuagem infame do rosto do garoto, mas não poderemos remover tudo o que está tatuado em nosso coração e consciência e que reverbera como imobilismo e desprezo pela dor humana, como insensibilidade com a tragédia social que está na porta de nossa casa e como falsa religiosidade que nos faz sentar nos bancos da igreja e ignorar o que acontece para além das paredes do templo.


Carlos Moreira




10 junho 2017

Geração de "Campeões"!



Nós não negamos que somos filhos dos Gregos. Para nós, vitória tem a ver com lugar no pódio, trata-se de cruzar a linha de chegada na frente, receber os louros da glória, ser aplaudido ao final da maratona.

Sim, somos a geração que adora dizendo: “Campeão, Vencedor...”, cantamos o “Hino da Vitória!”, nossa conquista tem “Sabor de Mel”, mas nada disso encontra guarida no Evangelho. Em Jesus, ganhar só tem significado quando é fruto do coração que abriu mão, os últimos é que são os primeiros, o maior é o que serve, o mestre lava os pés dos discípulos, o bem aventurado é pobre e humilde, o rico é aquele que não tem onde reclinar a cabeça.

Mas nós estamos aí, nessa roda viva louca, fazendo tudo ao contrário, correndo atrás daquilo que não produz bem para o espírito, mas apenas entulho para o cofre. O nosso pão não é semeado em esperança e fé, mas fruto de muito esforço, de muito lobby e networking, confiamos exageradamente no talento, mas pouco na oração.

Este é o tempo do coach, daqueles que ensinam como “ficar rico” e perder a sua alma, dos que lhe estimulam a subir na pirâmide e perder sua família, dos que tem uma conta gorda e uma consciência anoréxica. Triste realidade!

Jesus, para os tais, deveria se vestir com Armani, não com túnicas surradas, locomover-se de Ferrari, deixando as velhas alparcas que calejavam os pés de lado e usar Dolce & Gabbana, porque suar é coisa de pobre.

Essa igreja que aí está, com vitrais pomposos e bancos de madeira trabalhada, é a apologia ao “Reino dos Homens”, o império da religião, nada tem a ver com a manjedoura ou a Cruz do calvário, ela tem opulência, mas não tem consistência, tem prestígio, mas não tem poder espiritual.

O Deus que deveria ser cultuado nos templos cristãos é Apolo, o deus grego filho de Zeus, um deus atlético, musculoso, fitness, uma divindade exaltada no Olimpo das conquistas humanas. Jesus, o Deus hebreu, filho de Elohim, está superado, um Deus que sangra, sofre e morre é um derrotado, não deve ser levado muito a sério, afinal, quem quer perder? O que nos interessa mesmo é ganhar! O que incomoda, todavia, é: ganhar o quê?


Carlos Moreira


08 junho 2017

Relações Promíscuas: Quando Deus é Cafetão nós Somos Prostitutas

Em tempos de Lava Jato, nada mais comum do que pedido de habeas corpus enviado a justiça. Advogados experientes, auxiliando clientes desesperados, tentam preservar a liberdade de réus cada vez mais complicados com provas incontestes. Essa semana, pela primeira vez, um Presidente da República sentou-se diante de um Juiz Federal para responder a um processo no qual pode ser preso. No contexto mais amplo, Lula tenta, a todo custo, se livrar de companhias indesejáveis, fantasmas pendurados no armário do seu governo: “amigos” empreiteiros, partidários presos, e alguns ainda soltos, desafetos históricos, executivos de grandes corporações, marqueteiros, é tanta gente entranhada em questões escusas que, para onde o Presidente se vira, tem alguém querendo “comer seu fígado”. Obviamente, Lula já se apercebeu que virou refém de uma centena de pessoas e luta para, de alguma forma, se vê livre delas. Assim, esperemos as cenas dos próximos capítulos, elas vão revelar se ele conseguirá este tento... Pois bem, pensando nisto, imaginei como seria se Deus entrasse com habeas corpus para se ver livre de sua relação com os homens. Sim, ninguém mais do que ele é usado e solicitado para todo tipo de demanda na Terra. Sendo honestos, vamos constatar que Deus está cercado de “amigos da onça”, gente que diz lhe amar, mas que só deseja receber benesses, tem de lidar, o tempo todo, com pessoas que construíram com ele relações promíscuas, baseadas na troca, no interesse, na busca de vantagens e no desejo de manipular o sobrenatural em favor próprio. Deus é traído o tempo todo! Ele é rejeitado e escarnecido por aqueles que dizem lhe devotar reverência e amor! Ninguém, na história humana, foi tão desejado para satisfazer desejos frívolos, para intervir em questões supérfluas, em demandas pequenas, em questiúnculas tolas, todos temas que revelam, despudoradamente, do que a vaidade, a ganância e maldade do homem são capazes. Deus é explorado, é chantageado, é tratado como amante, colocado em segundo plano, esfolado por uns, seviciado por outros, vive no imaginário das pessoas, mas só é buscado, de verdade, quanto a tragédia nos visita, quando um filho desenvolve um câncer, quando um acidente fataliza um pai, uma mãe, quando o desemprego bate em nossa porta ou o amor da vida se esvai pelo esgoto dos dias. Neste domingo, vou pregar sobre este difícil tema, e vou lhe demonstrar como sua relação com Deus é superficial, interesseira e desprovida de significados para a vida. Você tem coragem de Assistir?


                                  

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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