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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

09 janeiro 2015

Tiete da Religião ou Filho do Evangelho?



A religião muda rotinas. 
O Evangelho muda pessoas...
A religião se propõe a ocupar prédios.
O Evangelho se dispõe a ocupar mentes...
A religião molda as pessoas. 
O Evangelho muda as pessoas...
A religião consegue transformar pessoas boas em más.
O Evangelho é capaz de transformar pessoas más em boas...
Na religião, a Verdade é uma ideologia.
No Evangelho, a Verdade é uma pessoa...
A religião anestesia o pensamento.
O Evangelho reconstrói a consciência...
A religião se ocupa em edificar impérios.
O Evangelho se compromete a edificar pessoas...
A religião desafia você a ler as Escrituras.
O Evangelho instiga você a encarná-las...
Na religião, a confissão é uma liturgia do culto.
No Evangelho, a confissão é uma liturgia da vida...
Na Religião:
“Sem dízimos, nada podeis fazer.
No Evangelho:
"sem Mim, nada podeis fazer"...
Na religião, arrependimento é um pesar por aquilo que eu faço.
No Evangelho, arrependimento é a consciência sobre quem eu sou...
A religião põe a bíblia em suas mãos.
O Evangelho a põe em seu coração...
A religião propõe uma Reforma.
O Evangelho, uma nova forma...
Na religião, há muitos culpados e muita culpa.
No Evangelho, há muitos culpados e nenhuma culpa...
A religião raciocina com a categoria do "todos por Um". 
O Evangelho, com a factualidade do "Um por todos"...
A Religião muda à forma.
O Evangelho muda a "fôrma"...
Vem e segue-me, propõe o Evangelho. 
Vem e senta-te, propõe a religião...
O Evangelho lhe desafia a seguir a Jesus.
A Religião lhe propõe seguir-se a si mesmo...
A religião nos leva a buscar coisas.
O Evangelho nos desafia a abraças causas...
O Evangelho propõe: "Negue a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me".
A Religião propõe: "Negue a sua cruz, tome a si mesmo e siga-se"...


Agora, a pergunta que não quer calar: você é religioso ou é gente do Evangelho?

Carlos Moreira


08 janeiro 2015

Livre de Todos, Mas Escravo da Consciência



Alguém muito querido, e muito sincero, falou comigo pelo in-box e relatou que, depois de ver uma foto minha com um amigo tomando uma “breja”, sentiu-se desejoso de 
voltar a beber. E assim, ele foi tomando uma, duas, três, até que, inadvertidamente, tomou todas...

Bem, ele me confessou o caso e assumiu a responsabilidade pelo ato, mas pediu, com carinho, que eu revisasse minha postura quanto a tomar minha cerveja.

Então, eu respondi...

Mano, entendo o seu drama e entendo que, talvez, você tenha problema com a bebida e precise se conscientizar disto. Mas veja a questão por um ângulo mais amplo... Você imaginou que, se eu posso tomar minha cerveja, você também pode e isso ascendeu o desejo de voltar a beber. Mas ai você se excedeu e, por conta disto, agora acha que eu também não devo beber, uma vez que, fazendo assim, estimulo outros a igualmente fazê-lo.

Agora suponhamos que eu deixe de beber por conta disto... Mas aí, chega a sexta feira e eu vou na casa de uns amigos para jogar umas partidas de dominó. Noite rolando e um destes amigos posta uma foto da mesa de jogo no FB. Pois bem, ocasionalmente, alguém que me segue e é também viciado em jogo, acaba vendo essa imagem e, daí por diante, aquela "cena" passa a se constituir o álibi perfeito para que esse tal volte ao vício da jogatina.

Pois bem, chocado com o ocorrido, eu, “obviamente”, deixo também de jogar, para evitar ser um escândalo ao meu irmão. Mas, como se sabe, pastor é convidado para ir a muitos lugares, e, sendo assim, acabo indo a uma festa de aniversário. Chegando lá, sou servido pela dona da casa que me traz uma deliciosa torta de chocolate. Com todo o prazer, eu como a torta e me lambuzo todo. Minha filha Gabi, que adora fotos, posta, então, a imagem desta cena hilária na minha linha do tempo no FB. Mas, desgraçadamente, alguém que me segue e tem compulsão alimentar, me vendo comer a bendita torta, volta a ter problemas com a glutonaria. E é assim que eu paro de comer tortas...

Finalmente, como resultado do dia de Natal, eu posto uma linda foto com minha esposa na qual não estou, nem bebendo, nem jogando e nem comendo. Mas naquela foto, estou vestindo uma camisa nova que ela me deu de presente, linda mesmo! Infelizmente, e para meu desgosto, alguém que me segue no FB e tem compulsão por gasto, não conseguindo ver aquela imagem, acaba caindo novamente em tentação com o cartão de crédito. Dias depois, fico sabendo que a pessoa foi ao shopping e detonou geral, e o pior de tudo, voltou para as mãos dos agiotas.

E foi assim, desta forma triste, que eu deixei de viver! Sim, foi isso que me aconteceu, pois eu perdi, totalmente, minha individualidade e, com ela, minha liberdade. Tornei-me um escravo dos outros e, por “amor” aos outros, deixei de existir.

Ora, em absoluto é isso que as Escrituras afirmam sobre, por amor ao mais fraco, alguém deixar de fazer algo! Quando Paulo trata deste tema, em 1ª. Co. 8, o contexto imediato é a comida sacrificada aos ídolos, a qual era comprada ou consumida na feira, onde a maioria dos alimentos havia sido consagrado para os cultos tanto no templo de Apolo, quanto de Afrodite. Paulo, então, está tratando de uma questão específica, num contexto próprio, e faz uso, inclusive, de recursos literários, como a hipérbole do verso 13, para ratificar seu pensamento.

Para se ter uma ideia, a questão era a seguinte: a mente debilitada do neófito, que acreditava nos mitos das religiões pagãs, sobretudo a grega, acabava estimulada pela superstição e, desta forma, levava o indivíduo a viver eternamente dependente dos deuses, o que acarretava, por consequência, a não compreensão da liberdade do Evangelho e da salvação em Jesus. Ou seja, o que temos ali é uma questão essencial à fé e não algo de cunho meramente existencial.

No meu pensar, todavia, é óbvio que Paulo não está recomendando que nunca mais alguém tenha a liberdade de comer algum alimento pelo fato dele ter sido consagrado ao ídolo, pois ele mesmo diz que, recebida com ação de graças, todas as comidas estão santificadas para o uso! O que se subentende, então, é que, ainda que eventualmente julguemos que devamos nos privar de algo, por amor àquele que tem uma consciência fraca, não precisamos viver desta forma, mas usar a pedagogia e o discipulado para instruir aquele que é débil na fé a chegar a maturidade em Cristo!

O exemplo que dei acima é bastante simplista, mas factível! Agora, imagine que alguém se escandalize pelo fato de você usar calça jeans, o que é totalmente compatível com algumas doutrinas de igrejas pentecostais. Com sinceridade, você deixaria de usar a calça por causa da debilidade do pensamento desta pessoa? Ora, se não, então essa aplicação sobre a liberdade serve para algumas coisas e para outras não? Será que nós vamos ter de fazer uma planilha com o que pode e o que não pode ser feito?

Por isso, o mesmo Paulo que trata o tema de 1a. Co. 8, afirma, em Rm 14:22 “Bem aventura aquele que não se condena naquilo que aprova”. É assim que eu penso, com sinceridade e respeito pelo meu semelhante em suas fraquezas, mas não me tornando refém de nada nem de ninguém.

Para terminar, deixo essa frase de Harriet Tubman como reflexão final: "Libertei mil escravos. Podia ter libertado outros mil se eles soubessem que eram escravos". Cabe tão bem...

Beijo a todos!


PS: Eu sei que a maioria não vai concordar, mas alguns vão começar a acordar depois desta reflexão... E eu? Bem, eu continuo livre de todos e escravo de Cristo!

Carlos Moreira

31 dezembro 2014

Mensagem aos "Fracassados"





O ano está terminando. Em seus últimos suspiros, pensei em deixar uma mensagem para você. Sim, para você que, talvez, não tenha tido um ano extraordinário, cheio de conquistas, alegrias e realizações. 


Esta mensagem é para você que ficou desempregado, que mesmo tendo batalhado atrás de uma oportunidade, não conseguiu coisa alguma. Currículos enviados, entrevistas realizadas, mas, até agora, nada. Não tem coisa pior do que terminar o ano sem uma vaga no mercado, mas esse foi o seu ano, um ano fracassado.

Pensei também em dizer algo para você, que está solitário. Sim, muitos amigos e amigas seus acharam, enfim, alguém para partilhar a vida. Mas você, como já vem acontecendo, está sem ninguém. E é preciso dar aquelas velhas desculpas, disfarçar em festividades, se arrumar sem ter quem lhe elogie, rolar na cama de noite, sentindo apenas o volume do edredom. Solidão é coisa doída, mas, enfim, esse foi o seu ano, um ano fracassado.

Resolvi ainda escrever para aqueles que falharam na tentativa de vencer velhos hábitos, que sucumbiram diante de metas não alcançadas, de planos que se mostraram impossíveis. Sei que há muitos que se sentem vencidos pela falta de disciplina, pela falta de foco ou de vontade. É que a rotina come a gente por dentro e até aquilo que antes nos dava prazer, hoje é um suplício. Mas, sem dúvida alguma, esse foi mesmo o seu ano, um ano fracassado.

Lembrei, também, de tratar das questões dos enfermos. Muitas pessoas descobriram algo errado em seu corpo, foram vitimados por uma notícia apavorante, depararam-se com a finitude da matéria e os dias, agora, são estações de agonia. Você, quem sabe, perdeu o apetite, a alegria e a coragem. E é fato que a luta parece mesmo inglória, pois há doenças que podem ser tratadas com terapias ou medicamentos, mas, no seu caso, o mal veio para ficar, será companheiro do resto dos dias. É triste, mas é real, e esse foi o seu ano, um ano fracassado.

Estou certo que 2014 foi um ano de frustrações para muitos. Teve a casa própria, que não saiu do papel, a viagem, que foi cancelada, a promoção, que ficou na gaveta do chefe, o casamento, que mais uma vez foi adiado. Tantas questões nos fazem pensar que o ano foi mesmo uma merda. Bom foi o ano do fulano, da minha prima, do meu amigo, do meu cunhado, do meu irmão. O ano do outro é sempre melhor que o nosso. E como se sabe, esse foi um ano difícil, um ano fracassado.

Então, para você, “fracassado”, que não casou, que enfermou, que quebrou, que se deprimiu, que se separou, que se endividou, que chorou, que atolou, um feliz 2015! Decerto, acredito que você tem muito o que celebrar...

Você pode celebrar o fato de que, amanhã, o sol vai nascer para todos e a chuva cairá sobre os bons e os maus. Você pode celebrar o recomeço de uma nova jornada, pois o ano terá 365 dias para todos, inclusive, para você, e mesmo o calendário mudando, quem tem mesmo que mudar somos nós!

Eu lhe desejo um feliz 2015 pelo fato de você estar vivo, pois muitos não verão a chegada do novo ano. Celebro, então, a sua vida, seja você jovem, com muito o que aprender, ou velho, que já sofreu e poderá usar a experiência adquirida para fazer as coisas de uma forma melhor.

Eu lhe desejo um ano auspicioso, pois esse poderá ser, justamente, o ano da compra da casa, da viagem, do grande amor, da cura, da promoção, da alegria, das realizações que você tanto espera e, portanto, é bom preparar-se para elas. Por favor, não vá deixar que as oportunidades passem por causa de seu pessimismo, de sua melancolia recalcitrante, de seu mau humor costumeiro.

Assim, apronte-se, pois o ano está chegando com “ares de festas e luas de pratas”! Deus não mudou de endereço, Ele continua assentado no Seu Trono e todas as coisas estão sob Seu controle. No mais, tudo coopera para o bem daqueles que lhe amam e, ao contrário do que você pensa, a vida está é conspirando a seu favor. O que não deu certo, falhou porque não era para acontecer para você.

Portanto, um maravilhoso 2015 aos “fracassados”, a você que, exatamente como todos os outros, teve alegrias e tristezas, conquistas e derrotas, mas que, talvez, diferente de muitos, acha que foi um alvo do destino, perseguido de Deus, que o mundo conspira contra você!

Ora, por favor, deixe de tanta lenga-lenga, pegue o que você tem, faça um cabelo diferente, use uma roupa reciclada mesmo, junte-se com outros “fracassados” e agradeça por tudo o que a vida lhe trouxe, seja reverente com aquilo que a vida levou e prepare-se para as enormes surpresas que a vida ainda lhe trará. Feliz 2015!


Carlos  Moreira


22 dezembro 2014

O que é Mesmo o Natal?

O que é mesmo o Natal? Durante os últimos 10 anos, cresceu assustadoramente a tentativa de pessoas ligadas à religião em demonizar o Natal. Eles condenam a árvore, o Papai Noel, falam da festa consagrada a Mitra, divindade Romana, do erro no calendário atribuído a Dionísio, são tantas as questões que não vale a pena trazê-las aqui. A despeito das verdades históricas, que possuem assento em toda boa consciência, o que me preocupa nesta tentativa de paganização do Natal é que, cada vez mais, aqueles que se dizem discípulos de Jesus sabem menos sofre a celebração. A questão não é comemorar ou não comemorar a festa mais popular na cultura ocidental, mas saber ou não saber as reais implicações da encarnação de Deus na pessoa de Jesus de Nazaré. E você? Você tem certeza que sabe as reais implicações do nascimento do Senhor? Assista a mensagem e tire suas conclusões!

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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