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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

18 abril 2016

Os Dízimos e a Crise no Brasil




Tenho conversado com alguns pastores de igrejas de médio e grande porte e eles se mostram preocupados pela queda drástica na arrecadação. Sim, o tema é mesmo preocupante e vai para além da crise do Brasil, se eles ainda não perceberam...

A questão central é que, com as redes sociais, conteúdos do Evangelho passaram a estar disponíveis para milhões de pessoas. Há hoje muito material, em forma de textos, áudios e vídeos que combate, com seriedade e equilíbrio, o pagamento do imposto chamado dízimo. Gente de alto nível, pregadores e mestres nas Escrituras, demonstram, de forma acurada e profunda, todos os equívocos em relação à obrigatoriedade do recolhimento de valores financeiros, atacando não só o que diz respeito à teologia da prosperidade e seu uso perverso pelos neopentecostais, mas também ao que se refere às exigências das igrejas históricas reformadas e pentecostais clássicas.

Antigamente, para você ouvir um bom pregador, discutir determinado assunto, era preciso ir a um congresso ou se deslocar até sua comunidade. Hoje, você senta em casa e, no Youtube, escolhe quem vai ouvir e qual o tema do seu interesse. Isso mudou tudo! O acesso é muito mais amplo! A disseminação de conteúdos ficou muito simples e rápida.

Eu sou contra a cobrança de dízimos, e meus textos e vídeos atestam isso. Sou favorável, na igreja, ao recolhimento de ofertas voluntárias para custeio de despesas e investimentos que sejam possíveis. Se uma comunidade não se sustenta por essa via, então deve, urgentemente, repensar seu chamado e vocação, além de buscar, no curto prazo, formas de se reestruturar para uma nova realidade.

De certo, em pouco tempo, alguns anos, talvez, as igrejas que dependem fundamentalmente do pagamento de dízimos estarão deficitárias ou inviabilizadas, portanto, devem buscar, hoje, já se adequarem aos novos desafios, sob o risco de fecharem suas portas.

Ora, eu sou favorável a que pastores que se afadigam na Palavra e no cuidado com o povo sejam remunerados, desde que a igreja possa fazê-lo, sem esmagar consciências nem constranger neófitos. Portanto, é mister a reflexão! Na verdade, quem fugir dela, amargará as consequências, e muitos, diante das dificuldades que surgirão, irão destorcer as Escrituras para poder manter "direitos" adquiridos.

Recomendo, portanto, aos meus amigos e irmãos pastores analisarem o tema com o máximo de seriedade e clareza, com espírito manso e quebrantado, e também recomendo que a igreja não seja injusta, largando seus líderes, que hoje dependem de salário, por simples capricho ou, pior ainda, de maneira egoísta, fuja da responsabilidade que adquiriram com suas famílias. 


Penso que uma transição se mostrará necessária. Creio que alguns continuarão vivendo do Evangelho, o que é justo, e outros terão de buscar sustento em atividades seculares, o que também é justo. O que não acontecerá mais, acredito, será a manutenção das coisas na forma como hoje estão...
Carlos Moreira




11 abril 2016

Empreendedorismo Espiritual: o Maior Projeto da sua Vida

O empreendedor é alguém disposto a usar todo o seu potencial para construir algo novo, ele não segue mapas, ele faz mapas! Num mundo fortemente marcado por uma religiosidade inoperante, que produziu um sedentarismo de consciência e, por conseguinte, uma espiritualidade desprovida de ações, quero lançar o desafio para que você se torne um Empreendedor Espiritual! Trata-se de algo novo, uma nova doutrina, uma nova revelação? Não, de forma alguma. Apenas um chamado para que a fé seja vivida aos moldes do Evangelho. Parece óbvio? Mas não é! O Empreendedor Espiritual é desafiado a romper com os velhos preceitos da religião, quebrar suas concepções maniqueístas, libertar-se do status quo institucional. Sim, para abrir novas possibilidades e experimentar perspectivas mais profundas da fé em Jesus, é preciso olhar por cima do muro da igreja, sair da mecânica dos ritos do templo, desvencilhar-se dos velhos paradigmas litúrgicos, romper com os condicionamentos da sistematização doutrinária que foi manipulada para entorpecer mentes e corações. Assista a esta mensagem, dê um chance ao Espírito Santo para que haja um reavivamento em sua vida!


 

05 abril 2016

Princípios Financeiros da Economia do Reino

Finanças é assunto dos mais controversos e polêmicos dentro de igrejas. Para tratá-lo, temos também de adentrar em terreno difícil, que diz respeito tanto à gestão das finanças pessoais, quanto profissionais. A administração do dinheiro, na vida de um discípulo de Jesus, segue princípios que visam produzir saúde ao ser, desenvolver camadas espirituais que foram atrofiadas pela queda, produzindo uma existência egoísta e, não raro, o fomento da avareza, que gera na alma um mal sem precedentes. Dentro desta temática, a questão central a pensarmos é que, na Economia tradicional, lidamos essencialmente com a tentativa de equilibrar as demandas da sociedade em contra partida da escassez dos recursos disponíveis no planeta. Mas, no Reino de Deus, os recursos são infinitos, pois Deus é o dono do outro e da prata, todo poder está em suas mãos! Então, tratar com finanças na perspectiva da vontade de Deus é algo que quebra todos os paradigmas com os quais estamos acostumados a viver! Por exemplo: o conceito de prosperidade, na perspectiva do Evangelho, não é o acúmulo de riquezas, mas a capacidade de repartir e distribuir com outros aquilo que se tem. Sim, é o próprio Jesus que ensina isso quando afirma: “Dai e vos será dado”, numa clara demonstração de que Deus deseja que sejamos canais de sua graça e do estabelecimento de sua justiça, e isso com vistas a manter o equilíbrio entre os que têm em abundância e os que estão desprovidos de tudo. Quer saber mais? Assista a esta desafiadora mensagem e aprenda sobre os sete princípios que poderão fazer a grande diferença na sua relação com o dinheiro!


                           

31 março 2016

Quando a Religião Serve à Política



A religião, historicamente, sempre foi usada como ferramenta de manipulação das massas pela política. Constantino que o diga... A simbiose entre estas duas potestades, produz, ao menos, quatro fenômenos sócio-religiosos, conforme a seguir.

O primeiro é a criação de uma cultura do medo, onde os sacerdotes são alçados a uma categoria de mitos divinizados, pois, tocar no “Ungido”, é tocar em Deus! Com o policiamento comportamental, pessoas são controladas pela via do medo do castigo, seja ele em forma de disciplina eclesiástica pública, seja pela via do bullying fraterno, onde os “irmãos” se afastam daquele que violou o código de conduta coletiva, seja pela ação raivosa de “Deus”, que pune quem não segue a “regra do jogo”. Para a religião, não basta o sacerdote se interpor entre os homens e o Criador, ela precisa controlar também as relações entre os homens e seus semelhantes.

O segundo é a alienação do fiel quanto às dinâmicas da vida, ou seja, quanto mais religião, mais separação do “mundo”, é o noeploatonismo embalado para consumo religioso. Desde há muito, a igreja prega um Evangelho que exclui o indivíduo da realidade cotidiana, suprimindo dele o apreço pela arte, pela cultura, pela política, pela economia. A alienação religiosa é um poderoso meio de controle, cria uma geração de descerebrados, produz na linha de série da igreja-indústria gente que lê a bíblia, mas não lê o jornal, indivíduos que se envolvem com a agenda de programas da denominação, mas que não tem tempo para ir ao cinema, a um show artístico, ou até para investir nos estudos e na profissão. A religião produz um apagão intelectual, isola o sujeito entre as paredes do templo, torna a existência um subproduto das doutrinas da igreja, tenciona impermeabilizar o contato com o mundo real.

O terceiro é a conformação com a miséria, uma vez que o religioso é ensinado que a vida aqui na Terra deve ser uma experiência de sofrimento e renúncia, de privação e desprazer. A verdade é que crente bom é crente pobre! Transportar toda alegria e prazer que alguém pode experimentar para uma vida vindoura, com a promessa de um paraíso perfeito, tem por finalidade produzir uma letargia existencial, um anestesiamento de mente, cultivar a cultura da subserviência, induzir uma subjugação social, levar o povo a ser domesticado tornando-o inofensivo. Ora, essa doutrinação foi largamente utilizada, sobretudo, na América Latina, marcada historicamente por governos totalitários e ditatoriais, pobreza extrema, tanto no campo quanto nas cidades, além de baixos níveis de escolarização e acesso a serviços essenciais. Bem afirmou Dom Hélder Câmara, “Quando dou comida aos pobres, me chamam de santo. Quando pergunto por que eles são pobres, chamam-me de comunista”.

Por último, temos a rendição da crença às questões metafísicas, ou seja, quanto mais “espiritual” melhor, quanto mais à fé aponte para o sobrenatural, mas riqueza haverá na experiência com o sagrado. A metafísica religiosa amputa uma parte essencial da doutrina de Jesus, que é a preocupação com a justiça e com os dramas sociais, produz uma espiritualidade mágica, catártica e performática, revela um Deus fantasioso e vicia os “pagantes” à necessidade do espetáculo. Por isso, tanto “demônio” e tantos “milagres”! Vender religião é vender, sobretudo, o impossível, o intangível, e a metafísica religiosa se locupleta desta necessidade do ser humano de alcançar o divino para entretê-lo com a pirotecnia litúrgica, cultos teatrais com efeitos spilberguianos, muitos carismas disponíveis para uso, mas quase nenhum caráter que seja apto para torná-los úteis a qualquer coisa proveitosa para o bem.

Em minha experiência pastoral, tenho encontrado um sem número de pessoas marcadas por todos ou alguns destes tópicos acima. A violência religiosa é uma violência contra a alma humana, é um estupro da consciência, produz, por vezes, danos irreparáveis. Num tempo e numa sociedade onde o matrimônio está cada vez mais fragilizado, o casamento entre política e religião continua firme, e dando muitos frutos...

Carlos Moreira.

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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