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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

12 julho 2016

Eu Resolvi não Esperar, Resolvi Viver!




“Eu Resolvi Esperar” é a nova fórmula receitada por alguns grupos religiosos com o fim de garantir o sucesso na escolha do parceiro ideal para o casamento. Esses ensinos já ganharam, inclusive, o status de doutrina, com suposta fundamentação bíblica e eficácia garantida, e passaram a ser observados por milhares de jovens e adultos. Como se sabe, a religião nunca pôde prescindir da adoção de métodos e regras prontas, catecismos e manuais de conduta, tudo que cerceia o indivíduo de fazer suas próprias escolhas. Ora, como sabemos, santidade não é algo que se possa produzir com a privação de nada, mas com a liberdade de se escolher o bem no chão da vida. Paulo, falando aos Colossenses, disse que ninguém se tornaria puro algemando a mão, a boca ou os olhos, posto que nada disso tem qualquer efeito contra a sensualidade. A questão que surge, todavia, é a seguinte: até onde fórmulas prontas sobre relacionamento conjugal podem dar certo? “Eu Resolvi Esperar”, como decisão pessoal do indivíduo, não parece ser um problema, pois cada um deve fazer o seu próprio caminho debaixo do sol. O problema é quando o “Eu” se torna “Nós”, uma serialização patrocinada pela igreja-indústria que tenta fazer manequins pré-moldados para se encaixar em suas conveniências. A verdade é que não há fórmulas para o amor, não é possível construir fluxos lógicos para gerir sentimentos complexos, isso não funciona! Ninguém pode administrar àquilo que é espontâneo, nem produzir uma receita de casamento como se fosse receita de bolo. Portanto, não se apresse para casar, nem passe tanto tempo fazendo avaliações de pessoas como se elas fossem produtos numa prateleira. Viva, apenas isso! Tenha respeito por seus sentimentos, nem se entregue ao primeiro que aparecer, nem se ampute de viver uma grande paixão só porque ele/ela não se encaixa no padrão de homem/mulher de Deus que sua igreja definiu. Não permita que roubem, em nome da santidade e da ortodoxia, os melhores anos da sua vida! Assista a mensagem e aprenda sugestões preciosas sobre relações afetivas.


 

11 julho 2016

Namoro: Pra Quê?



De repente, uma quantidade enorme de pessoas passsou a me perguntar se devem ou não continuar mantendo o namoro em “on” para o “modus" corte. 

Para ser sincero, não sabia nem que isso existia, pois eu vivo num outro planeta, um lugar onde as pessoas são livres para escolher, amar, errar, reconfigurar e seguir em frente... 

Bem, fui buscar de um “guru gospel” a definição do tal “namoro corte” e encontrei o seguinte: “Queremos, para os solteiros, um relacionamento sem carícias, beijos, sensualidade, dependência emocional, chantagens emocionais, ciúmes, isolamento social. A ideia é que os jovens sejam movidos por princípios bíblicos e não por impulsos da paixão, sexualidade ou pressão cultural. Buscamos um relacionamento focado na amizade e no conhecimento mútuo”. 

Resumindo, eles querem que o indivíduo ou a sujeita sejam como manequins em uma loja de departamento, podem até estar nus, mas não tem como fazer nada, é a sublimação da experiência, a negação da possibilidade de crescimento natural, é a tara produzida em série na “estufa” da igreja onde, pela via da castração, imagina-se que a santidade aflorará. Impossível!

Na verdade, o que daí surgirá, na esmagadora maioria dos casos, todo tipo de pulsão sexual e desvio de comportamento, salvo os casos de pessoas com baixa libido, homossexualidade reprimida, tendência real ao celibato, problemas hormonais, dentre outros. 

A coisa toda, em si mesma, já se traveste de uma pseudo-piedade quando afirma que estes postulados estão baseados em princípios bíblicos! Ora, a bíblia não trata de relacionamento afetivo a não ser o casamento, pois na cultura dos Hebreus, no mundo antigo, não existia tal possibilidade. 

Mas esses grupos são tão radicais que advogam que tem de ser assim mesmo, pois como o namoro não está descrito na bíblia, como poderia ele ser vivenciado por um cristão? Ora, avião também não está na bíblia e todo mundo voa neles! É tão esdrúxulo que não dá nem para comentar... 

Quem receita a tal corte tenta, de forma equivocada, achar nas Escrituras as prescricções do “manual teen de relacionamento”, eles querem patrocinar a Malhação Gospel, mas tudo com "santidade"! Sabe o que uma maluquice desta vai produzir? Gente esmagada de alma e com um tesão superlativo, tendo dificuldade até de andar em ônibus cheio, pois o “esfrega-esfrega” vai produzir excitação e asfixia. 

Pelo amor de Deus! Jesus ensinou que se um homem olhasse para uma mulher com volúpia, com desejo lascivo, aquele olhar scanner, onde o sujeito vê por baixo da roupa, ele já estaria adulterando com ela. E por que o Galileu afirmou isso? Por que o judeu tinha esse mesmo comportamento farisaico-estoicista dos crentes, ou seja, eles não levavam em conta o pecado subjetivo, aquele que é feito nos ambientes da mente e do coração, onde o swing pode acontecer sem nem um dedinho da moça ser tocado. É o mesmo princípio que trata do assassinato mental, aquele onde o sujeito não mata com um tiro, mas pela ira represada no ser. 

Bem, o que eu tenho a dizer? Uso as Escrituras, com bom senso e bom coração: “Jovem, alegra-te na tua mocidade! Sê feliz o teu coração nos dias da tua juventude. Segue os caminhos que o teu coração indicar e todos os desejos dos teus olhos; saibas, contudo, que tudo quanto fizeres passará pelo julgamento de Deus”. Ec. 11:9.

Você quer uma bula, um manual, uma cartilha, um passo-a-passo, uma etiqueta, mas só posso te dar a chance de crescer, escolher, pensar, ponderar, assumir responsabilidades e aprender que Deus ama a quem vive em verdade, enxergando a si mesmo, não negando quem é e o que sente, mas agindo sempre em fé e com bom coração. Aos que caminharem assim, paz e misericórdia os acompanhe. Aos que escolheram fazer “a corte”, que vivam com um barulho desse...


Carlos Moreira

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09 julho 2016

Pescadores de Homens ou de Peixes? O que Faço com Minha Profissão?

Tenho encontrado muitas pessoas vivendo frustradas ou, no mínimo, desorientadas, em relação as suas profissões. Muitas delas foram iludidas pelo engodo de exercer alguma atividade econômica que viabilizaria, em tempo recorde, o sucesso fácil, outras acabaram por fazer o que não tinham qualquer vocação, pois visavam apenas rentabilidade e segurança, e há ainda os que não sabem, sequer, o que fazer, estão perdidos entre cursos trancados e a busca de novas opções. Num mercado altamente competitivo, errar o alvo significa perder anos preciosos de experiência, tempo que será necessário para prover as bases de uma carreira bem sucedida, a qual possa viabilizar os sonhos de todo trabalhador. Por outro lado, percebo também a falta de entendimento da esmagadora maioria sobre como exercer sua atividade econômica levando em consideração os desafios do Evangelho. Sim, vida espiritual tem tudo a ver com vida profissional, um influencia diretamente o outro! Mais, afinal, você foi chamado para pescar peixes ou para pescar homens? Como projetar uma carreira de sucesso sem cair no modismo nem transgredir valores e princípios do Reino? Como posso me destacar num mercado tão seletivo; Deus pode me ajudar nisso? Assista a mensagem e aprenda o que fazer!


 

05 julho 2016

Jugo Desigual ou Jogo Desigual?



Jugo desigual não é um evangélico casado com uma católica. Ora, por favor! Conheço crentes casados, que frequentam a mesma igreja, que leem a mesma bíblia, que cantam as mesmas músicas gospel e estão em jugo totalmente desigual, pois não há entre eles uma ligação de alma, de entendimento da vida, de percepção do mundo.

Na verdade, que adianta sentar no mesmo banco no templo e viver separado na cama? Que adianta andar de mãos dadas no pátio da igreja e com consciências separadas no chão da vida? Conjugalidade é, antes de qualquer coisa, um habitar a alma do outro e não apenas o viver junto debaixo do mesmo teto.

Ora, jugo desigual é alguém ter olhos para ver o bem, enquanto o outro só consegue discernir o mal, é a alegria de um sendo sufocada pela moralidade castrante do outro, é um querer inovar na cama e o outro, cheio de pudores e não me toques, gostar de um sexo broxante. Jugo desigual é um apreciar o teatro e o outro se privar da diversão por questões doutrinárias, é um desejar dançar e o outro vê pecado numa "sala de reboco", é um adorar um bom vinho e o outro fazer a gestão da felicidade por causa da legislação da igrejola.

Conheço casais de diferentes crenças que são harmônicos e perfeitamente enlaçados em amor, enquanto aconselho a centenas de outros, de mesma confissão religiosa, se matando na frente dos filhos e pedindo que Deus “leve” o parceiro para sua Glória.

Sendo honesto, acredito em jugo desigual, na perspectiva do que disse acima, mas acredito também em jogo desigual, que é o que acontece com muita gente que não teme fazer do casamento um remendo mal feito, desde que ele se adeque ao manequim da religião.

Portanto, ao invés de procurar uma mulher calvinista, procure uma que goste de conversar e contar piada, ao invés de procurar um marido pré-milenista, arrume um que leia Fernando Pessoa com você no banco do parque, ao invés de buscar uma mulher de oração, busque uma que tenha coração!

Acredite, é impossível gente que ama e se sente amado não ter graça no ser e música que embala os pés no caminhar do caminho. Um ateu com boa vontade é melhor que um crente amargurado, se você quer alguém que lhe complete, procure afinidades em sua alma, não em sua estante de livros teológicos.


Carlos Moreira


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