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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

29 julho 2015

Espiritualidade Bipolar: em Busca de uma Alternativa

O transtorno bipolar é uma desordem mental caracterizada por alterações no humor, uma alternância entre a fase maníaca e a depressiva. Analisando cuidadosamente o fenômeno religioso deste tempo você perceberá que se trata, por assim dizer, de um fenômeno bipolar. De um lado, temos uma religião baseada no mito, na catarse, no exagero, na manipulação, nas barganhas e no “sobrenatural”. Do outro, uma espiritualidade formal, carrancuda, legalista, mecânica, ritualista e que faz culto às tradições. O resultado destes dois modelos de fé não poderia produzir outro tipo de igreja que não essa que aí está, estereotipada, alheia as dores dos homens, distante das questões sociais relevantes, alienada na busca do “sagrado”, mergulhada no átrio do Templo. Sim, esses são dias de obesidade espiritual, onde os indivíduos se alimentam a si mesmos, de comunidades programáticas, com muito entretenimento e pouca devoção. O que fazer? Como buscar viver uma espiritualidade centrada, instigante e comprometida com Deus e com o outro? O Reino que nos propõe Jesus é feito de consciência, não de opulência, desafia-nos a erguer mentes, não prédios, exorta-nos ao exercício da piedade, não a idolatria das pedras. O culto, conforme o Evangelho é a vida, e a liturgia, o serviço solidário ao necessitado, pois todo aquele que é nascido de Deus vai, sem saber ao certo para onde, mas sempre com os pés no chão e os olhos encharcados de esperança. Sim, o justo viverá sempre pela fé, com a alma entumecida de gratidão e o ser recoberto pelo orvalho que pacifica as dores e os medos dos homens. Assista a mensagem e seja abençoado! 
 

22 julho 2015

Eu Fico me Perguntando: Até Quando?




Vocês mentem, de forma despudorada, enganam e manipulam, vocês distorcem a Verdade em prol de seus próprios interesses e se regozijam com a iniquidade, e eu fico me perguntando: até quando?

Vocês se assentaram no Trono do Rei e dizem ter chegado até o pináculo do Templo, vocês não se saciam com o poder, nem se fartam de toda vaidade e orgulho, e eu fico me perguntando: até quando?

Vocês desprezam 
os simples de coração e fazem agiotagem com os quebrados de alma, sim, vocês espoliam o que eles já não possuem, não lhes basta tirar-lhes todo o dinheiro, vocês sequestram sonhos, esperanças, matam desejos, e eu fico me perguntando: até quando?

Vocês fazem magia com a Palavra, sincretismo com as doutrinas da fé, zombam do Reino de Deus e criam para vocês seus próprios impérios, vocês não dão conta de nada a ninguém e agem contra o bem a céu aberto, retorcem a justiça e fazem caso da bondade, e eu fico me perguntando: até quando?

Vocês comem o fígado dos humildes e se fartam na mesa da miséria humana, vocês riem da calamidade e sentem-se poderosos ante o absurdo, vocês lambem o sangue dos pequeninos e blasfemam contra os velhos e indigentes da Terra, lavam as mãos para os inocentes e desprezam os retos de coração, e eu fico me perguntando: até quando?

Pois saibam todos vocês, no dia de hoje, que ainda que tudo possa passar, não tardará a vinda do Senhor. Fiquem, portanto, informados e saibam que o Juiz está às portas, vem, não mais como Cordeiro, mas como Leão, com glória e majestade.

E em sua vinda, Ele abrirá com chaves os segredos dos corações dos homens e todos, os grande e os pequenos, se perfilarão perante Ele e terão de se submeter a sua sentença. Então, para que se cumpra as Escrituras, finalmente se saberá a diferença que há entre o justo e injusto, entre o que serve a Deus e o que não serve.

Eis o meu desabafo! Eis a minha confissão!


Carlos Moreira


21 julho 2015

Lembranças...




Eu não sei quando, mas chegará o dia em que eu serei apenas uma lembrança...

Sim, virá o tempo em que eu não mais escreverei textos, ou subirei em púlpitos para pregar, não casarei ninguém, nem farei aconselhamentos.

Já vem a hora em que estarei fadado a ser uma lembrança, perambulando por aí, um andarilho sorrateiro espreitando mentes e arrebatando corações.

Então, minha ambição é que eu seja uma lembrança boa, que desperte sorrisos, que proporcione emoções, que deflagre suspiros saudosos e arranque lágrimas adormecidas pelo tempo.

Eu quero ser lembrado numa mesa de bar, em meio a gargalhadas, não quero ser uma citação, uma aparição técnica num texto utilizado para respaldar o pensar de alguém. Não! Eu quero mesmo é estar na lembrança de gente que amei, que abracei, que acolhi do desprezo da vida, que me fiz presente no dia dor, gente com quem me solidarizei, que cobri do frio da indiferença, que alimentei com ternura em meio ao desgosto, que protegi do preconceito, que livrei da solidão.

Eu preciso que você pense em mim como um sujeito que viveu no limite, que gastou e deixou-se gatar por aquilo que acreditava, que sempre andou encharcado de sonhos e parido de ternas ilusões.

Mas para ser lembrado assim, é mister construir, hoje, uma história bacana, um caminhar instigante.

Portanto, preciso lhe confessar, desejo ter mais amigos, ao invés de mais dinheiro e mais encontros, ao invés de tantas reuniões. Almejo por mais devoção e menos liturgia, mais misericórdia e menos teologia.

Eu não tenho ideia de onde vou ser enterrado, isso pouco importa, pois, na verdade, estarei mesmo é plantado na terra do coração de muita gente, serei árvore que alimenta sabores de frutas de quintal, que traz um cheiro de mato regado pela chuva. Sim, você me encontrará na chama da luz que rasga a cortina no raiar do dia, na gota de orvalho que se entregou sem pudores ao chão da manhã, e como bem disse o Drummond, naquele dia, não serei mais moderno, serei eterno!


© 2015 Carlos Moreira

Melhor do que dizer “Por quê?” é dizer “Por que não?”.



“Percebi ainda outra coisa debaixo do sol: Os velozes nem sempre vencem a corrida; os fortes nem sempre triunfam na guerra; os sábios nem sempre têm comida; os prudentes nem sempre são ricos; os instruídos nem sempre têm prestígio; pois o tempo e o acaso afetam a todos”. A frase é de Salomão, rei de Israel, e está registrada no livro de sabedoria do Eclesiastes, escrito cerca de mil anos antes de Cristo.
Pois bem, no século XIX da nossa era, o naturalista Charles Darwin, em sua observação científica sobre a evolução das espécies, chegou a uma conclusão muito semelhante à de Salomão, ainda que sua fonte de observação fosse outra. Ele afirmou: “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”.
Ora, se há uma síntese possível para ambas às análises, do ponto de vista da fenomenologia da existência humana, é que, em cada estação que nos está proposta, torna-se imprescindível desenvolver uma capacidade específica de adaptação a ela.
A maioria das pessoas que conheço e que se entendem fracassadas em alguma área de suas vidas, assim se sentem porque falharam nesta disciplina: não conseguiram se adaptar ao que lhes sobreveio. Portanto, minha hipótese é que, na vida, o que vale não é “vencer ou vencer”, mas “sobreviver ou sobreviver”!
Deixe eu lhe afirmar uma coisa: a existência nem é boa, nem é ruim: ela é como é. Cada dia trás seus próprios desafios e, na verdade, você nunca sabe o que será servido no cardápio seguinte. Neste momento, há pessoas sorrindo na maternidade, enquanto outras estão chorando no cemitério. Hoje, um casal se casou na catedral e, ao mesmo tempo, um outro concretizou o divórcio no cartório. Um empresário recebeu a averbação da junta comercial para começar seu negócio e o outro foi visitado pela justiça com a decretação da falência.
Na verdade, você precisa discernir qual estação você está vivendo! E mais do que isso: você precisa se adaptar a ela! A maioria das questões da vida são reversíveis, o vento, não raro, muda de lado ou, como bem disse o Cazuza, “... Ainda estão rolando os dados”. Eu não sei se você quebrou, se foi traída, se ficou deprimido ou está se sentindo velho? Sei, contudo, que é imprescindível se adaptar ao que está acontecendo agora e os que conseguirem fazer isso, sobreviverão!
Então, você pode se sentar na calçada da vida, ficar choramingando e se maldizendo, ou pode se levantar, sacudir a poeira, se vestir de esperança e começar a fazer algo novo! Não me diga que não há mais tempo, que você não tem forças ou que a situação é por demais complexa. Você precisa de decisões, não de desculpas!
No fundo, a vida é bela, mas o mundo é mau, e nele, sobreviverá aquele que não se deixar sucumbir pela amargura, que aprender a rir do fracasso, o que regar com lágrimas a semente de sonhos bons e embeber o coração em ternura e gratidão. Não é fácil para ninguém, mas é possível para todos. Por isso, melhor do que dizer “por quê?”, é dizer: “por que não?”.
©2015 Carlos Moreira

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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