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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

05 abril 2016

Princípios Financeiros da Economia do Reino

Finanças é assunto dos mais controversos e polêmicos dentro de igrejas. Para tratá-lo, temos também de adentrar em terreno difícil, que diz respeito tanto à gestão das finanças pessoais, quanto profissionais. A administração do dinheiro, na vida de um discípulo de Jesus, segue princípios que visam produzir saúde ao ser, desenvolver camadas espirituais que foram atrofiadas pela queda, produzindo uma existência egoísta e, não raro, o fomento da avareza, que gera na alma um mal sem precedentes. Dentro desta temática, a questão central a pensarmos é que, na Economia tradicional, lidamos essencialmente com a tentativa de equilibrar as demandas da sociedade em contra partida da escassez dos recursos disponíveis no planeta. Mas, no Reino de Deus, os recursos são infinitos, pois Deus é o dono do outro e da prata, todo poder está em suas mãos! Então, tratar com finanças na perspectiva da vontade de Deus é algo que quebra todos os paradigmas com os quais estamos acostumados a viver! Por exemplo: o conceito de prosperidade, na perspectiva do Evangelho, não é o acúmulo de riquezas, mas a capacidade de repartir e distribuir com outros aquilo que se tem. Sim, é o próprio Jesus que ensina isso quando afirma: “Dai e vos será dado”, numa clara demonstração de que Deus deseja que sejamos canais de sua graça e do estabelecimento de sua justiça, e isso com vistas a manter o equilíbrio entre os que têm em abundância e os que estão desprovidos de tudo. Quer saber mais? Assista a esta desafiadora mensagem e aprenda sobre os sete princípios que poderão fazer a grande diferença na sua relação com o dinheiro!


                           

31 março 2016

Quando a Religião Serve à Política



A religião, historicamente, sempre foi usada como ferramenta de manipulação das massas pela política. Constantino que o diga... A simbiose entre estas duas potestades, produz, ao menos, quatro fenômenos sócio-religiosos, conforme a seguir.

O primeiro é a criação de uma cultura do medo, onde os sacerdotes são alçados a uma categoria de mitos divinizados, pois, tocar no “Ungido”, é tocar em Deus! Com o policiamento comportamental, pessoas são controladas pela via do medo do castigo, seja ele em forma de disciplina eclesiástica pública, seja pela via do bullying fraterno, onde os “irmãos” se afastam daquele que violou o código de conduta coletiva, seja pela ação raivosa de “Deus”, que pune quem não segue a “regra do jogo”. Para a religião, não basta o sacerdote se interpor entre os homens e o Criador, ela precisa controlar também as relações entre os homens e seus semelhantes.

O segundo é a alienação do fiel quanto às dinâmicas da vida, ou seja, quanto mais religião, mais separação do “mundo”, é o noeploatonismo embalado para consumo religioso. Desde há muito, a igreja prega um Evangelho que exclui o indivíduo da realidade cotidiana, suprimindo dele o apreço pela arte, pela cultura, pela política, pela economia. A alienação religiosa é um poderoso meio de controle, cria uma geração de descerebrados, produz na linha de série da igreja-indústria gente que lê a bíblia, mas não lê o jornal, indivíduos que se envolvem com a agenda de programas da denominação, mas que não tem tempo para ir ao cinema, a um show artístico, ou até para investir nos estudos e na profissão. A religião produz um apagão intelectual, isola o sujeito entre as paredes do templo, torna a existência um subproduto das doutrinas da igreja, tenciona impermeabilizar o contato com o mundo real.

O terceiro é a conformação com a miséria, uma vez que o religioso é ensinado que a vida aqui na Terra deve ser uma experiência de sofrimento e renúncia, de privação e desprazer. A verdade é que crente bom é crente pobre! Transportar toda alegria e prazer que alguém pode experimentar para uma vida vindoura, com a promessa de um paraíso perfeito, tem por finalidade produzir uma letargia existencial, um anestesiamento de mente, cultivar a cultura da subserviência, induzir uma subjugação social, levar o povo a ser domesticado tornando-o inofensivo. Ora, essa doutrinação foi largamente utilizada, sobretudo, na América Latina, marcada historicamente por governos totalitários e ditatoriais, pobreza extrema, tanto no campo quanto nas cidades, além de baixos níveis de escolarização e acesso a serviços essenciais. Bem afirmou Dom Hélder Câmara, “Quando dou comida aos pobres, me chamam de santo. Quando pergunto por que eles são pobres, chamam-me de comunista”.

Por último, temos a rendição da crença às questões metafísicas, ou seja, quanto mais “espiritual” melhor, quanto mais à fé aponte para o sobrenatural, mas riqueza haverá na experiência com o sagrado. A metafísica religiosa amputa uma parte essencial da doutrina de Jesus, que é a preocupação com a justiça e com os dramas sociais, produz uma espiritualidade mágica, catártica e performática, revela um Deus fantasioso e vicia os “pagantes” à necessidade do espetáculo. Por isso, tanto “demônio” e tantos “milagres”! Vender religião é vender, sobretudo, o impossível, o intangível, e a metafísica religiosa se locupleta desta necessidade do ser humano de alcançar o divino para entretê-lo com a pirotecnia litúrgica, cultos teatrais com efeitos spilberguianos, muitos carismas disponíveis para uso, mas quase nenhum caráter que seja apto para torná-los úteis a qualquer coisa proveitosa para o bem.

Em minha experiência pastoral, tenho encontrado um sem número de pessoas marcadas por todos ou alguns destes tópicos acima. A violência religiosa é uma violência contra a alma humana, é um estupro da consciência, produz, por vezes, danos irreparáveis. Num tempo e numa sociedade onde o matrimônio está cada vez mais fragilizado, o casamento entre política e religião continua firme, e dando muitos frutos...

Carlos Moreira.

23 março 2016

Aguente Firme: Estamos Chegando!

Nessa mensagem, trato de forma objetiva sobre alguns passos para implantação de uma igreja. É um relato emocionado da minha própria experiência nos últimos anos. “Indo, anunciem o Evangelho a todas as pessoas”, foi à ordem de Jesus. Você pode não perceber, mas há muitos gemidos e sussurros angustiosos ao seu redor. Sim, há pessoas agonizando em busca de esperança e de uma razão para existir. Muitos destes foram sequestrados pelo destino, outros tantos são vítimas de casas mal assombradas, traumatizados e violentados emocionalmente, arrastam-se na aridez de dias intermináveis. Há os infelizes de todos os tipos, os que não possuem oportunidades, os cerceados de dignidade por não ter acesso aos serviços mais elementares, os solitários do mundo virtual, os casados desencontrados de um mínimo de conjugalidade, os depressivos arruinados pelas pressões de um cotidiano asfixiante, gente escrava das pílulas de amortecimento da realidade. Essas pessoas aguardam algo, estão nas esquinas esperando para ser resgatadas e nós podemos ser os portadores da alegria e do perdão que promove todo o bem na vida. Mas há muitos que estão no limite extremo, não podem mais esperar, precisam ser alcançados hoje, agora! Assista a esta surpreendente mensagem e deixe que o Espírito Santo fale com você!


 

18 março 2016

O Rei que se Arrepende



Davi, rei de Israel, me impressiona por muitos motivos, mas, sobretudo, porque ele é um homem que se arrepende do mal.

Eu chamo o episódio de Davi com Bate-Seba de: “A Maior de Todas as Derrotas!”. Sim, o mavioso salmista nunca havia perdido uma batalha, mas foi derrotado dentro de sua casa. Mesmo velho, cobiçou a mulher de seu general, deitou com ela e, sabendo da gravidez indesejada, tentou ardilosamente ludibriar os fatos.

Mas Urias era um homem de valores e de uma envergadura moral inquebrantável. E assim, vendo Davi que não era possível demovê-lo, tramou seu assassinato, deu ordens específicas a Joabe para matá-lo de forma desleal e desumana. Ao depois, posou de bacana assumindo a viúva e imaginou que seria feliz para sempre...

O pecado cega a visão e endurece o coração do homem. Davi expressa isso no Salmo 32 quando afirma: “Enquanto calei o meu pecado, secaram-se meus ossos”. A maior desgraça que um homem pode sofrer em vida é ser evitado por Deus, cometer todo tipo de desatino e torpeza sem que haja consequências, ser um promotor de atitudes déspotas sem ver o juízo cair sobre si como prova de disciplina e amor. Isso poderia ter acontecido com Davi, mas não foi assim, pois, decerto, o Pai corrige a quem ama...

Desta forma, Natã, o profeta, foi enviado a Davi como uma espada de esperança para cortar-lhe a garganta e derrubar toda altivez. “Tu és o homem, ó Rei!”, disse o profeta sem meias-palavras e sem pruridos cerimoniais. Feliz o homem de quem Deus não esquece, felizes aqueles que são julgados pelo Senhor, pois ele é grande em misericórdia e se apressa a perdoar os que lhe buscam.

A Davi restou apenas admitir o inconfessável e render-se ante a poderosa mão do Juiz de toda a Terra. Xeque Mate! Não havia o que ponderar, não restava escapatórias, tudo tornara-se flagrante, o Rei, verdadeiramente, estava nu!

É do caos que nascem os homens... “Pequei contra Deus!”, disse o eterno "Pastor de Ovelhas", arrependido. Nada é mais libertador na existência do que a confissão sincera, a alma que se expõe a verdade e a luz, fugindo da penumbra da vaidade e dos disfarces, é sarada de toda a lepra que a desfigura.

Davi nunca foi tão grande, para mim, quanto naquele momento de absoluta derrota, pois, de fato, há derrotas que são mais valiosas que vitórias. Sansão que o diga...


Carlos Moreira

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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