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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

19 abril 2016

Crente Profissional?



Quanto mais a igreja foi se afastando do “Movimento do Caminho”, registrado em Atos dos Apóstolos, tanto mais foi se transformando em uma organização. A singeleza da fé e a simplicidade da vida foram dando lugar a doutrinas sofisticadas, criadas por uma necessidade apologética a partir do II século, e também a estruturas mais robustas, decorrentes da estatização da igreja por Constantino no IV século, o que desembocou, dentre outras coisas, no complexo compêndio litúrgico e na burocratização clerical.

A igreja medieval se desenvolveu como uma poderosa organização. A figura Papal era uma símile dos Reis da Europa, não só no uso dos símbolos – mitra/coroa, cátedra/trono, anel do bispado/anel real, báculo/cetro – mas também como establishment do empoderamento religioso, a representação de uma potestade terrena e espiritual, uma instância de poder travestida de inerrância e sob a delegação do próprio Deus como Seu representante na Terra.

Na idade moderna, sob o zeitgeist da Revolução Industrial, a Igreja Católica já se apresentava como uma organização muito bem estruturada. Segundo Leon C Megginson, professor de marketing na Universidade de Baton – EUA, a “Representante de Cristo”, por ter de lidar com uma expansão mundial, precisou desenvolver processos administrativos para manter “íntegra” a sua missão. O uso de métodos e diretrizes, associados a uma robusta estrutura organizacional, fez com que a igreja influenciasse, positivamente, a administração e a gestão modernas. Fantástico!

E assim, com um brevíssimo resumo de 20 séculos de história, já é possível perceber de onde vêm termos bastante utilizados no meio religioso, tais como: “ministério de evangelização”, “departamento infantil”, “presidente da denominação”, “líder do louvor” e “tesoureiro”. 
Sim, há igrejas que mais se parecem com uma empresa varejista! A fé é o negócio, a catedral ou o templo central é a holding, as demais igrejas são as distribuidoras, o produto é Jesus, o mercado é o mundo e os crentes são os profissionais da religião trabalhando ativamente em prol deste grande business! Quem lucra com isso? Ora, Deus! Será? ...

É fácil observar como muitas igrejas se estruturaram para arregimentar e envolver pessoas no negócio da fé. A pirâmide eclesiástica desperta interesses e vaidades e promove, como em qualquer outra organização, lutas pelo poder, políticas perversas, conchavos, inveja, ciúmes, toda sorte de mal. Envolto nestas circunstâncias, numa ambiência altamente competitiva, um crente pode até não se dar bem na sua profissão, pode não ter um título universitário, mas, na igreja, terá a chance de se “destacar”, ser um pastor, um diácono, um professor da escola bíblica ou ainda o supervisor de uma região! Requisitos?
 Na esmagadora maioria dos casos: tempo de “casa”, “dons do Espírito Santo”, submissão à liderança e a doutrina, “boas” relações e uma ajudinha dos “céus”...

Toda essa engrenagem, regada a programas e atividades dos mais diversos, funciona perfeitamente. É bem verdade que ela desestimula o serviço abnegado, o cuidado com os necessitados, o lavar os pés dos irmãos... É que o marketing religioso vive do fomento da personalidade, cria iconoclastias institucionais, alça indivíduos ao palco da igreja-teatro, onde o culto se torna show da fé e a pregação do Evangelho apenas um programa a mais.

Confesso que, mesmo sem muita esperança de produzir resultados, mas apenas para lembrar, em Jesus, e no Evangelho, o maior é o que serve, a grande fonte de lucro da piedade é o contentamento, juntos, fomos chamados a ser Sacerdotes, e por isso, não há gregos, nem judeus, nem homem, nem mulher, todos, Nele, são um, e convém, a despeito de qualquer outra coisa, que apenas Ele cresça e seja glorificado. E é assim porque o Senhor Jesus se despiu de Sua majestade, esvaziou-se a Si mesmo, assumiu forma de homem e veio servir e morrer em nosso lugar! É simples, não? Mas, se você não entender, posso fazer um Power Point e te enviar. Coisas da modernidade...


Carlos Moreira

18 abril 2016

Os Dízimos e a Crise no Brasil




Tenho conversado com alguns pastores de igrejas de médio e grande porte e eles se mostram preocupados pela queda drástica na arrecadação. Sim, o tema é mesmo preocupante e vai para além da crise do Brasil, se eles ainda não perceberam...

A questão central é que, com as redes sociais, conteúdos do Evangelho passaram a estar disponíveis para milhões de pessoas. Há hoje muito material, em forma de textos, áudios e vídeos que combate, com seriedade e equilíbrio, o pagamento do imposto chamado dízimo. Gente de alto nível, pregadores e mestres nas Escrituras, demonstram, de forma acurada e profunda, todos os equívocos em relação à obrigatoriedade do recolhimento de valores financeiros, atacando não só o que diz respeito à teologia da prosperidade e seu uso perverso pelos neopentecostais, mas também ao que se refere às exigências das igrejas históricas reformadas e pentecostais clássicas.

Antigamente, para você ouvir um bom pregador, discutir determinado assunto, era preciso ir a um congresso ou se deslocar até sua comunidade. Hoje, você senta em casa e, no Youtube, escolhe quem vai ouvir e qual o tema do seu interesse. Isso mudou tudo! O acesso é muito mais amplo! A disseminação de conteúdos ficou muito simples e rápida.

Eu sou contra a cobrança de dízimos, e meus textos e vídeos atestam isso. Sou favorável, na igreja, ao recolhimento de ofertas voluntárias para custeio de despesas e investimentos que sejam possíveis. Se uma comunidade não se sustenta por essa via, então deve, urgentemente, repensar seu chamado e vocação, além de buscar, no curto prazo, formas de se reestruturar para uma nova realidade.

De certo, em pouco tempo, alguns anos, talvez, as igrejas que dependem fundamentalmente do pagamento de dízimos estarão deficitárias ou inviabilizadas, portanto, devem buscar, hoje, já se adequarem aos novos desafios, sob o risco de fecharem suas portas.

Ora, eu sou favorável a que pastores que se afadigam na Palavra e no cuidado com o povo sejam remunerados, desde que a igreja possa fazê-lo, sem esmagar consciências nem constranger neófitos. Portanto, é mister a reflexão! Na verdade, quem fugir dela, amargará as consequências, e muitos, diante das dificuldades que surgirão, irão destorcer as Escrituras para poder manter "direitos" adquiridos.

Recomendo, portanto, aos meus amigos e irmãos pastores analisarem o tema com o máximo de seriedade e clareza, com espírito manso e quebrantado, e também recomendo que a igreja não seja injusta, largando seus líderes, que hoje dependem de salário, por simples capricho ou, pior ainda, de maneira egoísta, fuja da responsabilidade que adquiriram com suas famílias. 


Penso que uma transição se mostrará necessária. Creio que alguns continuarão vivendo do Evangelho, o que é justo, e outros terão de buscar sustento em atividades seculares, o que também é justo. O que não acontecerá mais, acredito, será a manutenção das coisas na forma como hoje estão...
Carlos Moreira




11 abril 2016

Empreendedorismo Espiritual: o Maior Projeto da sua Vida

O empreendedor é alguém disposto a usar todo o seu potencial para construir algo novo, ele não segue mapas, ele faz mapas! Num mundo fortemente marcado por uma religiosidade inoperante, que produziu um sedentarismo de consciência e, por conseguinte, uma espiritualidade desprovida de ações, quero lançar o desafio para que você se torne um Empreendedor Espiritual! Trata-se de algo novo, uma nova doutrina, uma nova revelação? Não, de forma alguma. Apenas um chamado para que a fé seja vivida aos moldes do Evangelho. Parece óbvio? Mas não é! O Empreendedor Espiritual é desafiado a romper com os velhos preceitos da religião, quebrar suas concepções maniqueístas, libertar-se do status quo institucional. Sim, para abrir novas possibilidades e experimentar perspectivas mais profundas da fé em Jesus, é preciso olhar por cima do muro da igreja, sair da mecânica dos ritos do templo, desvencilhar-se dos velhos paradigmas litúrgicos, romper com os condicionamentos da sistematização doutrinária que foi manipulada para entorpecer mentes e corações. Assista a esta mensagem, dê um chance ao Espírito Santo para que haja um reavivamento em sua vida!


 

05 abril 2016

Princípios Financeiros da Economia do Reino

Finanças é assunto dos mais controversos e polêmicos dentro de igrejas. Para tratá-lo, temos também de adentrar em terreno difícil, que diz respeito tanto à gestão das finanças pessoais, quanto profissionais. A administração do dinheiro, na vida de um discípulo de Jesus, segue princípios que visam produzir saúde ao ser, desenvolver camadas espirituais que foram atrofiadas pela queda, produzindo uma existência egoísta e, não raro, o fomento da avareza, que gera na alma um mal sem precedentes. Dentro desta temática, a questão central a pensarmos é que, na Economia tradicional, lidamos essencialmente com a tentativa de equilibrar as demandas da sociedade em contra partida da escassez dos recursos disponíveis no planeta. Mas, no Reino de Deus, os recursos são infinitos, pois Deus é o dono do outro e da prata, todo poder está em suas mãos! Então, tratar com finanças na perspectiva da vontade de Deus é algo que quebra todos os paradigmas com os quais estamos acostumados a viver! Por exemplo: o conceito de prosperidade, na perspectiva do Evangelho, não é o acúmulo de riquezas, mas a capacidade de repartir e distribuir com outros aquilo que se tem. Sim, é o próprio Jesus que ensina isso quando afirma: “Dai e vos será dado”, numa clara demonstração de que Deus deseja que sejamos canais de sua graça e do estabelecimento de sua justiça, e isso com vistas a manter o equilíbrio entre os que têm em abundância e os que estão desprovidos de tudo. Quer saber mais? Assista a esta desafiadora mensagem e aprenda sobre os sete princípios que poderão fazer a grande diferença na sua relação com o dinheiro!


                           

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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