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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

09 dezembro 2015

Existe Vida Antes da Morte?

O eletroencefalograma atesta que existe atividade cerebral e o eletrocardiograma atividade cardíaca, ambos são exames utilizados para detectar se há vida, mas, não necessariamente , onde existe vida existe consciência. Sim, é possível estar vivo, mas esse estado não significar absolutamente nada em relação ao projeto original que Deus imaginou para nós. A existência de muitos, tragicamente, transformou-se em algo aterrorizante, eles são como zumbis ao contrário, vivos-mortos, mesmo respirando e andando são incapazes de experimentar dimensões mais profundas e intensas do viver, sensações e sentimentos que só podem ser desfrutados se aquilo que está morto em nós – o nosso espírito – ganhar vida novamente. Curiosamente, entretanto, onde tenho mais encontrado gente “morta” nestes dias é dentro de igrejas. Muitas comunidades ditas cristãs são, na verdade, cemitérios, lugares onde gente morta espiritualmente é enganada e iludida, viveiros de entorpecimento e analgesia, ambientes onde a Luz não penetra e a fé acaba sucumbindo. Nesta mensagem, analiso o que as Escrituras nos ensinam sobre vida e morte, sobre o que Jesus fez por nós na Cruz e sobre o grande desafio que é existir como um ser humano real. Assista! Você não vai se decepcionar.


24 novembro 2015

Terrorismo Religioso: o Absurdo em Nome de Deus

Existem dois tipos de terrorismo religioso: aquele que em conluio com o estado quer dominar terras e aquele que amancebado com a igreja quer dominar mentes. Em nossos dias, temos experimentado um tipo de terrorismo religioso light, algo que produz ataques sutis, uma ideologia com aparência de piedade, mas que de forma cirúrgica explode corações, tortura almas, invade de forma violenta a privacidade, estupra mentes, mata a esperança e faz sucumbir sonhos. Sim, estou convencido de que a bíblia nas mãos de fundamentalistas é uma arma tão ou mais perigosa que uma metralhadora. Em nome de Deus já se fez muita coisa, pois quem age a serviço do altíssimo tem licença até para matar! As religiões do livro – o judaísmo, o cristianismo e o islamismo – não podem fugir desta mancha em suas histórias, todas tem muito sangue nas mãos. Mas será mesmo que Deus manda matar? É possível harmonizar o “Deus do Amor” com o “Deus do Terror”? Por que uma leitura menos romântica das Escrituras faz parecer que o Deus do Velho Testamento é totalmente diferente do Deus do Novo Testamento? Em tempos de terrorismo internacional, uma reflexão honesta e contundente sobre o problema da interpretação do texto sagrado e o que ela pode produzir na consciência de gerações. Assista esta mensagem e tire suas conclusões!


11 novembro 2015

Igrejas Insalubres: a Trama da Religião Gerando Trauma na Alma

Em nossa sociedade, estamos acostumados a conviver com pessoas que sofreram traumas físicos e que buscam compensação do dano através de processos jurídicos. Mas ainda é pouco comum alguém obter uma reparação por causa de um abuso que tenha sofrido, o qual produziu uma sequela emocional. Até mesmo a palavra trauma, em sua etimologia, significa uma lesão causada por um agente externo, está muito associada a uma ferida aparente. O fato concreto, todavia, é que machucões físicos saram muito mais rapidamente do que ulcerações na alma. Um trauma emocional pode, não raras vezes, perdurar por toda a vida do indivíduo. Nestes mais de 30 anos lidando com pessoas dentro de igrejas, constato o quanto o trauma religioso, que tem fundo essencialmente emocional, tem atingido milhares de pessoas. Gente que foi abusada, manipulada, adestrada para seguir regras comportamentais, represada em suas emoções, estimulada ao disfarce, ao juízo temerário, a perversidade que se traveste de justiça própria. Existe uma legião enorme de gente agonizando dentro de igrejas que mais se parecem com sanatórios religiosos, e outros incontáveis que, mesmo saindo de tais ambientes, carregam os vícios de natureza psicológica e as marcas tatuadas na psique as quais, como fantasmas, assombram os dias e transtornam a vida. Assista esta instigante mensagem! 

 

10 novembro 2015

Negar-se a Si Mesmo



“Negar-se a si mesmo” é um dos conceitos e uma das falas de Jesus mais mal interpretadas de todo o Novo Testamento. Você pode encontrar a citação nos Evangelhos sinópticos, como por exemplo, em Lucas 9:23.

A questão se agrava pelo fato de que, a grande maioria dos pastores e líderes deste tempo carece, desgraçadamente, de ferramental mínimo para interpretar as Escrituras, as regras básicas da hermenêutica e da exegese bíblica. Sem isso, a versão que prevalece é sempre a mais popular, ou aquela que é expressa pela maior denominação, ou ainda o pensamento que for mais fundamentalista.

“Negar-se a si mesmo”, no conceito da esmagadora maioria da igreja evangélica brasileira, tem a ver com mortificação do eu, com aniquilamento da personalidade, com ascetismo grego repaginado, com estoicismo contemporâneo, com o neoplatonismo de Plotino, do qual Agostinho bebeu para elaborar sua teologia, que é à base de boa parte das crenças da igreja católica romana e de parte do protestantismo.

Nesse sentido, desconhecer a história é uma tragédia imperdoável para quem deseja se tornar mestre ou pregador do Evangelho. A negação do eu é um doutrina pagã, mas, jamais, cristã! O sujeito que se nega faz isso para se autojustificar, ainda que, conscientemente, ele não perceba tal feito.

Assim, a negação do eu é uma alternativa para a purificação, para a sublimação, para o “nirvana” espiritual. É uma das mais antigas práticas das religiões primitivas e dos cultos antigos. Quem se entrega a essa doutrina de negação e quem tenta reduzir à carne a escravidão, só fará com que pulsões enormes cresçam ainda mais em si mesmo, e essa analogia é científica, não religiosa.

A doutrina da negação elimina a doutrina da justificação, na qual eu sou informado de que não há nada que eu precise fazer para que a paz de Deus me envolva e para que a inimizade, produzida pelo pecado seja, definitivamente, extirpada da minha consciência.

Por isso, quem tenta fazer isso pela via da negação de si mesmo, assemelha-se aos que praticam a doutrina Kardecista, onde o indivíduo purga seus pecados pela via da piedade e das boas obras. Muda o meio, mas não o objetivo final.

Ora, a fala de Jesus só pode ser interpretada a partir da leitura mais ampla dos textos, no caso de Lucas, com a adição à exegese do verso 24. Observe: “Pois quem quiser salvar a sua vida a perderá; mas quem perder a vida por minha causa, este a salvará”. Ou seja, “negar-se a si mesmo” significa abandonar toda busca de um caminho meritório para Deus, significa esvaziar-se de toda a justiça própria, significa abrir mão de qualquer sacrifício, oblação ou oferenda que possa assumir o papel da Cruz e do Sangue do Cordeiro.

Negar-se a si mesmo é aceitar o fato de que tudo já “está consumado”, de que o sacrifício foi feito uma vez para sempre, e que não há outro que possa ser colocado no lugar de nosso Sumo Sacerdote, o qual expia toda nossa imundice e culpa.

Portanto, quem desejar, pela via da negação, salvar a sua vida, a perderá, disse Jesus! Não existe nenhum ritual, nenhum culto, nenhum poder ou sabedoria, nenhum intermediário, nenhuma doutrina ou confissão que possa mudar isso, nada pode se colocar no lugar do Sacrifício do Senhor, que deu a sua vida para salvar o mundo! Portanto, só quem abre mão do caminho da religião, que é o esforço do homem para alcançar a Deus, quem “perde a sua vida”, a achará!

Eu penso que os que possuem bom coração e boa consciência entenderão o que falo. Por outro lado, quem se calcificou pela via da cauterização de mente produzida pela crença religiosa ainda andará buscando meios de agradar a Deus. Deus não quer se seduzido! Deus quer ser amado e obedecido! Só Jesus foi capaz de agradar a Deus! “Esse é o meu filho amado, e nele a minha vida se alegra!”.


Carlos Moreira

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