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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.
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10 fevereiro 2017

O "Espírito" do Anti-Cristo



Hitler não é apenas um dos mais importantes personagem da história do século XX, ele representa um “espírito” operante, a articulação e atuação de uma potestade que tem caráter político-religioso.

O apóstolo João fala sobre isso usando a designação da “besta que emerge da Terra” em Apocalipse 13, no caso imediato, o império Romano, com seu poder de dominação e destruição. Essa "besta" é a representação material da projeção espiritual destas forças invisíveis, as quais atuam sobre as sociedades terrenas.


O que temos na revelação de João é a arquetipia do fenômeno, a representação de uma espiral profética que se adensa e segue devastando tudo até que a saga humana chegue ao seu epílogo.

Você pode ver essa mesma potestade agindo na história, usando líderes e simbiotizando, por vezes, o poder estatal com o poder religioso numa relação promíscua. Mesmo quando essa potestade não se apresenta com as vestes da religião, está travestida de tal, pois o ateísmo é a religião dos que negam a Deus, tão dogmático e radical quanto qualquer outra, é uma crença que eleva o homem a condição de divindade e o torna causa e consequência de si mesmo. 

Um bom observador perceberá o que afirmo e verá que essa potestade se move com velocidade absurda nestes dias. Sim, um novo mundo começa a se desenhar, a cosmovisão está sendo alterada bem debaixo dos nossos olhos, e ela surge com personagens totalitários, cheios de fundamentalismo religioso, com propostas messiânicas e truculência disfarçada. 

O que já podemos ver em alguns países do Oriente, nos Estados Unidos, e em boa parte da Europa – as próximas eleições por lá revelarão o que digo – também poderá ser visto muito em breve no Brasil. São expressões diversas, com matizes diferentes, mas todos operados pelo mesmo poder. 

Como sempre afirmo, os pequenos fatos revelam, por vezes, algo muito maior sendo articulado, é preciso buscar, portanto, a capacidade de observar e analisar o fenômeno, percebendo assim o quadro mais amplo que se desenha. 

Você acha que o mundo não comportaria um novo Hitler? Ora, a história nos revela que a tirania dos homens não tem limites e que a dominação dos povos sempre foi um fetiche para ditadores. O Anti-Cristo está as portas, já vimos representações suas ao longo das eras, mas a versão final, que será uma soma de todas as outras, está por se revelar...


Carlos Moreira





14 novembro 2016

Submissão Feminina: um Tabu que Resiste ao Tempo.



“Permaneçam as mulheres em silêncio nas igrejas, pois não lhes é permitido falar; antes permaneçam em submissão, como diz a lei. Se quiserem aprender alguma coisa, que perguntem a seus maridos em casa; pois é vergonhoso uma mulher falar na igreja”.
1 Coríntios 14:34,35.

Sempre tenho encontrado gente que me questiona sobre a doutrina que trata da submissão da mulher. Via de regra, homens que se agarram aos textos de Paulo sobre o tema são dominadores, preconceituosos e inseguros, mas, com uma bíblia nas mãos, eles se servem da força do dogma que impede uma leitura de Paulo condicionada ao prisma da sociedade em que ele vivia – machista e patriarcal – ou seja, uma cosmovisão totalmente diferente da nossa. 


O que eu me divirto quando encontro tais indivíduos, é que eles, como de costume, coam o mosquito e engolem o tiranossauro rex, são excêntricos observadores das porções que lhes interessa nas Escrituras, afirmando que os princípios de Deus são irrevogáveis, todavia, ficam sem qualquer condição de defesa diante de argumentos básicos da exegese, coisa que criança em escola dominical já sabe fazer. 

Veja você como os tais se complicam com um texto como o citado acima. Nesta passagem de 1ª. Coríntios, Paulo trata do tema da submissão da mulher, primeiro no que diz respeito a observância da Lei para o ambiente público, depois, na sequência, para o ambiente doméstico. Em ambos os casos, o princípio é o mesmo, ainda que com diferentes aplicações. 

Na sociedade de Paulo, mulher não tinha direitos, nem espaço, nem reconhecimento. A mulher paria filhos, cuidava da casa e pedia a Deus com todas as forças que seu marido não lhe desse uma carta de divórcio, pelo motivo que bem entendesse, deixando-a desamparada e exposta a enorme possibilidade de buscar a prostituição para poder sobreviver. Esse era o contexto, de forma esmagadoramente simplificada. 

Contudo, observe como os Doutores da Lei modernos são convenientes em suas interpretações. Por força da cultura social de nosso tempo, seria absurdo manter uma mulher calada na igreja, pois a mulher no século XXI pode fazer tão bem ou melhor qualquer coisa que um homem faça. Por conta disto, metade da passagem acima é flexibilizada em função de sua inadequação ao contexto do mundo contemporâneo, mas o mesmo não se aplica a outra metade, ou seja, no que convém, que é manter a mulher subjugada por uma doutrina que expirou, o texto se aplica, mas naquilo no qual a questão se torna indefensável, do ponto de vista do fenômeno sócio-cultural, ela pode ser relaxada. 

Portanto, o que temos aqui é mais um tabu da religião a ser quebrado. Ora, eu penso que o que regula uma relação afetiva não é a submissão, mas o amor! O mandamento é amar, não subjugar, é acolher, não amedrontar, é cuidar, não esmagar, pois em meio a essa questão da submissão da mulher o que mais se vê são os exageros e o uso perverso do texto sagrado para justificar desmandos inaceitáveis. 

Jesus não tratou desta questão, deixando claro, para mim, que o tema deve ser abordado de maneira consensual. Quando Paulo estabelece o postulado em várias de suas epístolas, ele trata de um ponto de vista dessa cultura patriarcal judaica, numa sociedade onde a mulher não tinha outra escolha a não ser aceitar o mando do marido. Seria absurdo, nesta perspectiva, o apóstolo ensinar qualquer outra coisa, pois aquele era o mundo onde ele vivia! 

Eu acredito que olhar para certas passagens das Escrituras requer coragem e bom senso. Nós sabemos que o texto é inspirado, mas também precisamos compreender que, alguns deles, em função de questões religiosas, culturais, políticas, econômicas, sociais, dentre outras, expirou! É o caso da submissão da mulher. 

Para ser factual nesta afirmação, basta analisarmos os dados do último censo do IBGE no qual cerca de 60% das famílias das classes C e D são mantidas pelo trabalho das mulheres. 

Com o intuito de buscarmos uma posição equilibrada, podemos desferir um outro olhar sobre o tema de tal forma a lançar uma nova luz. Quando Jesus trata da questão da autoridade, ele ensina que quem a exerce deve fazê-lo com a consciência de quem presta um serviço, ou seja, eu cativo a submissão de alguém porque, ante de tudo, cativei a pessoa pelo amor e pelo cuidado para com ela. O próprio Paulo já deixou plantada esta ideia quando usou a metáfora no texto de Efésios 5:25: “Maridos amai as vossas esposas como Cristo amou a igreja e sacrificou-se por ela”. 

Então, eu penso que este é um tema que deve ser abordado de forma honesta e buscando a luz da verdade para este tempo. Não vejo qualquer problema em haver igualdade de autoridade no lar, pois, onde há amor sincero, os conflitos são sempre resolvidos buscando o melhor para o outro. Onde não há, todavia, o código religioso será usado como mordaça existencial, como instrumento de opressão, como meio de chantagem, e tudo isso em nome de “deus”. 

Portanto, se você, macho-man cristão, quer uma mulher submissa a sua vontade, compre uma boneca de plástico para brincar. Agora, quando for tratar da questão na vida real, seja gentil e carinhoso, compartilhe decisões e busque o consenso. Acredite em mim: será muito melhor ir por este caminho... 

Carlos Moreira



19 junho 2012

Quem Faz a Tua Cabeça?



A sociedade contemporânea é baseada em controle. Quem tem controle, tem poder. Sutilmente, o homem moderno passou a ser dominado por elementos externos sem que ele mesmo pudesse se aperceber. 



Quem manda na tua vida? Você? Tem certeza? Quem determina as tuas ações, quem influencia as tuas decisões, quem molda os teus valores e princípios? Quem, de verdade, faz a tua cabeça?


Aprenda, assistindo a esta mensagem, sobre as "forças" que operam fortemente nos influenciando e como nós podemos nos defender delas. Através do texto de Paulo aos Colossenses, vamos aprender sobre a influência de elementos do mundo natural movendo, não raro, camadas espirituais.






Carlos Moreira

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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