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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

24 julho 2018

Brasil: Mostra teu "Bumbum"!



Como bem disse o Tom, “O Brasil não é para principiantes”. O caso trágico da morte da bancária Lilian Calixto revela, com exatidão, como se organiza e vive a nossa sociedade, sobretudo, no que diz respeito às regulamentações, às leis, à forma como os serviços são prestados aos cidadãos. 

Não vou explicar os detalhes, porque o caso é público e com grande repercussão, mas apenas a “anatomia” da tragédia. Dr. Denis Furtado – carinhosamente apelidado de "Dr. Bumbum”, por aí você já começa a perceber a credibilidade do profissional, exercia a medicina de forma curiosa, realizava cirurgias estéticas sem cumprir o que legisla o Conselho de Medicina, ou seja, que procedimentos estéticos devem ser feitos por um cirurgião plástico, o que implica residência médica com dois anos de cirurgia geral e mais três anos de cirurgia plástica. Passou batido... 

Outro pequeno detalhe é que o Dr. Bumbum estava, desde março de 2016, sob a mira da justiça, uma vez que foi alvo de uma interdição cautelar para o exercício da profissão pelo fato de realizar atendimentos em local inadequado, com procedimentos e aparelhagem inapropriados. Mas a justiça, você sabe bem como é... Depois de três meses de suspensão, houve um recurso jurídico que liberou o médico para fazer o que não se pode fazer, da mesma forma de antes, até que o processo inicial seja julgado. E lá se foram 2 anos... 

Ocorrida a tragédia, que se deu no Rio de Janeiro, o Conselho de Medicina do DF, onde o doutor tem registro, cassou sua licença para exercício da profissão. Mas para ter validade, o Conselho Federal tem que ratificar, ou seja, como o Dr. Bumbum deve ser liberado em breve, mesmo com o registro cassado, poderá exercer sua atividade de cirurgião até que o processo seja definitivamente julgado, o que vai ocorrer em... Bem, você sabe como a banda toca... 

Outro detalhe inconveniente é que o Dr. Bumbum não podia exercer atividade médica no Rio de Janeiro, onde ocorreu a tragédia, uma vez que sua licença só é válida em Brasília e em Goiás. Mais um descuido, coisa pequena... 

Para abrilhantar ainda mais a história, é sabido que o Dr. Bumbum realiza propaganda de seus serviços em mídias sociais, onde é seguido por mais de meio milhão de pessoas, anunciando os benefícios de sua “arte”, o que é proibido por lei, uma vez que os anúncios não cumprem os rigores médicos que determinam a comprovação dos resultados através de métodos e técnicas aprovados pela comunidade científica. Não sei porque tanta picuinha... 

Finalmente, chegamos a Lilian, uma mulher de classe média, bonita, culta, com profissão reconhecida, que é vítima, sim, mas que também não tem como se evadir de ter culpa no cartório. E aqui eu nem vou entrar na questão da tirania da beleza escultural, ou na busca da plasticidade estética que ignora a ética, mas apenas no fato de que uma pessoa contrata um procedimento cirúrgico – qualquer médico pode lhe informar que procedimentos invasivos, por menores que sejam, apresentam riscos a vida – de um profissional que faz anúncios marqueteiros na internet, que não atende num hospital, mas em sua casa, que não tem registro no CRM regional para exercício da profissão, que não tem especialização para realizar o procedimento e que vai introduzir no seu corpo um material para modelar membros que não é aprovado pela comunidade científica para tal uso. Triste... 

Tenho reverência pela dor da família, mas escrevo o texto em protesto ao acúmulo dos desmandos, da insensatez, do descaso com a vida, da prática profissional mercenária, da justiça morosa, da falta de fiscalização de órgãos reguladores, e por aí vai... Dr. Bumbum não é apenas um médico escroto brincando de esculpir glúteos perfeitos, ele é o retrato do Brasil e do brasileiro, expõe as vísceras de quem somos, como vivemos e porque estamos do jeito que estamos. 

Termino constatando que, mais uma vez, a "esperteza" venceu a ética, pois a grande lição que nos deixa o Dr. Denis, parafraseado a sabedoria popular, é que “Plástico, no bumbum dos outros, é dinheiro”... 


Carlos Moreira



23 julho 2018

O Evangelho nos Torna "Gente Boa de Deus"!

Convivendo desde a mais tenra infância no meio religioso, sempre fiquei intrigado com uma questão sui generis: por que o crente é alguém tão chato? Ora, essa afirmação não é meramente especulação, mas fruto da observação acurada de anos e anos sobre o comportamento das pessoas que afirmam ter fé em Jesus e que congregam em alguma comunidade cristã. Se você acha exagero, faça uma pesquisa, converse com pessoas não-religiosas, com amigos do trabalho, da faculdade, familiares, e veja se o que digo não tem base sólida. Aliás, “chato” é uma designação amena frente ao que vejo e escuto por aí. Fato é que, intrigantemente, pessoas que afirmam estar “salvas” ou destinadas a usufruir da eternidade, não raro, são pessoas invasivas, inconvenientes, elitistas, preconceituosas, complicadas, intolerantes e intrigueiras. Contrariando toda expectativa, muitos dos que se dizem “Servos de Deus” estão, assombrosamente, longe de ter o caráter manso e amoroso que vemos manifesto em Jesus. Ser “evangélico”, desgraçadamente, tornou-se algo que carrega a pecha de ser alguém que se esmera em se tornar um “estraga prazer”, um “espinho na carne”, ou ainda uma “pedra no sapato”. Conheço muita gente bacana que, depois de se “converter” a “fé”, passou a ser insuportável, uma vara do juízo de Deus sob a Terra, uma usina de condenações movida por uma boca recheada de pragas e maldições. Diante de tudo isso, surge a questão: como explicar esse fenômeno? O que deveria, de fato, acontecer, com aqueles que conhecem ao Senhor? Como podemos nos tornar “Gente Boa de Deus”, o que devemos fazer para ser crentes em Jesus e amigo das pessoas, seres descomplicados e lúcidos, pessoas com boa fé e firme consciência, homens e mulheres cheios de luz e Verdade, indivíduos que transbordam graça e amor? Assista a mensagem e chegue a suas próprias respostas!


 

14 julho 2018

Os “Dias” de Cada Geração




"E, como foi nos dias de Noé..., nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam...”. Mateus 24:37-39
Noé era um homem bom e justo vivendo em meio a uma sociedade corrompida e empedernida, uma geração vitimada pelo “espírito do tempo”, algo capaz de anestesiar mente e coração e impedir que o mal que se avizinhava fosse discernido. 

Eclesiastes, em sua sabedoria, ensina que na existência há tempos e tempos, e cada tempo tem o seu próprio fim e também o seu próprio “espírito”. 

Quando olho para a minha geração, neste dia chamado hoje, percebo, claramente, a atuação desse mesmo “espírito” que operou nos dias de Noé, a mesma complacência, a mesma displicência, a mesma resistência a Verdade e a Justiça. 

Sim, nem mesmo aqueles que se dizem “salvos” e que fizeram da religião seu guia e do templo sua morada são capazes de perceber o que está acontecendo, pois a igreja tornou-se um covil de salteadores, a doutrina transformou-se em alucinógeno, os profetas estão mortos, não há quem faça o bem, não há quem busque a Deus! 

Todavia, como nos dias de Elias, Deus continua a se mover, e junta para si aqueles que não se dobraram às potestades, que não sucumbiram a instituição, que não reverenciam ritos e dogmas, liturgias e paramentos, gente que se vestiu com as vestes do Evangelho, que não se rendeu a “tradição da igreja”, algo tão assemelhado a “tradição dos fariseus” dos dias de Jesus. 

Só cego não enxerga, e não falo de cegueira física, mas de cegueira espiritual, estamos diante de gente que olha sem vê, uma vez que os olhos do coração estão vendados e a mente cauterizada, impedida de compreender aquilo que procede da verdadeira fé. 

Creia, há muitas “nuvens” sob nossas cabeças, há muitos “gases” condensados, principados se movem, silenciosamente, e articulam o plano final, tecem o script que fará com que o Anticristo se revele. 

É como nos dias de João, que afirmava que a maldade imperava, mas ele discerniu, pela revelação, o que estava por vir, jamais foi surpreendido. 

Sim, a surpresa arrebatará a igreja neste tempo, pois os que se dizem Discípulos do Reino vivem como nos dias de Noé, fazem marchas, movimentos e empreendimentos, comem a maldade e folgam com a injustiça, embriagam-se em seu próprio egoísmo, deseumanizam-se olhando a dor do outro e afirmando: “Eu não tenho nada com isso”. 

Mas eles não tardam por esperar, o “dilúvio” está vindo e ninguém poderá escapar das suas “águas”, os homens se afogarão em sua vaidade, serão submersos em meio ao caos que eles mesmos produziram. 

A verdadeira igreja, todavia, será preservada, assim como a Família de Noé foi. E aqui não estou falando de grife religiosa, nem de grupeto com placa na fachada do templo, muito menos de confraria denominacional ou agremiação eclesial, estou falando dos lavados e remidos no Sangue do Cordeiro, aqueles que carregam o selo do Espírito, que foram marcados com as Marcas da Cruz e o fogo da Palavra. Estes jamais serão confundidos ou envergonhados, estes são os que reinarão com o Senhor e desfrutarão da vida eterna. 

Abra seus olhos! É tempo de discernir... 


Carlos Moreira



09 julho 2018

Procura-se Gente Comum para Realizar Coisas Extraordinárias

Nós podemos medir a importância de nossa existência pela relevância que nossa vida assumiu na vida de outras pessoas. Sim, quanto mais significativo você se tornar para os outros, mas terá encarnado em si mesmo a mensagem do Evangelho de Jesus. Esse, contudo, é um tempo de anestesiamento social quanto aos dramas vividos por milhões de indivíduos, de distanciamento relacional, uma vez que o amor tem se esfriado em muitos, de um tipo de lepra que cauteriza e dissensibiliza o coração das pessoas. Em ambientes assim, a alma sucumbe, por isso não devemos nos demorar onde o amor não é capaz de brotar como fruto da solidariedade e da bondade entre os homens. Olhando para a igreja neste tempo, percebemos o quanto ela está doente, o quanto está distante da realidade humana, o quanto se tornou um clube fechado, frequentado por gente que veste as mesmas roupas, todas tecidas com os ornamentos da religião, mas gritantemente distantes das vestes do Evangelho que nos revestem de um olhar compassivo para o meu igual. Nesta mensagem, faço a análise da vida de Dorcas, uma discípula de Jesus que vivia na cidade de Jope e que, com apenas linha, tesoura e tecido, impacta de maneira assombrosa a vida das viúvas e órfãos daquele lugar. Dentre as tantas lições presentes na narrativa de Lucas, penso que a maior delas é compreendermos que as pessoas que fazem diferença na vida de outras não são, necessariamente, as mais capacitadas ou habilidosas, mas as que se tornaram disponíveis para servir e assim permitiram que o Espírito Santo as enchesse de boa vontade através de frutos de justiça. Assista e usufrua todo o conteúdo desta reflexão.


 

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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