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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

13 março 2017

A "Cura Gay" e a Danação da Alma Humana





Em 34 anos caminhando com Jesus, tenho ouvido e convivido com centenas de pessoas homossexuais. Os dramas são inimagináveis e o que a igreja diz fazer por eles, “em nome de Deus”, é algo da mais grotesca intenção.

Eu creio firmemente que, se estivéssemos na idade média, com todo o poder que a instituição tinha, os gays seriam dizimados pelos senhores da ortodoxia, pelos perseguidores das diferenças, pelos exterminadores do amor, pelos executores da “moral e dos bons costumes”. Sim, em nome de Deus já se matou e torturou muita gente, e os gays comporiam essa lista, seriam queimados em fogueiras, arrancados de suas casas e torturados, pressionados a confessar estar possessos de demônios.

Eu não quero essa religião para mim, nem quero crer num Deus que não aceite alguém numa condição existencial diferenciada. E aí me falam: “Mas Deus cura!”. Sim, Deus é Deus, ele faz o que quiser sem dar satisfações, mas olhando a existência como ela é, e não como eu gostaria, as coisas não sucedem dessa forma.

Todos sabemos, o mundo é caído, a Terra passou a produzir “cardos e abrolhos”, a linguagem figurada do Gênesis, cheia de simbolismos, não pode ser entendida pelos escribas deste tempo, examinadores de códigos sem nenhuma competência hermenêutica, gente que estupra a Escritura em nome da sua fé.

Os impactos da queda são profundos e se movem em todas as direções, no físico e no emocional, no mundo animal, vegetal e mineral, na natureza e na substância das coisas, por isso Paulo fala que a criação geme e aguarda sua redenção, o estrago foi aterrador!

No entanto, a Graça redime, o amor cura, Deus fez a sua parte, a Cruz destruiu quem eu sou, o Sangue o que eu faço, toda a dívida foi exterminada, mas os homens costuram o véu novamente, e trazem Levítico para substituir Mateus, eles preferem Moisés a Jesus, são os que fazem gestão da misericórdia, os porteiros do céu que nem entram e nem deixam quem quer se salvar entrar.

Eu lido com centenas de homossexuais, alguns são amigos íntimos, outros estão na comunidade, são gente boa, pessoas amigas, leais, generosas, eles fazem o trabalho do Reino com devoção e responsabilidade. Não poderia estar mais honrado pela presença dos tais entre nós, estou agradecido a Deus por poder tê-los conhecido. Eles me confessam que tentaram de tudo, o imponderável para serem “curados” da maldição que a igreja lhes impõe, a dor é dilacerante.

Cura gay? De um gay que nasceu gay? De alguém que aos 3 anos de idade se percebe disforme dos seus iguais? De alguém que os pais já identificaram, ainda usando fraldas, que é diferente dos outros? Creio nessa cura como creio que a mangueira possa dar laranjas. Creio nessa cura como creio que Deus pode dar visão a um cego de nascença, em condições especiais, mas não como obra do catecismo dos crentes, nem de correntes de oração ou cultos catárticos de milagres, nem de processos de invasão de mente e alma com um doutrinamento perverso e violento.

Eu não prego a “Cura Gay”, eu prego o Evangelho que salva gays e todos os outros pecadores. O resto é com Deus, e você que não gosta que se entenda com ele. Se ao ser julgado, no último dia, o Senhor me imputar essa culpa, eu direi: “Perdoa-me, Pai, eu queria que todos os gays fossem salvos pelo teu amor. Se agi errado, tira, então, a minha porção da árvore da vida”. Serei honesto com Deus, direi isso de cara limpa e coração puro, ele sabe que aqui não minto nem faço jogo de cena, pago um preço muito alto para ser quem sou e fazer o que faço, não há nenhuma vantagem nisso.

Portanto, prefiro ver um gay curado pelo amor, sendo quem é e vivendo com reverência e discrição, do que “curado pela igreja”, negando sua natureza, introjetando ser o que não é, fazendo uma mutilação na sua alma, casado com uma irmãzinha e tendo pulsões pelos irmãozinhos, se escondendo atrás de ministérios e gemendo na solidão da cama, dando testemunho de libertação e chorando horrores por viver um simulacro. Sim, é isso o que acontece, e quem é gay e passou por esse processo não me deixará mentir. A cura para o gay é o amor, e a igreja que aí está dificilmente entenderá isso...

Carlos Moreira










10 março 2017

A Tirania de Deus foi nos dar a Liberdade de Ser



A tirania de Deus foi nos dar a liberdade de ser. Sim, toda tentativa de aprisionar a alma humana não vem de Deus, fosse esse seu desejo, nos teria feito anjos, sujeitos a sua vontade, e não humanos livres, capazes de fazer nossas próprias escolhas.

Ora, Jesus nos ensina que a proposta do Evangelho mantém esta premissa quando afirma: “Eu Sou a porta. Qualquer pessoa que entrar por mim, será salva. Entrará e sairá; e encontrará pastagem”. Jo. 10:9.

Mas a religião não suporta a liberdade, precisa de controles e regras, precisa supervisionar o que sucede na vida, esquadrinhar o pensamento, cercear impulsos, castrar o inusitado, amputar a inspiração. Sim, a religião é como uma máquina industrial produzindo pessoas em série, todas com suas mentes padronizadas, Robocops da fé, gente que perdeu a singularidade porque perdeu a identidade.

Quem pode dizer ser livre no meio religioso? Se o indivíduo precisa, logo de cara, aceitar uma cartilha inteira de regras ligadas aos usos e costumes da denominação? Se são livres, porque me perguntam se podem beber, fumar, jogar, dançar, transar, frequentar determinados ambientes, fazer piercing, tatoo, pintar o cabelo, usar essa ou aquela roupa, namorar com alguém de outra crença, comer certo tipo de comida, assistir um filme “censurado”, ir a motel, só para descrever algumas das questões que, para seres humanos normais, não são questões, uma vez que todas essas coisas fazem parte do cotidiano e deveriam ser tratadas como escolhas simples do modo de viver. Quem pode ser livre numa igreja que recrimina a opção sexual? Quem pode ser livre sofrendo bulling por não se adaptar a alta costura religiosa, que determina o padrão do que pode ou não ser usado como vestuário? Quem pode ser livre não tendo a opção de frequentar um ambiente qualquer por que ele está repleto de “pecadores”? Quem pode ser livre sem ter a prerrogativa de fazer o que bem entender com seu corpo, ainda que isso seja para o seu próprio mal?

Nessa perspectivas, quanto Paulo escreve sua carta aos Coríntios, ele cita: “O Senhor é o Espírito; e onde quer que o Espírito esteja, ali há liberdade”. 2ª. Co. 3:17. Esta frase está num contexto onde o apóstolo faz uma comparação entre o ministério da Lei de Moisés e o ministério da Lei do Espírito da Vida, conforme o Evangelho. É nesse mesmo capítulo onde ele diz que o “código” – a letra – mata, mas o “Espírito” – a liberdade – vivifica.

Ora, Corinto era a cidade mais promíscua e com as maiores manifestações de devassidão dos dias de Paulo. E foi justamente nesse contexto, que aparentemente poderia demandar "controles", que o apóstolo trata da necessidade de sermos livres. Mas que tipo de liberdade pode promover isso sem ser libertinagem? A liberdade do Evangelho, aquela que me permite ser livre para poder dizer sim ou não sem a obrigação de ter que cumprir códigos humanos e etiquetas religiosas!

No texto que citei acima, a palavra grega que designa liberdade é ἐλευθερία – eleutheria. Ela também é encontrada em outra passagem, na carta aos Gálatas 5:1, como segue: “Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão”. Ora, de que jugo Paulo estava falando? Das leis do judaísmo, dos códigos acéticos, das liturgias sagradas, das tradições dos fariseus, das regras comportamentais, das prescrições sociais, e de tudo que tornasse a vida uma prisão.

Portanto, afirmo, não pode haver fé sadia em um ambiente de punição e medo, de controle e cerceamento. Por isso muitas igrejas se tornaram usinas de neuróticos, sanatórios religiosos, casas de entorpecimento da mente e do coração. Assim, não se esqueça jamais: O Evangelho te dá identidade; a religião, dupla personalidade. Um te faz ser normal, o outro, um ser patológico...


Carlos Moreira







08 março 2017

A Marca, a Massa, a Mídia e o Evangelho

O “Beijo Gay” da Disney veio reascender antigas questões ligadas a nevrálgica relação entre cultura e religião. Diante da polêmica, dois grupos veem se enfrentando abertamente nas redes sociais: os defensores da moral e dos bons costumes, composto prioritariamente pela ortodoxia religiosa, e os ideólogos liberais, em sua maioria membros ou simpatizantes do movimento LGBT. A partir do incidente, que será cada vez mais constante, temos como desafio buscar entender qual o fenômeno que há por detrás não apenas das ações estratégicas de conglomerados de mídia voltados para o entretenimento, mas também de outros meio de influência e produção de conteúdos sociais tentando impetrar uma nova cosmovisão, uma vez superada a ideologia judaico-cristã no ocidente. Diante deste mosaico, o filósofo italiano Antônio Gramsci, em suas postulações sobre a “Revolução Silenciosa”, nos fornece algumas premissas sobre a utilização de mecanismos de entorpecimento social, pelas vias legais e constitucionais, os quais visam produzir um doutrinamento específico, no caso deste autor, a ideologia marxista. As questões centrais, todavia, que merecem nosso estudo, são as seguintes: o que devemos tratar como cultura e o que precisamos observar como valores imutáveis do Evangelho? Como identificar ideologias subliminares inoculadas no inconsciente coletivo que passam a fazer parte da cosmovisão social? Quais são os riscos que corremos ao não discernirmos tais questões e que prejuízos isso pode causar? Assista a esta mensagem e chega às respostas a cada uma destas perguntas.


 

02 março 2017

Otário sou Eu!



Desculpe, Marcelo, mas o otário aqui sou eu! Sim, por que eu não fiquei bilionário corrompendo ninguém, nem criei uma empresa paralela para fazer subvenção de políticos movidos à propina, nem estuprei o Estado Brasileiro com obras superfaturadas pagas com o dinheiro do contribuinte, parte dele formada por aquele indivíduo que morre no corredor do hospital, que não tem escola para os filhos nem saneamento básico para viver com um pouco de decência.

Desculpe, Marcelo, mas o otário aqui sou eu, por que eu não usei da influência de governantes desonestos para entrar em outros países e fazer negociatas, nem dispus do caixa dois da minha empresa para financiar campanhas, além do que, não tenho na folha de pagamento metade do Congresso Nacional, gente venal que vendeu a consciência ao dinheiro e a alma ao demônio.

Você não deve saber, mas eu pago imposto, sr. Marcelo, e pago muito caro, tenho que votar no candidato político menos ruim e ainda preciso esperar quatro anos para ele fazer alguma coisa, pois o que ele deveria fazer, não faz, uma vez que você o comprou para realizar lobby em prol da Odebretch. 

Eu sou otário pois tive, desde cedo, que trabalhar para pagar meus estudos, não herdei nenhum império da minha família. Sabe, Marcelo, eu saía todos os dias às 10:00 horas da noite da faculdade e ia trabalhar no frio de 15 graus do Centro de Processamento de Dados do Banorte, largando às 6:00 da manhã, cansado, com fome, mas com o senso de dever cumprido. 

Me desculpe, mas não divido com você meu título de otário, pois as licitações públicas que ganhei foram na base da competência técnica, nunca precisei dar propina para realizar meus serviços. Você talvez não saiba, Marcelo, mas dos otários do Brasil, estou entre os melhores, são mais de 20 anos como empresário, sobrevivendo as custas do mérito, do estudo, do tratamento correto com clientes, funcionários e parceiros. 

Ora, com uma conduta como essa, não enriqueci, é verdade, e continuo apenas tendo grana para pagar as contas, tenho um carro velho, ano 1998, e um apartamento com 30 anos de construção. Não possuo moeda estrangeira em banco, nem poupança, não tenho ações na bolsa, minha mulher não tem joias e não sou titular de contas em paraíso fiscal.

Mas tem uma coisa, sr. Marcelo, que eu tenho e o sr. não tem: vergonha na cara! Sim, meu pai não me deixou patrimônio, mas me legou sua honradez, eu deito a noite, sem tranquilizantes, e durmo, e ainda posso andar pela rua com a cabeça erguida, olhando todo mundo nos olhos. Eu sei que esses valores não lhe interessam, Marcelo, pois sucesso para você é outra coisa, mas quero, definitivamente, lhe dizer algo: você já me roubou o suficiente, pois como cidadão paguei parte da conta da sua ganância, mas uma coisa você não vai tirar de mim: o título de otário!

Carlos Moreira


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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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