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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

04 agosto 2011

A Ponte



“O grande do homem é ele ser uma ponte e não uma meta”. Nietzsche, filósofo alemão.

Tenho refletido ultimamente que, quanto mais conectado se torna o mundo, mais isoladas ficam as pessoas. Não é à toa que o escritor francês André Malraux afirma que somos a “civilização da solidão”.
Não obstante, é bem provável que a grande maioria afirme justamente o contrário, pois é fato que estamos vivendo em meio ao fenômeno das grandes interações humanas que ocorrem nas redes sociais.

Ainda assim, penso diferente... Somos seres sociais, não virtuais. Precisamos de trocas que se deem para além do teclado e da tela do computador; necessitamos de abraço, toques, sensações.

Tenho observado as interações que os seres humanos travam em seu cotidiano. Raramente elas são pessoais, íntimas ou intensas. Na sua grande maioria, estão marcadas pelo formalismo, pela impessoalidade e até pela frieza.

Somos forçados a realizar tantas interações mecanizadas num único dia que já não nos preocupamos mais com o que as pessoas estão sentindo ou mesmo quem elas são! Por isso, não se assuste se você estiver numa reunião, tratando de negócios, enquanto alguém bem próximo está chorando. E isso ainda não será o pior... A grande tragédia será você nem sequer perceber!

Paralelamente, também é verdade que nós, dificilmente, somos percebidos em meio aos nossos sentimentos e necessidades. Não raro converso com pessoas que parecem me escutar, mas, de fato, es-tão apenas me ouvindo.

Em alguns segundos, o que eu expressei vai desaparecer, será deletado, expurgado da mente, não terá a chance de chegar nem perto do “coração”.

A questão é tão grave e profunda, e nós temos nos apercebido tão pouco, que já nem nos preocupamos mais com o fato de não termos com quem “nos abrir”; precisamos pagar um profissional para nos escutar!

Ninguém sabe o que se passa em nossas almas, frequentemente, nem mesmo nosso(a) companheiro(a). Estamos vivendo a “existência epidérmica”, onde tudo é superficial e rasteiro. Só o nosso travesseiro conhece nossos dilemas.

Na verdade, nossas trocas têm se tornado neurotizadas pela quantidade de opções que possuímos. Estamos diante do computador e, de repente, soa um apito: “plim!” – acaba de chegar um e-mail. Outro zunido vem em seguida: é alguém na rede social nos chamando. De repente, a conversa que era apenas com uma pessoa, já se desenrola com três ao mesmo tempo! Fica até difícil articular o pensamento.

Mais um toque sai da máquina: agora é alguém que seguimos postando algo no short mensage. Ah, e não esqueçamos dos avisos que chegam dos blogs que acompanhamos e da necessidade de dar uma olhadela no quadro de avisos para ver se alguém deixou algum recado. 

“Eu sou o caminho a verdade e a vida, ninguém vai ao Pai senão por mim”. A afirmação de Jesus expressa bem o seu propósito existencial: ser uma ponte! Ele quer nos reconectar não somente a Deus, mas a nós mesmos e ao nosso próximo.

Se você prestar atenção, verá que Jesus sempre agiu como ponte. Ele era a ponte entre a desgraça e a misericórdia, entre a calamidade e a libertação, entre a deformação e a integridade do ser, entre o caído e a redenção. Foi assim com a prostituta, com os dez leprosos, com o cego de Jericó, com o endemoniado gadareno, e tantos outros... Ser “ponte” entre gente, esse era o “negócio” de Jesus!

Parafraseando Lenine, essa “...ponte não é de concreto, não é de ferro, não é de cimento...”, a “ponte” que viabilizou tudo isso habitou entre nós em carne e sangue e, por causa dela, toda inimizade foi desfeita, eu e você podemos nos religar novamente à “Fonte”.

Sim, mesmo vivendo em meio à sociedade da in-formação, há certo tipo de “conexão” que nenhum cabo ou conector pode realizar, mas apenas a aceitação do sacrifício do Cordeiro mediante o arrependi-mento trazido à consciência pelo Espírito Eterno.


Carlos Moreira


01 agosto 2011

Esperando Contra a Esperança



Assista a mensagem em vídeo "Esperando Contra a Esperança", publicada na seção acima "Mens. em Vídeo". Ela foi pregada no dia 31 de julho de 2011 na Catedral da Trindade em Recife. O poeta chileno Pablo Neruda afirma que "Sofre mais aquele que espera sempre do que aquele que nunca esperou ninguém". Aprender a Esperar é coisa difícil para o ser humano, pois há circunstâncias em que Deus parece estar atrasado em nos responder. Aprenda nesta mensagem sobre princípios que podem te ajudar a esperar sem desanimar nem perder de vista a esperança e a fé. Clique aqui para assistir: http://anovacristandade.blogspot.com/p/mensagens-em-video.html


Carlos Moreira

24 julho 2011

Respeito é Bom e Eu Gosto



“Estes são os meus princípios! Se você não gostar deles, eu tenho outros...”.
Groucho Marx.

Daqui a alguns meses vou completar 25 anos de profissão, todos eles atrelados ao mercado de Tecnologia da Informação. Comecei digitando cheques em um banco e hoje sou um executivo, sócio de uma empresa de desenvolvimento de software.

Se há uma coisa que aprendi nestes anos é que, em se tratando de negócios, pelo menos neste País, tudo é possível. O mercado tem suas próprias “regras” e, a mais importante delas, é que não existe regra para nada. Eu sei que temos Legislação, Judiciário, Polícia Federal, Receita, Secretaria da Fazenda, Constituição, mas, acredite, dependendo de como você “mexa com as peças”, tudo pode ser feito.

Fato é que já há muito que a ética, o pudor, a honestidade, a verdade, a lealdade, a decência, a transparência, a palavra empenhada, e outros valores imprescindíveis foram banidos de nossa sociedade, e isto não apenas nos negócios, mas em todas as áreas do viver humano. Existimos em meio à total dissolução dos princípios que constroem o ser, fomos engolidos e diluídos por um “sistema” perverso que inverteu o direito, perverteu a justiça, relativizou o absoluto e absolutizou o relativo.

Hoje, os que estão buscando fazer a coisa certa se sentem como se andassem na contra-mão, no contra-fluxo, “remando contra a maré”. É por isso que eu vim aqui hoje para registrar o meu protesto, para dizer que exijo respeito, para expressar a minha indignação com o que vejo acontecer todos os dias.

Eu peço que você me respeite por eu querer falar a verdade, ainda que isto me custe, não raro, perder oportunidades, amigos, dinheiro, “prestígio”, “status”. É que eu entendi que a liberdade é filha da Verdade e desde há muito os grilhões que prendiam meu ser foram quebrados, tornei-me livre de tudo e de todos, sou apenas escravo do amor.

Eu peço que você me respeite por eu desejar ser leal, por buscar honrar minha palavra, mesmo quando ela não está num papel assinado, num contrato. Respeite-me por querer ser honesto, comigo, com outros, aceite o fato de que escolhi caminhar de forma transparente, que não desejo trair, enganar, “passar a perna” nem fazer nada as escondidas, pois tudo o que é trevas manifesta-se e eu, por ser filho da Luz, anseio que haja sempre claridade em minha alma e em meu ser.

Eu peço que você me respeite por eu não querer ganhar o mundo inteiro, por não colocar o dinheiro acima das pessoas, por não fazer de minha carreira meu maior objetivo na vida, por não ser capa de nenhuma revista, nem ter ações na bolsa, nem uma lancha no iate clube. Sim, respeite o fato de que meu sono é muito importante para mim e que, para dormir em paz, escolhi apenas “vencer o mundo” e não vencer no mundo.

Eu peço que você respeite o fato de estar com a mesma mulher há 27 anos, pois decidi muito cedo construir uma família, tornei isto uma prioridade, compreendi que os relacionamentos são eternos, mas os bens passageiros. Desta forma, não me sinto atraído por “invólucros”, não desejo trocar minha mulher de 42 anos por uma de 22. Nunca! Ela é minha amiga, minha amante, alguém que aprendi a admirar com o passar dos anos e o acumular das crises. Não estou disposto a arriscar o que vivemos por uma aventura, uma transa, um corpo bonito com uma cabeça vazia.     

Finalmente, peço que você respeite o fato de que eu temo a Deus, acredito na salvação do meu espírito, que é a essência do meu ser, na ressurreição do meu corpo, no juízo final e na vida eterna. Respeite a minha fé, a crença que tenho de que “Deus estava em Cristo se reconciliando com o mundo, não imputando aos homens os seus pecados”.

Por tudo isso, quero apenas lhe dizer o seguinte: eu tenho os meus princípios; se você não gostar deles, infelizmente, não tenho o que fazer, pois por eles decidi viver e morrer, e não há nada, nem ninguém neste mundo, que possa me fazer mudar a escolha que um dia fiz.

Carlos Moreira

 

21 julho 2011

Pra Sempre, Sempre Acaba



"Ele fez tudo apropriado há seu tempo. Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim este não consegue compreender inteiramente o que Deus fez
”. Ec. 3:11

Depois de certa idade você começa a entender que tudo na vida é passageiro, fugaz, demasiadamente breve. Hoje, existe; amanhã, quem sabe? Esta é uma das grandes chatices da vida, nada é pra sempre; pra sempre, como poetizou Renato Russo, sempre acaba...

Eu já vivi a ilusão de que algumas coisas na existência eram pra sempre. Ah, como isso me fazia bem... Mas não era real... Hoje penso que, às vezes, é melhor acreditar numa boa ilusão do que ter de encarar uma dura realidade. Pena que meu pragmatismo não me permita viver com tal regalia.     

Houve um dia em que eu pensei que seria jovem para sempre, mesmo que meu corpo viesse a sofrer os desgastes próprios do tempo. Hoje, na meia idade, percebi que o envelhecimento não tem nada a ver com a degeneração do físico, mas com a perda da inocência, da irreverência, da anarquia, da capacidade de sonhar sonhos impossíveis.

Houve um tempo em que eu pensei que os amigos seriam amigos para sempre. Ao depois, entretanto, percebi que as amizades acabam por tornarem-se circunstanciais, algumas, inclusive, são meramente calcadas em interesses, outras, desfazem-se quando mudamos de endereço, de telefone, de empresa, de igreja... Constatei que minhas amizades, quais pedras de barro, foram se esfarelando até tornarem-se apenas poeira que cobre os meus pés exaustos de tanto chão.

Houve um tempo em que eu pensei que a paixão seria para sempre. Mas paixão é “bicho” indolente, foi feita pra voar, não para viver presa, por isso não é possível aprisioná-la na “gaiola” do coração humano. A paixão é como foguete de São João, quando despertada, rasga o céu com exuberância e desenvoltura, depois, todavia, desvanece, silencia, some na escuridão da noite do ser.   

Houve um tempo em que eu “vivi a ilusão de que ser homem bastaria”. Mas aí eu cresci, senti a necessidade de ser gente, quis ser reconhecido, singular, irrepetitível. Ser gente é mais do que simplesmente ser homem, pois homens não duram pra sempre. Aos poucos, entretanto, percebi que meus sentimentos se complexificaram, que minha alma tornara-se “sofisticada”, que minha consciência, momentaneamente iludida, imaginara ter evoluído a tal ponto de prescindir do meu coração. Sendo gente, pensei, jamais serei esquecido, ignorei o fato de que tudo na existência ruma para o irremediável, sucumbe em silêncio e solidão.  

Houve um tempo em que eu sentia estas coisas... Tudo isto invadia minha alma como raios de sol que rasgam as frestas da velha janela, até que atentei para o fato de que o único absoluto da vida é Deus, tudo o mais, sendo relativo, é passageiro e finito. Deus colocou a eternidade como pulsação interior no coração do homem, mas este, não compreendendo as dimensões e implicações deste estado pós-matéria, tenta tornar eterno aquilo que é apenas temporal.

De fato, pra sempre, sempre acaba, pois, no final desta estrada na qual todos nós estamos caminhando, existe uma grande placa onde estão presentes os seguintes dizeres: “Fim da Linha! Bem vindo à eternidade!”. Nesta nova dimensão pós-existencial, pra sempre é pra sempre mesmo, pois Deus assim o diz, e Sua Palavra, para mim, é mais do que suficiente para me fazer crer. E para você?...

Carlos Moreira


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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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