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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

08 março 2017

A Marca, a Massa, a Mídia e o Evangelho

O “Beijo Gay” da Disney veio reascender antigas questões ligadas a nevrálgica relação entre cultura e religião. Diante da polêmica, dois grupos veem se enfrentando abertamente nas redes sociais: os defensores da moral e dos bons costumes, composto prioritariamente pela ortodoxia religiosa, e os ideólogos liberais, em sua maioria membros ou simpatizantes do movimento LGBT. A partir do incidente, que será cada vez mais constante, temos como desafio buscar entender qual o fenômeno que há por detrás não apenas das ações estratégicas de conglomerados de mídia voltados para o entretenimento, mas também de outros meio de influência e produção de conteúdos sociais tentando impetrar uma nova cosmovisão, uma vez superada a ideologia judaico-cristã no ocidente. Diante deste mosaico, o filósofo italiano Antônio Gramsci, em suas postulações sobre a “Revolução Silenciosa”, nos fornece algumas premissas sobre a utilização de mecanismos de entorpecimento social, pelas vias legais e constitucionais, os quais visam produzir um doutrinamento específico, no caso deste autor, a ideologia marxista. As questões centrais, todavia, que merecem nosso estudo, são as seguintes: o que devemos tratar como cultura e o que precisamos observar como valores imutáveis do Evangelho? Como identificar ideologias subliminares inoculadas no inconsciente coletivo que passam a fazer parte da cosmovisão social? Quais são os riscos que corremos ao não discernirmos tais questões e que prejuízos isso pode causar? Assista a esta mensagem e chega às respostas a cada uma destas perguntas.


 

02 março 2017

Otário sou Eu!



Desculpe, Marcelo, mas o otário aqui sou eu! Sim, por que eu não fiquei bilionário corrompendo ninguém, nem criei uma empresa paralela para fazer subvenção de políticos movidos à propina, nem estuprei o Estado Brasileiro com obras superfaturadas pagas com o dinheiro do contribuinte, parte dele formada por aquele indivíduo que morre no corredor do hospital, que não tem escola para os filhos nem saneamento básico para viver com um pouco de decência.

Desculpe, Marcelo, mas o otário aqui sou eu, por que eu não usei da influência de governantes desonestos para entrar em outros países e fazer negociatas, nem dispus do caixa dois da minha empresa para financiar campanhas, além do que, não tenho na folha de pagamento metade do Congresso Nacional, gente venal que vendeu a consciência ao dinheiro e a alma ao demônio.

Você não deve saber, mas eu pago imposto, sr. Marcelo, e pago muito caro, tenho que votar no candidato político menos ruim e ainda preciso esperar quatro anos para ele fazer alguma coisa, pois o que ele deveria fazer, não faz, uma vez que você o comprou para realizar lobby em prol da Odebretch. 

Eu sou otário pois tive, desde cedo, que trabalhar para pagar meus estudos, não herdei nenhum império da minha família. Sabe, Marcelo, eu saía todos os dias às 10:00 horas da noite da faculdade e ia trabalhar no frio de 15 graus do Centro de Processamento de Dados do Banorte, largando às 6:00 da manhã, cansado, com fome, mas com o senso de dever cumprido. 

Me desculpe, mas não divido com você meu título de otário, pois as licitações públicas que ganhei foram na base da competência técnica, nunca precisei dar propina para realizar meus serviços. Você talvez não saiba, Marcelo, mas dos otários do Brasil, estou entre os melhores, são mais de 20 anos como empresário, sobrevivendo as custas do mérito, do estudo, do tratamento correto com clientes, funcionários e parceiros. 

Ora, com uma conduta como essa, não enriqueci, é verdade, e continuo apenas tendo grana para pagar as contas, tenho um carro velho, ano 1998, e um apartamento com 30 anos de construção. Não possuo moeda estrangeira em banco, nem poupança, não tenho ações na bolsa, minha mulher não tem joias e não sou titular de contas em paraíso fiscal.

Mas tem uma coisa, sr. Marcelo, que eu tenho e o sr. não tem: vergonha na cara! Sim, meu pai não me deixou patrimônio, mas me legou sua honradez, eu deito a noite, sem tranquilizantes, e durmo, e ainda posso andar pela rua com a cabeça erguida, olhando todo mundo nos olhos. Eu sei que esses valores não lhe interessam, Marcelo, pois sucesso para você é outra coisa, mas quero, definitivamente, lhe dizer algo: você já me roubou o suficiente, pois como cidadão paguei parte da conta da sua ganância, mas uma coisa você não vai tirar de mim: o título de otário!

Carlos Moreira


01 março 2017

Religião X Evangelho



A religião muda aparências
O Evangelho muda consciências...
A religião muda rotinas.
O Evangelho muda pessoas...
Na religião, a Verdade é uma ideologia.
No Evangelho, a Verdade é uma pessoa...
A religião se propõe a ocupar prédios.
O Evangelho se dispõe a ocupar mentes...
A religião propõe que você experimente o melhor desta terra.
O Evangelho propõe que você experimente o melhor de Deus...
A religião lhe propõe fazer o sinal da Cruz
O Evangelho lhe ensina a fazer da Cruz um sinal...
A religião visa multiplicar gente
O Evangelho visa multiplicar mentes
A religião molda as pessoas.
O Evangelho muda as pessoas...
A religião consegue transformar pessoas boas em más.
O Evangelho é capaz de transformar pessoas más em boas...
A religião idealiza
O Evangelho realiza...
A religião se ocupa em edificar impérios.
O Evangelho se compromete a edificar pessoas...
A religião anestesia o pensamento.
O Evangelho reconstrói a consciência...
Na religião você é um CNPJ
No Evangelho você é um CPF

A religião é uma forma de pensar.
O Evangelho é uma forma de viver...

A religião desafia você a ler as Escrituras.
O Evangelho instiga você a encarná-las...
Na religião, a confissão é uma liturgia do culto.
No Evangelho, a confissão é uma liturgia da vida...
Na Religião: “Sem dízimos, nada podeis fazer.
No Evangelho: "Sem Mim, nada podeis fazer"
Na religião, arrependimento é um pesar por aquilo que eu faço.
No Evangelho, é a geração da consciência sobre quem eu sou...
A religião põe a bíblia em suas mãos.
O Evangelho a põe em seu coração...
O Evangelho te dá identidade.
A Religião dupla personalidade.
A religião propõe uma Reforma.
O Evangelho, uma nova forma...
Na religião há muitos culpados e muita culpa.
No Evangelho há muitos culpados e nenhuma culpa...
A religião raciocina com a categoria do "todos por Um".
O Evangelho, com a factualidade do "Um por todos"...
A Religião muda à forma.
O Evangelho muda a fôrma...
Vem e segue-me, propõe o Evangelho.
Vem e senta-te, propõe a religião...
O Evangelho lhe desafia a seguir a Jesus.
A Religião lhe propõe seguir-se a si mesmo...
A religião nos leva a buscar coisas.
O Evangelho nos desafia a abraças causas...
O Evangelho: "Negue a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me".
A Religião: "Negue a sua cruz, tome a si mesmo e siga"...




Carlos Moreira


21 fevereiro 2017

Oficina de Vidas: Eu e Minha Casa Serviremos a Deus

O advento da modernidade, pelo olhar do sociólogo alemão Georg Simmel, pode ser melhor compreendido quando conhecemos dois dos seus principais símbolos: o dinheiro e a metrópole. Para Simmel, a evolução histórica destes elementos acentuou o que há de diverso no modo de vida moderno, a saber, um mundo onde as relações são objetivas e superficiais, uma sociedade marcada pela impessoalidade. Na mesma linha de pensamento segue o reconhecido sociólogo polonês Zygmunt Bauman, que criou o conceito de “modernidade líquida”, algo que produziu uma cosmovisão na qual os valores se deterioram facilmente, o estilo de vida das pessoas passa a ser afetado pela impermanência e onde a tecnologia mecanizou as relações em redes sociais de interação virtual. A igreja, como não poderia deixar de ser, foi duramente afetada por essa dinâmica existencial, o que gerou o que denomino de “Cristianismo de Massa”, um fenômeno caracterizado pelo inchaço numérico das comunidades de fé, pela impessoalização das relações e das trocas humanas e o surgimento de uma demanda por programações que produzam entretenimento espiritual. O Cristianismo de Massa é o grande responsável pelo surgimento, a partir da década de 1980, das mega-igrejas, comunidades avantajadas e superpopulosas anabolizadas por práticas que são incapazes de produzir crescimento espiritual consistente e cumprir o propósito daquilo que Jesus qualifica no Evangelho como Εκκλησία – Igreja. Mas o que esse tipo de ajuntamento superlativo numericamente revela? Quais as consequências desta espiritualidade de massa que dilui o indivíduo e o torna apenas um número dentro de uma superlotada congregação? Em contra partida, qual é o significado da expressão “Corpo de Cristo”, utilizada por Paulo na carta aos Coríntios, e qual o modelo da igreja neotestamentária? Assista a esta mensagem e compreenda qual o verdadeiro significa de igreja.

 

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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