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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

19 janeiro 2017

Quem não Vem Pelo Amor, Vem Pela Dor. Será?

Em referência ao trato de Deus com o homem, você já ouviu a expressão: “Se não vem pelo amor, vem pela dor”? Essa é uma afirmação que vemos com muita frequência e que envolve o senso comum religioso. Mas, do ponto de vista do Evangelho, ela é verdadeira? Pode o Deus de toda a Graça nos fazer mal para alcançar os seus propósitos? Ora, que Deus nos disciplina é fato, e isso podemos ver de forma abundante nas Escrituras e mais explicitamente na carta aos Hebreus capítulo 12. Mas qual a forma que ele usa para nos corrigir? Será que tragédias que aconteceram em nossas vidas foram resultantes do castigo de Deus sobre nós? Deus se vinga daqueles que não lhe obedecem? São questões complexas e difíceis de lidar neste tempo de “teologias de maldição” que atribuem a ação de Deus tudo aquilo que não alinhe com a “doutrina da igreja”. Como encontrar, então, a verdade diante deste tema? Você está sofrendo, ou vivendo um tempo de deserto e dor em sua vida? Será que isso é um castigo pela rebeldia ou uma circunstância natural da vida? Há como discernir tais coisas? Assista a mensagem e aprenda esse importante princípio para sua vida.

 

10 janeiro 2017

Inanição Espiritual: Quando o Leite não é o Suficiente

Bebês adoram leite e, como sabemos, ele é o melhor alimento que elas podem ter nos primeiros meses de vida. Mas ninguém pode sobreviver, nem desenvolver-se plenamente, tomando apenas leite! Essa é a metáfora que o apóstolo Paulo usa para tratar com a igreja de Corinto, uma comunidade-creche, repleta de crianças espirituais fazendo trelas e tendo que conviver com as suas inevitáveis consequências. Estou convencido de que a igreja neste tempo enfrenta esse mesmo fenômeno, a inanição espiritual provocada pelo uso abusivo de alimentos inadequados ao crescimento. Sim, temos igrejas lotadas de crianças na fé, e várias são as razões: estruturas sedentarizadas, raquitismo doutrinário, teologias anabolizadas, pastoreio superprotetor, dentre outras. O desdobramento imediato de tal situação é uma legião enorme de pessoas dependentes de todo tipo de auxílio existencial, incapazes de tomar suas próprias decisões, fragilizadas emocionalmente para a vida, além da incrível incapacidade de discernir e viver as verdades mais elementares da fé. Como você classifica sua espiritualidade: como madura ou infantil? Assista a mensagem e responda.

Os Imperdoáveis



A chacina na cadeia de Manaus, onde 56 presos foram assassinados, revela, pela crueldade das ações, com exposição das vísceras dos mortos e decapitações com os indivíduos ainda vivos, a que nível o ser humano pode chegar.

Trancados em suas “jaulas”, aqueles homens viraram bichos, vitimados pelo sistema prisional, pela lentidão da justiça, pelo descaso da sociedade, pela ineficiência do Estado, pela desigualdade social do País, pela insalubridade da vida nos bolsões de pobreza e, finalmente, por suas próprias escolhas.

O que eles fizeram é impensável, mas não é imperdoável, pois se houver um pecador que a Graça não possa regenerar e um pecado ao qual o Sangue de Jesus não possa perdoar, você pode chamar sua religião do que quiser, menos de Evangelho.

Eu fiquei abismado em ver os comentários de “crentes” sobre o ocorrido nestes últimos dias em Roraima e no Amazonas. Gente que disse que se alegrou com a barbárie, que afirmou que “bandido bom é bandido morto”, esquecendo-se que o diabo pensa, também, que “pecador bom é pecador morto”, pois há vagas de sobra no inferno para receber gente caída. Mas Deus pensou diferente...

Compreendo, todavia, o fenômeno, pois a religião vive da hipocrisia seletiva, ela cria a casta do pecador-padrão, aquele indivíduo que é mauzinho, mas a maldade dele é fumar um cigarro, beber uma cerveja, dizer uma mentira, falar um palavrão, dá uma pulada de cerca no casamento, sonegar o imposto de renda, fazer uma fofoca, ou seja, são os pecados normatizados e aceitos pela santa igreja, aqueles que Deus tolera, Jesus aceita e o Espírito Santo faz vista grossa, afinal, não foi por isso que nós fomos salvos, ou não podemos dar, aqui e ali, uns tropecinhos?

Ora, quando o Senhor agonizava na Cruz, havia um ladrão ao lado dele. No derradeiro instante, aquele homem arrependeu-se de sua vida de crimes, uma centelha da revelação acendeu sua consciência e seu coração foi incendiado pela Verdade. O Galileu, todavia, antes de perdoá-lo, perguntou-lhe: “Você por acaso é estuprador, pedófilo, necrófilo, degolador ou canibal? Pergunto isso porque, se for, não há espaço para você no paraíso.”. Bem, você conhece a história...

Fiquei horrorizado com o que os presos fizeram, seria muito mais fácil condená-los ao inferno de fogo, pois eles chegaram ao ponto de se tornarem diabos, esvaziados de qualquer humanidade, cheios de maldade e miséria, desprovidos de afetividade, de sensibilidade, enrijecidos e brutos, violentos e homicidas. Com sinceridade, penso que seria mais fácil fuzilá-los, enforcá-los, cerrá-los ao meio, matá-los com choque, com injeção letal, mas aí eu lembro que Deus ainda pode resgatá-los e salvá-los, assim como ele fez comigo e com você, e meu coração se encharca de misericórdia, sobretudo, porque de alguma forma, eu tenho parte nesse sistema que transforma homens em animais.

Cabe, contudo, indagar e lembrá-lo que você só foi salvo porque Deus abdicou de sua ética, pois, se ele aplicasse a sua justiça contra você, não haveria qualquer possibilidade de perdão. Mas o amor superou tudo...

De certo, se eu fosse um dos homens da foto abaixo, gostaria de saber que ainda existe uma chance de ser salvo de mim mesmo, ainda que seja imperioso pagar a sociedade tudo o que fiz.

Portanto, me perdoem, eu sei que isso que digo é um escândalo, mas esse é o espírito de Jesus e do Evangelho, isso é andar na contramão, é olhar o que ninguém olha e sentir o que ninguém sente, e qualquer um que o tenha conhecido, pensará e agirá assim, poir crer é absurdo! Se fosse um dos meus que tivesse sido decapitado por esses perversos, eu diria o mesmo? Não sei, a dor seria insuportável, mas, ainda assim, não posso ensinar algo diferente...


Carlos Moreira


02 janeiro 2017

Transar ou não Transar? Eis a Questão... Mas, Para Quem?




Está correndo mundos a entrevista que Baby do Brasil deu juntamente com o ex-jogador e comentarista Casagrande sobre o relacionamento amoroso que vivem há 4 meses. Na conversa, dentre outras pérolas, eles revelaram que passaram 3 meses pra dar um beijo na boca e que ainda não fizeram sexo. Pronto! Foi o suficiente para tornarem-se os mais novos garotos-propaganda da famosa doutrina do “Eu Resolvi Esperar”, compêndio mal aplicado de textos bíblicos que, dentre outras coisas, estimula a moçada a ficar apenas na masturbação e nos sites pornôs até o casamento, ou você acha que eles se seguram mesmo sem nada?

Pois bem, depois da dita entrevista, choveram perguntas no meu in-box, como se eu fosse sexólogo ou consultor sentimental, em busca de uma "posição oficial". O que tenho, então, a dizer, resumindo tudo, é o seguinte: transar ou não transar é uma decisão de cada pessoa, não uma doutrina bíblica. Casamento, nas Escrituras, é encontro de corpo, alma e espírito, sem legislações eclesiásticas ou cartoriais, sem intervenções ditatoriais humanas. Jesus foi ao casamento de Caná da Galileia para se alegrar com os amigos e a família, não para celebrar a cerimônia ou intermediar a “benção”.

Há, na verdade, dois milagres na festa: a transformação da água em vinho, feita nas talhas da religião, mostrando que o Evangelho traria alegria e encantamento para o coração, e o encontro de pessoas que se amam, o que faz repousar no chão da alma toda a felicidade da vida. Sim, é milagre e mistério, dois que se fazem um e um que se desdobra em dois, é tão sagrado que Paulo compara a união entre homem e mulher com a união entre Cristo e a Igreja.

Mas a religião não se conforma com coisas simples e belas, tem de intervir para legislar e mostrar o seu valor, tem que tencionar mediar o encontro único entre um homem e uma mulher, algo impossível de ser feito. É daí que surge cerimônia, altar, pastor e padre paramentados, côrte assistindo, “carruagens” transportando noivas, padrinhos, igreja enfeitada, e tudo o mais que compõe a indústria do matrimônio e que faz com que a celebração do amor se transforme em espetáculo social.

Casagrande e Baby do Brasil, por suas histórias de vida, pela promiscuidade que já experimentaram, pelos vícios que os consumiu boa parte da vida, decidiram fazer as coisas a partir de novos valores, compreendendo que sexo é parte da relação, não a relação inteira. O que eles fizeram, fizeram para si, não torna-se regra ou princípio para outros, pois, “a fé que tens, tem-na para ti mesmo”, conforme Paulo aos Romanos. Quem fizer a escolha de ter sexo no primeiro dia, que o faça com bom coração e boa consciência, pois, conforme o mesmo Paulo, “tudo o que não provém de fé é pecado”.

Digo, contudo, como homem, nem todos estão aptos a abraçar estes conceitos, pois do ponto de vista da fenomenologia social, nem tudo pode ou deve ser feito. Do ponto de vista do ser, todavia, o melhor é que tudo seja feito na luz, as claras, de tal forma que ninguém se esconda atrás de doutrinas para justificar suas próprias frustrações ou tentações. Sexo é tudo e é nada, pode trazer alegria e profundo pesar, pode completar a existência ou esvaziá-la, vai depender de como ele é experimentado e existencializado.

No mais, deixa a Baby e o Casa na deles, quando tiver que ser, será, e que seja bom, para que ambos, já no outono da vida, se aqueçam e se desejem com paixão e tesão. Quanto a você, não faça de suas escolhas teologia para ninguém, viva sua fé e sua sexualidade de maneira sadia e Deus lhe abençoará. Transar ou não transar não é uma questão nem para Shakespeare, nem para Jesus, mas apenas para você...

Carlos Moreira


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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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