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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

01 março 2016

Evangelho Meme: Infiltração Explosiva!

Meme, na webesfera, trata do fenômeno de "viralização" de uma informação: um vídeo, uma frase, uma imagem, uma ideia ou música, algo que se espalha rapidamente e alcança muita popularidade entre os usuários. Eu sonho em ver o Evangelho se transformar numa espécie de meme, algo virulento, com uma capacidade explosiva de infiltração em todas as camadas da sociedade, em todos os lugares, mas, na prática, não é isso que tem acontecido. Pelo contrário, o cristianismo, como ideologia religiosa que tenciona ser a detentora dos direitos autorais do Evangelho, tem produzido, ao longo de sua história, desde sua constituição pelo imperador Constantino no século IV, escândalos, divisões, mortes, perseguições, acúmulo de riquezas, ostentação de poder, ou seja, tudo aquilo que não tem parte em Jesus. Mas analisando a história, vemos que não foi assim no começo, quando um pequeno grupo de discípulos saiu de Jerusalém para compartilhar a mensagem da fé e da ressurreição do Filho de Deus. Sem nada que não fosse amor e graça no coração, eles se espalharam por todos os lugares e, em apenas 300 anos, contaminaram o mundo antigo com a esperança da salvação. A verdade é que o cristianismo ganhou poder político, econômico e religioso, mas perdeu o poder espiritual, perdeu sua essência, seu caráter subversivo, perdeu a virulência da doce revolução. O cristianismo se tornou o Evangelho enlatado, industrializado pela igreja institucional romana, aditivado pela lógica aristotélica para se impor como filosofia prevalente. Ele deixou de ser a mensagem simples da salvação para se tornar num compêndio de doutrinas sofisticadas, deixou as catacumbas para entrar nos palácios, deixou o caminho para voltar para o templo, deixou a cruz para sentar-se na cátedra dos bispos. Assista a esta desafiadora mensagem e chegue às suas próprias conclusões!


23 fevereiro 2016

Falha no Sistema! Reinicialize...

Na informática, quando os sistemas dão problema, uma das formas de resolver é alterar os programas e tentar executá-los novamente. Mas há erros que são incorrigíveis, são erros estruturais e, nestes casos, o melhor a fazer é abandonar tudo e construir algo novo. Numa análise paralela, há falhas de concepção no sistema religioso que ocasionam erros para os quais não cabem mais concertos, por isso, é preciso tomar uma decisão urgente, é imprescindível reiniciar o sistema! No que diz respeito à fé, creio que estamos vivendo num tempo limite, num ponto de mutação, e há muitos que já podem discernir isso. Mudanças estão ocorrendo, em todos os lugares do mundo, sentimos o frescor do Espírito trazendo um novo momento para a igreja. Decerto, não há nada de inédito no Evangelho, pois o que está posto não pode ser alterado, os fundamentos doutrinários estão concretizados em Jesus e na sua obra. O que surge, agora, é o desafio de encarnar isso de uma maneira totalmente diferente, de tal forma que as pessoas possam ser alcançadas, algo que não acontece no modelo atual, pois o cristianismo se torna, a cada dia, mais refratário à sociedade. Escândalos, manipulações, politicagens, abusos, essas são as marcas da igreja cristã neste tempo, a despeito de alguns grupos terem se mantido fiéis a Verdade. “Uma nova Reforma?”, alguns me perguntam... Não! Uma Nova Forma! Assista e surpreenda-se!

 

22 fevereiro 2016

Igreja: Um Ajuntamento Regular, Localizável e Organizado


Deus não habita nem em prédios de tijolo nem em corações de pedra. Então, cabe perguntar, o que é uma igreja? Bem, igreja, conforme o Novo Testamento é um ajuntamento regular, localizável e organizado. O próprio nome grego (Εκκλησία – Eclésia – Assembleia) já demanda, por si só, estas características.

Assim, não é possível estabelecer um conceito sobre igreja a partir de um modelo anárquico, ou seja, algo que acontece a revelia de todos os padrões mínimos que caracterizam a formação e o estabelecimento de grupos sociais com objetivos comuns.

É impossível pensar em igreja sem regularidade, pois, se não há um propósito para o ajuntamento, o que existe é a informalidade do encontro e tal característica, dificilmente, viabiliza a perenidade de um grupo humano. O que faz com que laços se constituam e se mantenham é a regularidade do convívio, pois, como é possível a comunidade de fé ser um Corpo se cada membro tem sua própria agenda e, sendo assim, não prioriza o encontro que atende a objetivos comuns?

Também não é possível ser igreja sem que haja um lugar para o culto, o partir do pão, a adoração, a coleta para os necessitados, o serviço solidário, o exercício dos dons, as missões, o ensino e tantas outras características que vemos no livro dos Atos e nas epístolas.

A igreja é Universal, no sentido de sua constituição atemporal, não espacial e mística, como Corpo de Cristo e Família de Deus, mas ela também é local, no sentido de seu ajuntamento geográfico formal! Todas as comunidades neotestamentárias possuíam um lugar próprio de encontro e culto, mesmo que ele fosse uma casa, um salão, ou até mesmo o cemitério! As cartas do Apocalipse, enviadas pelo próprio Senhor, bem como as cartas de Paulo, foram endereçadas a igrejas localizáveis e não apenas aos errantes espalhados pelo mundo anunciando a Salvação.

A existência de um lugar promove não só o acolhimento, mas até mesmo o desenvolvimento das pessoas, com estruturas adequadas para as ministrações, para a comunhão e o serviço. Desconstruir isso é investir na impessoalização da fé, num mundo onde tudo já está impregnado pelo virtual e pelo individual.

Por último, a igreja é organizada, uma vez que existem pessoas exercendo funções específicas e serviços sendo ministrados: assistência aos pobres, ensino das Escrituras, preparação e envio de missionários, atendimentos pastorais, atividades ligadas à oração, a adoração, dentre outros tantos. Sem uma organização, mínima que seja, não é possível uma estrutura funcionar. Não há pecado em formalizar as coisas, o pecado está no culto que se faz à forma!

Portanto, você pode ser de Deus e ser discípulo de Jesus mesmo escolhendo não se ajuntar, mas é impossível imaginar que uma igreja se estabeleça como algo casual, que acontece a qualquer hora, em qualquer lugar, ou informal, que promove encontros descompromissados. Não devemos confundir a vida dos que estão na igreja com a igreja em si.

No encontro de dois ou três, sem agenda, espaço ou propósito fixo, Jesus se faz presente, se ele for buscado e, como sabemos, Deus não se prende a templos e aboliu toda a geografia que diz respeito ao sagrado. Mas o encontro ocasional e fortuito, em absoluto, se constitui igreja e isso conforme o que nos está dito no livro dos Atos dos Apóstolos, nas Epístolas e no Apocalipse de João.

Assim, “Desigrejado”, para mim, não é o sujeito sem igreja, mas o que escolheu não ser igreja!


Carlos Moreira

18 fevereiro 2016

Discriminação Emocional



O deprimido, no meio religioso, sofre uma discriminação sem precedentes, é tratado como crente de segunda classe, alguém sem fé, sem coragem, um indivíduo que está amarrado por satanás.

Em se tratando deste contexto, já vi de tudo, do bizarro ao irresponsável, do sujeito subir no monte para expulsar o “espírito da depressão”, até aquele que deixa a medicação acreditando na profetada recebida no “culto de oração”. Trágico!

Negar a condição humana é especialidade de toda religião autofágica, aquela que faz com o que o indivíduo se alimente de si mesmo, e não de Deus. Ora, toda tentativa de ignorar nossas fraquezas desemboca, irremediavelmente, na composição de um psiquismo adoecido, o qual torna superlativo todo tipo patologia emocional, da ansiedade ao pânico.

Assim, ignorar a depressão como enfermidade da alma, atribuindo-lhe uma fenomenologia espiritual, é manter um tipo de ignorância incompatível com o tempo em que vivemos. Na idade média, muitos foram exorcizados e outros tantos trancafiados em hospícios por causa de distúrbios totalmente tratáveis em nosso tempo, como a bipolaridade e a esquizofrenia. E sabe quem mediava tudo isso: a religião!

Ora, hoje, com todo o ferramental disponível na psicologia e na psicanálise, é impossível ler as Escrituras sem perceber a depressão de Jacó, após a “perda” de José, a depressão de Davi, depois do adultério com Bate-Seba, a depressão de Jó, em pele osso e somatizações, a depressão de Jeremias, nu num calabouço sombrio, a de Paulo, sentindo-se só no final da jornada, e a de Jesus, antevendo a Cruz, no Getsemani, quando afirmou: “Minha alma está abatida até a morte”.

Tenho reverência pela dor do deprimido, pois sei que sua enfermidade não é visível, não deforma o corpo, mas faz sucumbir à mente em meio à aridez de sonhos e esperanças. Mas eu creio num Deus “que faz forte aos cansados e multiplica as forças dos que não tem nenhum vigor”, que levanta o caído e consola o destroçado de espírito.

Contudo, e não menos, também creio, concomitantemente, na ciência, pois sei que a Graça de Deus inspira médicos e cientistas em pesquisas e na criação de medicamentos para aliviar a dor humana. Portanto, seja por que caminho for, a glória é sempre de Dele!


Carlos Moreira

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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