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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

21 janeiro 2011

"Todo Mundo Quer ir Para o Céu, Mas Ninguém Quer Morrer"



“O problema de vocês ocidentais cristãos é que vocês têm milhões de jovens querendo viver... Nós, ao contrário, temos milhões de jovens querendo morrer!”. Osama Bin Laden.

Inicialmente fiquei chocado com a frase, pois, a primeira vista, ela não me fez muito sentido. Ao depois, entretanto, quando minhas categorias político-filosóficas-religiosas entraram em ação, aí sim, compreendi o que o famoso terrorista da rede Al Qaeda quis dizer.

O fundamentalismo religioso não é regalia dos Mulçumanos. Pelo contrário, quem conhece um pouco mais a fundo a Religião Islâmica sabe que a proposta é totalmente diferente do estigma criado, sobretudo depois do 11 de setembro de 2001, com os ataques as Torres do World Trade Center. 

Deixemos os idealismos de lado... Fundamentalismo existe em qualquer religião. Entre os evangélicos, então, o que dizer? Quer mais ortodoxia e aberrações do que temos em nossas “denominações”? Quer mais manipulação e catarse emocional do que em certos “cultos”. Quer mais espoliação e pressão psicológica na pregação de determinadas “doutrinas”? Ora, quem não conhece “o jogo” é que fica de tolo, mas a gente já está nisto há muito tempo para ser ludibriado...

A frase do Osama choca-nos não porque saibamos que há um exército de meninos e meninas sendo treinados para fins perversos, que não consegue discernir o tamanho da maldade da qual eles se tornaram vítimas, pois tiveram suas consciências cauterizadas pela “palavra” e pela subversão da “religião”. O que surpreende é o desejo dessa gente de sacrificar a própria vida em função de algo no qual eles crêem, de imaginar estar sendo usado para cumprir um propósito divino, agradar a “deus”, ser  a "vara de seu juízo" na Terra.

Nietzsche disse certa vez “no ocidente não há ninguém mais disposto a morrer, seja por um deus, pela pátria ou pela família”. De fato, ele estava mais do que certo. Nós somos a sociedade dos que querem apenas ganhar, jamais perder, muito menos a vida! A saudosa banda Blitz, sucesso da década de 1980, dizia em sua canção: “todo mundo quer ir pro céu mais ninguém quer morrer”.

“porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro... E já não sei o que escolher!... desejo partir e estar com Cristo, o que é muito melhor; contudo, é mais necessário, por causa de vocês, que eu permaneça no corpo... para o seu progresso e alegria na fé". Fp. 1:21-25

Na perspectiva do cristianismo, morrer é um prêmio, uma coroa, a consagração de uma vida, mas morrer está relacionado a nascer, não a extinguir-se, é a partida que nos leva a encontrar o propósito para o qual fomos criados. Quem morre deixa o não-ser para tornar-se ser de fato.

Mas Paulo, que desejava ardentemente morrer, pois queria estar com Jesus, entende que viver tem um propósito: edificar e ensinar a outros, abençoá-los, servi-los, amá-los, doar-se para que eles possam encontrar o significado de existir. Assim é o Evangelho. A vida do discípulo só ganha singularidade quando se desdobra na direção do outro, quando o próximo torna-se mais importante que sua própria vida, pois sacrificar sonhos e planos em prol de alguém é prazer e privilégio.

Bin Laden está recrutando jovens para morrer. É triste, mas fato. E nós? Quantos jovens temos dispostos a morrer pela causa do Reino de Deus? Não estou falando em se amarrar a toneladas de dinamites ou de detonar um carro em frente ao um mercado público. Estou falando em entender que a fé cristã deveria nos levar a buscar da vida mais do que sucesso profissional, dinheiro no bolso, alegria, festa, riso, namoros e curtição. Nossos jovens não têm referências. Bem disse Cazuza: “meus heróis morreram de overdose”.  

Tenho pena dos jovens de hoje... Rebeldes sem causa, mesmo... São, em sua grande maioria, alienados, fúteis, frívolos, superficiais, dessignificados, vazios, insensatos, desafeiçoados, insensíveis, desencontrados de si mesmos. Mas com tristeza, admito: eles tiveram a quem puxar; tiveram excelentes fontes de referência para ser o que são: nós. Eu e você...

Carlos Moreira

19 janeiro 2011

Contra-Fluxo


A sensação é de estar remando contra a maré, indo na direção oposta, subindo quando devia estar descendo, descendo quando devia estar subindo.

“Negue-se a si mesmo”, é a voz que escuto o tempo todo, todo o tempo. Desisti de tentar impressionar a Deus, aos homens. Entendi que não será por habilidades, nem necessidades. Não será por nada que eu possa fazer. Não será “por força, nem por violência”, não será pela ciência, nem mesmo pela razão. Apenas deixo-me levar pela brisa e, caminhando no caminho, semeio o bem e colho a esperança.


Enquanto todos querem ajuntar, desejo aprender a repartir. Enquanto querem mentir, busco encontrar a coragem de andar na verdade. Enquanto querem ser desleais, pretendo me tornar mais fiel. Rio-me da ganância, desprezo a futilidade, faço caso do sucesso, da busca da felicidade desprovida de propósitos. Cresço para dentro, expandindo minha consciência, alterando meus valores, repensando minha história. Aos que desejam mandar, ofereço o servir. Aos sofisticados e complexos, ofereço a simplicidade; aos arrogantes, a humildade; aos maliciosos a pureza; aos invejosos a singularidade de ser o que sou, incompleto, imperfeito, uma “metamorfose ambulante”.

Sim, é verdade, já compreendi que seguir a Jesus implica em andar na contra-mão, pois o Evangelho é um contra-fluxo, é subversão silenciosa, é mudança de coração, é transformação dos “ambientes” interiores, uma vez que a “ética do Reino é a estética do lado de dentro”.

E será assim, sem máscaras, sem cascas, despojando-me de tudo que possa impermeabilizar minhas sensações, libertando-me do que cauteriza as percepções, largando pela estrada tudo o que não é vida e aprendendo a recomeçar que, aos poucos, me tornarei um pouco mais parecido com Ele.


E assim, como o grão de trigo, que morre para poder fomentar a vida, morro também, pois, “pra que outros possam viver, vale a pena morrer”. Não deixarei para morrer amanhã, quero morrer logo, hoje, agora! Por isso, abro mão, despojo-me de mim mesmo, abro as janelas da alma, destranco os ferrolhos do coração, e morro. Morro enquanto ainda é tempo, pois os que me propõem a “vida” andam as portas a me convidar a seguir de acordo com o fluxo, de conformidade com as "marés", na direção da multidão, do corriqueiro, do banal. Eles me oferecem a morte embalada com papel celofane, numa caixa bonita, mas, no fundo, ainda é apenas morte. E eu, que pela morte de mim mesmo abracei a Vida, insisto em seguir na direção contrária.

Carlos Moreira

Determinismo ou Possibilismo?


Uma pergunta que todo mundo faz quando acontecem tragédias como a mais recente que provocou tanto desespero na região serrana do Rio de Janeiro é se esses acontecimentos não poderiam ser evitados. A essa pergunta são dadas poucas respostas plausíveis e convincentes.


É bem verdade que ninguém pode evitar que um grande terremoto aconteça, que um tsunami venha a varrer as cidades litorâneas de algum continente ou que a chuva torrencial provoque desmoronamentos. Mesmo o mais eficaz monitoramento de possíveis catástrofes naturais não evita inteiramente os desastres, embora possa atenuá-los.


Por outro lado, sabemos que um grande número de mortes resultantes desses acidentes da natureza poderia ser evitado caso a ambição política, o descaso para com a vida de milhares de pessoas e a obstinação dos homens não fosse tão grande. As tragédias, em geral, são ajudadas, paradoxalmente, pelos próprios homens que são as principais vítimas desses acontecimentos.


Se não fosse o crescimento desordenado das cidades, as propinas recebidas pelos fiscais das prefeituras municipais para fecharem os olhos à ilegalidade e os políticos doando terrenos em áreas de risco com fins eleitoreiros, provavelmente os números dessas hecatombes não seriam tão astronômicos; e os números não mentem jamais!


Voltando, porém, á pergunta do início do texto (se as tragédias poderiam ter sido evitadas ou não) percebo que por trás desta indagação subjaz um velho dilema humano; refiro-me ao embate entre determinismo e possibilismo. Há uma força maior desencadeando os acontecimentos trágicos diante da qual os homens são impotentes ou o próprio ser humano é responsável por aquilo que lhe acontece?

As opiniões deterministas e possibilistas permearam algumas das discussões mais antigas da humanidade. Determinismo e possibilismo travam uma luta feroz que começou no mundo antigo, passou pela Idade Média, avançou através da modernidade e continua acirrando os ânimos no mundo contemporâneo.



No mundo medieval Agostinho e Tomás de Aquino foram respectivamente representantes do determinismo e do possibilismo. No século XVI e XVII, por exemplo, homens como Calvino e Armínio opuseram as suas opiniões uns aos outros ao discutirem questões ligadas à salvação da alma dentro da perspectiva cristã.


João Calvino, enfatizando mais a soberania de Deus do que a liberdade humana, afirmava que a divindade havia escolhido os homens destinados á salvação e à danação eterna antes mesmo de terem nascido ou praticado qualquer tipo de pecado (predestinação). Já Armínio, inclinado mais ao livre arbítrio, dizia que o homem contribuía com a sua salvação ao responder positivamente ao chamado do evangelho.


Passando da teologia à geografia, no século XIX geógrafos alemães e franceses também se dividiram entre deterministas e possibilistas. Os primeiros advogavam que era o meio que determinava o homem, os segundos diziam que, ao contrário do que pensavam os primeiros, é o homem que determina o meio através das mudanças que nele produz.


Nos dias atuais o debate sobre doenças como o câncer, o diabetes e até discussões de gênero acerca do homossexualismo trouxeram de novo à tona os debates entre deterministas e possibilistas. Afinal de contas, somos livres ou escravos de um “destino”? A liberdade humana evita ou contribui para as catástrofes? Somos predestinados ou escrevemos com as nossas ações a nossa própria história?


Eu confesso que não tenho uma resposta definitiva para estas perguntas, mas desconfio que a resposta mais adequada a estes questionamentos se encontra no meio do caminho, em algum ponto intermediário entre o determinismo e o possibilismo. “A virtude está no meio”, disse sabiamente Aristóteles.


Acredito que naquilo que tange á liberdade humana, o homem se encontra, para usar uma linguagem jurídica criminal, sob uma “liberdade condicional”. Somos livres, mas só até certo ponto. Desse ponto em diante talvez sejamos guiados por alguma força cega e avassaladora que nos arrasta como fez a lama dos morros com as casas da região serrana ao descer encosta abaixo.

O que é esta força? Talvez aquilo que chamamos todos os dias, por não ter uma palavra mais adequada, de DEUS.

André Pessoa via Século XXI

16 janeiro 2011

Celulites na Noiva de Cristo: os efeitos indesejáveis do modelo celular


Recebi recentemente um e-mail de alguém descontente com o modelo celular implantado em sua igreja. Por achar pertinentes as questões por ele levantadas, resolvi usá-lo em um artigo sobre o tema. Ei-lo abaixo:
Há algum tempo tenho andado triste com algumas coisas que têm acontecido em minha congregação. O trabalho lá é celular e, como tal, a meta é que sejam formados e enviados mais e mais líderes de células. Porém, o meu entendimento é de que alguém que lidera uma célula é, na prática, um pastor, pois tem que cuidar, de e discipular pessoas - e isso, no meu entendimento, é um dom do Espírito. Tenho a certeza absoluta de que não tenho chamado para a vocação pastoral, por isso nunca me prontifiquei e nem quero ocupar tal cargo na igreja, porque o que gosto de fazer é ensinar. Sendo assim, por não me prontificar a fazer o que a liderança considera aquilo que todos têm que fazer, fui posto de lado (acho que sou considerado algum tipo de rebelde, pois por muitas vezes contestei esse ponto de vista com a liderança, o que percebo deixar meu pastor aborrecido). Até aí tudo bem, pois não sou obrigado a fazer aquilo que não me sinto bem em realizar. A gota d'água ocorreu ontem, quando fui questionar meu pastor a respeito de uma decisão tomada pela liderança da igreja: a partir deste ano, não mais teremos os cultos matutinos, pois antes havia a escola bíblica seguida do culto. Esta escola bíblica (chamada de ESCOLA DE DISCÍPULOS) consiste na ministração de três apostilas durante todo o ano, as quais já estudei. Espera-se que, nos anos subsequentes, haja novos estudos que abordem novos pontos para nossa edificação espiritual. Mas, nos anos seguintes são ministradas as mesmas apostilas, com os mesmos estudos. Então comuniquei a ele que quero e preciso me alimentar mais da Palavra (nos cultos da manhã, pelo menos, eram pregadas mensagens de edificação para igreja; agora nem mais isso) e que vou passar a frequentar a EBD de alguma congregação de minha cidade, e a sua resposta foi que eu preciso entrar na "visão", porém sou livre para fazer o que eu quiser e para frequentar a EBD que eu bem entender. Hoje em dia, o argumento mais utilizado para desestimular aquele que deseja aprofundar-se no estudo da Palavra é o de que "a letra mata". Meu irmão, desculpe-me a expressão, mas estou de saco cheio disso, desestimulado até em continuar ali. Será que é algum crime o querer conhecer as Escrituras, o buscar o entendimento na Palavra daquilo que o Senhor Deus quer para a minha vida? Será que sou algum rebelde em não concordar com alguns pontos dessa "visão que Deus deu para o ministério"? Amado, desculpe o desabafo, mas preciso de uma palavra.

Acredito que a formação de pequenos grupos pode ser salutar para toda a congregação. Apesar da Bíblia referir-se a cada um de nós como membros do Corpo de Cristo, e não como células. E no caso, chama-se “célula” o pequeno grupo, e não o indivíduo em si. Ora, se o grupo é uma célula, o indivíduo é o que? Uma molécula? rs

Bricandeiras à parte, tenho visto o grande estrago que tem sido feito em muitas igrejas por conta de uma aplicação errônea dessa ‘visão’. Se o objetivo fosse tão somente de comunhão, ou mesmo, evangelístico, tudo bem. O problema é que se coloca sobre cada membro da célula a expectativa de tornar-se também líder de seu próprio grupo. E como você mesmo disse, nem todos são chamados para isso. Tal expectativa acaba se tornando numa opressão.

Será que Maria Madalena, que seguia de perto o Mestre, tornou-se líder de doze? Será que cada um dos apóstolos teve que formar seu próprio colégio apostólico com outros doze? Onde está escrito que Paulo liderava um grupo de doze?

Tenho percebido pelo menos dois efeitos colaterais em igrejas que adotaram tal estratégia de crescimento: a produção de células cancerígenas, e de celulites e estrias.

Deixe-me explicar cada um desses efeitos:

Células cangerígenas – Acredito que devemos abandonar a analogia celular e voltar à analogia bíblica dos membros do corpo. Por que digo isso? Simples. Porque as células são sempre uniformes. Se reproduzem uniformemente. E quando ocorre alguma anomalia, é porque produziram células cancerígenas.  O câncer é uma doença caracterizada pela produção de células que crescem e se dividem sem respeitar os limites normais, invadem e destroem tecidos adjacentes, e podem se espalhar para lugares distantes no corpo, através de um processo chamado metástase. Imagine o estrago que uma “célula cancerígena” pode produzir no corpo de Cristo! Paulo chama a atenção de Timóteo para o fato de que havia se introduzido na igreja pessoas cuja palavra “corrói como câncer” (2 Tm.2:17). O problema se agrava quando tais pessoas são elevadas ao posto de liderança. O modelo celular insiste em que cada discípulo deve aspirar à liderança, criando sua própria célula. Por conta disso, muitas divisões tem ocorrido em igrejas antes sadias. Se em vez de adotarmos a analogia de células, voltarmos à analogia bíblica de membros, perceberemos que nem todos são vocacionados para servirem como líderes. Basta conferir 1 Coríntios 12:12-31. Uns são chamados para serem ‘mãos’, outros ‘pés’, outros ‘boca’, e assim por diante. Porém, todos têm valor no contexto do corpo, e devem situar-se numa relação de interdependência. Imagine se todos fossem ‘olhos’, quem os socorreria na hora em que fossem invadidos por um cisco?

Células canceríginas são autofágicas, isto é, devoram-se umas as outras. Isso já acontecia entre os crentes primitivos. Como disse o escritor de Eclesiastes, não há nada novo debaixo do sol. Paulo repreende os gálatas por estaremos devorando-se uns aos outros (Gl.5:15). Um modelo que insiste com a ideia de que todos devem ser líderes, acaba por estimular a competitividade entre seus membros.

E o que é que causa o aparecimento de células cancerígenas? Entre vários fatores, quero destacar o consumo de comida enlatada. Alguns, no afã de alimentarem bem seus ‘discípulos’, saem em busca de novidades, e encontra nas prateleiras dos mercados religiosos todo tipo de teologia enlatada, ora ‘made in USA’, ora ‘made in Colombia’, ou ‘Coréia’, ou ‘Europa’, e assim por diante. Ovelhas preferem e precisam de capim fresco, tirado direto do solo, sem conservantes, nem qualquer outra química.

Celulite e estrias – Ora, o apóstolo Paulo diz que “Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, a fim de apresentá-la a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Ef.5:25b-27). Deixe-me aproveitar que Paulo usou a expressão “coisa semelhante”, para acrescentar aqui celulites eestrias.

Imagine a noiva de Cristo cheia de celulite e estrias! Pois o modelo celular, da maneira como tem sido implementado nas igrejas, tem produzido exatamente isso.

O fato é que a igreja, em vez de crescer, engordou, tornou-se obesa, e o pior é que, pelo jeito, trata-se de obesidade mórbida.

A celulite é caracterizada principalmente pelo aparecimento de ondulações da pele, dando a esta o aspecto de casca de laranja. Entre as causas da celulite, destacamos a alimentação e a vida sedentária. Troca-se a boa comida caseira pelos fastfoods. Abandona-se os cultos na igreja, limitando-se a frequentar as reuniões celulares. Os pequenos grupos começam a ser visto como um fim em si mesmos, produzindo um tipo de sedentarismo espiritual.

Já as estrias caracterizam-se por um rompimento das fibras elásticas que sustentam a camada intermediária da pele, formada por colágeno e elastina (responsáveis pela sua elasticidade e tonicidade). Podem surgir de diversas formas, dentre elas: o efeito sanfona e o crescimento rápido.

Talvez o que tem contribuído para que igrejas adotem este modelo seja justamente a promessa de crescimento rápido. Mas o que ele realmente produz é inchaço, e não crescimento (1 Co.4:19; 5:2). Ora, quando um membro incha, é sinal de que algo está errado no organismo. Um crescimento saudável demanda tempo, empenho, perseverança. Não há fórmulas mágicas. Basta um alimento saudável, extraído da boa e fiel Palavra de Deus, e um ritmo de vida antisendentário, em que os membros sejam incentivados a darem testemunho de sua transformação lá fora e a estenderem as mãos aos necessitados deste mundo. Daí, é só esperar. Um planta, outro rega, mas é o próprio Deus quem Se responsabiliza em promovero o crescimento (1 Co.3:6).

Hermes Fernandes via Hermes Fernandes

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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