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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

07 fevereiro 2017

Que Aproveita ao Homem Saber a Bíblia e Perder a sua Alma?

Na semana da prisão do empresário e presidente do Grupo EBX, Eike Batista, lembrei da afirmação incisiva de Jesus quanto tratou, numa de suas parábolas, com um grande industrial que havia gasto a vida para produzir e encher seus celeiros: “Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”.Com uma fortuna que poucos tiveram nas mãos, Eike Batista desperdiçou as oportunidades que a vida lhe deu. Dono de uma mente privilegiada, perdeu a chance de ter sido protagonista de seu tempo marcando sua geração e transformando-se na inspiração para jovens empreendedores. Mas nem todo dinheiro do mundo é o bastante quando a alma não se sacia com nada, sua ambição só é satisfeita com a terra da sepultura. “Ecce Homo!” – “Eis o Homem!”, humilhado mundialmente, com seus bens tomados, suas empresas falidas, seu nome na sarjeta e agora preso numa cela comum com bandidos comuns. Desta análise do cotidiano da vida, surge a grande questão da existência humana: como é possível um homem perder a sua alma? O que Jesus estava querendo dizer com essa afirmação? Será que ele falava de condenação eterna? Do inferno de fogo? Ou era algo mais sutil, como perder a alegria, a sensibilidade, a compaixão, ou a generosidade? Será que apenas o mau uso da riqueza é o que destrói a alma de um homem? Em minha experiência como mestre, pregador e pastor, tenho observado um fenômeno sócio-existencial intrigante: o poder que a religião tem de matar a alma das pessoas. Sim, embevecidas em ambientes insalubres, condicionadas e adestradas por líderes perniciosos, endurecidas pela imposição de doutrinas perversas e instigadas a encarnação de um personagem eclesial, milhões de pessoas acabam experimentando a morte da alma pela via da supressão das emoções e sentimentos, pela negação da personalidade e da individuação, pelo cerceamento da vontade e do prazer. Será que isso aconteceu contigo? Assista esta mensagem e tenha a coragem de perguntar a sua alma: “Como vai você?”.

 

01 fevereiro 2017

Minha Teologia



Minha teologia tem cheiro de gente e rosto de rua, é aplicável ao cotidiano, desvenda a existência crua, analisa o fenômeno, propõe ações, olha a notícia e faz as conexões com a Palavra, implica abraçar a vida para, de alguma forma, materializar a fé.

Ora, toda teologia que se projeta para o céu foge ao seu propósito, pois o Deus em que cremos abandonou os céus para encarnar na Terra como homem. Teologia, portanto, tem que propor um chão, um caminho, deve evitar percorrer as veredas da especulação filosófica, pois Evangelho é encarnação, prescinde que o que se alojou na consciência se desdobre em atos de bondade e justiça. 

A boa teologia, portanto, não necessita de sofisticação, uma vez que não trabalha com sistematizações ou argumentos retóricos, o convencimento não é alcançado pela via da razão, antes, é o coração quem discerne a voz que o chama ao arrependimento. 

Assim, a Palavra, que um dia já foi texto, se faz vida na vida de quem está para além do verbo, pois a simples leitura não pode produzir salvação, nem são justos os que a ouvem nos templos e catedrais. Só quando a letra se agarra as vestes de quem se deixa gastar no chão dos dias, é que as metáforas e alegorias do escrito sagrado ganham cheiro e sabor, as histórias se transportam das páginas para as calçadas, a doutrina ganha significado porque alcança concretude, se faz graça e misericórdia na existência do meu igual. 

A teologia de Jesus foi feita de encontros nas esquinas e poeira no caminho. Ele não se utilizou nem da Lei Romana, nem da Ética Judaica, nem da Filosofia Grega, estava propondo não um teorema, nem uma nova ciência, não se fez protagonista de revelações inusitadas ou se deteve a prestigiar mistérios, não quis ser fundador de uma nova religião, tudo nele era simples, com um sorriso e um abraço, Deus se fez entender, pois um Deus que não fosse capaz de andar com pescadores, para que aproveitaria?

Minha teologia? Não preciso explicar; olhe para mim e você a verá. E se não pode ver, de que serve?

Carlos Moreira




31 janeiro 2017

Espiritualidade da Alma




“Espiritualidade da Alma” é a forma como chamo o fenômeno da histeria presente em muitas igrejas de linha “renovada”, pentecostal e pós-pentecostal. Sim, é a volta da doutrina grega repaginada da catarse, algo que se podia ver não só na religião, mas também na medicina e filosofia da antiguidade.

Os rituais visavam à libertação, expulsão ou purgação de tudo o que fosse estranho à essência ou natureza de um ser, aquilo que podia corrompê-lo. Portanto, certos “cultos de liberta
ção” em nosso tempo, sob o manto da busca da santidade, nada mais são do que essas práticas reeditadas com glacê místico e pirotecnia moderna, tudo regado a muito “louvor”, algo capaz de embalar o estado de frenesi que neles se instalam.

Indivíduos como Benny Hinn e outros “apóstolos” e “bispos” da igreja contemporânea, figuras carimbadas no mundinho gospel, nada mais são do que “indutores” para a liberação de manifestações de gente com distúrbios na psique e fragilização emocional. 


Eles são, na verdade, a “mídia”, o meio pelo qual repressões de natureza psicológica, abusos, recalques, castrações, sublimações, estoques sexuais reprimidos e toda sorte de “energia” acumulada no ser vem à tona, daí tanta pirueta, tanta queda, tanto tremilique, compulsões, risos desenfreados e choros compulsivos.

O que é tudo isso? Carne, nada mais, a alma vazando larvas de vulcão, tudo que se acumulou no esgoto do ser ao longo de uma vida inteira, algo que, raramente, produz efeito para além do culto, ou seja, mudanças profundas que tenham desdobramentos reais na vida real.

Ora, esses acontecimentos não são uma exclusividade do pentecostalismo surgido no início do século XX, e do qual herdamos modelos e doutrinas através dos missionários americanos. Se você for estudar os avivamentos pós-reforma protestante, verá que eles eram seguidos das mesmas manifestações, ainda que o caráter e conteúdo da pregação fossem outros, algo totalmente diferente do que é apresentado nos nossos dias.

Assim, o fenômeno é espiralizado, pode retrair-se e expandir-se conforme contextos sociais e culturais da humanidade, somem e surgem de geração em geração, mas podem ser facilmente discernidos por todo aquele que carrega em si a consciência do Evangelho. 


Carlos Moreira


Não Erga Muros, Construa Pontes!

Era de se imaginar que, 25 anos após a queda do Muro de Berlim, os homens houvessem aprendido que paredes de tijolo e cimento não resolvem problemas, apenas os separam em lados opostos. Mas Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pensa diferente... Na verdade, enquanto o ser humano imaginar que apartar-se do seu igual pode ser a solução para alguma coisa, levantaremos barreiras físicas, mas não seremos capazes, sequer, de perceber que a grande barreira está posta, na verdade, em nossa consciência. Um muro físico nada mais é do que a representação visível dos muros invisíveis que crescem a cada dia dentro de nós. Assim, quando nos deparamos com questões como essa, devemos sempre observar o fenômeno mais amplo, e não apenas o evento em si, de tal forma a perceber o que há por trás de cada “tijolo” que é colocado nesta enorme parede que é a existência humana. O muro “Clinton/Trump” visa separar nativos de imigrantes ilegais, essa é a justificativa plausível e concreta, mas acaba por revelar outros muros, ainda que intangíveis, pois a grande separação proposta não é geográfica, se dá no terreno do coração. Foram atitudes como essa que criaram, ao longo da história da civilização, o muro que separa negros de brancos, pobres de ricos, direita de esquerda, capitalistas de socialistas, religiosos de ateus, protestantes de católicos, oriente de ocidente, islâmicos de cristãos, héteros de gays... Há um fenômeno muito mais amplo por trás de tudo isso e ele é algo de dimensões globais, e não local, como a maioria imagina. Você pode perceber? Ou, ingenuamente, acha que é apenas mais muro? De fato, esse não será o primeiro, e nem tão pouco o último. Na verdade, temos 4 outras barreiras semelhantes no mundo atual: o “muro da vergonha”, que separa a Cisjordânia de Israel, o muro de Ceuta e Melilla, na África, o muro de Ervos, na fronteira entre a Grécia e a Turquia e o muro que separa a Coréia do Norte da Coréia do Sul. Mas a pergunta que não quer calar é a seguinte: quantos muros já cresceram dentro de você sem que você os percebesse? E quantos ainda vão crescer? Assista esta mensagem e entenda que seu desafio é construir pontes, não levantar obstáculos!

 

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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