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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

01 março 2014

Descobri Quando Jesus Voltará!




O mistério em torno de quando será a volta de Jesus e o arrebatamento da Igreja é uma das questões mais controversas da fé cristã. Especulações das mais diversas já foram realizadas, algumas fantasiosas e místicas, outras seguindo correntes doutrinárias e sistematizações.

Na verdade, a inquietação quanto ao tema é legítima, uma vez que trata de eventos cataclísmicos e, na sequência, do fim da vida como nós a conhecemos. Até mesmo os apóstolos que andavam com Jesus perguntaram a Ele sobre quando tudo isso sucederia: “Dize-nos quando ocorrerão estas coisas? E qual será o sinal da tua vinda e do final dos tempos?”. Mt. 24:3(b).

Em sua resposta, a meu ver, Jesus foi extremamente claro, e, a partir dela, é possível saber, exatamente, quando ele voltará! Agora, para afirmar consistentemente algo desta natureza, é preciso, antes, analisar duas questões prioritárias: o “espírito” das sociedades e as ambiências sócio-culturais da humanidade.

Para chegar a uma conclusão, nesse caso específico, não é preciso ser especialista em sociologia, antropologia ou filosofia para perceber que as sociedades e suas culturas, apesar de separadas no espaço/tempo, sendo assim totalmente distintas, possuem, contudo, arquetipias comuns. Através da história, podemos averiguar que a saga das civilizações humanas percorreu, de certa forma, os mesmos caminhos.

Essa afirmação não carrega nada de novo. Os povos antigos já sabiam disto com clareza, pois o sábio do Eclesiastes, há cerca de 3.000 anos atrás, já afirmava: “O que foi voltará a ser, o que aconteceu, ocorrerá de novo, o que foi feito se fará outra vez, não existe nada de novo debaixo do sol”. Existem, sim, fatos e comportamentos humanos que se repetem, a cada geração e, ainda que muitos deles se aprofundem, como numa espiral, ganhando contornos cada vez mais intensos, carregam os mesmos arquétipos de gerações passadas.

Entendido isto, é possível declarar, exatamente, quando Jesus irá voltar! Tal conclusão, bastante simplista, não faz parte da execução de cálculos cabalísticos, nem faz alquimia em sistematizações dispensacionalistas, nem muito menos exegese exaustiva da escatologia judaico-cristã a partir dos escritos de Daniel, Mateus, Paulo ou João. Para mim, tudo é muito óbvio, pois acredito que Jesus deixou-nos aquilo que é suficiente para nossa salvação e entendimento da Verdade em tudo que existencializou.

Para chegar ao desfecho, poderíamos utilizar vários textos, mas escolhi o final do Evangelho de Mateus, onde estão organizados os eventos escatológicos descritos pelo próprio Jesus. Se prestarmos atenção, veremos que, do capítulo 22 até o capítulo 25, o Evangelista nos expõe, em certa ordem, os eventos que marcam o fim dos tempos, a saber: a grande tribulação, a segunda vinda, o arrebatamento e o juízo eterno.  

Pois bem, minha chave hermenêutica, para estas ponderações, se localiza na primeira metade do capítulo 24 de Mateus. Neste texto, estão presentes os sinais que nos dão condições de afirmar, com absoluta certeza, quando será a volta de Cristo. Quais são eles, então? Observe: falsos profetas, guerras e rumores de guerras, injustiças, perseguições, esfriamento do amor, traições, manipulação do sagrado e eventos de magnitude celeste.

Mas é na segunda metade deste capítulo que Jesus nos diz, de forma segura, quando ele irá voltar! A revelação está no verso 34, que explicita: “Com toda certeza Eu vos afirmo, que não passará esta geração até que todos esses eventos se realizem”. Eis, portanto, a grande revelação: Jesus voltará em nossa geração!

Não se frustre, pois é legítimo que haja certa confusão quanto a esta afirmação. Alguém pode exclamar: “o texto em questão se refere à geração dos discípulos, não a nossa!”. Sim, isso é verdade! Contudo, se Jesus afirmou que voltaria naquela geração, onde todos os sinais que foram citados acima se manifestaram, e não voltou, o que, então, precisamos entender? Qual a chave para este mistério?

Ora, nós sabemos que, entre a morte e ressurreição de Jesus – no primeiro terço do 1º. século – e o ano 100, o mundo presenciou perseguições, barbáries, guerras, injustiças, desamor, a destruição da Cidade Santa, o aniquilamento do Templo, o general Tito sendo cultuado como deus, recebendo sacrifícios em plena Jerusalém, dentre outros tantos eventos que, inquestionavelmente, produziam a moldura perfeita para que se fizesse a asseveração de que, de fato, o Senhor estava voltando!  

Todavia, o fato é que Jesus não voltou! Por isso, a partir deste evento, começou-se a se fazer especulações e previsões sobre quando se daria a tal volta do Senhor. Para mim, não há questões a serem desvendadas. É certo que Ele volta nesta geração. Jesus virá a qualquer momento, portanto, devo estar preparado para recebê-lo! Quando leio o texto de Mateus, e vejo a afirmação “não passará esta geração”, tomo a mensagem para mim, sinto como se Jesus falasse comigo naquele instante, para a minha geração!

O que todo discípulo precisa saber, é que a análise de Mateus 24, e dos demais capítulos escatológicos das Escrituras, deve sempre ser feita com muito cuidado, pois a linguagem, não raro, é simbólica, parabólica, recheada de figuras e metáforas da apocalíptica judaica. Em Mateus 24, o que percebo, claramente, é que as arquetipias usadas por Jesus servem para evitar as previsões fatalistas dos adivinhadores e magos da religião em relação ao dia ou hora quando tudo sucederá.

Ao fazer isto, Ele desenhou o cenário do fim, mas não estabeleceu qualquer outro tipo de previsão. A cada geração, o cenário se faz presente, portanto, é nosso dever esperar a Sua volta a qualquer momento! Sempre haverá, em cada uma das sociedades humanas, a presença dos sinais de Sua vinda, pois os arquétipos descritos pelo Senhor estão constantemente presentes na história das civilizações. Quando Jesus volta? Ora, Ele volta hoje! A questão, todavia, é: você está preparado?!

Quanto a mim, esforço-me para fazer o melhor que posso ainda neste tempo! Estou arregimentado no exército de Deus, tenho metas a alcançar, preciso anunciar o Evangelho e ser testemunha de que, em Cristo, o Pai se reconciliou com o mundo e não mais imputa aos homens os seus pecados. Aleluia! Essa é a grande salvação!

Quem é filho do Reino, herdeiro da fé, quem tem sobre si a marca do Sangue do Cordeiro e a habitação do Espírito Santo, entende estas verdades e delas dá testemunho. Os que caminham na luz e são mensageiros da Boa Nova, não se cansam nem se fadigam, seguem obstinados até alcançarem a promessa da Vida Eterna, quando todos juntos celebraremos a festa da misericórdia que triunfou sobre o juízo!

E assim, também sigo eu, remindo o tempo, pois os dias são maus, anunciando a todo homem que a Graça de Deus está disponível para aquele que a receber com alegria, que o perdão está estendido a todo aquele que deseje se arrepender de seus pecados. Portanto, sigo com todo empenho, compromissado em anunciar o Evangelho e, enquanto faço isso, declaro com toda convicção: Maranata! Vem Senhor Jesus!


Carlos Moreira

28 fevereiro 2014

10 Coisas que Você Precisa Saber Antes de se Aconselhar com um Pastor




01- Não deixe a situação ficar incontornável para procurar ajuda. Profilaxia é o segredo para as dinâmicas da vida. A prevenção é melhor do que a correção. Infelizmente, muitos dos problemas que me chegam já estão em fase “terminal”, ou seja, já não há praticamente mais nada a se fazer. 

02- Nunca se aconselhe com vários pastores. Em 5 opiniões pastorais, provavelmente, haverá 5 conselhos diferentes. E aí? O que você fará? A quem você irá ouvir? Em casos extremos, você deve buscar uma segunda opinião, mas saiba que, dependendo da linha e da experiência do pastor, as posições serão divergentes. 

03- Pastores não são intermediários do sagrado. O que eles dizem tem certa importância, mas eles não devem se auto-proclamar mensageiros de Deus infalíveis, ou portadores da Palavra inquestionável. Eles podem ajudar, e trazer a luz das Escrituras sobre alguma situação, mas evite tê-los como “personal profetas”, pois isso significará a sua ruína na vida. 

04- O ideal no aconselhamento é a pessoa lhe mostrar cenários. A partir de suas colocações, situações podem ser “simuladas”, hipóteses podem ser levantadas, as alternativas disponíveis, etc. Mas quem aconselha nunca deve inferir a sua opinião pessoal. Você é livre para analisar e fazer a escolha que melhor lhe convier. O conselheiro é apenas alguém com mais experiência que está lhe ajudando a ver o “cenário” por inteiro, ele não é alguém para lhe dirigir os passos.

05- Na minha experiência pastoral, 80% das questões que me trazem se resolveriam com bom senso, ou seja, nem tudo é espiritual. As pessoas tendem a querer uma solução mágica para seus problemas e, em função disto, imaginam estar sofrendo um ataque do diabo, uma conspiração celeste, ou que estão em maldição, ou que pecaram contra a Palavra, etc. Acredite, poucas questões tem cunho espiritual. A maioria está associada a valores da vida que estão sendo negligenciados.

06- Sua opinião é importante, mas você não é o dono da verdade. Quando o aconselhamento envolve outras pessoas, todas devem ser ouvidas. Nunca acredite em alguém que lhe aconselha ouvindo só o seu ponto de vista. A sua “verdade” é sua, mas isso não quer dizer que seja a verdade de fato. Procure ser sincero no que coloca, mas lembre-se que é seu ponto de vista.

07- Cuidados com quem aconselha usando versículos e mais versículos da bíblia. A Escritura é o ponto de partira do pastor ou conselheiro, mas a interpretação é sempre uma questão crítica. Um pastor com uma bíblia na mão e uma interpretação equivocada é alguém com uma arma e uma autorização para matar. Conselhos que trazem a bíblia como instrumento de “autenticação” devem sempre ser muito ponderados.

08- Quando se aconselhar, esteja certo que colocou tudo o que gostaria. Pastores, por vezes, tendem a ouvir pouco e falar muito. Em alguns minutos de conversa, dizem que já entenderam o “quadro” inteiro, que já ouviram muitas vezes aquela situação, e que já sabem a solução. Apesar das questões se repetirem, nenhuma história é igual à outra. Mudam os “cenários”, os “atores”, as circunstâncias. Peça para ser ouvido até que tudo esteja colocado. 

09- Pastores não podem cobrar por aconselhamento. Essa tarefa só pode ser realizada por um profissional da saúde, no caso, psicanalistas, psiquiatras ou psicólogos. Pastores não têm formação para atenderem pessoas por períodos longos e nem, muito menos, receitarem medicação. No caso de pastores que tem formação em alguma das áreas acima, eles devem decidir o que querem fazer, mas, se desejam ser pastores, que não cobrem pelo atendimento. 

10- Se você está em busca de um conselho, esteja pronto para ouvir o que não lhe agrada. O pastor não tem obrigação de lhe dizer o que você quer ouvir, mas o que precisa ouvir. Não raras vezes, a palavra que nos é colocada é dura, mas lembre-se: o remédio ruim produz um bom efeito.

Carlos Moreira

03 fevereiro 2014

Espectadores da Tragédia



Teorizar sobre o bem é, talvez, uma das mais perversas formas de piedade. E nós, que fazemos parte da igreja contemporânea, somos protagonistas deste tipo de “teologia” que traz como dogma a doutrina do “viva e deixe morrer”. Tal descaso, na melhor das hipóteses, revela uma gangrena de alma, a lepra do egoísmo tornando insensível o coração que evita, a todo custo, amar a Deus no outro. 


Num tempo de casas apaineladas e pessoas vazias, a dor desfila perfilada ao meio dia, na nossa porta, mas o drama real, para nós, mais parece trama da ficção. Do alto de nossos apartamentos, contemplamos o sofrimento dos que se esgueiram atrás de um prato de sopa, um corte de estopa, um gesto, um olhar, um pedaço de pão.

Tornamo-nos, sem perceber, quais Jonas, o profeta de Samaria. Sim, o homem que foi abduzido até as entranhas do Leviatã, que se viu alçado ao absurdo, sem saída, sem expectativas, no “antro da Terra”, clamou a Deus e foi salvo, sobretudo, de si mesmo, do monstro do egoísmo que nele habitava. 

Esse mesmo Jonas, todavia, é aquele que se senta nas colinas de Nínive para observar, placidamente, o desespero e a dor humana. Durante um dia inteiro, ele anda cerca de cem quilômetros, de uma ponta a outra da metrópole, anunciando a destruição iminente, e apresentando o arrependimento como única alternativa de salvação.

A partir daí, o imponderável aconteceu, pois quem pode impedir o agir do Espírito de Deus em busca de um coração quebrantado? Sim, Deus não suporta um pecador arrependido, não resiste ao contrito de alma. Sobre a esplendorosa capital da Assíria foi derramado um orvalho de consciência que escorreu pelos becos da alma dos ninivitas e foi ao mais profundo do ser. 

Eis agora os habitantes da cidade, vestidos de pano de saco, pranteando pelas calçadas, jejuando dentro de suas casas, esmolando o perdão. Percebe-se, claramente, que ali houve um surto de auto-percepção provocando não só um verniz de tristeza, mas o desejo verdadeiro de mudar a vida. Aquela era uma gente perdida, sem valores ou princípios, que não sabia discernir entre bem e mal, entre certo e errado.

São nestes cenários dantescos onde mais se precisa de um profeta. Quem está saindo da escuridão na qual a mente esteve aprisionada, necessita, desesperadamente, ver a luz da salvação, do Evangelho! Mas onde está Jonas? Nas ruas, acolhendo os caídos? Nas casas, consolando os aflitos? Não. Jonas está na colina, absorto, teologizando a dor, discutindo com Deus sobre suas razões, amaldiçoando sua vida porque o Altíssimo não quis ouvir seus conselhos. 

E nós, onde estamos? O que estamos fazendo pelos desabrigados das chuvas, pelos famintos do sertão, pelos viciados das craconlândias? Gente que precisa de amor que se faz ação, e não de pregação que se traduz em inércia de pernas e braços. Somos discípulos de Jonas, não de Jesus! Estamos nos montes de Nínive, contemplando o horror, enquanto esperamos, anestesiados, que Deus faça o seu milagre... 

Não esqueçamos, todavia, que um dia fomos libertos do “interior do peixe”, do imponderável no qual existíamos, das trevas de nossa alma para a Sua maravilhosa luz, não para sermos espectadores das tragédias humanas, mas povo solidário com o sofrer do outro que ao nosso lado está. 

Portanto, é mister que caminhemos sempre em direção a Nínive, este lugar onde a vida agoniza em plena luz do dia, onde há cheiro de morte por todos os lados, e não encolhamos nossas mãos ao aflito, pois o verdadeiro profeta tem sempre que ir aonde a dor está...


Carlos Moreira


01 fevereiro 2014

Desculpem, Eu Me Enganei...



Me perdoem, eu me enganei quando quis defender o Evangelho e, por conta disto, me atritei com pessoas e, em alguns casos, até perdi a oportunidade de conquistá-las para o “nosso” lado.

Eu me enganei quando levei a sério o que diz o apóstolo Judas, que deveríamos lutar pela fé que foi entregue aos santos. Esse negócio de guerra é coisa da idade medieval. Hoje tudo tem de ser feito de tal forma a harmonizar relacionamentos. Tudo é network!


Sim, eu acho que me enganei quando quis defender a sã doutrina, o ensinamento dos apóstolos, pois tudo é questão de cultura, e nós, como cristãos, não devemos entrar em choque com a sociedade e com os costumes de nosso tempo. 


Na verdade, percebi que havia me equivocado quando comecei a perder amigos, quando foram aumentando os desafetos, quando a pecha de “radical” começou a se tatuar em meus escritos e mensagens. A saída, percebo, é falar sobre temas do senso comum, evitar polêmicas, agradar a todos e, nunca, nunca mesmo, discordar de pessoas influentes.


Estou equivocado, admito, porque percebi que ando na contramão, que todo mundo está indo na direção contrária e, sendo assim, eu é que devo estar errado! Minha fé está ultrapassada, precisa ser reciclada com novas técnicas do mundo gospel e com estratégias de gestão eclesiástica.


O que penso, é que a “ficha” só começou a cair quando me dei conta que ainda estava orando todo dia, lendo apuradamente a Escritura, querendo socorrer o meu semelhante nas suas dores e guardando o estranho hábito de adorar e contemplar o altíssimo. Percebi que essas coisas são muito embaraçosas nos dias atuais e aí me dei conta de que fiquei ultrapassado... 


Foi difícil, mas posso discernir que não devo julgar ninguém independe do que faça ou diga contra o Evangelho. Nestes dias, o “não julgar” é mais importante do que a denúncia honesta, afinal, como ir contra o sucesso inquestionável de muitos? Ora, se é bem sucedido, é porque Deus está com ele!


Estou mesmo constrangido, pois tenho a impressão de que tudo o que fiz foi em vão... Tantas madrugadas preparando mensagens, tantos anos lendo, estudando, me capacitando para produzir conteúdos relevantes. Perda de tempo... Muito mais fácil seria usar jargões populares, vídeos bombantes, pirotecnia circense e meia dúzia de canções de pula-pula. Teria alcançado muito mais gente!


É duro, mas tenho de reconhecer, publicamente, que me enganei... Mas, como eu sou do contra, e sou muito implicante, continuarei fazendo o que sempre fiz, nestes últimos 30 anos, do mesmo jeito, falando e escrevendo os mesmo conteúdos. Que importa que eu siga enganando a mim mesmo, se Cristo for pregado com toda a inteireza do Evangelho, no poder do Espírito Santo? 


E assim, mesmo que eu esteja totalmente errado, continuarei a pregar e amar a mensagem da Cruz e da Salvação, escândalo para os religiosos, loucura para os sábios deste tempo, mas, para os humildes de espírito, pacificação e graça.


Carlos Moreira


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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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